So together we can breathe // @evanne
yourvenemousmasterxxxpiece:
– Bem. Ele se divorciou da minha avó e agora está em Oxford de novo. Reabriu alguns negócios da família e parece contente com isso. Passa parte do ano lá e aqui. Mês que vem, por exemplo, ele voltará para a Europa. Por isso quero que vocês se vejam até depois de amanhã, no máximo. – Respondeu, com um sorriso. Aquele assunto do divórcio de seu avô não era tão novo assim, mas ela não se lembrava de tê-lo comentado com Evan. Assim como boa parte de sua vida - mutação, trabalhos como mercenária -, mas tudo bem. Haveria a hora, certamente. – Ele sente sua falta e vira e mexe me manda mensagens perguntando há quanto tempo você me deixou sozinha. – Com uma risada baixa, encerrou o assunto.
Seu braço buscava escoro no ombro do namorado, quando ouviu aquela pergunta. Franziu o cenho e encarou-o seriamente por alguns instantes. Se estivesse com os sentidos menos aturdidos por cona do álcool, Anne provavelmente teria sido bem ríspida em sua resposta.
– Eu me alimento assim há quase dez anos, Evan. Sei que não tenho o corpo de nenhuma stripper do Harlem, com um bumbum enorme, ou seios fartos, mas eu sou magra e saudável. Não sofri problema algum durante todo esse tempo por evitar consumir animais mortos. – Disse, arqueando também uma das sobrancelhas. – Mas se você quer ouvir da boca de um profissional o que eu acabei de te dizer, tudo bem. Passamos na minha clínica geral. Ela está cansada de me ver tanto nas últimas semanas, principalmente quando corri desesperada para ela querendo uma consulta porque achava que estava grávida, mas… Eu a pago. Ela é obrigada a me atender. – Riu.
Não tendo muita noção do que havia acabado de dizer, deixou um beijo estalado na bochecha do mais velho, ajeitou seu hobbie e parou na frente dele outra vez.
– Não preciso que você seja um “cão de guarda” agora, tudo bem? Só que vá tomar um banho para que possamos jantar e depois irmos para a cama. – Novamente, um sorriso foi inevitável ao dizer aquilo. Mas lascivo. Ela não era cega, via o cansaço no rosto de Evan, mas estava disposta a fazê-lo esquecer de toda e qualquer preocupação que o fizesse estar com os ombros pesados. – Eu encho a banheira pra você. – Adiantou-se, fitando-o por entre as pálpebras. Naqueles momentos onde sua percepção parecia estar mais aguçada por conta do álcool, ela se dava conta do quão bonito Evan Flynn era. Dono de um físico que a agradava a ponto de fazê-la achar qualquer outro impossível de superá-lo - já que o namorado estava bem acomodado entre os magros e os mais robustos, bombados com seus ombros extremamente largos e corpos com veias saltadas - e de olhos tão lindos que faziam seu ego, comumente dono da opinião de que os seus próprios eram os mais bonitos da face da terra, cair por terra quando os explorava. Em outras palavras, Chariot não era idiota a ponto de não perceber toda a beleza externa de Evan, assim como a interna também, já que ele era bastante inteligente e amoroso.
Finalmente, a morena virou-se nos calcanhares e dirigiu-se ao banheiro. Lá, mesmo que não tivesse ficado para esperar uma resposta do homem, abriu o registro e virou alguns recipientes com sais na água. Sentou-se na borda, deixando que seus dedos longos brincassem pela superfície que ia fazendo espuma aos poucos, aproveitando para checar a temperatura.
Não que estivesse em posição de dar alguma opinião sobre o assunto, mas Evan nunca fora fã da Sra. Scott. As interações entre eles se resumiam a formalidades como as do jantar que fora oferecido por seus pais em certa ocasião. Jantar no qual descobrira que os Scott eram velhos conhecidos dos Flynn. -- Claro, vou ligar para ele marcando alguma coisa. -- Ao contrário da ex-esposa, pelo Sir Scott Evan cultivava certo fascínio e respeito inquestionável. -- Quase me senti importante agora, não é todo dia que seu avô sente falta de um mero mortal como eu. -- Brincou, deixando uma risada baixa escapar. -- Não deixei você sozinha, você que fugiu de mim. -- Resmungou antes que um bico semelhante ao de uma criança birrenta se formasse em seus lábios.
Ele sabia que devia ter guardado seu comentário sobre a alimentação de Anne para si. Mas o que mais falaria? Diria que ele sabia da mutação e que este era o motivo mais provável para ela estar esgotada daquela forma? Não, ele queria que ela contasse para ele sobre quem ela realmente era e não admitir que ele havia acessado os arquivos do Centro de Heróis para o qual ela trabalhava. Deixou um suspiro escapar à medida que as palavras da namorada preenchiam seus ouvidos. Os olhos arregalaram em um instante com a menção da palavra "grávida" e Flynn se engasgou com a própria saliva. -- Grávida? Qual foi o resultado? -- Perguntou com as sobrancelhas arqueadas enquanto tentava se recompor. -- Por que você não me disse nada? -- A resposta, no entanto, fora um beijo estalado em sua bochecha.
Inicialmente, não fez nada além de assentir. No entanto um novo sorriso tomou conta de seus lábios. Era incrível como apenas o fato de estar ali com Anne já aliviava boa parte da tensão causa por reuniões extensa, negociações e voos atrasados. Evan se livrou do paletó, deixando-o sobre um dos braços do sofá, estava consciente de que as chances de Zazu babar na peça eram muitas, mas estava cansado demais para dar a mínima. Sem protestar ou mesmo questionar, Evan seguiu a mais nova até o banheiro já com a gravata em mãos.
-- Tem certeza de que não vai me acompanhar? -- Arqueou uma sobrancelha e esboçou um sorriso afetado. Desabotoava a camisa social enquanto mantinha os olhos claros fixos em Chariot. Mesmo em seus pensamentos, Evan não conseguia encontrar palavras que descrevessem a beleza da namorada. Se voltasse alguns anos em suas memórias, mais especificamente para o dia em que se conheceram, Evan nunca diria que eles chegariam àquele ponto. Tampouco se imaginaria querendo mais.
Como quando ela mencionou a suspeita de gravidez agora há pouco, ou simplesmente quando olhava para ela como estava fazendo agora e tinha convicção de que, talvez, passar o resto da sua vida ao lado da morena é o que ele mais deseja. Logo Evan se livrou das peças restantes e entrou na banheira quando esta já estava cheia.











