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Delta: I’m such a lover of opera, I just really love it! Benji: I’m really glad you turned around Delta Jessie: Yeah me too Delta: Of course, we’ve gotta have opera represent here!
I know we’re gonna get through this; POV
Anne estava confortável no banco de seu carro quando avistou um Starbucks próximo do sinaleiro que estava cruzando. Refletiu bastante sobre demorar um pouco mais para chegar em casa e finalmente abrir o resultado dos exames que havia acabado de pegar por parar e pedir um frapuccino ou encerrar seu desespero o quanto antes finalmente chegando ao hotel no qual seu avô estava hospedado novamente em New York. No final das contas, a morena decidiu que não faria mal algum se distrair um pouco daquele pânico que, secretamente, tomava conta de seu interior. Não queria acreditar de jeito, maneira, que as náuseas que andava sentindo nos últimos dias estavam ligadas à menstruação atrasada e à tontura inconveniente que a acometera nas últimas semanas.
Sendo assim, depois de alguma demora para estacionar, deixou o banco do motorista de seu Ranger Rover e seguiu na direção da lanchonete. O cheiro de café atordoou seus sentidos de uma maneira positiva, enquanto ela esperava na fila. Aguardando, checou suas mensagens no celular e também seus e-mails. Foi inevitável sorrir com algumas palavras recebidas de Evan, como sempre. Não que ele já tivesse presenciado a cena, mas as bochechas de Chariot Anne costumavam corar absurdamente quando Flynn era romântico daquela maneira e tão carinhoso como sempre fora, mesmo quando ela menos merecia. Com os dedos trêmulos como uma adolescente estúpida estaria, respondeu-o e depois checou suas outras redes sociais. A loucura que era seu instagram conseguia assustá-la de tal modo que quando seu aparelho celular começou a vibrar por conta das inúmeras notificações, a aracnídea decidiu deixar a ideia de lado e finalmente pedir seu café.
O frapuccino no maior tamanho possível estava pronto depois de bons dez minutos. Anne sorveu um pouco do líquido gelado e adocicado por conta do caramelo extra e também pediu por um brownie. Quando ele foi guardado em uma pequena sacola, Johnson caminhou de volta para a saída, mantendo sua postura vistosa, magra e realmente invejável, em cima de seus saltos de quinze centímetros. Sempre que caminhava em New York daquela maneira, sentia-se a dona do mundo, ainda que seu sangue fosse britânico e até mesmo sua fala entregasse aquela condição. Sabia que não pertencia aos Estados Unidos de maneira alguma, mas seu ego acreditava englobar todos os continentes e todos os idiomas com seu poder e sua onipresença.
Can’t beat me, I’m a show sharp winner.
So together we can breathe // @evanne
evanmadashatter:
Não que estivesse em posição de dar alguma opinião sobre o assunto, mas Evan nunca fora fã da Sra. Scott. As interações entre eles se resumiam a formalidades como as do jantar que fora oferecido por seus pais em certa ocasião. Jantar no qual descobrira que os Scott eram velhos conhecidos dos Flynn. – Claro, vou ligar para ele marcando alguma coisa. – Ao contrário da ex-esposa, pelo Sir Scott Evan cultivava certo fascínio e respeito inquestionável. – Quase me senti importante agora, não é todo dia que seu avô sente falta de um mero mortal como eu. – Brincou, deixando uma risada baixa escapar. – Não deixei você sozinha, você que fugiu de mim. – Resmungou antes que um bico semelhante ao de uma criança birrenta se formasse em seus lábios.
Ele sabia que devia ter guardado seu comentário sobre a alimentação de Anne para si. Mas o que mais falaria? Diria que ele sabia da mutação e que este era o motivo mais provável para ela estar esgotada daquela forma? Não, ele queria que ela contasse para ele sobre quem ela realmente era e não admitir que ele havia acessado os arquivos do Centro de Heróis para o qual ela trabalhava. Deixou um suspiro escapar à medida que as palavras da namorada preenchiam seus ouvidos. Os olhos arregalaram em um instante com a menção da palavra “grávida” e Flynn se engasgou com a própria saliva. – Grávida? Qual foi o resultado? – Perguntou com as sobrancelhas arqueadas enquanto tentava se recompor. – Por que você não me disse nada? – A resposta, no entanto, fora um beijo estalado em sua bochecha.
Inicialmente, não fez nada além de assentir. No entanto um novo sorriso tomou conta de seus lábios. Era incrível como apenas o fato de estar ali com Anne já aliviava boa parte da tensão causa por reuniões extensa, negociações e voos atrasados. Evan se livrou do paletó, deixando-o sobre um dos braços do sofá, estava consciente de que as chances de Zazu babar na peça eram muitas, mas estava cansado demais para dar a mínima. Sem protestar ou mesmo questionar, Evan seguiu a mais nova até o banheiro já com a gravata em mãos.
– Tem certeza de que não vai me acompanhar? – Arqueou uma sobrancelha e esboçou um sorriso afetado. Desabotoava a camisa social enquanto mantinha os olhos claros fixos em Chariot. Mesmo em seus pensamentos, Evan não conseguia encontrar palavras que descrevessem a beleza da namorada. Se voltasse alguns anos em suas memórias, mais especificamente para o dia em que se conheceram, Evan nunca diria que eles chegariam àquele ponto. Tampouco se imaginaria querendo mais.
Como quando ela mencionou a suspeita de gravidez agora há pouco, ou simplesmente quando olhava para ela como estava fazendo agora e tinha convicção de que, talvez, passar o resto da sua vida ao lado da morena é o que ele mais deseja. Logo Evan se livrou das peças restantes e entrou na banheira quando esta já estava cheia.
Não que Anne estivesse fugindo do assunto de gravidez com Evan. Só não o achava necessário, uma vez que o resultado fora negativo. Caso fosse positivo, aí sim poderia muito bem dissertar com o namorado noite a fora. Mesmo que não estivesse em seus planos ter uma criança agora, ela não era egoísta a ponto de privar o outro de um filho, futuramente, se fosse o que Flynn realmente queria. Sabia que seria bem difícil, levando em consideração o sangue coagulado que possuía e o veneno que corria por suas veias, mas tudo bem. Com o passar dos anos, Chariot tornara-se mais otimista e agora acreditava que conseguiria tudo o que queria, desde que tivesse o mais velho ao seu lado.
Então, no banheiro, quando Evan fez aquela pergunta, a mulher sorriu de canto, só fazendo observá-lo. Não sabia, ainda, como é que encontrara um homem como ele no mundo. Quer dizer, não eram um casal perfeito, mas esteticamente falando, em sua humilde opinião, desbancavam até o casal formado por Angelina Jolie e seu marido. Já fazia um bom tempo que Anne não se importava com a beleza das pessoas, mas reconhecia que Evan conseguia ser o “pacote completo”: bonito e atencioso. Paciente e prestativo. Só não muito bom das ideias, realmente. Mas sobre isso, Anne não se importava, realmente. Amava-o e isso bastava para ela; logo, esperava que bastasse para ele também.
Mordiscando o interno da bochecha, moveu-se da borda da banheira só para deixá-lo entrar. Enquanto ele ainda estava em pé, livrando-se das roupas, suas órbitas esverdeadas mantiveram-se fixas na silhueta do maior, descaradamente. Não que tivesse pensamentos sujos em sua cabeça naquele minuto, mas não fazia cerimônia quando o assunto era flertar com ele ou atiçá-lo também com seu olhar, já que mesmo depois de todo aquele tempo, Anne sentia-se feliz e privilegiada por ainda achar o namorado atraente ao ponto de fazer questão de provocá-lo até mesmo das maneiras mais sutis.
Com Evan finalmente dentro da banheira, ainda estando de pé, Anne moveu-se para perto do tronco dele agora. Sentou-se próxima dos ombros do moreno e logo seus dedos longos foram parar na altura do pescoço dele. Delicadamente, começou a massagear a região, logo dispersando os movimentos e massageando-o no sentido de sua nuca, descendo um pouco mais. Em seguida, sem deixar de apalpá-lo, aproximou seus lábios do ouvido direito de Flynn, roçando-os no lóbulo do homem novamente:
-- Me fazendo esses convites, vou acabar achando que você quer tentar, mesmo, fazer um filho comigo. Dentro dessa banheira, no banco de trás do meu ou do seu carro, na mesa da cozinha...
So together we can breathe // @evanne
– As coisas não estão muito favoráveis nos bancos. – Comentou vagamente enquanto acariciava uma das mãos de Anne que até então se encontrava em seu rosto. Ele não tinha certeza do que acontecia, seu conhecimento advinha apenas das notícias que vira na TV. Afinal, fazia um bom tempo que não conversava com seu pai. – Como está o Sir Scott? – Perguntou com a menção das bolsas de valores, sabia que ele era um dos figuraços em Wall Street, não como um rato que gostava de brincar com finanças alheias, mas como um investidor em potencial, o maior deles. Deixou uma risada escapar ao ouvir a morena reclamar dos cachorros como se eles fossem crianças ao mesmo tempo em que seguia seus movimentos com as órbitas claras e visivelmente cansadas. O pensamento sempre levava Evan a outro caminho, que envolvia casamento e a formação de uma família, mas preferia não tocar no assunto com Chariot àquele nível de estresse.
Observou Anne se afastar e, naquele momento, perguntou-se se deveria falar alguma coisa ou simplesmente ficar calado. Todavia, estava preocupado com ela e isso era um fato. Ele já se policiava bastante pelo fato de saber que ela é uma mutante e não poder falar sobre o assunto porque ela nunca mencionou a mutação em questão. – Como você se sustenta só com isso? Tem certeza que é suficiente para uma boa nutrição? Podemos ver um médico esta semana, esse cansaço todo pode ser alguma coisa além do trabalho. – As palavras saíram com o máximo de cautela possível, seguidas por um sorriso pelo o que a namorada acabava de dizer.
Ele pegou as revistas, uma das sobrancelhas arqueada. Sua namorada, sem sombra de dúvidas, era linda. Evan revezava seus olhares entre as capas e a Chariot em pessoa, não podia deixar de pensar o quão sortudo ele era. Eles sobreviveram, com unhas e dentes como ela fizera questão de frisar, e ela continuava igualmente linda à noite em que se conheceram no baile de máscaras. Inconscientemente deixou um suspiro escapar e, ao admirar as fotos, não pôde deixar de sentir um misto de orgulho e ciúmes. O último sentimento predominante no que ele ouviu a mais nova comentar sobre o fotógrafo. Era justificável qualquer homem em suas perfeitas faculdades mentais flertar com a senhorita Scott, mas ele não era obrigado a compreender. Senhorita, naquele momento o título se tornou extremamente incomodo para ele.
– Você é maravilhosa e felizmente está fora do mercado, por minha causa. – Ele disse com um sorriso antes que pudesse fazer um rant sobre a situação toda, apenas para ela não pensar que era um descaso da parte dela não comentar o quão perfeita ela estava naquelas revistas. – Você está brincando comigo, certo? – Ele pegou o papel deixado sobre seu colo, sua feição era de desaprovação. – Talvez o Mitchell nunca mais vá ter a chance de flertar com alguém… – Comentou em um tom casual, pronunciando o nome errado de propósito e forçando um sorriso, mesmo que aquela história toda o deixasse com uma pulga atrás da orelha, optou por não encher o saco de Anne para mais detalhes, talvez na manhã seguinte. – Você é a chefe, contanto que eu não tenha que comer só mato. – Desta vez, o sorriso que estampava era genuíno. Ele apreciava bastante esses momentos em que eles agem como se fossem um casal normal.
-- Bem. Ele se divorciou da minha avó e agora está em Oxford de novo. Reabriu alguns negócios da família e parece contente com isso. Passa parte do ano lá e aqui. Mês que vem, por exemplo, ele voltará para a Europa. Por isso quero que vocês se vejam até depois de amanhã, no máximo. -- Respondeu, com um sorriso. Aquele assunto do divórcio de seu avô não era tão novo assim, mas ela não se lembrava de tê-lo comentado com Evan. Assim como boa parte de sua vida - mutação, trabalhos como mercenária -, mas tudo bem. Haveria a hora, certamente. -- Ele sente sua falta e vira e mexe me manda mensagens perguntando há quanto tempo você me deixou sozinha. -- Com uma risada baixa, encerrou o assunto.
Seu braço buscava escoro no ombro do namorado, quando ouviu aquela pergunta. Franziu o cenho e encarou-o seriamente por alguns instantes. Se estivesse com os sentidos menos aturdidos por cona do álcool, Anne provavelmente teria sido bem ríspida em sua resposta.
-- Eu me alimento assim há quase dez anos, Evan. Sei que não tenho o corpo de nenhuma stripper do Harlem, com um bumbum enorme, ou seios fartos, mas eu sou magra e saudável. Não sofri problema algum durante todo esse tempo por evitar consumir animais mortos. -- Disse, arqueando também uma das sobrancelhas. -- Mas se você quer ouvir da boca de um profissional o que eu acabei de te dizer, tudo bem. Passamos na minha clínica geral. Ela está cansada de me ver tanto nas últimas semanas, principalmente quando corri desesperada para ela querendo uma consulta porque achava que estava grávida, mas... Eu a pago. Ela é obrigada a me atender. -- Riu.
Não tendo muita noção do que havia acabado de dizer, deixou um beijo estalado na bochecha do mais velho, ajeitou seu hobbie e parou na frente dele outra vez.
-- Não preciso que você seja um “cão de guarda” agora, tudo bem? Só que vá tomar um banho para que possamos jantar e depois irmos para a cama. -- Novamente, um sorriso foi inevitável ao dizer aquilo. Mas lascivo. Ela não era cega, via o cansaço no rosto de Evan, mas estava disposta a fazê-lo esquecer de toda e qualquer preocupação que o fizesse estar com os ombros pesados. -- Eu encho a banheira pra você. -- Adiantou-se, fitando-o por entre as pálpebras. Naqueles momentos onde sua percepção parecia estar mais aguçada por conta do álcool, ela se dava conta do quão bonito Evan Flynn era. Dono de um físico que a agradava a ponto de fazê-la achar qualquer outro impossível de superá-lo - já que o namorado estava bem acomodado entre os magros e os mais robustos, bombados com seus ombros extremamente largos e corpos com veias saltadas - e de olhos tão lindos que faziam seu ego, comumente dono da opinião de que os seus próprios eram os mais bonitos da face da terra, cair por terra quando os explorava. Em outras palavras, Chariot não era idiota a ponto de não perceber toda a beleza externa de Evan, assim como a interna também, já que ele era bastante inteligente e amoroso.
Finalmente, a morena virou-se nos calcanhares e dirigiu-se ao banheiro. Lá, mesmo que não tivesse ficado para esperar uma resposta do homem, abriu o registro e virou alguns recipientes com sais na água. Sentou-se na borda, deixando que seus dedos longos brincassem pela superfície que ia fazendo espuma aos poucos, aproveitando para checar a temperatura.