Eu deveria me acostumar. Não é de hoje que sou deixada sempre de lado. Vai, diz que é drama meu. Pode falar que é isso, não me importo. Sei exatamente o que sinto, e ao contrário do que pensa, não é drama. Quem dera eu que fosse. Nunca sei se o problema é comigo ou com os outros. Mas deve ser cansaço, enjoo. Devo ser aquele tipo de ser que cansa facilmente as pessoas ao meu redor. Me aguentam até um certo limite, depois me largam sem ao menos avisar. Logo me deparo num estado bem lamentável: sozinha, solitária, triste, insuficiente até para si própria. Não aparento ser assim? Que bom, isso só mostra o quanto estou conseguindo esconder minha dor. Não é fácil, sabe? Acordo todos os dias com um desânimo inaceitável até para meu coração, que mesmo cansado de apanhar, briga com a minha razão, me mandando ter esperança: “Levanta, hoje você tem mais uma chance. A vida pode te surpreender e te trazer algo de bom hoje. Levanta a droga dessa cabeça e pensa que hoje pode ser diferente.”. Não, coração ingênuo, me deixa em paz. Se hoje estou assim, é por sua culpa, que mesmo sabendo das dores, me fez acreditar que eu seria feliz. Me fez acreditar que as pessoas se importariam comigo, que iriam me amar. Só me deixa em paz agora. Não irei desistir, mas também não irei lutar. Tudo o que quero apenas é ficar sozinha, ou melhor…continuar sozinha.
Orquestrando um sentimento oculto. (via vireipassaro)


















