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@excidioxlamia
Raven Reyes in Coup de Grâce
— Eu posso te dizer uma coisa, ele não guarda um pote de ouro mas mata as pessoas por ai com sua bomba tóxica e sei como se diz que derrete as pessoas, legal não é ? — respondeu, e logo ergueu a mão lado e fez algo com os dedos que fez soltar uma enorme teia e prendendo numa árvore a frente. — É isso que eu faço, e mais coisas.
--- Que cara chato. Guardar um pote de ouro é muito mais legal. --- Falou. fazendo uma careta. Na realidade, aquilo era horrível, mas era bom sempre manter as coisas num nível de ironia e sarcasmo saudáveis. Ficou um pouco boquiaberta com o ato do rapaz, olhando para a teia e para ele, revezando enquanto processava o que havia acontecido. Correu até a direção do mesmo, segurando e girando a mão alheia de todos os jeitos possíveis. --- Como você... --- Começou a indagar, e depois afastou-se, cruzando os braços. --- Faz de novo.
Olhar para aquela casa vazia com fitas amarelas na porta partia e o coração de Kim em milhões de pedaços só de lembrar o que acontecerá ali na noite que fora mordida pelo alfa. Ver sua irmã, indefesa e frágil, nos braços de um monstro. Aquilo com certeza era uma imagem que ela faria de tudo para apagar de sua mente. Talvez se ela fosse assim como é naquele momento, poderia ter salvado a irmã, mas se lamentar não a traria de volta. Ela hesitou em passar pelas fitas nas quais os policias colocaram ali na intenção de manter as pessoas longe, já havia se passado um bom tempo que aquilo havia acontecido mas eles simplesmente não conseguem explicar direito como aquilo tudo aconteceu. Talvez nunca consigam explicar.
Respirou fundo e finalmente entrou dentro da casa na qual permanecia exatamente como havia ficado desde sua última visita: destruída. Kim subiu lentamente as escadas para o secundo andar com uma das mãos no corrimão que não estava destruído. Provavelmente, naquele momento depois de muito tempo, poderia chorar por conta de sua irmã já que estava completamente sozinha. Bem, estava. Ouviu um barulho vindo da porta fazendo ela se virar bruscamente para ver quem era, não se importava se era um policial ou investigador, ela apenas queria ficar sozinha. Observou a pessoa que não parecia ser nenhum dos dois fechando a cara, tentando diminuir o choro em sua voz.
"Acho melhor você sair daqui. Agora.”
Diferente dos policiais da região, ela conhecia a verdade sobre várias das coisas que todos gostavam de chamar de inexplicáveis. Até algum tempo atrás, May era uma dessas pessoas que só acreditavam no que fosse explicado pela ciência. Não mais. Agora ela sabia que por trás de algo sem uma explicação lógica, sempre haveria algum outro tipo de explicação, que dentro do impossível, era mais do que lógico. Não era noite, mas ela estava decidida a investigar o que havia acontecido naquela casa a alguns quilômetros da cidade. Sabia que a não ser por seus amigos e sua tia, não sentiriam sua falta, e nenhum destes gostava de prendê-la ou indagá-la.
A maior parte a enxergava como uma órfã de mãe que precisava de um tempo de luto. Como se Mayliss fosse uma garotinha chorona e depressiva. Sim, ela chorava ao se lembrar da mãe caindo de um prédio, e chorava ainda mais ao se lembrar de tocá-la procurando desesperadamente por um pulso, um sinal de vida, e encontrando as marcas do assassino. Ainda assim, não se lamentava. Ela preferia fazer justiça e honrar a mãe exterminando todos e quaisquer vampiros, ou seja lá qual fosse a ameaça sobrenatural na cidade.
As faixas indicavam o local interditado. Antes de entrar, checou todas as armas, preparando-separa o pior, e abriu a porta. Assim que o fez, notou o quanto tudo estava destruído, como se uma verdadeira guerra do horrores houvesse acontecido, e logo em cima, viu uma garota que a olhava com carranca. Mordeu o lábio inferior, fechando a porta atrás de si. A voz da moça parecia um pouco embargada, mas não iria a deter. Balançou a cabeça, apesar de estar tentando não ser grossa, para variar.
--- E por que eu deveria? O que você faz numa casa abandonada?
— Desculpa, mas nunca te vi antes em toda minha vida. Deve estar me confundindo com outra pessoa.
--- Nem vem! Eu sei que você é a garota que me derrubou no lago outro dia! Não minta pra mim.
Eeei! Que roupa é essa? Até parece que acabou de sair da boca do boi.
--- ... Ok, eu não sei se levo isso pro lado da ofensa ou não.
— Não, eu não quero uma visita desse cara não. Já basta do Deadpool e agora de um caçador de vampiros ? Não, nem pensar, deixa ele com você que da mais certo, eu fico com o Abutre e o Duende Verde se não se importar. — retribuiu o sorriso pra outra e se encostou no carro logo depois. — Bom, todos são confundidos mas fazer o que, né ? E bom, eu sou o Homem-Aranha.
--- Quantos nomes simpáticos. Principalmente Duende Verde, o que ele faz? Guarda um pote de ouro? Fica pequeno e entra nas suas calças? --- Zombou, e depois arqueou as sobrancelhas. --- Espera, você é quem? Por quê? Você solta teias ou come insetos? Eu nunca pego a lógica desses codinomes.
{eu tô muito animada com a May, vou sair respondendo tudo quanto é open, 3bjos}
precious blood — may&kali
Após um estressante dia no colégio, nada como sair para espairecer. No caso de Mayliss, nada como uma boa noite de caçada. Era a cidade vizinha, e ela havia ouvido falar sobre inquietações próximas a um antigo lago abandonado, onde sempre tinha o costume de ir junto da mãe. Existia uma casa que sempre deixavam em ótimo estado, e usavam como abrigo durante as poucas folgas que ela tinha. Os tolos que acreditavam em lendas antigas sobre o lugar ser lar de velhos fantasmas não se aproximavam, então era um lugar onde pairava a paz, e não o contrário. A memória fez sua usual carranca noturna vacilar, mas sabia que não era momento. Lembranças á parte, era hora do trabalho.
Seguiu silenciosamente pela floresta. A invenção da vez era uma arma de fogo, sempre com o mesmo símbolo desenhado, igual ao que carregava no pulso direito. Devido á proximidade com materiais militares por parte do pai, ela tinha acesso ao suficiente para produzir suas armas, e não faria a mínima diferença quando fosse conferida. Ou pelo menos até agora, não havia feito. As usuais flechas, agora aperfeiçoadas com comando de voz sempre a acompanhavam caso algo falhasse, além de ter as seringas com a mistura de substâncias líquidas preparada. Tinha também uma faca de prata banhada em água benta escondida no coturno.
Ela conhecia um dos atalhos menos usados, e seguiu com o carro até certo ponto, para depois caminhar a pé. Não demorou muito para que um dos vampiros aparecesse, tentando atacá-la de surpresa. Usando o comando de voz, uma das flechas acertou-lhe -- por sorte de sua criadora, diga-se de passagem --- no coração. Segundo as informações, era a partir dali que começavam a desaparecer pessoas, provavelmente estavam se alimentando de seu sangue, ou fortalecendo o bando de sanguessugas malditos. Ou ambos, já que os vampiros recém-nascidos eram os mais famintos por sangue. Seguiu um pouco mais adiante, e sentiu o peso de um corpo cair contra o seu, derrubando-a com força. Tentou desviar-se ao notar as presas a poucos centímetros de sua face, e usou sua força para chutá-lo para longe. Infelizmente, vampiros tem uma força superior, e de nada adiantou. Mais e mais chutes, até que por um momento o vampiro acabou por vacilar, lhe dando espaço suficiente para movimentar uma das mãos, mirando-a para um galho de árvore acima de ambos. No momento em que a flecha a acertou, o impacto fez com que o galho ficasse mais vulnerável. O vampiro avançou novamente, dessa vez ainda mais próximo. Com o auxílio do ombro, movimentou o braço para frente, evitando uma proximidade maior por pelo menos alguns segundos, tempos suficiente para usar seu comando de voz para disparar outras flechas, e finalmente o galho cedeu e caiu, acertando a cabeça do vampiro, que ficou zonzo, dando a May a oportunidade para levantar e pegar uma das seringas, enfiando a substância direto no pescoço da criatura, que agonizou e por fim pareceu morrer.
Mayliss apertou os pulsos roxos, e continuou seguindo. Avistou mais dois vampiros, escondendo-se e atirando á longa distância. A mira não era precisa o suficiente, mas o golpe foi eficaz o bastante para que conseguisse sair correndo e finalmente chegasse até a casa, escondendo-se. Por dentro da mesma, esgueirou-se por entre o corredor, atirando nos vampiros que apareciam, porém antes que conseguisse sequer reagir, acabou sendo pega por um deles, e fora obrigada a seguir pelo resto da casa. Seu plano de ataque já estava sendo elaborado enquanto seguia, porém o que viu na sala principal, onde haviam mais três vítimas fora definitivamente estranho. Uma das vampiras estava prestes a morder uma garota magrinha, com cabelos escuros, que estava se contorcendo um pouco, mas, no exato momento em que os dentes da criatura foram fincados, esta desmaiou instantaneamente, vomitando sangue enquanto estava inconsciente, até que ficou completamente seca. Todos ficaram espantados, incluindo a própria garota, e apesar de May estar tão espantada quanto, aproveitou o momento para utilizar sua arma nova, atirando com a mira mais precisa que conseguiu em todos os vampiros da sala. Os que chegaram para ver o que havia acontecido acabaram sendo acertados também. Alguns normalizaram-se mais rápido, e isso só a fez atirar mais, como se estivesse em algum game de tiros. Mais rápido do que uma bala, usou as flechas restante para completar o serviço, e as seringas como precaução. Quase escassa de armas, conseguiu exterminar o último. Seus braços doíam, e o pescoço estava ardendo devido as unhas que uma das infelizes havia cravado em seu pescoço. Em certo momento, haviam batido sua cabeça contra a mesa, e seu nariz sangrava, além de estar sentindo dores. Movimentou-se lentamente e olhou para todos na sala, ordenando que fossem embora, porém quando a garota que havia sido mordida fez um único movimento, apontou-lhe o braço que ainda continha duas flechas.
--- Nem pensar. Você fica. --- Falou, ainda ofegando. --- Será que você pode me explicar que merda foi aquela?
— Uma vampira ? Ai meu deus, era só o que me faltava. Não vai me falar que faz parte do grupinho do Blade ? Sabe, aquele cara me da arrepios. — respondeu pra garota enquanto ia saindo do carro aos poucos. — E bom… Não, mas mesmo assim parece que você se encostou em um e eles identificaram você como uma mutante.
--- Parece que eu não fui a única que fiquei com sequelas do acidente aqui. --- Brincou --- Mas é, Blade é bem legal. Se ele quisesse me por no grupo dele, eu aceitaria. E pediria pra ele te fazer uma visitinha durante a noite. --- Abriu um sorriso maroto. --- Então eu fui confundida por engano com uma mutante? Só se for por ser inteligente e criativa num nível anormal. --- Deu de ombros, já de fora do carro. --- Tá, e você? O que tem de tão especial?
Raven Reyes: a character study.
”That bridge has survived a nuclear war and 97 years of weather. It won’t survive me.”
(octavia) (clarke) (insp.)
— Bom, mas por um outro lado, nós não morremos graças a esses arbustos grandes. — sorriu, entregando um pano pra ela limpar o sangue. — Eles estão atrás de mim, porque sou um mutante e bom… Você é uma ?
--- Louvada seja a Mãe Natureza. --- Falou e acabou por dar uma risada, pegando o pano e limpando o rosto. --- Você é um mutante? Isso é interessante. Eu sou humana. Você sabe, do tipo comum. Exceto pelo fato de que eu caço vampiros ou qualquer força sobrenatural que ameaçe a minha cidade, e faço algumas outras coisas. Isso é um problema pra eles?
— Foi mal por isso, mas a culpa foi daqueles malditos Sentinelas que estavam atrás de nós.
--- Acredite, você chegou mais perto de nos matar do que eles. --- Resmungou --- Agora explica aí, qual é a desses tais sentinelas mesmo?
--- Ai! --- Reclamou, recuperando-se do impacto. --- Sério, da próxima vez eu dirijo.