— Pelo amor dos deuses, você acabou de dar a ideia mais idiota do dia.
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— Pelo amor dos deuses, você acabou de dar a ideia mais idiota do dia.
— Vai me usar de escudo, não é?
— Quando o trabalho deles é atrapalhar o trabalho dos outros constantemente, eu tenho direito de querer eles mortos.
— Soube disso. De certa forma, eu prefiro a sua teoria. Não precisamos de mais tragédias por aqui.
— Te encontro na prisão. Tendo companhia, eu posso considerar ir.
Yurim comprimiu os olhos procurando algo que justificasse tal comportamento, mas concluiu que aquilo era só mais uma pessoa não sabendo lidar com ela. — Você vai deixar meu pai ainda mais gordo, Yuriko, mas, olha, meu dia está uma merda e seus biscoitos ajudam. Passa ai.
— Ele falou isso para você, Hani? — suspirou pesadamente e logo em seguida deu de ombros. — Sou só eu que acho que os alvos estão errados e deveriam ser pessoas assim?
I am angry. I want to break things.
— Ou isso, ou você vai perder uma amiga, Junhye, porque eu vou direto para a prisão por homicídio.
— Ela não vai te odiar por limpá-la, Juwon! Não coloque trauma na menina sem existir — bateu de leve na própria testa, respirando profundamente, enquanto seus dedos caiam pelos olhos sempre cansados. — Não diga a ninguém que eu estou sendo legal com você, mas quer comer lá em casa? Tem comida o suficiente para os dois, e eu ainda lembro como fazer a comida para a Haerim — se levantou tocando de leve no braço da garotinha. — Eu estou de folga, então posso cuidar dela, enquanto você vai fazer o que tem que fazer. Só não demora muito porque eu tenho que estudar para as minhas provas.
𝐄 𝐕𝐎𝐂𝐄̂ 𝐀𝐈𝐍𝐃𝐀 𝐀𝐂𝐑𝐄𝐃𝐈𝐓𝐀 𝐍𝐈𝐒𝐒𝐎 ? ? sabe de uma coisa , o mais engraçado dessa história é que todo mundo daqui ainda estejam falando do desaparecimento da eunha como se ela realmente tivesse desaparecido… eu tenho certeza que ela deu um jeito de dar o fora desse lugar e agora está bem longe rindo da nossa cara.
— Isso seria lindo. A “santa Eunha que se metia na vida de todo mundo” enganando todo mundo.
Yurim quase, quase, deu um soco no outro. — Já pensou que poderia distraí-la com outra coisa, qualquer coisa, enquanto lavava as mãos dela? — revirou os olhos deixando o braço cair sobre os ombros da menor logo ao seu lado. Sua visão sempre acabava indo para ela, mesmo que estivesse conversando com o pai da criança. — Juwon, olha bem para a minha cara. Essa fábrica aqui embaixo nunca foi aberta e eu já não durmo direito há anos, então você acha mesmo que eu quero roubar o filho de alguém? Não, eu não quero, mas essa garota merece estar limpa e não ter um pai que esteja com uma camisa que pareça de mendigo, então sim, eu vou intervir.
— Eu. Não. Acredito. Nisso — Yurim praticamente roubou a criança dos braços do outro e correu com ela para a pia mais próxima agradecendo aos deuses por aquele lugar ser pequeno o suficiente para que o lavabo fosse próximo e ela pudesse envergonhar Juwon em público. — Sua prioridade deveria ser manter sua filha limpa e acabou a história — entregou o maço de chaves que carregava consigo para Haerin, a mantendo entretida com algo. — E se ela pegasse algo nas mãos por conta da sujeira, hein? E sua blusa está imunda!
— Alguém tem que fazer algo com relação a esses loucos! Se eu me meter é cadeia na certa, e eu tenho um pai doente para cuidar.
YURIM PASSOU A MÃO pelos cabelos, mesmo que ela estivesse um pouco suja de graxa e soltou um suspiro pesado. — Como eu queria ser capaz de fazer isso. Só que eles sempre me encurralam quando eu tô no trabalho e, literalmente, eu não tenho muito para onde fugir de um espaço de duzentos metros quadrados.
A pior parte do dia inteiro é saber que eu não posso jogar uma chave de fenda nesses jornalistas sem ir para a cadeia por isso, e eles podem encher a porra do meu saco o dia inteiro. No dia que eu conseguir ver assassinos de debaixo de um carro mais velho que a minha bisavó, pode deixar que eu conto pro mundo inteiro o meu novo super poder.