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@extinguir-se
Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam, todos os chakras se tocam. Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações: pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro. Pois quando a gente abraça, traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o principal: seu perfume espiritual. E o que recebemos nem sempre é o que damos, por isso alguns são afagos que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um devoramento. Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido. Abraço que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e desconhece distâncias, é todo feito de encontro. Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração. A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.
Marla de Queiroz.
Aprendi a ser simples e direto. Pode até ser confundindo com ignorância, mas não importa. Explicar demais cansa. Cansei a vida inteira pra descansar agora. Não entende? Procura a resposta. Entrei em férias eternas. Não me espere acordado.
Allax Garcia. (via allaxg)
Sou uma pessoa de fora para dentro. Absorvo tudo que acontece a minha volta e guardo tudo pra mim, como quem guarda cartinhas e bilhetes em uma caixa de sapato, só que em uma versão maior e mais dramática.
Efeito Colateral. (via perigeu)
Ouvir Ed Sheeran me deixa romântica, carente, doente de saudade. Me dá uma raiva tão boa, pois lembro de você, lembro de cada infeliz e infinito detalhe de você. Lembro de suas pintas, sei onde cada uma estão, lembro de como a cor de seus olhos mudam com o clima, por favor, não gosto de lembrar, só faz eu me apaixonar mais, desgraçadamente mais. Ah, baby, te olhar, era algo que eu poderia colocar duzentos e setenta e quatro palavras e mesmo assim eu não iria conseguir te descrever. Era algo que parava meu coração, mas só fazia eu me sentir mais viva, era como tocar o céu sem sair do chão. Eu só queria que você soubesse que eu ainda penso em você, ainda penso no dia que estávamos deitados abaixo das estrelas e você soltou um “eu te amo” para mim, e eu não disse nada sobre isso, só disse “olha, aquelas 3 estrelas estão juntas” e olhei para o lado, então você riu e me disse “eu sei que esse é o seu jeito de dizer eu também te amo.” Então baby, agora eu digo, digo se for preciso mil vezes, eu-te-amo, completamente, perdidamente, incontrolavelmente e desesperadamente. Eu andei pensando se você ainda toca aquela música que só eu gostava, pensei se você lembra que brincava com meu cabelo até eu dormir, será que você lembra o quanto te odiei quando você sorriu pra mim e fiz de tudo para não rir também, mas foi em vão, seu sorriso era algo misterioso que me levava às loucuras, perdi dez paus com aquela aposta. Mas penso principalmente em como te conheci e como te deixei, exatamente do mesmo jeito, naquela biblioteca onde não podia falar, e mesmo assim quebrávamos as regras. Eu te achei, você me achou, eu te deixei, você me deixou. Perdoe a melancolia, mas eu te amo e amo como você me beijava e amo como minha alma precisa da sua e isso dói, mas dói de um jeito incrivelmente bem. Talvez eu esteja menos durona por causa do Ed, mas isso será passageiro.
Então me beije. Ana Lua. (via acrescentada)