Há histórias que não apenas assistimos, mas que nos atravessam.
Assistir ao documentário da Preta Gil justamente no Dia do Amigo tornou tudo ainda mais simbólico. Em meio a uma trajetória marcada por tantos desafios, ficou evidente o quanto os afetos sustentam a vida. As amizades verdadeiras acolhem, fortalecem, lembram quem somos quando a dor insiste em ocupar espaço. Elas, de fato, podem nos salvar.
Preta nos deixou um legado de leveza, autenticidade, lealdade e pertencimento. Pertencimento às pessoas, aos encontros e às muitas camadas que compõem uma vida. Mesmo diante de uma doença que ameaçava sua existência, escolheu viver intensamente enquanto pôde. Não permitiu que um diagnóstico definisse sua identidade. Continuou sendo quem sempre foi: inteira, luminosa e humana.
O documentário também nos convida a olhar para temas difíceis, mas profundamente necessários: o luto antecipatório, os cuidados de fim de vida e a coragem de seguir encontrando sentido, mesmo quando a finitude se faz presente.
Ao final, fica a sensação do encerramento de um ciclo marcado por uma resistência admirável e por uma resiliência que jamais foi reduzida ao nome de uma doença.
Saí emocionada. Refletindo sobre a brevidade da vida, sobre o privilégio de amar e ser amada, de cultivar amizades verdadeiras e de compreender que, no fim, o que permanece são os vínculos que construímos e a forma como escolhemos viver cada dia.
Que possamos viver de um jeito que nenhum diagnóstico, nenhuma perda e nenhuma adversidade sejam capazes de apagar a nossa essência.











