EU ACREDITO EM FADAS, ACREDITO, ACREDITO… Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Foi você o sonho bonito que eu sonhei, certo? Você costumava ser conhecida como VIDIA, do conto PETER PAN antes da maldição atingir o seu mundo NEVERLAND e o seu reino PIXIE HOLLOW. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como VIOLET MANCINI, uma JORNALISTA NO STORYBROOKE DAILY MIRROR de VINTE E DOIS anos de idade. Você me lembra um pouco SADIE SOVERALL, mas deve ser só a névoa da maldição me confundindo…
Por consequência da maldição, Violet acredita que sua família seja originária da Itália e ela tenha se mudado para Storybrooke após uma oportunidade de terminar os estudos e estagiar no jornal da cidade e desde então tem trabalhado no mesmo como meteorologista e repórter da área. Dentro da redação, não é a pessoa mais bem quista, afinal sua personalidade competitiva, sarcástica, egoísta e mal-humorada não atraem a todos. Ela busca ser sempre a melhor e deseja crescer na redação. No entanto, Violet é uma ótima profissional, trabalha com extrema agilidade e responsabilidade. Além disso, pode mostrar-se uma amiga fiel com quem consegue desmontar a casca grossa que envolve seu exterior. Só precisam se esforçar um pouco para terem simpatia por ela e vice-versa.
Em Pixie Hollow, Vidia era a fada mais veloz do reino. Podia criar furacões, redemoinhos, além de controlar o vento de qualquer forma. Não tinha a melhor das relações com as outras fadas, dada a mesma personalidade forte que ainda demonstra depois da maldição, mas nunca desejou mal real a ninguém e principalmente à Neverland, motivos para não ter se aliado ao capitão Hook, mesmo diante de tentativas alheias. Corriam boatos por Pixie Hollow que fora ela a responsável por criar o redemoinho que transportou ele e sua tripulação para Neverland, o que Vidia nega com veemência, pois não aceita carregar este fardo.
atualmente está investigando a cidade desde a chegada da novata (salvadora) que apareceu em storybrooke, então ela ta BEM desconfiada desse clima estranho e não consegue achar normal! por isso, acaba sendo vigiada por vilões
é uma profissional ágil, responsável e competitiva
é bastante vaidosa e gosta de estar sempre dentro da moda
tem opiniões muito firmes e dificilmente aceita estar errada ou pede desculpas
muito impaciente e não consegue fingir estar gostando de alguém ou assunto por muito tempo
faz muitos comentários sarcásticos e está sempre debochando (chata mesmo)
chama todo mundo de dear, darling, love
é viciada em café
possui lembranças do que acredita ter sido sua infância na itália e não entende os motivos para não conseguir sair de storybrooke e visitar os pais
Não mentiria dizendo que era uma boa amiga. Violet sabia que tinha dificuldades em demonstrar o quanto gostava de algumas pessoas e que estas sofriam com sua personalidade difícil, mas a jornalista se importava verdadeiramente por estas. Motivos para que estivesse tão preocupada com @periwinklc. Havia descoberto que a amiga fora uma das pessoas que desapareceram e sentiu-se extremamente culpada por não conseguir fazer nada a respeito. Se tivesse feito algum avanço na sua pesquisa, poderia ter evitado que aquilo acontecesse. Teria que se esforçar para tentar resolver toda a questão agora que ela estava de volta. Era questão de honra! Não queria mais suas amigas próximas sendo vítimas daquele tipo de coisa. “Abre, abre, abre!” Começou a tocar a campainha de Clara com nervosismo. Precisava ver a professora e ter certeza de que ela estava bem.
“Preciso que use essa cabeça ruiva para pensar pelo menos uma vez, Harmony!” Bufou, enquanto caminhava de braços dados com a amiga pelas ruas de Storybrooke. “Aquela Gina que desapareceu não era cliente da sua floricultura? Você deve ter visto algo de estranho. Ela não te falou nada sobre alguma coisa que pretendia fazer nessa seman...” Calou-se ao vislumbrar de longe a figura de uma das moradoras de Storybrooke andando de pijamas pela cidade. “O que está acontecendo?" Murmurou em tom de voz baixo, começando a arrastar @rosctta pela mão até que estivessem escondidas atrás de um poste, sinalizando para que ela ficasse em silêncio para não serem denunciadas. “Aquela mulher está sonâmbula?” Estranhou ainda mais quando notou que ela seguia em direção a floresta. Quem sairia de pijamas para a floresta em um horário como aquele? Aquilo teria algo a ver com os desaparecimentos, tinha certeza! “Preciso segui-la.”
A fúria com que Violet caminhava pelos corredores da Buts Dans La Vie fazia com que o barulho de seus saltos ecoassem. Havia descoberto a pouco tempo que @desjardins estava se encontrando com todos os moradores recém encontrados e ela tinha certeza que o coach estaria tentando entrar na mente destes e talvez fizesse com eles o que fizera com Marianne antes. Aquilo atrapalharia suas investigações. Daria ao homem uma última chance de colaborar ou faria questão de expor tudo o que descobrira sobre ele. Faria com que ela academia acabasse no fundo do poço. “O Desjardins está aqui?” Perguntou a um dos funcionários e antes mesmo que ele pudesse anunciar sua presença, entrou em uma das salas de aulas e caminhou até o mais velho com o cenho franzido, indicando sua irritação. “Eu não te suporto mais, Desjardins. Estou no meu limite com você. O que está fazendo com os moradores desaparecidos? Quer mesmo que eu acredite que está tentando ajudar?”
Elisabeth saía do tribunal rapidamente para voltar para casa depois de uma audiência mais demorada do que ela imaginou que seria — diferente do que acontecia no Red Kingdom, quando ela simplesmente mandava cortar a cabeça do acusado — e agora estava pronta para entrar no carro, porém, parecia que alguém tivera a ideia brilhante de estacionar na frente do seu — Que ótimo! Só me faltava isso — rosnou para si mesma, mas alto o suficiente para qualquer pessoa escutar e acabou jogando sua bolsa e casaco dentro do veículo enquanto esperava de braços cruzados do lado de fora — Ei, sabe quem é o dono desse carro, que claramente está estacionado errado, porque a vaga é reservada para quem trabalha no tribunal. — perguntou para quem passou perto de si, as orbes incrivelmente claras fixas no rosto alheio esperando por uma resposta que lhe fosse satisfatória.
“É meu.” Respondeu de maneira tranquila, enquanto travava o carro e exibia um sorriso provocativo para a mais velha. “Eu vim para fazer uma entrevista com a juíza para o Daily Mirror. Não te avisaram da minha visita?” Perguntou, fingindo que aquilo era mesmo um absurdo e mostrou o seu crachá de jornalista. No entanto, Violet não havia combinado nada com o jornal e estava fazendo aquela entrevista por si só, em prol de sua investigação particular. Não fazia pouco tempo que a jornalista acreditava que todos os grandes da cidade estavam envolvidos no mistério de Storybrooke e era claro que a juíza estaria envolvida de alguma forma. Era impossível negar, no entanto, que não se identificava com a personalidade alheia tão parecida com a sua. Era uma pena que estivessem em lados diferentes da força. “Os leitores estão curiosos sobre o caso de Hope Swan e a decisão de liberá-la das acusações, além de como está sendo as investigações dos casos de desaparecimentos. Vossa Excelência concorda que eles devem ser arquivados?”
a ventania o obrigava a manter a destra constantemente arrumando os cabelos compridos, os dedos partindo-os ao meio em uma sequência irritante para qualquer um que presenciasse, tirando-os da frente dos olhos. o comportamento repetitivo devia-se mais pela dificuldade para encontrar um local que alocasse seu material de trabalho, encontrando uma loja depois de muito tempo que cedia espaço — obviamente com custo acima do ideal — para que ele não precisasse ser ainda mais prejudicado pela chuva torrencial que começara. ainda assim, kyle estava próximo as proteções de lojas locais, planejando se devia molhar-se já que não tinha mais nada que estragasse em mãos. se esperasse, ele provavelmente chegaria em sua casa só quando anoitecesse; caso decidisse ir, ele se molharia e, possivelmente, incomodaria outros em transportes públicos. eram dilemas mínimos, mas serviam para afastar os pensamentos recorrentes que arruinavam seu humor. notando uma presença em uma situação similar, ousou perguntar: “ e aí, vai encarar a chuva? ”, indagou em genuína curiosidade, mas o semblante carregando a simpatia usual, característica raramente ausente, procurando decidir se faria o mesmo ou não.
Durante muito tempo, Violet trabalhara como jornalista meteorológica do Daily Mirror e era mesmo um absurdo que não tivesse lido o exemplar do dia para saber que seria vítima de uma tempestade naquela tarde. Grunhiu ao tentar deixar a loja e perceber que não havia condições para fazê-lo. Estava vestindo sapatos novos e não queria arruiná-los na primeira vez que os usava fora de casa, mas se atrasaria para o trabalho e céus, como odiava fazê-lo. Uma das coisas que mais gostava de fazer era se vangloriar por ser uma profissional impecável e atrasos não deveriam fazer parte disso. Tomou o celular em mãos e tentou buscar por um Uber. “Sem sinal! Não acredito.” Fechou os olhos e tentou respirar fundo. Haviam notícias para serem publicadas, além das investigações sobre os desaparecimentos que Violet poderia não ter provas, mas imaginava que encaixava em todos os mistérios de Storybrooke. Observava a chuva com a expressão irritada quando ouviu a fala do rapaz ao seu lado. Como era possível que existisse alguém de bom humor naquelas condições? “E acabar com meus sapatos? Não mesmo, dear.” Se pudesse recordar de seus tempos como fada, Vidia teria resolvido aquele problema em um piscar de olhos. Era ela quem comandava as forças da natureza, afinal. “E sem ofensas, dear, mas também não estou com vontade de conversar com ning... O seu celular!” Finalmente, virou-se na direção do loiro. “Tem um celular, certo?”
ooc: boa tarde pessoal! eu estou voltando hoje com a violet, mas já deve ter dado para perceber que estou em uma fase não fui boa dela. eu fiquei um pouco perdida em que pé da investigação ela estaria e como desenvolver outros pontos além disso! resolvi dropar todas as minhas interações antigas e começar novas!
hoje eu vou fazer ela investigar os desaparecimentos, então ela vai atrás de quem recentemente voltou de wonderland para ouvir sobre esses tais sonhos que vão ajudá-la a chegar em um ponto importante: todos são ambientados em um mesmo lugar. quem teve personagem que foi pra wonderland e quiser essa inter comigo, vamos, por favor!
vou responder os starters com ela também para fazer interações que vão além disso, se tiverem alguma ideia específica que acham que a violet pode encaixar, eu adoraria! plots também! vilões, outros “detetives” de plantão! enfim, vou me esforçar para conseguir voltar com ela direito, porque gosto muito da personagem! obrigada pela compreensão ♥
Se não tivesse optado por negócio tão chamativo, era possível que passasse mais despercebido em Storybrooke, mas o Dumort fazia parecer que era acessível — ao menos, ele atribuía a isso a visita repentina da jornalista, sendo obrigado a conduzi-la a uma das salas reservadas para que pudesse responder suas perguntas. ‘ Não estou incomodado ’ assegurou, pouco convincente, se acomodando no assento diante dela e indicando para que prosseguisse. Violet fazia parecer uma entrevista se parecer com um interrogatório, mas ele não queria parecer estúpido por admitir que termia uma fada. ‘ Dificilmente alguém não ficou sabendo, só não consigo encontrar razões para que esteja sendo questionado sobre isso ’ começou, negando em confusão. Não queria acabar dizendo algo comprometedor e atraindo a atenção dos responsáveis pela maldição. ‘ Uma sugestão como essa pode ser bastante perigosa ’ falou, depois de pensar por um instante. ‘ Que motivos ele teria, afinal? ’ retornou a pergunta dela, esquecendo-se que era a parte entrevistada.
A resposta que recebera de Rhys tinha sua coerência, afinal não era comum que se questionasse a posição dos moradores acerca dos acontecidos da cidade, mas o objetivo da jornalista era deixar pontas de dúvidas na mente destes, que para ela, não passavam de alienados. “Não é você quem faz as perguntas aqui, dear.” Sorriu de canto e negou com a cabeça. “Mas se não tem capacidade alguma de pensar, faremos juntos, sim?” Desdenhou do mais velho, rolando os olhos. A incomodava a capacidade daquelas pessoas em não fazerem o mínimo em pensar. “Pierre apresentou sua nova namorada de uma hora para a outra, dias depois estavam noivos, dias depois estavam se casando e dias depois ela estava morta.” Começou a balançar sua caneta no ar enquanto elencava os tópicos.
“Não é óbvio que todo o envolvimento teve um motivo específico? A partir do momento que ele conseguiu o que queria...” Passou a caneta no pescoço para poder ilustrar a morte. “É claro, no entanto, que ele sendo o prefeito da cidade, conseguiria formas de fazer com que a polícia não o investigasse. Principalmente, porque quem é que pode confiar na promotora e na juíza, hm? Péssimos exemplos. Não seja tão inútil, Rhys. Nunca notou absolutamente nada de estranho nessa cidade?”
Violet Mancini era um problema, assim como o tal namoradinho cúmplice que parecia andar de cima à baixo com ela. A responsabilidade de cuidar de ambos deveria ser de Hook, vez que pertenciam àquela terra dele, mas Catarina se considerava no direito de não confiar em piratas, de modo que não hesitou em se aproximar de @fastfairy ao constatar a presença da garota no restaurante: sozinha e, decerto, atrás de complicações. Parou rapidamente de frente a um dos espelhos do recinto, fingindo ajeitar os fios escuros enquanto ensaiava uma expressão natural. A fada era sagaz, fisgaria qualquer indício de cinismo ou desconfiança de Cate Fair; então Catarina precisava estar à frente dela, como acreditava estar à frente de todos. Ela agiria com naturalidade. “Não costumo sentar para comer com clientes, mas também não gosto de ver jovens mulheres jantando sozinhas.” Deu de ombros, sentando-se com ela à mesa. “Tudo bem, querida?”
Violet nunca se imaginou em uma situação onde estaria saindo como fracassada. Sempre fizera questão de afirmar para quem quisesse ouvir que se tratava da melhor jornalista daquela cidade, mas estava óbvio que não era tão boa assim. Argh, que tipo de pensamento era aquele? A jornalista bufou. Só precisava de mais indícios de que estava indo para o lado certo. Não aceitaria o fato de que não conseguia resolver aquela situação. Sentou-se na mesa do restaurante, esperando ser atendida de uma vez. Havia optado por jantar sozinha naquela noite, pois precisava pensar. Hope estava livre da cadeia, mas Violet não achava que era por algum motivo banal. Talvez algo com Lucard, afinal acontecera logo após a chegada do rapaz na cidade. Os motivos para que ele tenha voltado também era algo que a jornalista pretendia descobrir. Havia também o tal livro! Onde aquela droga se encaixava? Havia visto os desenhos dos residentes de Storybrooke em histórias de contos de fada, mas aquilo não fazia sentido algum para a morena. Por que Pierre queria aquele livro imbecil? Medo de descobrirem seu fetiche estranho? Repassava todas as informações que tinha na mente quando fora surpreendida pela presença de Catarina, a dona do restaurante. “Eu estava ótima.” Respondeu sem fazer questão de esconder seu desgosto com a presença da mulher. “Pode não gostar, mas algumas mulheres preferem o jantar sem companhia, dear. E eu realmente não acho que veio até aqui apenas para demonstrar solidariedade com a minha solidão.” Afinal, nunca vira aquilo acontecer antes. “Há alguma coisa que queira me falar? Não tenho todo tempo do mundo.”
Diziam que os opostos se atraem e para Harmony, era bem verdade aquela frase já que desde que havia feito amizade com Violet na escola. Elas faziam quase todas as aulas juntas e por isso, haviam se aproximado — depois de muita insistência por parte da ruiva, já que a outra era um tanto quanto ríspida quando conversavam. E agora conseguiam lidar com as personalidades distintas de cada sem que aquilo fosse um problema.
Por esse motivo, um sorriso largo formou-se nos lábios pintados de vermelho de Harmony assim que escutou o barulho da porta se abrindo e Violet falando com alguém que provavelmente ficou em seu caminho enquanto ia para perto do balcão — Oi Vi! Veio aqui comprar alguma coisa ou simplesmente resolveu me visitar? — o tom divertido deixou claro que estava brincando com a amiga, simplesmente gostava de implicar com ela.
@fastfairy
Haviam algumas relações que Violet cultivava que ela não sabia dizer porquê o fazia. Clarissa, Atlantis, Harmony... Todas garotas positivas e delicadas demais para aguentarem a fúria constante da Mancini, mas que mesmo assim, seguiam próximas. Foram amizades que aconteceram sem que a jornalista percebesse e agora era tarde demais para desfazê-las... E Violet também não tinha vontade alguma de fazer isso. Apenas não diria aquilo em voz alta. Ainda estava pensativa sobre a proposta que recebera de Andressa para trabalhar na Glamour e achou que seria de bom grado conversar com Harmony acerda do assunto e ouvir as opiniões da amiga sobre isso, mesmo que no final de tudo, Violet sempre resolvesse sozinha o que iria fazer.
Abriu a porta da floricultura e bufou quando alguém atrapalhou seu caminho até a ruiva, sendo forçada a parar de andar. Rolou os olhos e gesticulou para que o infeliz passasse de uma vez e seguiu até a ruiva, torcendo o nariz com a recepção. “Diante das opções que você me deu, serei obrigada a escolher a segunda, mas não adianta abrir aquele sorrisinho irritante para mim, porque se eu vim te ver, existe um motivo bastante específico.” Com tanto tempo de amizade, era esperado que Harmony já estivesse acostumada com a personalidade de Violet, então não se importaria com as respostas atravessadas. “Está ocupada?”
os últimos dias haviam se tornado levemente estressantes para a yang, com a aproximação do verão e uma decisão a tomar para o próximo semestre. por algum motivo, essa situação tornara quase insuportável para a garota permanecer em sua casa, principalmente se fosse sozinha ou taylor estivesse ocupada. sentia-se inquieta o tempo inteiro e meio sufocada, sensações com as quais não estava acostumada a lidar. (não era à toa que buscava sair do ar sempre que possível.) com tanta tormenta em sua mente, não foi exatamente uma surpresa quando, ao sair do apartamento naquele dia, se pegara traçando o caminho da casa de violet. e também não era exatamente uma surpresa, embora fosse preocupante, tê-la encontrado irritada. “ouch!” exclamou em brincadeira ao ouvir seus dizeres, levando a mão ao coração por breves instantes. tinha a intenção de aliviar um pouco o clima, mas ergueu as mãos em seguida quando o pensamento de que violet provavelmente ficaria ainda mais irritada cruzou sua mente. “brincadeira, eu concordo com você. acho.” acrescentou o final da frase em um sussurro para si mesma, aproximando de onde a amiga parecia querer cavar um buraco à medida em que andava em círculos. sua tensão era absurdamente clara e, se fosse qualquer outra pessoa, atlantis tentaria a distrair antes de entrar no tópico do que quer que a estivesse incomodando. no entanto, era violet, o que significava que isso não funcionaria já que distrair a mulher era algo… bem, impossível. (ao menos, nunca tivera sucesso, o que não a impedia de continuar tentando vez ou outra.) com seus próximos dizeres, atlantis franziu o cenho, buscando apoio antes de voltar seu olhar para a amiga. “como assim ‘amigos’? achei que todo mundo odiasse ele e por isso… você sabe… aconteceu aquilo com clarissa.” um arrepio percorreu sua espinha ao lembrar do assassinato, algo que tentava esquecer que acontecera para não se tornar obcecada com a própria segurança. “ao menos, desde o casamento eu vi muita gente comentando como ele é estranho e essas coisas. aquele discurso foi tão… creepy. e não entendi o que aconteceu com hope. ela definitivamente não tem cara de quem mataria alguém.”
Nem mesmo a frase de Atlantis concordando com o que havia dito fora capaz de aliviar a tensão de Violet. Sabia que a amiga estava apenas tentando ser gentil, como sempre, sem fazer ideia dos motivos para que a jornalista estivesse estressada daquela forma e era exatamente aquilo que piorava sua situação. Odiava saber que seus amigos estavam alheios a tudo que estava acontecendo e não conseguiam enxergar todos os pontos absurdos daquela história. “Ele quem matou a Clarissa, Atlantis, por favor! E todos os amigos sabem disso.” Violet explodiu, voltando a andar pela sala, sentindo toda a raiva começar a lhe corroer por dentro. Nunca enxergou-se em uma situação como aquela onde nem mesmo o seu talento era capaz de solucionar o problema. Sentia-se fracassada. “Ele está dizendo que está sendo ameaçado para disfarçar e a polícia de Storybrooke é estúpida e acredita nisso.” Era tudo tão óbvio. “Você acha que ele se aproximou dela do nada por quê? De uma hora para a outra eles resolveram se casar! Eu entrevistei a Audrey e nem ela que é a irmã do Pierre sabia que eles estavam juntos. Não foi amor a primeira vista e muito menos escondido, porque todo mundo sabe que ele gosta de se exibir. É óbvio que ele fez alguma coisa com a Clarissa para ficarem juntos. Talvez tenha até ameaçado com algum segredo dela ou sei lá o que... Depois que conseguiu o que era útil com a pobre mulher, a matou para não ser um empecilho no seu caminho.” Agora que havia começado a falar, despejaria tudo que pensava para Atlantis. Nunca soube exatamente o motivo, mas confiava na morena e sabia que ela não sairia espalhando aquelas informações para qualquer um, apesar de Violet já estar cansada de evitar seus inimigos e querer enfrentá-los de uma vez. “É claro que não tem. A Hope é o grande problema do Pierre e dos outros, Atlantis! Comece a prestar atenção, antes que eu te mate. Quando a Hope chegou, todos eles fizeram um escândalo! Era uma absurdo que a menina tivesse entrado na cidade e resolveram jogar no Daily Mirror que ela era perigosa e que ninguém deveria falar com ela. Novamente, eu te pergunto! Por quê? Porque ela é ameaçadora para eles! Tinham que manter todos da cidade longe dela por algum motivo e era muito mais fácil prenderem a Hope agora. Ela tem um livro... Tinha, seila. Alguém entregou um livro para ela e era o que o Pierre estava procurando antes. Aquele livro significa alguma coisa e eu tinha que vê-lo novamente... E sim, você tem razão sobre o discurso. Foi suspeito. Aposto que estava nas entrelinhas que a mataria em breve.”
Ele estava tentando não pensar nos significados da chegada de Lucard – como se as coisas já não estivessem péssimas antes da entrada dramática do garoto. Buscando analisar a situação de todos os ângulos possíveis, contudo, Killian conseguia ver nele justamente a fraqueza do Dark One. Ele só precisava de alguns minutos com o herdeiro do feiticeiro, embora duvidasse que Pierre fosse permitir que qualquer deles se aproximasse do filho. Se bem que ele tinha… Vidia – um sorriso se formou em seu rosto enquanto analisava a carranca da fada, massageando o queixo enquanto apoiado na cadeira atrás de sua mesa. Claro que ela chegaria para atropelá-lo, mas pelo menos estava ali – os esforços do Crichton não tinham sido em vão. “ Alguém deve providenciar todas as informações envolvendo a parte chata para você ” era verdade que vinha negligenciando a empresa nos últimos tempos, em vista dos assuntos mais urgentes. “ Violet, love, já considerou um acompanhamento psicológico? Para a sua sorte, todos os meus funcionários contam com um ótimo plano de saúde. Deveria averiguar essas suas questões pessoais para que consiga retomar sua sanidade o quanto antes ” comentou com um risinho, apenas para erguer os olhos na direção da porta, a fim de se certificar que ninguém entraria. “ Agora, me diga: já teve a chance de conhecer o mais novo Daggers de Storybrooke? ”
“A parte mais chata é a sua companhia. Alguém vai resolver isso para mim também?” Retrucou, sem conseguir conter sua língua em provocá-lo. Killian precisava pagar pelo fato de estar tentando fazer com que perdesse o tempo de sua investigação naquilo. Ela faria questão de fazê-lo se irritar. Além da pequena vingança pessoal, também havia algo no empresário que sempre lhe impulsionara a agir daquela forma. Não conseguia colocar em palavras o motivo, mas sabia que ele merecia. Escreveu o primeiro parágrafo introdutório da matéria, enquanto ouvia as palavras do mais velho e precisou conter-se para não soltar uma risada irônica. Não era a primeira vez que tentavam colocá-la como louca, apenas porque sabia de tanta coisa. “Sabe o que é muito interessante nessa sua sugestão, dear?” Sorriu de canto. Violet gostava de afirmar que não existia pessoa mais sagaz que ela. “O tratamento psiquiátrico parece ser algo que vocês adoram sugerir para as pessoas que tem opiniões divergentes da maioria. Conheci algumas que passaram por isso.” Lembrava-se bem de Tilly e todas as informações relevantes que lhe fornecera, fazendo com que Violet tivesse certeza que só a mantiveram no hospital para evitar que falasse. Ainda pretendia encontrar uma forma de invadir o hospital para poder conversar com outros internados. “Estou pensando o que será que isso significa. Uma forma de tentar nos calar? Acho que sim. Você só não deu tanta sorte, porque não sou o tipo que se deixa manipular com facilidade, dear. Vai precisar de mais para me impedir de agir.” Digitou mais algumas palavras e releu o parágrafo, assentindo para si mesma. Impecável. “Não ainda. Nesse caso, ando mais interessada no motivo para esse reaparecimento inesperado.” Algo deve ter acontecido na cidade para que ele decidisse voltar. Violet precisava focar sua mente em descobrir o que era. “Saudades que não foi.”
neverland era mágica. até para aqueles que, como sininho, nunca haviam saído da ilha. o ar era cheiro de terra,lilás e aventuras. era apenas lógico, previsível até, que fadas preenchessem o lugar, nas frestas dos troncos, dentro das flores, deixando rastros de pó brilhantes pelo ar. a fadinha, que era uma das mais ordinárias — se é que existia tal tipo de fada — espreitou o bosque, os olhos azuis atrás de suas amigas. a cor escura dos cabelos de alabastro da fada não era bem o que ela considerava amiga, mas havia algo que divertia a bell na tempestuosa. — ô vidiaa! — chamou ela, agitando as asas translúcidas e cintilante até @fastfairy. — o que você está fazendo?
Deitada sobre um galho de maneira confortável, Vidia aproveitava o pequeno momento de paz longe dos garotos irritantes, piratas insuportáveis e das fadas que também serviam apenas para lhe tirar do eixos. Sabia que em breve teria que trabalhar em alguma missão distribuída por Clarion, então precisava daqueles minutos na presença de quem nunca a incomodada: si mesma. Fechou os olhos e aproveitou os melhores dois segundos de sua vida, antes que a voz irritante de Tinkerbell soasse estridente em seus ouvidos. Permaneceu de olhos fechados e ficou em silêncio, torcendo para que ela fosse embora. “Estou ignorando você.”