Nem lembro quando foi a ultima vez que conversei com alguém sobre a minha própria dor, deve ter sido a muito tempo, porque de fato ninguém está interessado em saber. Tenho travado lutas internas todos os dias desde que minha vó faleceu, achei que nunca iria me recuperar e de fato não me recuperei, tive crises de ansiedade, hoje em dia com menos frequência do que tinha antes, mas elas ainda estão aqui. As coisas se intensificaram quando neste ano Arthur faleceu, estava voltando para casa depois de passar o dia trabalhando, quando enquanto mexo nas minhas redes sociais, encontro uma publicação a qual me acertou em cheio com o segundo título “JOVEM DE 21 ANOS É ASSASINADO” e logo em seguida o nome dele, aquilo me deixou em choque, não conseguia raciocinar direito no que tinha acabado de ler, fiquei tentando me enganar de que não era ele, mas de fato era. Entrei na rede social dele e lá estava, um comunicado da mãe dele, aquilo me doeu. E lá estava eu novamente vivendo tudo de novo, a morte de Arthur me afetou de um tanto que saí do meu emprego, perdi minha energia, foi de uma forma desgastante pra mim, mal conseguia imaginar tamanha dor da mãe dele, tento lembrar dele sempre feliz com um sorriso de dar inveja, ele sempre foi um menino maravilhoso, e meses depois me encontro ainda sem acreditar, as coisas se tornam difíceis quando pessoas especiais pra nós partem deste plano, como dizem “quando alguém morre, a gente sente falta do que éramos para aquela pessoa, do abraço que não vamos mais receber, da ligação que não vamos mais receber, não é a pessoa que morre pra gente, é a gente que morre para aquela pessoa” e de fato aquilo fazia sentindo...