é possível avistar [hyacinth nasrin korkmaz] pelos corredores de exspiravit, a caminho de sua próxima aula; estando no módulo [módulo ii], não pode perder nenhuma delas. com [26], essa futura caçadora se parece muito com [deniz işın]. possui [audição] como talento, e busca aperfeiçoá-lo até a conquista de seu diploma.
I'm not afraid of your darkness, darling. You haven’t even seen mine yet
I CAN'T CONTROL THEIR FEAR
Hyacinth não nasceu quando sua mãe, casada com o viúvo da sua melhor amiga, deu a luz ao bebê rosado e cheio de saúde. Não floresceu enquanto crescia longe da influência do nome poderoso da família. Os grandes Korkmaz, a lenda entre os caçadores sobrenaturais, os mais desenvolvidos e todos esses superlativos. Longe disso. Hyacinth tampouco apareceu enquanto crescia e se desenvolvia nas escolas tradicionais, escolha unânime dos pais para que seguisse um caminho mais seguro.
Aquela era Nasrin, curiosa com o funcionamento de cada coisinha que enxergava pelo caminho e que não conseguia ficar quieta. Sempre perguntando, sempre se esticando para pegar um livro. Desmontando seus presentes, incisiva em suas pequenas histórias. Uma esponja de conhecimento, um poço que transbordava em risadas. Nasrin encantava seus colegas e professores, fazendo amizade até com os invisíveis que trabalhavam por trás dos panos. E ela trazia cada relato com uma pitada de drama, de olhos arregalados e 'prestem atenção!'. Do mesmo modo, em seguida, fazia para acompanhar o dia da sua irmã como caçadora. Ela gostava de seguir aquele caminho, amava de verdade cada passinho rumo ao conhecimento eletrônico e mecânico, dando asas para o sonho de se formar numa faculdade!
Leyla era seu porto seguro; seus pais, o caminho firme mar adentro. Seu futuro minuciosamente escrito em caligrafia caprichosa e floreada. Afinal, quem com 15 anos já tinha a carta de admissão? Um roteiro pronto para entrevista e qualquer vídeo que pedissem? Foi com essa expectativa borbulhante que entrou de cabeça naquelas férias, pronta para se divertir como nunca! E, pelos deuses, alguém devia ter avisado que só seria desgraça.
Hyacinth nasceu na primeira tragédia. As férias virando filme de terror quando perturbou um lugar que não devia. A fuga foi caótica e apressada, terminando num acidente de carro que leva as marcas até hoje. Nessa noite perdeu a mãe, uma parte do pai e a própria vida. E quando acordou, dias depois, viu que escutava um pouco mais do que devia. A menina sequer teve tempo de entender o que estava acontecendo quando entrou no modo sobrevivência, um que parecia tão convincente que ela seguiu feliz. Hyacinth adotou o nome de flor - o apelido de sua mãe para si - e pulou dentro dos sapatos da matriarca. Não era mais comum, nunca mais seria, e as criaturinhas sobrenaturais tinham percebido isso.
Ela ingressou na Academia Turca com a irmã enquanto tentava manter a educação comum ao mesmo tempo. Dividia as tarefas de casa para não vê-la ruir como o pai, um pouco a cada dia. Estudava, estudava mais e estudava mais um pouco. Trocava noites de sono por missões dignas de filmes! E numa delas, numa que ela sentiu no estômago algo ruim, o pouco de familiaridade que tinha conquistado foi soprado no ar como fumaça. Por negligência dos órgãos turcos, ninguém veio ao socorro dos Korkmaz e o patriarca acabou falecendo em combate.
Hyacinth, tão crédula, perdeu o resto da inocência daquele dia. O interruptor forçado para outro lado quando segurou a mão da irmã e desistiu do segundo módulo. Desistiu do regrado para viver as histórias de seus antepassados, de um tempo em que você era seu próprio dono. Fingindo ser mentoreada da irmã, que usava a licença da falecida mãe, percorreram os continentes da Ásia, Europa, África e Oceania. Esgueirando-se pelas regras mais soltas, escapando do oficial com a interpretação tendenciosa de leis. Era o certo misturado com o errado, eram duas irmãs reconstruindo o nome e espalhando o legado pelo resto do mundo. Só que... Um sucesso assim acabaria chamando para o lugar que não daria mais para fugir.
O atrativo monetário existia, mas o gostinho de desafio era maior. Leyla e Hyacinth aceitaram o trabalho em solo inglês, confiando na localidade mais interiorana para escapar da legislação. Por pouco, muito pouco, foram presas e por conta do nome (acredita Hyacinth) conseguiram a alternativa de não encerrar ali seu prestígio. Fazer direito, inscrever e seguir a vida acadêmica, terminar os estudos e ganhar a licença.
Ela não deveria se importar... Mas custava ter deixado no último módulo? Com todo aquele conhecimento e experiência, precisando refazer o segundo módulo e passar pelos outros dois? Hyacinth mordia a língua ao lado da irmã para não falar asneira, mas elas sabiam... Silenciosamente antecipavam o que os professores falariam na aula seguinte.
ONLY MY OWN
Toda e qualquer invenção para detecção de presença sobrenatural já passou pelas mãos de Hyacinth. Seu fascínio atravessando fronteiras para adquirir a tecnologia. Porém, não chega a manter as aquisições como foram compradas... Ela manipula e junta, melhorando e adaptando para a realidade das caçadas com a irmã.
Contrariando as noções de tempo e espaço, e com uma ajudinha de um grande estudioso que afeiçoou a Hyacinth, conseguiu ser formar em Engenharia Mecatrônica. Seus testes feitos nas faculdades dos locais que faziam as missões e a prática, mostrada por videochamadas em locais bastante duvidosos. Hyacinth diz que tem, pelo menos, doze diplomas garantindo seu estudo (e o mesmo número de faculdades querendo sua permissão para usá-la como modelo).
Mesmo com sua inteligência admirável e habilidade ímpar, Hyacinth é muito humilde. Não se vangloria ou assume parceiras em projetos famosos. Encara qualquer tarefa como se fosse algo novo e não titubeia caso lhe peçam ajuda.
Seu objeto mais precioso é o colar que carrega ao redor do pescoço, gêmeo ao de Leyla. Quando o pai faleceu, sua posse passou para ela e o significado a coloca segurando-o sempre que bate a saudade. Uma herança de família linda, de um casal apaixonado temendo pelo destino dos filhos... Não sabe como foi feito, mas suas fontes residem dentro dos pingentes e se comunicam de maneira mágica. Toque-os e saberá se o outro está vivo ou não.
Acredita piamente que o pai morreu por inveja da comunidade turca. Um clássico caso de 'se são tão bons assim, que se virem!' quando eles não fizeram nada além de ajudar na formação de novos caçadores - e de ajudar a controlar a população sobrenatural.













