E ai se vai uma tarde, Com gosto de eternidade Tá tarde, tenho que ir pra casa.

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E ai se vai uma tarde, Com gosto de eternidade Tá tarde, tenho que ir pra casa.
AÍ SIM
Como não amar?
Tranquilidade só lazer
Eu queria escrever descontroladamente, falar sem pensar e rir sem parar.
Ris sem parar e parar sem questionar demais se devo ou não.
Eu queria não ter medo de andar de skate e pular de para quedas.
Morar na praia numa casinha pequena com uma plantinhas pra cuidar.
Eu queria não ser tão do bem assim mas também não ser do mal.
Queria acreditar mais em palavras e em atitudes, mas as vezes elas faltam.
Queria que mentira, medo e preconceito fossem abolidos .
Não preciso de muita coisa, me basta paz de espírito e pessoas que gosto do meu lado ou bem próximo. Uma boa gargalhada, um abraço apertado e um beijo com gosto de quero mais. A TV ligada sem ter atenção, meu gato intrigado com o som do violão e um bom chá.
Pé no chão pra viagem.
Quero transcender.
Botar fé no amor e em outras drogas boas, acordar meio dia, almoçar as 15 hs, dormir ate 16:10h e ter 10 min de trabalho.
Catuaba gelada, rap nas sextas feira, aos sábados namorar e nos domingos graça na praça.
Eu e minha tribo.
Ela dormiu no calor dos meus braços, e eu acordei sem saber se era um sonho.
Sorriso
Eu disfarçava o olhar, e cada vez que o silencio tomava conta eu buscava qualquer assunto pra estancar o desejo doido combinado com a timidez que me acompanhava.
Seus olhos buscavam os meus, não precisava estar te olhando para sacar isso, dava pra sentir.
A dúvida do gosto do seu beijo travava uma batalha com a timidez e eu ficava no meio do fogo cruzado, eu sabia que era isso que teria que acontecer naquele momento. Mas como?
Ascende um cigarro, acaba o cigarro, um trago de bebida, acaba o trago, uma estrela no céu, some a estrela, música do meu amigo, dança comigo, acaba a música.
Poxa! É como se o universo inteiro tivesse empurrando e de alguma forma dizendo “vai minha filha, para de marcar toco”
Ela chegou perto, tão perto e me deu um selinho . Foi lindo, eu senti um toque tão mágico tão doce que eu quis com todo meu ser beija – La e conhecer seu elemento.
Fogo!
O cheiro natural do seu corpo, su beijo quente, seu beijo de língua molhado e doce, sua respiração, tudo isso serviu de fio condutor para minha mão passear pelo seu corpo como uma poesia explicita de erotismo e romantismo. Ora Djavan, ora Mr Catra.
Quanta sensualidade! Eu queria toca –la de corpo e alma, eu não quis conter meu desejo, despimos de preconceitos, desamores, decepções , desencontros. É como se naquele momento existe apenas nós e o resto.
Encantadora!
Seu sorriso me engolia, sua dicção me encantava.
Tão perfeito, que colocaria dentro de um pote de vidro pra guardar.
Eu trocaria a eternidade por essa noite.
Nas horas vagas eu aprendo tocar violão
Fizemos uma intervenção no bairro São Gabriel na semana passada, a intenção era propor uma nova forma de pensar quanto aos moradores desapropriados na rua Jacuí para construção da nova rodoviaria, e aos moradores que ainda estão resistindo. Fica a pergunta, Será que vale tanto a pena assim esse tal progresso? E quanto o valor sentimental e cultural que morar ali representa aos moradores?
Apague a luz, minha divina. Deixa comigo. Te embalo no ritmo da minha música, te pego dançar, e te faço tremer á minha dança. Não é tango, frevo, nem samba. Te levo no som do meu rock aos seus ouvidos. Voz rouca. Te rasgo a roupa com meu fogo, e mesmo sem fogo te faço queimar. Mas apague a luz minha divina, Deixa comigo. Te escrevo como papel e caneta, te descrevo como diário, e te toco como quem toca um violino. Te faço entrar na minha dança, te faço dançar a minha música. Não que eu não queira, não que eu não vá, não que acabe cedo, ou nunca. Finito. Te faço sentir medo, do que sentes, do que acontecerá, do que não aconteceu, do que pode acontecer. Apague a luz, e perca - se, O medo do escuro. O silêncio do sussurro. Som de prazer.
Crônica de uma transa
O resultado, vem logo após a transa. Se a conversa é baseada em lembranças, um retrospecto, do tipo, início, meio, e quase nunca ou nunca o fim, é sinal de que foi bom. Em seguida, o cigarro, fumado sob a baixa luz, o colo, o olhar frágil, o gole de água. Se silêncio, ouve gozo. Não prazer. E há tempos que eu, Nem gozo, nem prazer, nem transa, nem eu. Nem nada.
Se o fogo é bom eu deixo queimar.
Chuva caí lá fora e aumenta o ritmo.
O povo tem que cobrar com os Parabelo porque a justiça deles só vai em cima de quem usa chinelo, e é vítima a agressão de farda é legítima, barracos no chão enquanto chove, meus heróis também morreram de overdose, de violência, sob coturnos de quem dita a descencia.
Oba lá vem ela, estou de olho nela.