Eu te vejo nas entrelinhas.
Te enxergo em cores vivas.
Lembro de você
quando o relógio marca 12:21,
como se o tempo também
tivesse aprendido teu nome.
Ainda sinto teu cheiro
no lado esquerdo da minha cama.
E, às vezes, te encontro
guardada nos cantos do meu sofá.
Tua voz atravessa
as notas de Joyce Alane
como se teu timbre
fizesse parte da melodia original.
Você aparece
num estalo atrás da orelha
quando bebo minha água com gás.
E quando te pinto
nas curvas do centro de minha cidade.
Porque, mesmo quando tudo silencia,
eu ainda consigo te ouvir.
E é assim que eu sei:
eu realmente
vejo você.
— fcs











