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grupos do whatsapp são legais, mas se você passar 10 minutos sem o celular, voltar e ter 43128263508 mensagens já é sacanagem
Capítulo 2 / Parte 3 - Canalha
Conforme os dias foram se passando, tivemos que lidar com os persistentes rumores sobre um relacionamento. A reputação de Arthur ajudou a calar fofocas. Ele nunca fora conhecido por ficar com uma garota mais do que uma noite, então, quanto mais éramos vistos juntos, mais as pessoas entendiam que nosso relacionamento era platônico. Mesmo com as constantes perguntas sobre o nosso envolvimento, Arthur continuou recebendo a usual atenção das outras alunas.
Ele continuou a se sentar ao meu lado nas aulas de história e a comer comigo na hora do almoço. Não demorei muito para perceber eu estivera errada em relação a ele, me sentindo até propensa a defendê-lo daqueles que não o conheciam como eu.
No refeitório, Arthur colocou uma lata de suco de laranja na minha frente.
- Você não precisava fazer isso. Eu ia pegar uma - falei, tirando a jaqueta.
- Bom, agora você não precisa mais - disse ele, fazendo aparecer a covinha da bochecha esquerda.
Brazil soltou uma risada de deboche.
- Ela transformou você em um empregadinho pessoal, Arthur? Qual vai ser a próxima, abanar a menina com uma folha de palmeira, vestindo uma sunga?
Arthur olhou para ele com um ódio assassino, e me apressei a defendê-lo.
- Você não tem o suficiente nem para preencher uma sunga,Brazil. Cala a droga da sua boca!
- Pega leve, Lua! Eu estava brincando - Brazil respondeu, erguendo as mãos em sinal de paz.
- Só... não fale assim dele - retruquei, franzindo a testa.
A expressão do Arthur era um misto de surpresa e gratidão.
- Agora eu vi de tudo na vida. Uma garota acabou de me defender - disse ele, se levantando.
Antes de sair carregando a bandeja, ele lançou mais um olhar furioso para Brazil, depois se juntou a um pequeno grupo de fumantes do lado de fora do prédio.
Tentei não ficar olhando para Arthur enquanto ele ria e conversava. Todas as garotas do grupo competiam de forma sutil pelo espaço ao lado dele, e Sophia me cutucou quando percebeu que minha atenção estava em outro lugar.
- O que você está olhando, Lua??
- Nada. Não estou olhando nada.
Sophia pôs o queixo na mão e balançou a cabeça.
- Elas são tão óbvias. Olha aquela ruiva. Ela já passou as mãos no cabelo tantas vezes quantas já piscou. Fico me perguntando se o Arthur não se cansa disso.
Micael assentiu.
- Mas ele se cansa sim. Todo mundo acha que ele é um babaca, mas se soubessem a paciência que ele tem para lidar com cada uma dessas garotas que pensam que podem domá-lo... Ele não consegue ir pra nenhum lugar sem ter várias nos pés. Acreditem em mim, ele é muito mais educado do que eu seria no lugar dele.
- Ah, como se você não fosse adorar essa bajulação! - Sophia exclamou, beijando o rosto de Mika.
Arthur estava terminando de fumar do lado de fora do refeitório quando passei por ele.
- Espere aí, Flor. Vou com você até a sala.
- Não precisa, Arthur. Eu sei chegar lá sozinha.
Ele se distraiu com uma garota de longos cabelos negros e saia curta que passava e sorriu para ele. Ele a seguiu com os olhos e fez um aceno de cabeça na direção dela, jogando o cigarro no chão.
- Depois a gente se fala, Flor.
- Tá - falei, revirando os olhos enquanto ele corria para alcançar a garota.
O lugar de Arthur continuou vazio durante a aula, e fiquei irritada com ele por faltar à aula por causa de uma garota que ele nem conhecia. O professor Chaney nos dispensou mais cedo, e atravessei o gramado correndo, pois tinha que me encontrar com Finch às três para lhe entregar as anotações de avaliação musical de Sherri Cassidy. Olhei para o relógio e acelerei o passo.
- Lua!
Fernando se apressou pelo gramado para caminhar ao meu lado.
- Acho que não fomos oficialmente apresentados - ele me disse, estendendo a mão. - Fernando Roncato.
Cumprimentei-o e sorri.
- Lua Blanco.
- Eu estava atrás de você quando você viu sua nota na prova de biologia. Parabéns - ele sorriu, enfiando as mãos nos bolsos.
- Obrigada. O Arthur me ajudou. Se ele não tivesse feito isso, com certeza meu nome estaria no fim da lista.
- Ah, vocês dois são...
- Amigos.
Fernando assentiu e sorriu.
- Ele te falou sobre uma festa que vai ter na Casa esse fim de semana?
- Geralmente conversamos sobre biologia e comida.
Ele riu.
- Isso é a cara do Arthur
Na porta do Morgan Hall, Fernando ficou analisando o meu rosto com os seus olhos.
- Você deveria ir à festa. Vai ser divertido.
- Vou falar com a Sophia. Acho que não temos nenhum plano para o fim de semana.
- Vocês só saem em dupla?
- Fizemos um pacto nesse verão. Nada de ir a festas sozinhas.
- Decisão inteligente - ele assentiu em aprovação.
- Ela conheceu o Mika durante a orientação, então acabamos não saindo muito juntas. Essa vai ser a primeira vez que vou precisar chamar a Sophia pra sair, e tenho certeza que ela vai ficar feliz em ir.
Eu me contorci por dentro. Não só estava tagarelando como deixei claro que não costumava ser convidada para festas.
- Ótimo. Vejo você lá então - ele disse, abrindo um sorriso perfeito de modelo da Banana Republic, com o maxilar quadrado e a pele naturlamente bronzeada. Depois se virou para cruzar o campus.
Fiquei olhando enquanto ele ia embora; Fernando era alto, de barba feita, vestia uma camisa risca de giz bem passada e calças jeans. Os cabelos balançavam enquanto ele caminhava.
Mordi meu lábio, lisonjeada com o convite.
- Ah, ele sim é mais a sua cara - disse Finch no meu ouvido.
- Ele é uma gracinha, né? - perguntei, sem conseguir para de sorrir.
- Ô, se é! Uma gracinha bem naquela posição básica de papai e mamãe, isso sim!
- Finch! - gritei, dando um tapa no ombro dele.
- Você pegou as anotações da Sherri?
- Peguei - respondi, tirando-as da mochila.
Ele acendeu um cigarro, segurou-o entre seus lábios e franziu os olhos para ver os papéis.
- Impressionante! - exclamou, dando uma olhada nas páginas. Depois as dobrou, enfiou no bolso e deu uma tragada no cigarro. - Que bom que as caldeiras do Morgan não estão funcionando. Você vai precisar mesmo de um banho frio depois do olhar provocante daquele pedaço de mal caminho.
- O dormitório está sem água quente? - reclamei.
- É o que estão dizendo - falou Finch, deslizando a mochila por sobre o ombro. - Estou indo para aula de álgebra. Diz pra Soph que falei pra ela não esquecer de mim nesse fim de semana.
- Tá bom - resmunguei, olhando desanimada para as paredes de tijolo antigas do nosso dormitório.
Subi até meu quarto pisando duro, empurrei a porta e entrei, deixando a mochila cair no chão.
- Não temos água quente - Kara murmurou da escrivaninha.
- Já me falaram.
Meu celular vibrou e o abri e o abri em um clique - era uma mensagem de texto da Sophia amaldiçoando as caldeiras. Alguns instantes depois, alguém batia à porta.
Sophia entrou e se jogou na minha cama, de braços cruzados.
- Dá pra acreditar nessa merda? Pagamos uma fortuna e não podemos nem tomar banho quente?
Kara soltou um suspiro.
- Pare de choramingar. Por que você não vai ficar com o seu namorado? Não é o que você tem feito mesmo?
Sophia voltou o olhar rapidamente na direção da minha colega de quarto.
- Boa ideia, Kara. O fato de você ser uma vaca vem a calhar ás vezes.
Kara continuou olhando o monitor do computador, sem se abalar com ataque.
Sophia pegou o celular e digitou uma mensagem de texto com velocidade e precisão incríveis. O celular vibrou e ela sorriu para mim.
- Nós vamos ficar no apartamento do Mika e do Arthur até consertarem as caldeiras.
- O quê? Eu não vou! - gritei.
- Ah, vai sim! Não tem por que você ficar presa aqui, congelando no chuveiro, quando o Arthur e o Mika têm dois chuveiros no apê deles.
- Mas eu não fui convidada.
- Eu estou convidando você. O Mika já falou que tudo bem. Você pode dormir no sofá... se o Arthur não for usar.
- E se ele for?
Sophia deu de ombros.
- Aí você pode dormir na cama dele.
- De jeito nenhum!
Ela revirou os olhos.
- Não seja infantil, Lua. Vocês são amigos, certo? Se ele não tentou nada até agora, acho que não vai tentar.
As palavras dela fizeram minha boca calar na hora. Arthur tinha ficado perto de mim de uma forma ou de outra todas as noites durante semanas. Estive tão ocupada me certificando de que todo mundo soubesse que éramos apenas amigos que não me ocorreu que ele realmente estava interessado somente em nossa amizade. Eu não sabia ao certo o motivo, mas me senti insultada.
Kara nos olhou com descrença.
- Arthur Aguiar não tentou levar você pra cama?
- Nós somos amigos! - falei em tom defensivo.
- Eu sei, mas ele nem tentou? Ele já transou com todo mundo...
- Menos com a gente - disse Sophia, olhando para ela. - E com você.
Kara deu de ombros.
- Bom, nunca nem o conheci, só ouvi falar dele.
- Exatamente - retruquei. - Você nem conhece o Arthur.
Kara voltou o olhar para o monitor, ignorando nossa presença. Soltei um suspiro.
- Tudo bem, Soph. Preciso arrumar uma mala.
- Coloque coisas para alguns dias. Vai saber quanto tempo vão levar para consertar as caldeiras - ela disse, completamente animada.
O medo tomou conta de mim, como se eu estivesse prestes a entrar sorrateiramente em território inimigo.
- Ai... tudo bem.
Sophia deu uns pulinhos e me abraçou.
- Isso vai ser tão divertido!
Meia hora depois, colocamos nossas malas no Honda dela e nos dirigimos para o apartamento dos meninos. Sophia mal respirava entre suas divagações enquanto dirigia. Tocou a buzina quando diminuiu a velocidade e parou no estacionamento, na vaga de sempre. Micael desceu apressado os degraus, pegou nossas malas e foi atrás de nós enquanto subíamos as escadas.
- A porta está aberta - disse ele, ofegante.
Sophia empurrou a porta e a segurou aberta. Micael resmungou quando largou nossa bagagem no chão.
- Nossa, baby! Sua mala pesa uns dez quilos a mais que a da Lua
Sophia e eu ficamos paralisadas quando uma mulher saiu do banhiero, abotoando a blusa.
- Oi - disse ela, surpresa.
Os olhos manchados de rímel nos examinaram antes de pousarem na nossa bagagem. Eu a reconheci: era a morena de pernas longas que Arthur tinha seguido do refeitório.
Sophia lançou um olhar fulminante para Micael, que ergueu as mãos e disse:
- Ela está com Arthur!
Arthur surgiu de cueca e bocejou. Ele olhou para sua convidada e lhe deu um tapinha na bunda.
- Minhas amigas chegaram. É melhor você ir embora.
Ela sorriu e o abraçou, beijando-o no pescoço.
- Vou deixar o número do meu telefone na bancada da cozinha.
- Hum... não precisa - ele respondeu em tom casual.
- O quê - ela perguntou, reclinando-se para olhar nos olhos dele.
- Toda vez é a mesma coisa! - Sophia disse e olhou para a mulher. - Como você pode ficar surpresa com isso? Ele é a droga do Arthur Aguiar! O cara é famoso exatamente por isso, e todas as vezes vocês ficam surpresas! - disse ela, voltando-se para Micael, que a abraçou fazendo um gesto para que ela se acalmasse.
Capítulo 2 / Parte 2 - Canalha
Na semana seguinte, Arthur me ajudou com o trabalho de história e foi meu tutor em biologia. Fomos juntos olhar o quadro de notas ao lado da sala do professor Campbell. Meu nome aparecia em terceiro lugar.
- A terceira nota mais alta da classe! Que legal, Flor! - ele disse, me abraçando.
Os olhos de Arthur estavam brilhando de animação e orgulho, e uma sensação embaraçosa me fez recuar um passo.
- Valeu, Thur. Eu não teria conseguido sem você - falei, dando um puxão na camisa dele.
Ele me jogou por cima do ombro, abrindo caminho em meio à multidão atrás de nós.
- Abram caminho, pessoal! Abram caminho para o cérebro gigantesco desta pobre mulher! Ela é um gênio!
Dei risada ao ver as expressôes divertidas e curiosas dos meus colegas de classe.
Capítulo 2 / Parte 3 - Canalha
Conforme os dias foram se passando, tivemos que lidar com os persistentes rumores sobre um relacionamento. A reputação de Micael ajudou a calar fofocas. Ele nunca fora conhecido por ficar com uma garota mais do que uma noite, então, quanto mais éramos vistos juntos, mais as pessoas entendiam que nosso relacionamento era platônico. Mesmo com as constantes perguntas sobre o nosso envolvimento, Micael continuou recebendo a usual atenção das outras alunas.
Ele continuou a se sentar ao meu lado nas aulas de história e a comer comigo na hora do almoço. Não demorei muito para perceber eu estivera errada em relação a ele, me sentindo até propensa a defendê-lo daqueles que não o conheciam como eu.
No refeitório, Micael colocou uma lata de suco de laranja na minha frente.
- Você não precisava fazer isso. Eu ia pegar uma - falei, tirando a jaqueta.
- Bom, agora você não precisa mais - disse ele, fazendo aparecer a covinha da bochecha esquerda.
Brazil soltou uma risada de deboche.
- Ela transformou você em um empregadinho pessoal, Micael? Qual vai ser a próxima, abanar a menina com uma folha de palmeira, vestindo uma sunga?
Micael olhou para ele com um ódio assassino, e me apressei a defendê-lo.
- Você não tem o suficiente nem para preencher uma sunga,Brazil. Cala a droga da sua boca!
- Pega leve, Sophia! Eu estava brincando - Brazil respondeu, erguendo as mãos em sinal de paz.
- Só... não fale assim dele - retruquei, franzindo a testa.
A expressão do Micael era um misto de surpresa e gratidão.
- Agora eu vi de tudo na vida. Uma garota acabou de me defender - disse ele, se levantando.
Antes de sair carregando a bandeja, ele lançou mais um olhar furioso para Brazil, depois se juntou a um pequeno grupo de fumantes do lado de fora do prédio.
Tentei não ficar olhando para Micael enquanto ele ria e conversava. Todas as garotas do grupo competiam de forma sutil pelo espaço ao lado dele, e Mel me cutucou quando percebeu que minha atenção estava em outro lugar.
- O que você está olhando, Sophia??
- Nada. Não estou olhando nada.
Mel pôs o queixo na mão e balançou a cabeça.
- Elas são tão óbvias. Olha aquela ruiva. Ela já passou as mãos no cabelo tantas vezes quantas já piscou. Fico me perguntando se o Micael não se cansa disso.
Chay assentiu.
- Mas ele se cansa sim. Todo mundo acha que ele é um babaca, mas se soubessem a paciência que ele tem para lidar com cada uma dessas garotas que pensam que podem domá-lo... Ele não consegue ir pra nenhum lugar sem ter várias nos pés. Acreditem em mim, ele é muito mais educado do que eu seria no lugar dele.
- Ah, como se você não fosse adorar essa bajulação! - Mel exclamou, beijando o rosto de Chay.
Micael estava terminando de fumar do lado de fora do refeitório quando passei por ele.
- Espere aí, Flor. Vou com você até a sala.
- Não precisa, Micael. Eu sei chegar lá sozinha.
Ele se distraiu com uma garota de longos cabelos negros e saia curta que passava e sorriu para ele. Ele a seguiu com os olhos e fez um aceno de cabeça na direção dela, jogando o cigarro no chão.
- Depois a gente se fala, Flor.
- Tá - falei, revirando os olhos enquanto ele corria para alcançar a garota.
O lugar de Micael continuou vazio durante a aula, e fiquei irritada com ele por faltar à aula por causa de uma garota que ele nem conhecia. O professor Chaney nos dispensou mais cedo, e atravessei o gramado correndo, pois tinha que me encontrar com Finch às três para lhe entregar as anotações de avaliação musical de Sherri Cassidy. Olhei para o relógio e acelerei o passo.
- Sophia!
Filipe se apressou pelo gramado para caminhar ao meu lado.
- Acho que não fomos oficialmente apresentados - ele me disse, estendendo a mão. - Filipe Galvão.
Cumprimentei-o e sorri.
- Sophia Abrahão.
- Eu estava atrás de você quando você viu sua nota na prova de biologia. Parabéns - ele sorriu, enfiando as mãos nos bolsos.
- Obrigada. O Micael me ajudou. Se ele não tivesse feito isso, com certeza meu nome estaria no fim da lista.
- Ah, vocês dois são...
- Amigos.
Filipe assentiu e sorriu.
- Ele te falou sobre uma festa que vai ter na Casa esse fim de semana?
- Geralmente conversamos sobre biologia e comida.
Ele riu.
- Isso é a cara do Micael
Na porta do Morgan Hall, Filipe ficou analisando o meu rosto com os seus olhos.
- Você deveria ir à festa. Vai ser divertido.
- Vou falar com a Mel. Acho que não temos nenhum plano para o fim de semana.
- Vocês só saem em dupla?
- Fizemos um pacto nesse verão. Nada de ir a festas sozinhas.
- Decisão inteligente - ele assentiu em aprovação.
- Ela conheceu o Chay durante a orientação, então acabamos não saindo muito juntas. Essa vai ser a primeira vez que vou precisar chamar a Mel pra sair, e tenho certeza que ela vai ficar feliz em ir.
Eu me contorci por dentro. Não só estava tagarelando como deixei claro que não costumava ser convidada para festas.
- Ótimo. Vejo você lá então - ele disse, abrindo um sorriso perfeito de modelo da Banana Republic, com o maxilar quadrado e a pele naturlamente bronzeada. Depois se virou para cruzar o campus.
Fiquei olhando enquanto ele ia embora; Filipe era alto, de barba feita, vestia uma camisa risca de giz bem passada e calças jeans. Os cabelos balançavam enquanto ele caminhava.
Mordi meu lábio, lisonjeada com o convite.
- Ah, ele sim é mais a sua cara - disse Finch no meu ouvido.
- Ele é uma gracinha, né? - perguntei, sem conseguir para de sorrir.
- Ô, se é! Uma gracinha bem naquela posição básica de papai e mamãe, isso sim!
- Finch! - gritei, dando um tapa no ombro dele.
- Você pegou as anotações da Sherri?
- Peguei - respondi, tirando-as da mochila.
Ele acendeu um cigarro, segurou-o entre seus lábios e franziu os olhos para ver os papéis.
- Impressionante! - exclamou, dando uma olhada nas páginas. Depois as dobrou, enfiou no bolso e deu uma tragada no cigarro. - Que bom que as caldeiras do Morgan não estão funcionando. Você vai precisar mesmo de um banho frio depois do olhar provocante daquele pedaço de mal caminho.
- O dormitório está sem água quente? - reclamei.
- É o que estão dizendo - falou Finch, deslizando a mochila por sobre o ombro. - Estou indo para aula de álgebra. Diz pra Memis que falei pra ela não esquecer de mim nesse fim de semana.
- Tá bom - resmunguei, olhando desanimada para as paredes de tijolo antigas do nosso dormitório.
Subi até meu quarto pisando duro, empurrei a porta e entrei, deixando a mochila cair no chão.
- Não temos água quente - Kara murmurou da escrivaninha.
- Já me falaram.
Meu celular vibrou e o abri e o abri em um clique - era uma mensagem de texto da Mel amaldiçoando as caldeiras. Alguns instantes depois, alguém batia à porta.
Mel entrou e se jogou na minha cama, de braços cruzados.
- Dá pra acreditar nessa merda? Pagamos uma fortuna e não podemos nem tomar banho quente?
Kara soltou um suspiro.
- Pare de choramingar. Por que você não vai ficar com o seu namorado? Não é o que você tem feito mesmo?
Mel voltou o olhar rapidamente na direção da minha colega de quarto.
- Boa ideia, Kara. O fato de você ser uma vaca vem a calhar ás vezes.
Kara continuou olhando o monitor do computador, sem se abalar com ataque.
Mel pegou o celular e digitou uma mensagem de texto com velocidade e precisão incríveis. O celular vibrou e ela sorriu para mim.
- Nós vamos ficar no apartamento do Chay e do Micael até consertarem as caldeiras.
- O quê? Eu não vou! - gritei.
- Ah, vai sim! Não tem por que você ficar presa aqui, congelando no chuveiro, quando o Micael e o Chay têm dois chuveiros no apê deles.
- Mas eu não fui convidada.
- Eu estou convidando você. O Chay já falou que tudo bem. Você pode dormir no sofá... se o Micael não for usar.
- E se ele for?
Mel deu de ombros.
- Aí você pode dormir na cama dele.
- De jeito nenhum!
Ela revirou os olhos.
- Não seja infantil, Sophia. Vocês são amigos, certo? Se ele não tentou nada até agora, acho que não vai tentar.
As palavras dela fizeram minha boca calar na hora. Micael tinha ficado perto de mim de uma forma ou de outra todas as noites durante semanas. Estive tão ocupada me certificando de que todo mundo soubesse que éramos apenas amigos que não me ocorreu que ele realmente estava interessado somente em nossa amizade. Eu não sabia ao certo o motivo, mas me senti insultada.
Kara nos olhou com descrença.
- Micael Borges não tentou levar você pra cama?
- Nós somos amigos! - falei em tom defensivo.
- Eu sei, mas ele nem tentou? Ele já transou com todo mundo...
- Menos com a gente - disse Mel, olhando para ela. - E com você.
Kara deu de ombros.
- Bom, nunca nem o conheci, só ouvi falar dele.
- Exatamente - retruquei. - Você nem conhece o Micael.
Kara voltou o olhar para o monitor, ignorando nossa presença. Soltei um suspiro.
- Tudo bem, Memis. Preciso arrumar uma mala.
- Coloque coisas para alguns dias. Vai saber quanto tempo vão levar para consertar as caldeiras - ela disse, completamente animada.
O medo tomou conta de mim, como se eu estivesse prestes a entrar sorrateiramente em território inimigo.
- Ai... tudo bem.
Mel deu uns pulinhos e me abraçou.
- Isso vai ser tão divertido!
Meia hora depois, colocamos nossas malas no Honda dela e nos dirigimos para o apartamento dos meninos. Mel mal respirava entre suas divagações enquanto dirigia. Tocou a buzina quando diminuiu a velocidade e parou no estacionamento, na vaga de sempre. Chay desceu apressado os degraus, pegou nossas malas e foi atrás de nós enquanto subíamos as escadas.
- A porta está aberta - disse ele, ofegante.
Mel empurrou a porta e a segurou aberta. Chay resmungou quando largou nossa bagagem no chão.
- Nossa, baby! Sua mala pesa uns dez quilos a mais que a da Sophia
Mel e eu ficamos paralisadas quando uma mulher saiu do banhiero, abotoando a blusa.
- Oi - disse ela, surpresa.
Os olhos manchados de rímel nos examinaram antes de pousarem na nossa bagagem. Eu a reconheci: era a morena de pernas longas que Micael tinha seguido do refeitório.
Mel lançou um olhar fulminante para Chay, que ergueu as mãos e disse:
- Ela está com Micael!
Micael surgiu de cueca e bocejou. Ele olhou para sua convidada e lhe deu um tapinha na bunda.
- Minhas amigas chegaram. É melhor você ir embora.
Ela sorriu e o abraçou, beijando-o no pescoço.
- Vou deixar o número do meu telefone na bancada da cozinha.
- Hum... não precisa - ele respondeu em tom casual.
- O quê - ela perguntou, reclinando-se para olhar nos olhos dele.
- Toda vez é a mesma coisa! - Mel disse e olhou para a mulher. - Como você pode ficar surpresa com isso? Ele é a droga do Micael Borges! O cara é famoso exatamente por isso, e todas as vezes vocês ficam surpresas! - disse ela, voltando-se para Chay, que a abraçou fazendo um gesto para que ela se acalmasse.
Capítulo 2 / Parte 2 - Canalha
Na semana seguinte, Micael me ajudou com o trabalho de história e foi meu tutor em biologia. Fomos juntos olhar o quadro de notas ao lado da sala do professor Campbell. Meu nome aparecia em terceiro lugar.
- A terceira nota mais alta da classe! Que legal, Flor! - ele disse, me abraçando.
Os olhos de Micael estavam brilhando de animação e orgulho, e uma sensação embaraçosa me fez recuar um passo.
- Valeu, Mika. Eu não teria conseguido sem você - falei, dando um puxão na camisa dele.
Ele me jogou por cima do ombro, abrindo caminho em meio à multidão atrás de nós.
- Abram caminho, pessoal! Abram caminho para o cérebro gigantesco desta pobre mulher! Ela é um gênio!
Dei risada ao ver as expressôes divertidas e curiosas dos meus colegas de classe.
Pra mim é "Nescau, Miojo e Bombril" Se vier me corrigir dizendo que é achocolatado, macarrão instantâneo e esponja de aço, eu desço o tapa!
lindas postem mais BD pq ta mt boa vcs arrasam
Obrigada 😍😍😍 e aguente mais um pouquinho q ja já vai ter BD
Essa web somic é Perfeita eu AMEI ela serio <3 posta mais?
Vou postar ou amanha ou dia 26 ;)
web BD ♡♡♡♡ viciei hahahaha
Muito bom saber q já tenho leitoras de BD 😍😍
ThurPhia.
Web UEC - Capitulo 3 - He's not so bad
- Temos que correr com o trabalho. Preciso de ponto em ciências. - disse Sophia sentando-se a mesa
Estavamos sentados no refeitório almoçando porque ficariamos ali em horario integral naquele dia.
- O que a gente vai fazer? -disse Chay
- Mel é boa com maquete! - Arthur falou
- Nao vou fazer o trabalho sozinha de novo.
- Só pra ajudar Mel. Poxa vida, hein.
- Na-na-ni-na-não
- Nao Thur, ela ta certa. Não podemos deixar ela fazer tudo sozinha.
- A gente nem sabe o que vai fazer. - lembrou Chay
- Temos que pensar em algo agora!
O sinal tocou.
- Agora não vai dar.
Voltamos a aula. O professor de biologia separou as duplas e eu me sentei ao lado de Chay. Quando ele retirou o pano eu vi uma rã esticada. Na hora fiquei tonta. O professor explicava como iriamos dissecar aquele pobre animal e eu a olhava ali, esticadinha. De repente, tudo estava rodando. Eu não consegui ver mais nada, só uma escuridão. Acordei na enfermaria com Chay do lado.
- O que aconteceu?
- Você desmaiou, mocinha!
- Por que?
- A gente tava na aula de biologia e…
- Ah sim. Aquela rã. Eca!
- Tem nojo?
- Medo, trauma.
- Trauma?
- Ja jogaram uma em mim. - ele riu. - Nao, nao ria. Foi horrivel.
- Só por isso? Que fresca!
- FRESCA? UM DIA EU VOU TACAR UMA NA SUA CARA PRA VOCÊ ME DIZER SE É LEGAL.
Ele riu.
- Bom, ai eu ia te dar um beijo com gosma de rã.
Corei.
- Não é gosma, é muco.
- Muco é gosmento então é uma gosma!
- É uma gosma que não é gosma.
- Então é o que?
- Muco.
- Aff, Melanie. -ele riu- Não vou discutir. DR agora? Não!
- DR?
- Discutir relação.
- Eu sei o que significa!
- Então?
- Não temos uma relaçao.
Ele corou.
- É, bom..
- Quero sair daqui. - mudei o assunto
- Não posso fazer nada se a mocinha desmaiou.
- Ah, desculpa papai!
- Perdoada!
- A paciente acordou? -chegou a enfermeira
- Sim, acordei. E mais, acordei e quero ir embora.
- Ja pode ir… pra casa. Ligamos pra sua mãe e ela está muito ocupada. Como fazemos?
- Não tenho quem me leve.
- Tem eu, mas pra isso vou precisar ser liberado…
- Não posso liberá-lo, Suede.
- Então vão deixar essa menina aqui sob pressão, recém desmaiada por falta de permissão?
- Chay…
- Enfermeira que feio. Se algo acontecer com ela aqui poderá ser negligência.
- Vou chamar o diretor e ele resolve.
Ela saiu.
- Chay, ta vendo a M que você arrumou?
-Enrolo ele molinho, molinho.
- Essa eu quero ver.
Passados alguns mimutos o diretor chegou.
- O que está acontecendo?
- Bom, César, a Mel desmaiou…
- Jura, Melanie? Por que?
- Culpa de uma rã… -eu disse
- Enfim, - Chay me interrompeu - ela não tem ninguém que a leve pra casa, só eu, mas segundo a enfermeira diz que não podem me liberar.
- São regras, senhor Roobertchay!
- Ok, mas se algo a acontecer aqui eu processo a escola por negligência. O senhor sabe que a mãe da Melanie é advogada né? Uma advogada bem sucedida e com uma carreira fantástica. Se ela processa o colégio o senhor não tem chance!
- Perante a situação da paciente você pode levá-la.
Chay voltou na sala e pegou minha mochila e a dele. Subi na moto e fomos.
- Desnecessário. Dava pra ficar la de boa. - eu estava deitava num sofá e ele sentado no outro.
- Enfermeira mandou.
- E por que você não vai pra casa mesmo?
- Se eu for meu pai vai saber que to matando aula.
- Ah, machão tem medo do papai?
- Fica quieta. Um “obrigado” bastava!
- Não pedi pra você estar aqui.
- Mas eu estou. Estou e vou ficar até cinco e meia.
- O que a gente faz ate la?
- Conversa!
- Sobre?
- Por que não me fala de você?
- Depende.
- De que?
- O que quer saber de mim?
- Tudo…
- Pra que? No final ninguém conhece ninguém.
- Mas no inicio você pode me contar…
- Então me diz o que quer saber!
- Quero saber de você, da sua vida, seus planos…
- Ah, meu futuro! - dei um sorriso - Eu pretendo estudar, espero passar pra uma boa faculdade de jornalismo, me formar, arrumar um bom emprego, me firmar economicamente.
- Nossa! Seu futuro deverá ser promissor, hein!
- E o seu? Quais os seus planos?
- Eu quero fazer direito. Quero ser um bom advogado, quero me sustentar sozinho, quero ser independente de tudo.
- São bons planos.
- É, são!
- Você nunca me falou da sua familia.
- Minha familia? - ele deu uma breve risadinha - Minha mãe era uma irresponsável, engravidou, teve e me largou. Meu pai me criou sozinho.Aliás, quase sozinho. Me criou com auxilio da Hérica, minha “mãedrasta”.
- E sua mãe? Você conhece? -me sentei
- Minha unica mãe é a Hérica. Não conheço a biológica e não quero conhecer.
- Não tem curiosidade?
- Não. Curiosidade pra conhecer a mulher que me abandonou?
- Não sei como é essa sensaçao…
- Basicamente você sabe sim. Seu pai se foi…
- Sim. - olhei pra baixo - Mas não foi abandono. Ele se foi. Ele não quis ir, não escolheu ir, ele… - senti uma lágrima escorrer pelo meu olho - ele apenas foi.
Chay me abraçou.
- Fica assim não. Ele te amava muito e de onde estiver ele se orgulha da filha maravilhosa que tem!
Palavras não nos fazem superar, mas ajudam e consolam. As de Chay então, nem se fala…
Não esqueçam de comentar sobre as webs hein haha queremos ouvir a opinião de voces sobre as três!
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Web UEC - Capitulo 2- Comigo não!
Depois de ouvir os comentários “positivos” de minhas duas colegas de classe, Elisa e Raissa, e de ter uma conversa sobre um assunto pessoal com o Chay, me perguntei se tinha algo errado comigo. Comecei a pensar se todos achavam isso. Claro que achavam, era óbvio. Mas e Chay? Será que ele achava? Claro que sim. Por que ele insiste tanto em ficar perto? Eu não quero ficar perto dele. Será que ele quer me zoar? Se a ideia dele for essa, ha ha, ele não vai conseguir. De tarde Arthur e Sophia vieram na minha casa. - Melanie, viu como Chay te tratou? Disse Arthur. Sophia estava sentada folheando uma revista quando parou, ainda na mesma posição, com os olhos apontados para nós dois. Eu estava sentada em minha cama e Aguiar estava na ponta. O encarei: - Não Arthur. Por quê? -Porque eu reparei! -Reparou no que? - No modo que ele te tratou! - Não, não reparei. Me tratou comumente. - Não achei também! -disse Sophia - Sophia… - Ah Mel, por favor. Ele te tratou bem diferente. Algo em você chamou atenção dele. - Talvez seu jeito, seu sorriso, seu cabelo, sua pele, seus olhos… -disse Arthur um pouco alheio, mas sorrindo - Quem sabe? - disse Sophia - Você não gostou dele? -Não vi nada demais nele. - Ah, ele é bonito, fofo, legal, forte, gente boa… - Tá, ele é bonito. - Só bonito? - Sophia Sampaio Abrahão… - Tá Sophia, muito bonito -disse interrompendo Arthur - Tchau, vou embora! - ele levantou da cama e foi em direção a porta. -Vai nem dar um tchau direito? Ele parou. Por um instante achei que ele ia voltar. Ele ia virar por completo, então fechou o olho e voltou a ficar parado de frente pra porta. - Nos vemos amanhã. Ele saiu. - Ele gosta muito de você. - Não posso me envolver com ele! - E por quê? - Eu gosto dele como amigo. - E? - Não deixarei nada estragar nossa amizade. - E o Chay? - Não temos uma amizade! - Então você e ele terão algo? - Não foi isso que eu disse… - Foi o que eu entendi! - Não me responsabilizo. - Hmmmmmmmmm! - Eu achei que ele ia voltar… - Ele não voltou. - É, eu sei No dia seguinte tínhamos aula. Iniciariamos com ciências. Sentei-me atrás de Arthur e na frente de Chay. Arthur estava com a cara fechada pra mim, não havia falado nada mais que um singelo oi. Desnecessário! Senhor Carlos disse que teríamos que formar grupos de quatro integrantes e fazer um trabalho. No meu, como de costume estávamos eu, Sophia e Arthur. - Alguém esta sem grupo? Chay levantou o braço. “Chay vem aqui. A gente expulsa fulano e põe você” foi a frase mais dita. - Melanie! O encarei. -Sim? -Seu grupo tem quantos? - Senhor Carlia me perguntou como quem tem certeza da resposta, mas quer ouvir de minha boca. -Três. -Eu pedi grupo de quantos? - ele disse quase sorrindo. -Quatro. - disse cerrando os dentes. -Se importa de colocarmos o Chay? Encarei Chay. -Por mim… - revirei os olhos - Sophia? Arthur? -Tanto faz,fessor! -disse Arthur. -Pode! -Sophia sorriu e olhou para mim. Afundei o rosto na cadeira. Na hora da saida, vi Arthur e Sophia se falando. - Sophia EU gosto dela! - Eu sei, Arthur. - Para de desenrolar o Chay pra ela! - Eu não tô desenrolando ninguém, Aguiar! - Tá bom Sophia! Odeio quando falam de mim sem me incluir! Na hora da saída minha mãe não tinha chegado. Resolvi esperar cinco minutos. Dez minutos se passaram. Quinze minutos se passaram. Liguei pra ela: - Mãe? “Sim?” -Cade você? “No trabalho, oras!” -Mãe eu to plantada em frente a escola te esperando. Eu quero ir embora! “Filha não posso sair daqui agora. Tô atolada de processo pra resolver aqui, pasta, arquivo.” -Eu faço como? “Olha, final do mês vai ter mais dinheiro em casa!” -Legal e eu fico aqui? “Pega um táxi, ônibus!” -Eu não tenho dinheiro! “Pega carona com algum colega. Arthur, Sophia…” -Eles já foram embora, aliás, quase a escola toda foi. “Não sei o que fazer, filha. Desculpa!” -Relaxa, eu me viro. Me viro como sempre tive que me virar, sem você né, óbvio! Desliguei o telefone. Cúmulo, era o cúmulo. Fiquei sentada no banco pensando no que fazer. Já tinham passado-se alguns minutos. -Ainda aqui? Me virei e vi Chay - Pois é. Minha mãe me esqueceu e eu não tenho como voltar! - Nossa! - Por que tá aqui? - Tava treinando. Como cheguei ontem e me inscrevi no time resolvi me dedicar mais. - Ah tá! - Vou indo. - Vai lá. Ele foi. Foi, mas voltou numa moto. - Sobe ai, eu te levo! - Tá louco? - Vem que você não tá podendo escolher. -eu o olhei pensando em sim ou não - Anda! Vou. Afinal, preciso ir pra casa. Fui indicando o caminho e ele foi seguindo. Chegamos. Me abaixei entre as plantas do pequeno jardim de fora pra buscar a chave reserva. - Posso entrar e tomar água? Tô com sede - Eu trago. - Não! -ele segurou meu braço - Quero ver se não vai ser da bica. - O que você pensa que eu sou? Depois de muita insistência o deixei entrar, afinal, ele me trouxe pra casa. - Mora bem hein! - É o que eu ganho por ter uma mãe neutra! - Obrigado por me deixar entrar. - Você me trouxe pra casa. Mínimo que eu podia fazer. - Ja tomei minha água, me certifiquei que não era da bica, então vou indo. Beijo Mel! - Até amanhã! Ele se foi. Vi sua moto cada vez mais longe até sumir da minha vista. Eu abri a porta pra ele. Dizem que quando permitimos que entrem na nossa casa, estamos permitindo que entrem na nossa vida.