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kxngmark·:
Seus primeiros dois dias ali dentro haviam sido os piores. Mark sentia a necessidade de buscar por respostas, o indignava que não conseguia se lembrar como havia chegado até… onde quer que fosse esse complexo estranho. De uma hora para a outra estava indo a algum lugar, apenas lembrando-se da vaga sensação de tratar de algo importante para no outro acordar em um lugar cheio de malucos. Malucos mesmo, visto que um deles quase o fizera em pedaços com sua força superhumana. A unica coisa que o estava mantendo são era acreditar fielmennte que tudo aquilo não passava de meros truques. Estavam o testando para alguma coisa. E claro, treinamento que possuiam no simulador. Um dos momentos do dia no qual ele ficava mais animado, fingir que estava apenas descontraindo com um bom e velho jogo de ação. Não que isso variasse muito, mas Mark não estava sentindo muita vontade de socializar naquela tarde. Como se ele gostasse de se deparar com alguém que sabia muito bem que poderia brotar um terceiro braço a qualquer instante. Tentou se recordar do caminho agora mais que rotineiro até seu dormitório, que parecia ter sido inspirado assim como o resto em um filme de ficção cientifica qualquer. — O que esta fazendo aqui ? — perguntou, meio rispido ao observar alguém mais adiante. Como se ele soubesse onde estava. Enfim, com o tipo que andava por aqui cautela nunca era pouco.
Mingyu sentia seu corpo inteiro dolorido, os ossos pareciam ter sido quebrados e depois colados com cimento pela forma dura que se dirigia até seu dormitório, o coração estava tão fraco que o mestiço chegou a colocar a mão no próprio peito a fim de sentir se o órgão ainda batia dentro de si. Bobagem, pensou consigo enquanto rolava as íris escuras. Até poderia ser, quem o visse caminhando não diria que estava a beira de desmaiar pela dor, pois fisicamente estava bem, mas a verdade era que Hirai tinha tido uma intensa tarde de treinamento. Tudo que se recordava era de ver os primeiros raios solares que apareceram, depois disto, foi levado para uma sala escura e ficou lá por um tempo que não era capaz de contar - odiava o fato de não ter relógio. Tão perdido nas horas quanto em seu caminho, uma vez que sua vista estava se tornando turva, Mingyu foi acompanhado até a área dos dormitórios e, por ser um caminho curto até seu quarto, havia sido deixado sozinho para terminar o percurso. As pálpebras fechavam e era um sufoco para abri-las, mas ele continuou se forçando para manter-se firme nos pés até que uma voz ecoou por seus tímpanos. Hirai se encostou na parede e resmungou baixo. “Vim buscar as drogas com meu traficante. Por quê? Está interessado?”
jung-heeseok·:
Uma vez que a quantidade de lugares as quais tinha acesso, nenhum dos quais possuia janela para o lado de fora era muito dificil contar ou se apegar a quantidade de tempo havia se passado desde que acordara ali. Talvez ele concluisse alguma coisa, observando a rotina dos funcionários que o visitavam a fim de realizar testes: algo que eventualmente concluiu se tratar de um evento periódico, mas JungHee não se importava mais. Em algum momento o desespero que sentira fora substituido por uma calma quase que sobrenatural, nem mesmo as dores constantes o incomodavam mais, embora continuassem presentes. Sua voz, seu jeito de se postar haviam mudado drasticamente em questão de horas e isso assim como diversas coisas ali dentro estava sendo observada por eles. Estava parado próximo a uma porta, distraido em seus pensamentos, mas logo desviando seu olhar ao escutar um som próximo. — Alguém esta ai ? — perguntou em um tom surrealmente calmo.
As vezes o jovem mestiço pegava-se pensando que tudo não passava de um sonho. Ou, melhor, um pesadelo. Talvez fosse melhor encarar a realidade daquele jeito, muito embora tenha sido uma escolha pessoa se juntar ao projeto, ainda assim, foi inevitável um sentimento vazio não tomar conta de Mingyu. Era impossível não se praguejar ao perceber que havia depositado sua confiança nas pessoas que tiraram sua liberdade e o transformaram em um monstro, mas como poderia sequer imaginar que iria passar por tudo aquilo quando, na verdade, pensou que estaria ajudando na busca de tratamento para as pessoas? O Hirai, depois de algum tempo, cujo não conseguiria dizer com exatidão, começou a se odiar por ter sido tão ingênuo aquele ponto. Mas agora, no entanto, não deveria mais gastar seus dias - ou o que fosse - pensando e refletindo sobre as atitudes que havia tomado, não quando já tinha perdido a guerra e se dado por vencido. Sua corrente de pensamentos fora quebrada quando ouviu uma voz não muito longe de onde estava, só então percebendo que tinha se perdido. Não que fosse surpresa para Mingyu se perder no caminho por estar imerso em seu próprio mundo. Ele estreitou os olhos na tentativa de descobrir quem era o portador da voz, mas tanto o que o outro falara quanto sua presença não puderam ser reconhecidas e entendidas por Hirai. “O qu-... Você o quê?”
sehun :: present ; gift