firenotruck:
Mingyu sentia seu corpo inteiro dolorido, os ossos pareciam ter sido quebrados e depois colados com cimento pela forma dura que se dirigia até seu dormitório, o coração estava tão fraco que o mestiço chegou a colocar a mão no próprio peito a fim de sentir se o órgão ainda batia dentro de si. Bobagem, pensou consigo enquanto rolava as íris escuras. Até poderia ser, quem o visse caminhando não diria que estava a beira de desmaiar pela dor, pois fisicamente estava bem, mas a verdade era que Hirai tinha tido uma intensa tarde de treinamento. Tudo que se recordava era de ver os primeiros raios solares que apareceram, depois disto, foi levado para uma sala escura e ficou lá por um tempo que não era capaz de contar - odiava o fato de não ter relógio. Tão perdido nas horas quanto em seu caminho, uma vez que sua vista estava se tornando turva, Mingyu foi acompanhado até a área dos dormitórios e, por ser um caminho curto até seu quarto, havia sido deixado sozinho para terminar o percurso. As pálpebras fechavam e era um sufoco para abri-las, mas ele continuou se forçando para manter-se firme nos pés até que uma voz ecoou por seus tímpanos. Hirai se encostou na parede e resmungou baixo. “Vim buscar as drogas com meu traficante. Por quê? Está interessado?”
Com o pouco que conhecia daqueles corredores, as possibilidades de estar seguindo o caminho certo eram tanto quanto improvaveis. Embora, é claro, que quem o visse caminhando com tanta confiança ao pegar o caminho da direita acreditaria que ele sabia muito bem o que estava fazendo. Nem estava se dando o trabalho de observar detalhes por onde passava, preferindo de ocupar com coisas mais triviais como o que faria quando saísse dali. Estava ponderando sobre quem deveria arruinar primeiro quando seu olhar se pousou sobre a figura vindo na direção oposta. Percebeu alguma coisa estranha na maneira como o outro se portava, embora não conseguisse explicar para si mesmo o porque de achar aquilo. Provavelmente ja estava achando qualquer pessoa que entrasse em seu caminho estranha, estava esperando ansioso o momento em que ele começaria a cuspir fogo pela boca ou coisa do tipo. Não gostou muito da maneira com que ele, assim como vários outros se postou diante dele, embora sentisse mais uma vez alguma coisa diferente nele. — Porque se dar o trabalho? Esse lugar inteiro é uma droga mesmo. — replicou revoltado, soando como uma criança mimada até mesmo aos próprios ouvidos. — Era só o que me faltava... — resmungou soando muito mais assustado, não conseguindo fazer com que sua raiva sobressaísse ao medo ao perceber que o rapaz não parecia tão bem assim. — Não vai morrer aqui na minha frente, vai ?











