Quem diria que a vida trataria de juntar dois corações errantes que só a amizade eram capazes de enxergar. Foi preciso muito tropeço e algumas barreiras a ultrapassar, até que um longe do outro nunca mais se propuseram a ficar. É preciso muita calma para não deixar o amor desandar, mas a receita eles carregam no peito um do outro, e quando juntos não têm como errar. E foi assim que ele chegou feito vento que carrega, derrubando alguns mitos e fechando algumas arestas. Esse vento, de grande intensidade, que ao mesmo tempo, leve, se manifesta, apaziguando algumas regiões, como seu coração, que agora vive em festa. A densidade desse amor tomou proporções elétricas, causando tufões de paixão e tornados de emoções que até hoje se manifestam. Se essa devoção não fosse catastroficamente tão vigorosa, esse amor seria apenas um vento de brisa, fraco e intempestivo, incapaz de irromper em desejo, incapacitado de ser o amor que almejo.