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ai…deu saudade daqui meninas
Dear Supporter,
I hope this message finds you and your family in good health. My name is Eman Zaqout from Gaza. I am reaching you out to seek your urgent help in spreading the word about our fundraiser. I lost both my home and my job due to the ongoing genocide in Gaza and we are facing catastrophic living conditions. 💔
I kindly ask you to visit my campaign. Your support, whether through donating or sharing, will help us reach more people who can make a difference. Thank you for your continued support for the Palestinian cause. Your dedication brings us closer to freedom. 🙏🕊
Note: Verified by several people as 90-ghost and aces-and-angels. ☑
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Free Palestine 🍉❤️❤️❤️
OMG MENTIRA Q VC VOLTOU DIVA JUJU IDOLLETE DO TUMBLR OMG HIIIIIIII 💘💝💖💗💓💞💕
POIS É VERDADE MINHA DIVA LINDA KYUALINHA FROM TUMBLR HIIIIIIII 💗🤍🩷💗🤍💗🩷
JUJUUUUUUUUUUIUIIIIU VOLTEI DOS MORTOS PRA TE VER SAUDADEEEEEEE
você é mae?
sou não kkkkkk mas se mãe de pet conta sou sim
mas estaria disposta a ser mãe dos filho do enzo ou do matias era só eles pedirem
I'M HAVING YOUR BABY
Os futuros papais lidam com os desejos da gravidez.
masterlist da fic | capítulo anterior
Avisos: Consumo de comidas estranhas, quem tem nojinho não recomendo ler isso, menção ao uso de drogas (só um pouquinho de maconha e bem rapidinho) e menção a vômito (tb bem rapidinho e nada explícito).
Notas: Oi lindezas, como estamos? Mais um cap. dessa fic, esse foi meu preferido de escrever de toda a história :) espero que gostem!
lembrei da vez que tive desejo de comer tijolo
puta que pariu enzo vogrincic 😳😳😳😳😳😳😖😖😞😫😫😫🫦🫦🫦🫦 PUTA QUE PARIU ENZO VOGRINCIC 😨😰😭😭😭😭😭
queria chupar o peitinho dele
aí menines tô assistindo house of the dragon esses dias só penso em escrever coisas medievaissss, como faz pra voltar pra putaria?
inclusive a quem assiste vocês são #teamblack ou #teambolsonaro ?
Além desta vida. Enzo Vogrincic
warnings: conteúdo adulto (+18) mdni; era medieval (vamos fingir que eles tinham higiene); sexo desprotegido (se cuidem viu, gatinhas); morte de personagens; menção de sangue e ferimentos; suicídio (não leia se tiver gatilho); angst; fluff; final feliz?
nota da ellinha: tô sonhando com enzo medieval desde que entrei no fandom, tive que vim fazer com minhas próprias mãos, será algo de almas gêmeas, enzo literalmente o último romântico, girlpower, vamos lá garotas mulheres!!!
Minha mãe sempre me criou (ou tentou) me criar com toda graciosidade que uma princesa precisava, já meu pai, que almejava por um herdeiro homem, não sabia nada sobre graciosidade ou delicadeza, e eu por curiosidade e piada do destino, nunca fui afeiçoada por toda graciosidade e tédio da vida de princesa, não podia negar meus privilégios, mas sempre passei mais tempo com meu pai, em aulas com seus mais fiéis soldados, aprendendo a manejar espadas e me defender. Meu sonho sempre foi entrar na frente do batalhão de meu pai e orgulhosamente ganhar alguma batalha pelo nosso povo, era assim que queria ser lembrada, como a princesa que lutou pelo seu povo.
Com o passar dos anos o reino e os conselheiros de meu pai perceberam a dificuldade de minha mãe em conceber um filho homem ao meu pai, o que o fez se preocupar. Ao atingir meus dezoito anos meu pai decidiu que precisava de um sucessor para seu trono e aí começou o inferno em minha vida, sempre sendo cortejada ou oferecida para algum príncipe de moral duvidosa. A morte de minha mãe o afetou mais ainda, morta em uma cama repleta de sangue com meu irmão morto em seu ventre, tudo isso havia feito meu pai surtar, ao ponto de preparar uma competição para saber quem levaria minha mão.
— Você não entende, princesa um reino sem um sucessor seria um reino frágil e desprotegido, quem não garante que alguem de um reino próximo tente contra a vida de seu pai e tome posse de nosso reino? — falou o fiel braço direito do rei enquanto encarava meu tio soberbo que brincava com sua pequena faca em suas mãos. — Eu me nego a me casar com algum príncipe sem amor apenas para fazer o gosto de vocês, papai isso está errado e a mamãe ? e tudo que me ensinaram sobre o amor verdadeiro e como se amaram no momento que se viram? — falei bravamente batendo minha mão na grande mesa que estava recheada de homens. — Não estamos falando de amor agora, estamos falando sobre poder, o reino não pode perder sua linhagem real por caprichos seus, o sangue que corre nas suas veias são puros e o sangue que percorrerá pelas gerações de nossa família será real goste ou não, meu sucessor será um membro real queria você ou não mocinha — Nego com a cabeça irritada. — Eu me recuso a isso, posso ser sua sucessora e tudo que me ensinou ? tenho total certeza que consigo manter um reino — ao falar isso pude ouvir a sala se encher de risadas e negações. — Não consegue sequer lutar com uma espada, como vai defender seu reino, rainha? — pude ouvir finalmente a voz cheia de veneno de meu tio vindo do canto escuro da sala. — Lhe desafio a uma luta, se eu ganhar poderei lutar na competição, pela minha própria mão, serei digna de reger o reinado — falei apontado para o homem que me olhava com desdém. — Estou de acordo com isso — ele falou se inclinando na mesa enquanto me encarava mais de perto. — Isso não acontecerá, você não irá lutar pela sua mão e irá se casar com o príncipe que ganhar a batalha está decidido — Meu pai finalmente se levantou batendo as mãos na mesa e saindo da sala sem deixar espaço para questionamentos. — Me encontre no jardim do palácio ao anoitecer, prometo que não serei cuidadoso — meu tio falou e repetiu a ação do rei saindo da sala logo em seguida.
Já era noite quando minhas damas de companhia me ajudam a vestir a armadura pesada que eu estava acostumada a usar para treinar. Ao chegar ao jardim percebi eu meu tio já se encontrava afiando sua espada, engoli seco, realmente parecia que ele estava disposto a me matar para poder ser o sucessor do trono. Nos cumprimentamos e eu coloquei minha trança para cima vestindo o capacete juntamente de ferro para poder me proteger, já o homem em minha frente sequer vestiu armadura, fazendo descaso total de minhas habilidades. Logo o barulho de espadas se batendo foram ouvidos pelo jardim, eu sempre me esquivando para não ser atingida pela espada recém amolada do homem, porém fazendo movimentos para o recuar, eu não queria o machucar, só queria mostrar o meu valor no meio de tantos homens desprezíveis.
Com meu golpe final chutei o meio de suas pernas o que o fez se agachar e eu o empurrei com toda força no chão enfiando minha espada bem ao lado de sua cabeça e logo ouvi uma risada dele ao me olhar — Acha que ganhou de mim, princesa? sequer consegui me fazer sangrar — com isso ele pegou sua pequena faça dentro de seu sapato arranhado meu braço direito fazendo sair um pouco de sangue. — Já chega, você não irá lutar por sua mão e não irá mais usar espadas ou brincar de soldado, logo mais terá um marido e precisa aprender a ser uma rainha que se porte bem — Ouvi a voz brava de meu pai e levantei com raiva. — Eu prefiro morrer — falei e cuspi no chão em frente ao rei e sai correndo para meu cavalo logo subindo no mesmo enquanto começava a ir em qualquer direção, só não queria estar lá. — Peguem ela — pude ouvir a voz do rei e logo depois comecei a ser seguida por seus soldados e por meu tio que os lideravam, quando já estava em uma boa distância senti algo queimando em meu braço e ao olhar para trás vi meu tio preparar outra flecha, de modo desesperado guisei meu cavalo para outra direção sumindo no meio da floresta.
Ponto de vista do observador
Passada algumas horas sem parar seu caminho, a princesa sentia seus olhos pesando pelo cansaço em si e pelo sangue que havia deixado, não era sua intenção deixar rastros pelo caminho, mas mesmo com o pedaços seu vestido amarrado em seu braço, o líquido vermelho insistia em cair, fazendo a mulher de sentir zonza e cansada, provavelmente já estava em um vilarejo qualquer quando sentiu seu corpo parar de lutar contra o sono e seus olhos fecharem, jogada no cavalo o caminho foi seguido até que um homem de roupas comuns parasse o cavalo e segurasse a mulher em seus braços. Já dentro de sua humilde casa que compartilhada com a natureza, já que era um ambiente bastante arborizado, rodeado de árvores e plantas o homem deitou a mulher na cama, ele estava confuso e encantado, nunca havia visto tal beleza em sua vida, porém o incomodava pensar em perder uma vista tão bela assim. Por sorte ou destino o homem que havia encontrado a princesa era o curandeiro do vilarejo, com suas ervas medicinais faria de tudo para salvar a vida da guerreira em sua frente.
Ele contava três dias desde que a mulher desconhecia chegou em sua casa sendo guiada por seu cavalo, ele havia limpado suas feridas e passado algumas folhas anti inflamatórias nos locais, sempre a mantendo limpa de seus suores durante algumas crises de febre. Durante as noites frias ele acendia a lareira e sentava em frente dela lendo alguns livros de filosofia e de medicina natural que ele tinha em sua casa. Foi em uma manhã quente que sentado em frente ao corpo desacordado da mulher o homem passava o pano molhado em seus braços e ele pode perceber os olhos da mulher se esforçando para abrirem — Olá desconhecida — o homem falou tirando o cabelo do rosto da mulher que apenas moveu seus globos oculares para buscar de onde vinha a voz tão aconchegante que ela havia escutado por todos esses dias, mas logo ela inclinou um pouco seu rosto e deu um sorriso sem dente para o homem enquanto ela passeava seus olhos admirando as características do rapaz que havia salvado sua vida. — Olá meu salvador — sua voz continha um pouco de humor e um pingo de felicidade se saber que ainda estava viva.
Depois de devidamente alimentada, a mulher insistiu ao homem que não a deixasse mais ficar deitada, então eles caminharam enquanto conversavam até um lago próximo a casa do homem, a mulher queria tomar banho e se refrescar. Chegando lá ela tirou seu vestido de cima e ao perceber o homem virou de costas tapando o rosto — Não se preocupe, Enzo…estou com outro vestido por baixo — ela falou prolongado o “O” no nome do homem enquanto ria um pouco e entrava na água que estava na temperatura ideal, ela não sabia mas ele adorou como o nome delo saiu dos seus lábios. Ele a observava enquanto estava sentado na grama, ela parecia surreal, uma obra prima viva, que se movia e respirava, era melhor do que qualquer obra de arte que vira em toda vida, ele não pode conter o sorriso ao ouvir a mulher falar sobre como ouvia ele ler enquanto estava em seu estado de repouso.
Fazia exata uma semana em que os jovens se conheceram e pareciam que se conheciam a anos, Enzo era acolhedor e um bom ouvinte, ficava encantado com as histórias que a mulher contava sobre sua vida e como era apaixonada pelo amor de seus pais, como ela amava estar no meio dos soldados se sentindo parte de algo, se sentindo como o propósito de sua vida estava sendo completo, já a mulher, amava as histórias da vida de Enzo, com sua mãe e seus conhecimentos que foram compartido por anos, como ele ajudou diversas pessoas com seu talento, ela estava fascinada, como ele era carinhoso e amoroso, ela sentia que no fundo havia conhecido o amor se sua vida, seu pai entenderia, ele veria a felicidade em seus olhos e aceitaria com certeza ele aceitaria. — E até que o sol brilhe, ascenderemos uma vela na escuridão — enquanto o homem lia algum de seus livros a mulher não conseguia nem prestar muita atenção no que realmente era pronunciado, ela apenas pensava como sua voz aveludada parecia soar tão bem. Com uma mão ele segurava o livro e com a outra ele passava dois dedos acariciando a clavícula desnuda da mulher, sentindo a maciez e o calor da pele que havia recente sido banhada com o sol da manhã — Eu poderia ouvir você lendo por dias — ela falava olhando para ele com seus olhinhos brilhando, faziam anos que não liam para ela, foi dessa forma que ela aprendeu o amor, com sua mãe lendo sobre amores avassaladores e contos de fadas, e ela estava cada vez mais próxima do amor ao lado de Enzo.
Ao anoitecer o homem fechou novamente a porta de sua casa e ascendeu a lareira para aquiescer seus corpos abraçados pelo frio dos ventos gelados que dançava pelas árvores assoprando na pequena casa do homem, tirando sua atenção do livro de ervas que ela até reconhecia algumas que tomava no castelo, sua mãe lhe fazia tomar cha de sifio, que lendo agora ela sabia que auxiliava na prevenção da gravidez, provavelmente prevendo o pior. Com seu foco fora das páginas ela agora observava atentada a beleza do homem deitado ao seu lado, ela não queria esquecer nunca seu rosto lindo, levou a ponta dos seus dedos acariciando o maxilar do homem, quase hipnotizada, até que ele tirou atenção do livro que tinha em mãos e olhou para ela sorrindo de canto. — Você parece como uma pintura de um sonho bom — ela falou sem sequer pensar, o que fez o homem soltar uma risada fraca e passar sua mão no cabelo da mulher o tirando do rosto. — E você é tão bela como as princesas dos contos que sua mãe lhe contava, acredito que mais ainda — ele falou se aproximando dela e passando novamente seus dedos pela clavícula, pelos ombros no pescoço causando arrepios na mulher que sorriu e se aproximou mais ainda parando em frente aos lábios do rapaz. — Me faça sua, Enzo — ela falou olhando com seus olhos brilhando de felicidade para o homem, que apenas concordou com a cabeça e deu um beijo apaixonado na princesa.
Deitada na cama do rapaz ela se deliciava da sensação de sua pele fresca pelo banho de antes do anoitecer e pelo hálito quente do homem que deixava beijos em seu colo enquanto usava suas mãos para tirar o vestido dela a deixando nua, ele se afastou e a observou mais um pouco, bebendo da visão que a mulher era para seus olhos, mas logo continuou a deixar beijos pelo corpo todo, sempre falando como amava cada pedacinho dela e sem tirar seus olhos dos da mulher, até que ele de posicionou no meio das pernas dela e com delicadeza e lentidão foi entrando em seu buraquinho molhado e virgem, o rosto de desconforto dela era visível, mas ele se inclinou deixando beijos pelo rosto dela enquanto se inseria cada vez mais — Shhh, vai ficar tudo bem — ele falava enquanto fazia movimentos lentos, até que a princesa se acostumou e segurou os braços do homem o puxando para mais perto — Por favor, Enzo não pare, não pare nunca — ela gemia um tanto perdida em seus pensamentos. — Eu não irei meu amor, nunca — ele se inclinou novamente agora a beijando enquanto fazia movimentos mais rápidos sentindo o calor da mulher o apertar, ele sabia que não aguentaria por muito mais tempo, levou sua mão até o ponto sensível do corpo da mulher fazendo movimentos e então ela começou a se contorcer embaixo dele — Isso é…Isso é tão bom — gemendo alto ela apertava os lençóis finos que cobriam a cama do rapaz, que a estimulava mais para que ela pudesse ter o seu prazer junto com ele, que logo sentiu suas bolas contraírem e se derramou dentro de sua princesa que chegou ao seu limite gritando por seu nome. Com os olhos pesados ele se jogou ao lado dela sentindo sua respiração ofegante, ao olhar para a mulher ele pode ver se relance o rosto dela avermelhado com um sorriso no rosto e assim eles adormeceram, cansados de sua primeira noite juntos.
Na manhã seguinte eles acordaram cedo pois iriam na feira para comprar carnes, a mulher estava estendendo as roupas da mãe de Enzo vestindo as ruas roupas enquanto cantarolava alguma cantiga que sua mãe cantava para ela em sua infância até que ouviu trotes de cavalos, e logo viu que eram soldados de seu pai, ela não se assustou, sabia que esse dia chegaria, mas agora ela havia encontrado o amor de sua vida e seria feliz em governar o reino ao seu lado, ela chamou o homem e humildemente e sem pestanejar eles subiram no cavalo da mulher e foram até o castelo. Chegando lá seu pai a recebeu com uma abraço apertado e algum murmúrio sobre sua fulga — Já que voltou de bom gosto acredito que esteja pronta para a competição, avise que começaremos em uma semana — o rei falou animado até que antes da mulher responder um dos soldados sussurrou no ouvido do homem algo sobre ter encontrado sangue na cama do homem — Minha filha, me diga que o sangue que encontraram na cama deste homem foi de algum ferimento — ele falou em um tom desesperado enquanto procurava loucamente algum ferimento na princesa. — Bom papai se o senhor tivesse me escutado…esse é Enzo, o homem que salvou minha vida e bom, ele é o amor da minha vida — ela falava intercalando o olhar em seu pai e em Enzo que se sentia avoado no meio de tantas pessoas importantes. — Não, não é possível, quem vai querer uma noiva que maisena pura, como você pode ser tão burra? — o homem gritou segurando os ombros da mulher, que fez Enzo se levantar até ser segurado por dois seguranças. — Mate-o e não deixem ninguém saber que isso aconteceu — o homem falou em um tom frio, sem nenhum remorço ou pena, Enzo se debatia tentando se livrar dos homens e a mulher arranhava seu pai batia no homem enquanto chorava copiosamente até que seu tio caminhou lentamente entrando na sala. — Farei com prazer — sem mesmo mais um comentário ele enfiou sua faça no estômago de Enzo fazendo com que seus olhos se arregalassem e enchessem de lágrimas, se ouviu um grito visceral que provavelmente ecoou por todo castelo, com o homem caído no chão o rei finalmente soltou sua filha que rastejou até seu amado em sua frente, sangrando lentamente enquanto olhava para ela com lágrimas — Está tudo bem meu amor, eu estou aqui, fica comigo por favor, fica comigo tá — até que ele foi puxando de perto dela. — Leve-o para a masmorra, ele pagará por tirar a pureza da princesa de Belmonte — falou o tio com um tom de nojo, ela tentou correr mas logo foi contida por mais seguranças.
Antes que seu tio pudesse voltar, com ajuda de algumas criadas ela conseguiu colocar Enzo na cela de seu cavalo enquanto fugia, seu ferimento já não sangrava tanto, havia panos para estancar o sangue e ao chegar na casa do homem ela fez de tudo para colocar o homem novamente em sua cama e começou a fazer por ele o que ele havia feito por ela semanas antes, com auxílio do livro e algumas coisas que havia aprendido lendo. Com dois dias Enzo acordou e a mulher se escondeu com ele na casa de uma das professoras do vilarejo, era simples, mas ajudaria até ele se recuperar. — Eu irei lutar — Enzo falou com sua voz baixa e faça enquanto olhava para a mulher que limpava seu ferimento. — Você não pode, está machucado, e eu nem sei se quero voltar pro castelo — ela falou concentrada no corte, nem acreditando no que ele havia falado. — Eu lutarei por você até o último dia da minha vida, pelo seu amor — ele falou lembrando a mão e passando o dedo pelos cabelos dela. Ele havia mentido, era óbvio que ele não sabia lutar, seus mãe o criou para curar, não para ferir, mas a mulher ainda o ajudou, eles juntaram as armaduras dela e ele vestiu o capacete na esperança de não ser reconhecido. Chegando no castelo a mulher novamente foi recebida por seu pai com sermões mas na manhã seguinte começaria o campeonato, Enzo chegou um tanto esperançoso ele sabia que lutaria até o final pelo seu amor, até que os sinos tocaram e começou o caos, foram dois derrubados, por pura sorte três, depois mais um até o homem que ele reconheceu como o tio de seu amada veio em sua direção com toda força, com a sua espada ele apunhalou e logo olhou para cima sorridente, até sentir algo escorrendo de seu peito, o grito de sua amada foi escutado novamente até que ela veio correndo em sua direção, ele perdeu suas forças nas pernas e caiu ajoelhado, ela o colocou em seu colo enquanto chorava sem parar e acariciava o rosto dele — Eu estou aqui, meu amor eu estou aqui, eu te amo fala comigo por favor — ela falava chorando e soluçando, ele levou novamente os dedos até os cabelos dela. — Eu falei que ia lutar pelo seu amor até a morte — ele falou mas logo cuspiu uma grande quantidade de sangue — Eu te amo, minha princesa — falando pausadamente e com dificuldade ele agora guardou sua energia para admirar o presente que a vida avia lhe dado, até que o ar faltou e assim ele se foi, admirando sua alma gêmea. Ainda em prantos a mulher usou a mão para fechar os olhos do único homem que houvera amado em vida, ela sabia que não conseguiria, não ela não aguentaria uma vida com aquela dor, de conhecer o amor e lhe ser tomado tão cruelmente. Seu pai lhe observava da arquibancada, ela se levantou com as penas tremendo e apontou a espada para seu pai — Eu te odeio para todo sempre — e assim que esbravejou a mulher cravou a espada em seu próprio peito, com toda sua raiva e dor, e logo a escuridão havia levado às jovens almas apaixonadas.
Tempos Atuas
Enzo passeava pelo parque grande e verde com sua câmera na mão enquanto observava as famílias brincando, cachorros correndo, até que seu olhar parou em algo que parecia ser uma festa de aniversário, um pano rosa jogado na grama com com um bolo em cima, uma mulher um pouco mais velha duas mulheres que pareciam ser da mesma idade e uma criança que batia palmas para uma das mulheres, que usava uma coroa de plástico, o homem criou coragem e se aproximou, tocou no ombro da mulher que levou sua atenção para ele. Foi como se o mundo tivesse dado pausa e só eles estavam em sintonia — Ahm…se importaria se eu tirasse uma foto? — ele perguntou um tanto sem jeito. — Por que não ? — ela falou sorrindo e ele estendeu a mão — Meu nome é Enzo, muito prazer — ela apertou a mão e deu um olhar curioso para ele. — Nos já nos conhecemos? — ele riu pois havia pensado a mesma coisa, se sentia atraído pela mulher como um ferro é atraído pelo imã. — Eu não sei — ele falou e deu uma risada. O destino não seria cruel de deixar duas almas gêmeas separadas por mais tempo, a pergunta que ficava era; eles se lembrariam ?
ta na mão, bom começo de semana nenas 🫶🏼
Além desta vida. Enzo Vogrincic
warnings: conteúdo adulto (+18) mdni; era medieval (vamos fingir que eles tinham higiene); sexo desprotegido (se cuidem viu, gatinhas); morte de personagens; menção de sangue e ferimentos; suicídio (não leia se tiver gatilho); angst; fluff; final feliz?
nota da ellinha: tô sonhando com enzo medieval desde que entrei no fandom, tive que vim fazer com minhas próprias mãos, será algo de almas gêmeas, enzo literalmente o último romântico, girlpower, vamos lá garotas mulheres!!!
Minha mãe sempre me criou (ou tentou) me criar com toda graciosidade que uma princesa precisava, já meu pai, que almejava por um herdeiro homem, não sabia nada sobre graciosidade ou delicadeza, e eu por curiosidade e piada do destino, nunca fui afeiçoada por toda graciosidade e tédio da vida de princesa, não podia negar meus privilégios, mas sempre passei mais tempo com meu pai, em aulas com seus mais fiéis soldados, aprendendo a manejar espadas e me defender. Meu sonho sempre foi entrar na frente do batalhão de meu pai e orgulhosamente ganhar alguma batalha pelo nosso povo, era assim que queria ser lembrada, como a princesa que lutou pelo seu povo.
Com o passar dos anos o reino e os conselheiros de meu pai perceberam a dificuldade de minha mãe em conceber um filho homem ao meu pai, o que o fez se preocupar. Ao atingir meus dezoito anos meu pai decidiu que precisava de um sucessor para seu trono e aí começou o inferno em minha vida, sempre sendo cortejada ou oferecida para algum príncipe de moral duvidosa. A morte de minha mãe o afetou mais ainda, morta em uma cama repleta de sangue com meu irmão morto em seu ventre, tudo isso havia feito meu pai surtar, ao ponto de preparar uma competição para saber quem levaria minha mão.
— Você não entende, princesa um reino sem um sucessor seria um reino frágil e desprotegido, quem não garante que alguem de um reino próximo tente contra a vida de seu pai e tome posse de nosso reino? — falou o fiel braço direito do rei enquanto encarava meu tio soberbo que brincava com sua pequena faca em suas mãos. — Eu me nego a me casar com algum príncipe sem amor apenas para fazer o gosto de vocês, papai isso está errado e a mamãe ? e tudo que me ensinaram sobre o amor verdadeiro e como se amaram no momento que se viram? — falei bravamente batendo minha mão na grande mesa que estava recheada de homens. — Não estamos falando de amor agora, estamos falando sobre poder, o reino não pode perder sua linhagem real por caprichos seus, o sangue que corre nas suas veias são puros e o sangue que percorrerá pelas gerações de nossa família será real goste ou não, meu sucessor será um membro real queria você ou não mocinha — Nego com a cabeça irritada. — Eu me recuso a isso, posso ser sua sucessora e tudo que me ensinou ? tenho total certeza que consigo manter um reino — ao falar isso pude ouvir a sala se encher de risadas e negações. — Não consegue sequer lutar com uma espada, como vai defender seu reino, rainha? — pude ouvir finalmente a voz cheia de veneno de meu tio vindo do canto escuro da sala. — Lhe desafio a uma luta, se eu ganhar poderei lutar na competição, pela minha própria mão, serei digna de reger o reinado — falei apontado para o homem que me olhava com desdém. — Estou de acordo com isso — ele falou se inclinando na mesa enquanto me encarava mais de perto. — Isso não acontecerá, você não irá lutar pela sua mão e irá se casar com o príncipe que ganhar a batalha está decidido — Meu pai finalmente se levantou batendo as mãos na mesa e saindo da sala sem deixar espaço para questionamentos. — Me encontre no jardim do palácio ao anoitecer, prometo que não serei cuidadoso — meu tio falou e repetiu a ação do rei saindo da sala logo em seguida.
Já era noite quando minhas damas de companhia me ajudam a vestir a armadura pesada que eu estava acostumada a usar para treinar. Ao chegar ao jardim percebi eu meu tio já se encontrava afiando sua espada, engoli seco, realmente parecia que ele estava disposto a me matar para poder ser o sucessor do trono. Nos cumprimentamos e eu coloquei minha trança para cima vestindo o capacete juntamente de ferro para poder me proteger, já o homem em minha frente sequer vestiu armadura, fazendo descaso total de minhas habilidades. Logo o barulho de espadas se batendo foram ouvidos pelo jardim, eu sempre me esquivando para não ser atingida pela espada recém amolada do homem, porém fazendo movimentos para o recuar, eu não queria o machucar, só queria mostrar o meu valor no meio de tantos homens desprezíveis.
Com meu golpe final chutei o meio de suas pernas o que o fez se agachar e eu o empurrei com toda força no chão enfiando minha espada bem ao lado de sua cabeça e logo ouvi uma risada dele ao me olhar — Acha que ganhou de mim, princesa? sequer consegui me fazer sangrar — com isso ele pegou sua pequena faça dentro de seu sapato arranhado meu braço direito fazendo sair um pouco de sangue. — Já chega, você não irá lutar por sua mão e não irá mais usar espadas ou brincar de soldado, logo mais terá um marido e precisa aprender a ser uma rainha que se porte bem — Ouvi a voz brava de meu pai e levantei com raiva. — Eu prefiro morrer — falei e cuspi no chão em frente ao rei e sai correndo para meu cavalo logo subindo no mesmo enquanto começava a ir em qualquer direção, só não queria estar lá. — Peguem ela — pude ouvir a voz do rei e logo depois comecei a ser seguida por seus soldados e por meu tio que os lideravam, quando já estava em uma boa distância senti algo queimando em meu braço e ao olhar para trás vi meu tio preparar outra flecha, de modo desesperado guisei meu cavalo para outra direção sumindo no meio da floresta.
Ponto de vista do observador
Passada algumas horas sem parar seu caminho, a princesa sentia seus olhos pesando pelo cansaço em si e pelo sangue que havia deixado, não era sua intenção deixar rastros pelo caminho, mas mesmo com o pedaços seu vestido amarrado em seu braço, o líquido vermelho insistia em cair, fazendo a mulher de sentir zonza e cansada, provavelmente já estava em um vilarejo qualquer quando sentiu seu corpo parar de lutar contra o sono e seus olhos fecharem, jogada no cavalo o caminho foi seguido até que um homem de roupas comuns parasse o cavalo e segurasse a mulher em seus braços. Já dentro de sua humilde casa que compartilhada com a natureza, já que era um ambiente bastante arborizado, rodeado de árvores e plantas o homem deitou a mulher na cama, ele estava confuso e encantado, nunca havia visto tal beleza em sua vida, porém o incomodava pensar em perder uma vista tão bela assim. Por sorte ou destino o homem que havia encontrado a princesa era o curandeiro do vilarejo, com suas ervas medicinais faria de tudo para salvar a vida da guerreira em sua frente.
Ele contava três dias desde que a mulher desconhecia chegou em sua casa sendo guiada por seu cavalo, ele havia limpado suas feridas e passado algumas folhas anti inflamatórias nos locais, sempre a mantendo limpa de seus suores durante algumas crises de febre. Durante as noites frias ele acendia a lareira e sentava em frente dela lendo alguns livros de filosofia e de medicina natural que ele tinha em sua casa. Foi em uma manhã quente que sentado em frente ao corpo desacordado da mulher o homem passava o pano molhado em seus braços e ele pode perceber os olhos da mulher se esforçando para abrirem — Olá desconhecida — o homem falou tirando o cabelo do rosto da mulher que apenas moveu seus globos oculares para buscar de onde vinha a voz tão aconchegante que ela havia escutado por todos esses dias, mas logo ela inclinou um pouco seu rosto e deu um sorriso sem dente para o homem enquanto ela passeava seus olhos admirando as características do rapaz que havia salvado sua vida. — Olá meu salvador — sua voz continha um pouco de humor e um pingo de felicidade se saber que ainda estava viva.
Depois de devidamente alimentada, a mulher insistiu ao homem que não a deixasse mais ficar deitada, então eles caminharam enquanto conversavam até um lago próximo a casa do homem, a mulher queria tomar banho e se refrescar. Chegando lá ela tirou seu vestido de cima e ao perceber o homem virou de costas tapando o rosto — Não se preocupe, Enzo…estou com outro vestido por baixo — ela falou prolongado o “O” no nome do homem enquanto ria um pouco e entrava na água que estava na temperatura ideal, ela não sabia mas ele adorou como o nome delo saiu dos seus lábios. Ele a observava enquanto estava sentado na grama, ela parecia surreal, uma obra prima viva, que se movia e respirava, era melhor do que qualquer obra de arte que vira em toda vida, ele não pode conter o sorriso ao ouvir a mulher falar sobre como ouvia ele ler enquanto estava em seu estado de repouso.
Fazia exata uma semana em que os jovens se conheceram e pareciam que se conheciam a anos, Enzo era acolhedor e um bom ouvinte, ficava encantado com as histórias que a mulher contava sobre sua vida e como era apaixonada pelo amor de seus pais, como ela amava estar no meio dos soldados se sentindo parte de algo, se sentindo como o propósito de sua vida estava sendo completo, já a mulher, amava as histórias da vida de Enzo, com sua mãe e seus conhecimentos que foram compartido por anos, como ele ajudou diversas pessoas com seu talento, ela estava fascinada, como ele era carinhoso e amoroso, ela sentia que no fundo havia conhecido o amor se sua vida, seu pai entenderia, ele veria a felicidade em seus olhos e aceitaria com certeza ele aceitaria. — E até que o sol brilhe, ascenderemos uma vela na escuridão — enquanto o homem lia algum de seus livros a mulher não conseguia nem prestar muita atenção no que realmente era pronunciado, ela apenas pensava como sua voz aveludada parecia soar tão bem. Com uma mão ele segurava o livro e com a outra ele passava dois dedos acariciando a clavícula desnuda da mulher, sentindo a maciez e o calor da pele que havia recente sido banhada com o sol da manhã — Eu poderia ouvir você lendo por dias — ela falava olhando para ele com seus olhinhos brilhando, faziam anos que não liam para ela, foi dessa forma que ela aprendeu o amor, com sua mãe lendo sobre amores avassaladores e contos de fadas, e ela estava cada vez mais próxima do amor ao lado de Enzo.
Ao anoitecer o homem fechou novamente a porta de sua casa e ascendeu a lareira para aquiescer seus corpos abraçados pelo frio dos ventos gelados que dançava pelas árvores assoprando na pequena casa do homem, tirando sua atenção do livro de ervas que ela até reconhecia algumas que tomava no castelo, sua mãe lhe fazia tomar cha de sifio, que lendo agora ela sabia que auxiliava na prevenção da gravidez, provavelmente prevendo o pior. Com seu foco fora das páginas ela agora observava atentada a beleza do homem deitado ao seu lado, ela não queria esquecer nunca seu rosto lindo, levou a ponta dos seus dedos acariciando o maxilar do homem, quase hipnotizada, até que ele tirou atenção do livro que tinha em mãos e olhou para ela sorrindo de canto. — Você parece como uma pintura de um sonho bom — ela falou sem sequer pensar, o que fez o homem soltar uma risada fraca e passar sua mão no cabelo da mulher o tirando do rosto. — E você é tão bela como as princesas dos contos que sua mãe lhe contava, acredito que mais ainda — ele falou se aproximando dela e passando novamente seus dedos pela clavícula, pelos ombros no pescoço causando arrepios na mulher que sorriu e se aproximou mais ainda parando em frente aos lábios do rapaz. — Me faça sua, Enzo — ela falou olhando com seus olhos brilhando de felicidade para o homem, que apenas concordou com a cabeça e deu um beijo apaixonado na princesa.
Deitada na cama do rapaz ela se deliciava da sensação de sua pele fresca pelo banho de antes do anoitecer e pelo hálito quente do homem que deixava beijos em seu colo enquanto usava suas mãos para tirar o vestido dela a deixando nua, ele se afastou e a observou mais um pouco, bebendo da visão que a mulher era para seus olhos, mas logo continuou a deixar beijos pelo corpo todo, sempre falando como amava cada pedacinho dela e sem tirar seus olhos dos da mulher, até que ele de posicionou no meio das pernas dela e com delicadeza e lentidão foi entrando em seu buraquinho molhado e virgem, o rosto de desconforto dela era visível, mas ele se inclinou deixando beijos pelo rosto dela enquanto se inseria cada vez mais — Shhh, vai ficar tudo bem — ele falava enquanto fazia movimentos lentos, até que a princesa se acostumou e segurou os braços do homem o puxando para mais perto — Por favor, Enzo não pare, não pare nunca — ela gemia um tanto perdida em seus pensamentos. — Eu não irei meu amor, nunca — ele se inclinou novamente agora a beijando enquanto fazia movimentos mais rápidos sentindo o calor da mulher o apertar, ele sabia que não aguentaria por muito mais tempo, levou sua mão até o ponto sensível do corpo da mulher fazendo movimentos e então ela começou a se contorcer embaixo dele — Isso é…Isso é tão bom — gemendo alto ela apertava os lençóis finos que cobriam a cama do rapaz, que a estimulava mais para que ela pudesse ter o seu prazer junto com ele, que logo sentiu suas bolas contraírem e se derramou dentro de sua princesa que chegou ao seu limite gritando por seu nome. Com os olhos pesados ele se jogou ao lado dela sentindo sua respiração ofegante, ao olhar para a mulher ele pode ver se relance o rosto dela avermelhado com um sorriso no rosto e assim eles adormeceram, cansados de sua primeira noite juntos.
Na manhã seguinte eles acordaram cedo pois iriam na feira para comprar carnes, a mulher estava estendendo as roupas da mãe de Enzo vestindo as ruas roupas enquanto cantarolava alguma cantiga que sua mãe cantava para ela em sua infância até que ouviu trotes de cavalos, e logo viu que eram soldados de seu pai, ela não se assustou, sabia que esse dia chegaria, mas agora ela havia encontrado o amor de sua vida e seria feliz em governar o reino ao seu lado, ela chamou o homem e humildemente e sem pestanejar eles subiram no cavalo da mulher e foram até o castelo. Chegando lá seu pai a recebeu com uma abraço apertado e algum murmúrio sobre sua fulga — Já que voltou de bom gosto acredito que esteja pronta para a competição, avise que começaremos em uma semana — o rei falou animado até que antes da mulher responder um dos soldados sussurrou no ouvido do homem algo sobre ter encontrado sangue na cama do homem — Minha filha, me diga que o sangue que encontraram na cama deste homem foi de algum ferimento — ele falou em um tom desesperado enquanto procurava loucamente algum ferimento na princesa. — Bom papai se o senhor tivesse me escutado…esse é Enzo, o homem que salvou minha vida e bom, ele é o amor da minha vida — ela falava intercalando o olhar em seu pai e em Enzo que se sentia avoado no meio de tantas pessoas importantes. — Não, não é possível, quem vai querer uma noiva que maisena pura, como você pode ser tão burra? — o homem gritou segurando os ombros da mulher, que fez Enzo se levantar até ser segurado por dois seguranças. — Mate-o e não deixem ninguém saber que isso aconteceu — o homem falou em um tom frio, sem nenhum remorço ou pena, Enzo se debatia tentando se livrar dos homens e a mulher arranhava seu pai batia no homem enquanto chorava copiosamente até que seu tio caminhou lentamente entrando na sala. — Farei com prazer — sem mesmo mais um comentário ele enfiou sua faça no estômago de Enzo fazendo com que seus olhos se arregalassem e enchessem de lágrimas, se ouviu um grito visceral que provavelmente ecoou por todo castelo, com o homem caído no chão o rei finalmente soltou sua filha que rastejou até seu amado em sua frente, sangrando lentamente enquanto olhava para ela com lágrimas — Está tudo bem meu amor, eu estou aqui, fica comigo por favor, fica comigo tá — até que ele foi puxando de perto dela. — Leve-o para a masmorra, ele pagará por tirar a pureza da princesa de Belmonte — falou o tio com um tom de nojo, ela tentou correr mas logo foi contida por mais seguranças.
Antes que seu tio pudesse voltar, com ajuda de algumas criadas ela conseguiu colocar Enzo na cela de seu cavalo enquanto fugia, seu ferimento já não sangrava tanto, havia panos para estancar o sangue e ao chegar na casa do homem ela fez de tudo para colocar o homem novamente em sua cama e começou a fazer por ele o que ele havia feito por ela semanas antes, com auxílio do livro e algumas coisas que havia aprendido lendo. Com dois dias Enzo acordou e a mulher se escondeu com ele na casa de uma das professoras do vilarejo, era simples, mas ajudaria até ele se recuperar. — Eu irei lutar — Enzo falou com sua voz baixa e faça enquanto olhava para a mulher que limpava seu ferimento. — Você não pode, está machucado, e eu nem sei se quero voltar pro castelo — ela falou concentrada no corte, nem acreditando no que ele havia falado. — Eu lutarei por você até o último dia da minha vida, pelo seu amor — ele falou lembrando a mão e passando o dedo pelos cabelos dela. Ele havia mentido, era óbvio que ele não sabia lutar, seus mãe o criou para curar, não para ferir, mas a mulher ainda o ajudou, eles juntaram as armaduras dela e ele vestiu o capacete na esperança de não ser reconhecido. Chegando no castelo a mulher novamente foi recebida por seu pai com sermões mas na manhã seguinte começaria o campeonato, Enzo chegou um tanto esperançoso ele sabia que lutaria até o final pelo seu amor, até que os sinos tocaram e começou o caos, foram dois derrubados, por pura sorte três, depois mais um até o homem que ele reconheceu como o tio de seu amada veio em sua direção com toda força, com a sua espada ele apunhalou e logo olhou para cima sorridente, até sentir algo escorrendo de seu peito, o grito de sua amada foi escutado novamente até que ela veio correndo em sua direção, ele perdeu suas forças nas pernas e caiu ajoelhado, ela o colocou em seu colo enquanto chorava sem parar e acariciava o rosto dele — Eu estou aqui, meu amor eu estou aqui, eu te amo fala comigo por favor — ela falava chorando e soluçando, ele levou novamente os dedos até os cabelos dela. — Eu falei que ia lutar pelo seu amor até a morte — ele falou mas logo cuspiu uma grande quantidade de sangue — Eu te amo, minha princesa — falando pausadamente e com dificuldade ele agora guardou sua energia para admirar o presente que a vida avia lhe dado, até que o ar faltou e assim ele se foi, admirando sua alma gêmea. Ainda em prantos a mulher usou a mão para fechar os olhos do único homem que houvera amado em vida, ela sabia que não conseguiria, não ela não aguentaria uma vida com aquela dor, de conhecer o amor e lhe ser tomado tão cruelmente. Seu pai lhe observava da arquibancada, ela se levantou com as penas tremendo e apontou a espada para seu pai — Eu te odeio para todo sempre — e assim que esbravejou a mulher cravou a espada em seu próprio peito, com toda sua raiva e dor, e logo a escuridão havia levado às jovens almas apaixonadas.
Tempos Atuas
Enzo passeava pelo parque grande e verde com sua câmera na mão enquanto observava as famílias brincando, cachorros correndo, até que seu olhar parou em algo que parecia ser uma festa de aniversário, um pano rosa jogado na grama com com um bolo em cima, uma mulher um pouco mais velha duas mulheres que pareciam ser da mesma idade e uma criança que batia palmas para uma das mulheres, que usava uma coroa de plástico, o homem criou coragem e se aproximou, tocou no ombro da mulher que levou sua atenção para ele. Foi como se o mundo tivesse dado pausa e só eles estavam em sintonia — Ahm…se importaria se eu tirasse uma foto? — ele perguntou um tanto sem jeito. — Por que não ? — ela falou sorrindo e ele estendeu a mão — Meu nome é Enzo, muito prazer — ela apertou a mão e deu um olhar curioso para ele. — Nos já nos conhecemos? — ele riu pois havia pensado a mesma coisa, se sentia atraído pela mulher como um ferro é atraído pelo imã. — Eu não sei — ele falou e deu uma risada. O destino não seria cruel de deixar duas almas gêmeas separadas por mais tempo, a pergunta que ficava era; eles se lembrariam ?
acho que tá meio tarde, amanhã eu posto, já tá pronto beijos nenas
eita moris acho que sai hoje ainda, tô inspirada
tô pra escrever algo bem diferente do meu habitual, mas algo que eu tô desejando a um tempão, tomara que eu consiga, uma vibe enzo medieval, espero que gostem
casos ilícitos
Matías Recalt x f!Reader
Cap 12
Eu sigo em frente com um coração partido. Meu estado desamparado e silencioso. Pode ser que eu nunca mais me abra como me abri pra você.
Avisos: Angst, depressão, bipolaridade.
Palavras: 5,8 k
A ausência de Matías em sua vida era na mesma profundidade angustiante, tanto quanto era libertadora e pacífica. O seu íntimo era uma desordem de emoções: confusa, irritada, desgostosa, mas em outro ângulo também era satisfeita e conformada, tudo ao mesmo tempo, por mais difícil que pudesse parecer.
Afinal, não consegue se lembrar de qual foi a última vez em que pode ficar completamente tranquila e não se sentir sobrecarregada em relação a sua aparência, a ponto de não se importar mais para a opinião dele ou de qualquer outro cara, podendo fazer as coisas apenas para agradar a si mesma e somente a você. Coisas simples e idiotas que costumavam rondar a sua mente como:
“Será que ele vai achar essa roupa legal?”
“E se eu fizer isso no cabelo, será que vai ficar bom? O que ele iria achar?”
Pela primeira vez depois de muito tempo, você não tinha ninguém mais a quem agradar, e isso era muito refrescante, uma brisa bem vinda depois do temporal tortuoso pelo qual tem passado. Que se dane comprar roupas na cor favorita dele, na esperança de receber um elogio que nunca chegaria! Que se dane usar os cabelos soltos mesmo quando estava calor, pois ele gostava mais desse jeito! Que se dane o hábito idiota e estúpido de perguntar a ele quais cores você deveria pintar as unhas! Que se dane tudo isso, e ele também.
Você faria as coisas do seu jeito agora. Se quisesse usar roupas mais curtas, usaria! Sem se importar se ele ficaria incomodado. Se quisesse usar roupas mais largas, com medo de abrir mão de sua sensualidade, faria isso também. A opinião dele não interfere em mais nada em sua vida.
Porém, uma parte sua sabe que não adianta pintar o garoto como vilão, ao menos não neste quesito. Não é como se Matías tivesse ditado alguma vez o jeito que você devesse se vestir, ou se portar durante o relacionamento, ou durante todo o tempo em que se conheceram. A única culpada era você, pois foi você quem fez de tudo para se adequar aos gostos dele, e tentar chamar atenção para a sua pessoa de forma positiva. Fosse se arrumando mais, usando mais perfume, falando mais doce, tudo em uma tentativa fracassada de fazer ele se apaixonar por você. Sendo a garota perfeita, a amiga perfeita, a amante perfeita, e ainda assim nunca alcançando o topo da lista de prioridades dele.
Então, agora que já tinha passado por esse labirinto, só restava se reconstruir e se reencontrar no processo. Tentar estilos novos, coisas novas, e se desapegar da sua velha e antiga versão.
Bem, isso ao menos era o que você dizia a si mesma quando se sentia com ânimo e empoderada, mas a verdade, é que na maior parte do tempo, quando está deprimida, e não tinha mais a quem dedicar todos os seus atos de auto cuidado e vaidade, você tem ficado largada e desleixada, sem saber muito bem como lidar consigo mesma, ou com sua situação após o término.
Poucas eram as vezes em que se levantava da cama para fazer alguma coisa, somente para usar o banheiro e às vezes para comer, já que outras apenas pulava as refeições repetidamente. O banho em si era poucas vezes, somente quando era obrigada a se limpar pois teria que sair. Você não tem energia nem para cuidar de si mesma, então quem dirá ter uma repaginada completa e se tornar uma versão melhor de sua pessoa? Você só estava contando mentiras a si mesma e se afundando em autopiedade.
Cada semana tem se passado lentamente, com você usando tudo de si para ter calma, e conseguir levar um dia de cada vez. Tem tentado se manter firme e persistente em sua palavra. Sem recaídas, sem brechas, sem um único contato com Matías, pois sabia que no momento que você cedesse, não teria mais volta. Não é porque você está brava e de coração partido por causa dele, que significa que não sente mais falta, afinal, não tem como deixar de amar alguém tão rápido assim. Mas no momento, seu coração está dividido entre amor (infelizmente), ódio, e uma profunda mágoa. E não quer arriscar ter um relapso e acabar cometendo uma loucura, como voltar com ele por exemplo.
Você tentava ver as coisas pelo lado bom sempre, imaginando possibilidades onde poderia sair, conhecer gente nova e quem sabe até mesmo encontrar um cara que gostasse de você pelo que você era, e não somente porque te acha atraente e uma presa fácil. Mas alguém que goste do seu humor, de sua personalidade, e que não tenha medo de se entregar a um relacionamento concreto e sério.
Matías foi o seu primeiro namorado. O primeiro pedido, o primeiro anel, o primeiro encontro de verdade, e o único que você apresentou a seus pais, e a quem dedicou um eu te amo. Em contrapartida, você não era nada disso pra ele.
Os restaurantes que ele te levava, provavelmente já tinha ido com ela. Os filmes, músicas que te mostrava, talvez já tivesse visto e escutado com ela. Você não foi a primeira com quem ele decidiu compartilhar uma história. Não que isso fosse importante, afinal os amores vem e vão, é a vida.
Mas de alguma forma, Malena nunca se foi, não verdadeiramente pelo menos. O eco das palavras dela ainda ressoavam em seus ouvidos nos lugares mais frágeis e sensíveis de sua alma. Ela sempre esteve lá, com as garras dela o prendendo e o mantendo como refém, mesmo estando longe, e isso é algo que te incomoda muito. Tem inveja de pensar que a relação deles era tão forte, que mesmo depois de meses separados, ainda era possível eles sentirem algo um pelo outro.
Se questiona se ele ficou com você apenas para preencher o vazio e a saudade que tinha dela. Talvez ele tenha pensado que arrumando uma nova parceira, conseguiria superar a antiga, e quando percebeu que não conseguiria, decidiu ficar com as duas, como o canalha que é. Você odiava pensar que era somente alguma garota que fizesse o tipo dele. Alguém que se encaixava nos padrões dele para entrar, mas não o bastante para permanecer em sua vida.
Você fez o seu melhor e não foi o suficiente. Foi tão rápido pra ele te esquecer e ir com ela assim que terminaram, talvez ele tivesse feito isto agora também. Se encontrado com ela assim que você saiu por aquela porta. A dúvida te matava, quantas vezes ele ficou com ela desde que começaram a sair? Era frequente? Assim que você dava as costas ele já ligava para ela? Ou era só de vez em quando? No fim, nenhuma das respostas era boa em sua opinião, ou te trazia algum tipo de conforto.
Talvez nunca devessem ter começado a sair em primeiro lugar. Se não tivessem se conhecido, era mais do que certeza que o retorno dos dois teria sido mais rápido, sem você sendo um obstáculo no caminho.
Mas se ele a queria desde o começo, porque te procurou depois de tudo? Ele já tinha ela nas mãos e vocês tinham terminado, então qual era o propósito? Você era um tipo de piada ou algo para inflar o ego dele? Um objeto que ele usufruía sabendo que ele te teria sempre que estalasse os dedos e fizesse o mínimo de esforço? Você deveria ser patética aos olhos dele.
Você o ama, mas depois de tudo isso, não sabe mais se realmente conhece o significado desta palavra, ou se o sentimento que tem por Matías era realmente isso. Se recusava a pensar que o amor era assim. O amor deveria ser calmo, fácil, tranquilo, não algo que destrói o coração sempre em que pensa na pessoa.
Ele te feriu, te usou, e nem se importou em ao menos ser honesto no final.
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Conforme a sua vida segue, com você o ignorando como se ele não existisse, finalmente chega uma hora que você se perde, e nem se lembra mais há quanto tempo estão separados. Semanas? Meses? E afinal, valia a pena ficar contando esse tipo de coisa? Não iriam voltar! isso era passado, então que se foda o tempo que está em abstinência dele, pois isso seria permanente de agora em diante.
Mas essa ignorância e paz acaba, com a noção de tempo batendo em sua porta assim que uma encomenda chega em sua casa, te deixando confusa e curiosa para saber a respeito do que se tratava. Seu coração bate mais rápido ao ver que é um álbum de fotos do casamento de sua irmã, o qual você e Matías foram juntos oficialmente como um casal pela primeira vez. Você se lembra de como foi ingênua em pensar que aquela vez seria a primeira de muitas das comemorações que ele passaria junto com sua família. Mas agora já era! Esqueça os aniversários de seus pais, ou os churrascos no final de semana com música alta, isso não iria mais acontecer em um futuro próximo, ou em qualquer futuro na verdade.
Ele arruinou tudo isso quando decidiu abrir mão de você pra dormir com outra pessoa, pra se entregar, cuidar, e talvez o pior de todos, para amar, outro alguém. Ele poderia fazer todas essas coisas com ela agora, o que pelo jeito foi o que ele sempre quis, antes, durante, e com certeza depois de te conhecer e ficar com você.
Mas com um suspiro pesado e deixando esses pensamentos infelizes de lado, você abre o embrulho, e começa a olhar as fotos. Você gostaria de dizer que folheou todas, mas a verdade é que parou assim que viu a primeira. Era uma imagem contendo os noivos, e ambas as famílias, inclusive o seu namorado. Bom, ex-namorado, na verdade. Você já deveria ter se acostumado com isso nesta altura do campeonato.
Ele estava muito bonito na fotografia, assim como você que estava ao lado, e você gostava de pensar que faziam um belo casal, pelo menos na frente de uma câmera. Ainda se recorda do perfume que ele estava usando na ocasião, do caimento que a roupa formal trouxe ao corpo dele o deixando mais sexy. Se lembra das conversas, das danças, da comida gostosa que desfrutaram juntos, e da intimidade que tiveram um com o outro.
Em meio ao papel de embrulho, você nota um pequeno cartão retangular com uma escrita em uma letra perfeita, que você reconhece imediatamente como sendo a de sua irmã:
"Obrigado por comparecerem ao casamento, significou muito pra gente”
Obs: Enviei algumas cópias a mais pro seu namorado ter alguma de recordação.
E então se dá conta de que junto ao álbum, tem algumas fotos duplicadas em uma pequena separação na parte de trás, as quais você não quer ver nem de relance agora.
Ex.
Ex namorado.
Você sente a necessidade de corrigir o cartão, como se isso de alguma forma fosse te ajudar a processar melhor o término e aceitar que tudo acabou. Se é que um dia realmente teve um começo, já que não sabe se podia chamar aquilo de namoro.
Uma relação de apenas algumas semanas, com um pedido idiota refeito de um relacionamento anterior, um eu te amo não dito de volta, e ainda por cima completamente construído em cima de mentiras e omissões por parte dele.
Você passa a ponta dos dedos pela primeira fotografia, bem no rosto do Matías, como se estivesse de fato o tocando, e o acariciando. É engraçado como o mesmo rosto que você quer encher de tapas, é o mesmo que você quer preencher de beijos e toques suaves. Mas depois desse momento de delírio e fraqueza, você desvia o olhar do rosto dele na foto, com vergonha, como se ele tivesse realmente presenciado o seu momentâneo deslize de carinho com ele. Pelo amor de Deus! É só uma droga de foto e você já fica desnorteada e comovida desse jeito. Se recompondo, você percebe a data ao canto da foto, e a comparando com a do seu telefone (o qual sim! você já havia trocado o papel de parede) se dá conta de há quanto tempo foi tudo isso.
Dois meses. Dois meses sem ele. Quase a metade do tempo que ficaram juntos, já que cinco meses foram ficando e quase um de namoro. Dois meses desde o dia que seu mundo virou de cabeça pra baixo e foi destruído (Sim, você é bem dramática às vezes). Dois meses desde o dia da sua confissão que hoje só traz vergonha e arrependimento, e desde que tudo se desfez e se transformou em cinzas. No final de contas, o relacionamento de vocês não era tão concreto como você queria acreditar.
Você tem raiva de Malena, e em seus sonhos mais íntimos, você a destrói assim como ela fez com você. Nesse cenário você voltava com Matías, e o esfregava na cara dela. Mostrando como ele esteve na sua cola desde o rompimento e não te deixou em paz até que reatassem, em uma espécie de: “Viu? Ele está comigo agora, ele é meu!”, mas isso só duraria até ele se desvencilhar de seus braços e voltasse para ela no minuto seguinte, te deixando à deriva e desamparada. Nos piores dos sonhos, você conseguia ver nitidamente cena diabólica em sua frente, os dois nos braços um do outro, em um beijo desesperado com as mãos dele percorrendo o corpo dela com fervor, assim como faziam com você. Em outra versão, o beijo não duraria muito até que ele despisse ela completamente, e começassem a se atracar como dois animais no cio. Mas independentemente de quais desses dois pesadelos fossem o escolhido da vez, você sempre terminava igual: aos prantos até voltar a dormir.
O seu desprezo por ela era grande, mas também era acompanhado de certa forma por um pouco de gratidão, afinal, se não fosse por ela, quanto tempo iria demorar até você descobrir tudo? Se é que iria descobrir, já que duvidava que Matías algum dia te contaria alguma coisa.
Em suma, você nunca esteve tão deprimida e tão confusa em toda a sua vida. Mas em contrapartida, também nunca esteve com as notas de suas grades curriculares tão altas, já que tem se mantido mergulhada nos livros para se manter ocupada e distraída. Se não fosse boa no amor, então seria boa em outra coisa.
Adotou a prática de tentar novos desafios para passar o tempo. É claro, nas primeiras semanas foram o choro desenfreado (o que ainda acontecia de vez em quando) mas tentou tirar o foco disso e fazer outras atividades: exercícios físicos, se aplicar mais aos seus estudos, visitar novos lugares, e até mesmo começar a cozinhar mais e tentar receitas que você sempre teve curiosidade em experimentar.
Mas o seu humor também estava muito bipolar. Se em uma semana você estava correndo pela manhã, preparando uma comida saudável e balanceada no almoço, estudando durante o dia e visitando uma galeria de arte a tarde, na semana seguinte você gastava o dia inteiro no sofá, se empanturrando de sorvete e sentindo pena de si mesma, já que autopiedade também tem se tornado uma companheira corriqueira em sua vida.
Basicamente, toda vez que pensa que está bem, que está voltando a ser a versão antiga sua, a versão pré - Matías, e pré coração partido, você volta à estaca zero e se encontra tão triste quanto no dia em que descobriu tudo.
Você odiava se sentir assim. Tinha coisas tão piores acontecendo no mundo e você estava nesse estado deplorável apenas por causa de um simples término. Mas ele era tudo o que você tinha, você perdeu não apenas um namorado, mas também um amigo. A pessoa que te entendia como ninguém e ainda assim teve a coragem de te machucar para ter um momento de prazer com outra pessoa.
Você vai superar ele, você precisa superar ele, nem que seja a última coisa que você faça.
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Você consegue admitir que tem dias bons e dias ruins no término, isso era fato. Os bons, era quando você tinha o dia tão corrido que nem conseguia parar pra pensar nas coisas direito, só cumpria com as suas obrigações e tarefas, e quando voltava para casa cansada, só se jogava na cama e desmaiava até acordar no dia seguinte. E com sorte, não teria nenhum sonho inconveniente para te incomodar naquela noite. Os ruins, era quando ficava desocupada e refém de seus próprios pensamentos intrusivos ou armadilhas. Juntamente com aqueles dias em que tudo parecia ter sido feito exatamente para te fazer ficar com raiva, e estressada, como se tudo fosse premeditado para esse simples propósito, e hoje, era um bom exemplo de um dia ruim.
Tinha um trabalho da faculdade de extrema importância para entregar na próxima semana e queria que tudo saísse perfeito, mas nem tudo estava indo do seu jeito, infelizmente. Em meio as revisões que estava fazendo, percebeu que alguns pontos não ficaram muito bem esclarecidos, ou foram mostrados superficialmente, tirando outros tópicos que estavam redundantes. Teria que consertar aquilo rapidamente, e como não encontrou muito na internet ou na biblioteca virtual da universidade, teria que ir buscar alguns livros na biblioteca do câmpus presencialmente, para aí reescrever algumas páginas e fazer uma revisão nos textos e slides da apresentação. Também teria que repassar com suas amigas a parte de cada uma, o que graças a Deus todas estavam ajudando e dando o seu melhor para também terem uma boa nota.
Assim que sai do elevador, dando na portaria do prédio e pronta para sair ao seu destino, é interceptada pelo porteiro e a síndica, que pareciam estar conversando sobre algo antes de você chegar:
- Boa tarde mocinha, na hora certa - O porteiro te cumprimenta, se virando para pegar algo junto as coisas no balcão dele, te deixando junto com a mulher, que te recebe com um sorriso simpático - Chegou mais um hoje, sem falta. – Diz, se virando de volta para você e desta vez com algo em mãos.
Um buquê de flores, você percebe.
Um arranjo lindo, com um aroma doce e delicado, em uma cor harmoniosa, combinando as pétalas macias com o embrulho que rodeava todo o comprimento. Era lindo. Muito bonito, e não precisava perguntar quem havia mandado, pois já imaginava de quem era. Ele sabia os seus pontos fracos, e estava usando disso para te deixar confusa e vulnerável. Mas você não vai mais cair nesses jogos, não mais.
Os dois mais velhos à sua frente esperam uma reação sua, mas você não atende as expectativas deles indo de cara ao presente, somente estendendo a mão e passando os dedos pelas pétalas, agarrando furtivamente o pequeno cartão que estava junto a planta, e se afastando logo em seguida:
- Pode jogar fora. – Responde desinteressada e com expressão neutra.
O sorriso da mulher ao seu lado cai, juntamente com a expressão alegre e esperançosa de presenciar um pouco do amor jovem, o que para o descontentamento dela, não iria acontecer:
- Qual é? Já está começando a me dar dó do pobre rapaz, o que ele pode ter feito de tão ruim pra merecer isso? – Interfere o porteiro, se sentindo mal pelo garoto e discordando de sua atitude para com ele.
Mas como você poderia explicar tudo sem se sentir humilhada e ridicularizada no processo? Era impossível, então decide ficar quieta para enviar o recado de que não quer expor nada, e deixa a expressão séria. E aparentemente é o bastante para ele entender, que independente do que fosse, era ruim o suficiente para você não querer compartilhar com ninguém, e parar com as perguntas indesejadas:
- Ele não está aqui, né? - Questiona azeda e aflita.
-Não – Nega o homem rapidamente – Ele ficou um tempão do lado de fora e foi embora faz uma meia hora. - Explica o porteiro com a cara fechada, e você não deixa de notar que ele exaltou de propósito o fato do garoto ter ficado um período longo de tempo do lado exterior do prédio (já que você o proibiu de entrar e ele se recusava a ir embora), provavelmente querendo arrancar uma reação de pena ou comoção sua, o que de novo, não vai acontecer:
- Ótimo - Suspira aliviada, fazendo o senhor revirar os olhos discretamente com sua resposta, o que você ignora e continua - Pode jogar fora, ou dar pra alguém, realmente não me importo - Reafirma sua decisão anterior, se dirigindo ao portão para sair, querendo encerrar logo tudo isso.
- Mas elas são tão lindas – Diz a senhora síndica, se colocando na conversa pela primeira vez e tentando te fazer mudar de idéia com um suspiro tristonho.
Ao ver os olhos brilhantes dela com o arranjo colorido, uma ideia surge em sua mente:
- Então são suas - Pega as flores da mão do homem e entrega a mulher, que fica surpresa com a sua ação - Aceite como um presente meu, por favor. - Diz, querendo que pelo menos alguém saísse feliz dessa história.
Você pensa que ela vai tentar negar por educação ou algo assim, mas ela não se dá ao trabalho de tentar fingir, pelo o contrário, quando ela vê que você está falando sério, e que realmente está a presenteando, ela abre um sorriso enorme e contente, consequentemente arrancando um sorriso seu também pelo o acordo bem sucedido, e contentamento de ambas as partes.
- Obrigado querida. - Ela agradece, pegando o arranjo e o trazendo para perto, cheirando as pétalas coloridas.
O senhor ao lado das duas não parece alegre com o rumo que as flores tomaram, mas você não poderia se importar menos. Era só o que te faltava, Matías ter arrumado mais um fã em seu círculo social.
- De nada, vou indo agora. - Se despede dos mais velhos, deixando um dos rostos sério e o outro com um semblante iluminado e vivo, te deixando um pouco melhor com toda a situação.
Você sabe que tomou a decisão correta, pois se aceitasse o presente dele, é como se estivesse o convidando de volta para a sua vida. Como se estivesse o perdoando por todas as transgressões que ele cometeu com você, e isso nunca iria acontecer. Mas ainda assim, doía, e machucava muito. E indo contra tudo o que tem prometido a si mesma, de que não teria mais nenhum contato ou notícias dele, não consegue evitar de abrir e ler o cartão assim que está fora da vista de todos na sala quase vazia da biblioteca:
“Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.” - Pablo Neruda
Abaixo do pequeno verso do poema tem uma nota de rodapé:
“Precisamos conversar, por favor, me liga.”
Você só revira os olhos ao notar um pequeno coração rabiscado no final da frase. E mesmo dizendo em pensamento que odiou o gesto e não está nenhum pouco afetada com tudo isso, se pega guardando o cartão no bolso traseiro da calça, para depois guardá-lo na gaveta de sua cômoda, escondido junto com todos os outros que ele tem te enviado desde o ocorrido.
A primeira vez que ele te enviou flores depois do término nada amigável, te pegou de surpresa e te abalou totalmente. Mas depois de pegar as plantas em suas mãos e sentir uma tremenda e imensa raiva, só as jogou fora na primeira lixeira que encontrou (a de sua sala) e seguiu com a sua vida. Só depois de um tempo, em um momento de maior calma e reflexão, que foi recolhê-la de sua lixeira, é que viu o cartão, o primeiro de muitos que ainda viriam pela frente.
Sempre palavras românticas e bem articuladas. Algumas novas para você, e outras de obras que você já conhecia e amava de coração. Não sabia se era proposital, ou se era apenas uma infeliz coincidência, já que duvidava muito que ele se lembrasse dos livros que você lia. E mesmo pensando várias vezes em queimá-los ou descartá-los em algum lugar, sempre se pegava os admirando e sonhando com uma versão alternativa de tudo. Um multiverso onde não tinham brigado, e ele não tinha te traído, ou no pior dos casos, nem ao menos tinham se conhecido, pois assim não teria esse amor unilateral e a dor te acompanhando e te assolando sempre.
Em um momento diferente, esses mimos teriam te causado borboletas no estômago, e bochechas coradas. Hoje, só te trazem rancor e ressentimento, com um sentimento oculto e enterrado em seu interior, que por algum motivo, ainda te fazem manter esses pequenos pedaços de papel como se fossem o seu bem mais precioso. E talvez, só talvez, seja porque um dia a pessoa quem o enviara, realmente fora isso, mas não era mais.
Então não tinha o porque de ficar com flores que rapidamente perderiam a vida e a cor, e só te deixaria pior toda a vez que as olhasse. Mas por enquanto, só por enquanto, alimentaria o seu lado egoísta e faminto por afeição e guardaria as notas, tanto na sua gaveta, quanto no seu coração, mesmo que em uma parte completamente mais sombria e gelada do que costumava ser.
Só por enquanto.
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Quando você retorna da biblioteca já com o material em mãos, vai correndo tomar um banho (o que já era um avanço comparado aos outros dias), e se enfia em suas roupas mais macias e confortáveis. Aproveita o momento em que está revirando suas gavetas para guardar o pedaço de papel junto com os outros em uma pequena caixa, ao lado das meias no pequeno espaço. Após isso, vai para a sala e se acomoda no sofá para ler um livro e tomar um chá quente em contraste com o dia frio do lado de fora, para depois realmente começar o trabalho de verdade.
Vinte páginas, e três xícaras mais tarde, você decide parar de procrastinar e fazer logo o que precisa para encerrar o dia, e poder ir descansar sabendo que não deixou nada para a manhã seguinte. Começa alterando alguns parágrafos, e adicionando informações ao corpo, até ele ter um formato, e estrutura que te agrade e te deixe satisfeita com o resultado. Você lê e relê diversas frases repetidas vezes até elas pararem de fazer sentido, e as letras começarem a embaralhar, e é neste momento que você sabe que já é o bastante.
Com os olhos já pesados por conta do sono, você salva o arquivo com todas as alterações e envia ao grupo, para todas revisarem e ficarem a par de todas as mudanças e atualizações. Mas assim que deixa o laptop na mesa, pronta para ir para o quarto, sua atenção é desviada novamente para a tela se acendendo juntamente com o som de uma nova notificação, a qual você quase perdeu pela pressa. E antes que consiga checar o que era, a tela se ilumina de novo, com o ícone de ligação e uma foto grande aparecendo.
Uma ligação de vídeo. De sua irmã.
“Tudo o que eu precisava agora”, você pensa, soltando um bufo cansado.
Você agradece a si mesma por não ter chorado neste dia e ter tomado um banho, estando minimamente apresentável, e se endireita em seu lugar, atendendo a chamada. Pois sabia que se começasse a ignorar as ligações ou mensagens dela, iria ser pior ainda e levantaria suspeitas, isso se ela já não tivesse nenhuma com o seu simiço. Só esperava que pudesse evitar de tocar no assunto namorado o máximo que pudesse:
- Oi sumidinha, não falou mais comigo – Comenta sua irmã assim que a tela a revela, aparentemente em um quarto de hotel, de costas para uma sacada com vista para o mar, com a pele mais bronzeada, e um grande sorriso no rosto, linda como sempre.
- Foi mal, a faculdade tá um saco – Você responde, trazendo a xícara, agora cheia do líquido quente de volta aos lábios.
- E o Matias? Ele está aí? Gostou das fotos? - Pergunta sua irmã, animada para saber a reação do rapaz.
Você trava. O momento que você tanto temia chegou. O que deveria dizer? Contar a verdade e deixá-la preocupada? Arruinando a viagem estendida e maravilhosa que o casal estava tendo de lua de mel? Não queria trazer ou causar problemas, eles já fizeram tanto por você, e era injusto ter que arrastar suas confusões até sua irmã super protetora que largaria tudo só para ter certeza de que você ficaria bem, e acabar com tudo. Com um engolir em seco, você se decide e age como deve, como uma mulher adulta que era capaz de lidar com as próprias merdas, e que sabia qual deveria ser a próxima ação a ser tomada:
- Sim, ele adorou – Mente descaradamente.
Não iria contar do término, não ainda pelo menos. Pois mesmo que conseguisse passar por toda a conversa, narrando o que aconteceu, sem se debulhar em lágrimas (O que achava difícil) tem certeza de que ela não acreditaria em sua pose e iria vir te checar de qualquer maneira. Então antes que ela possa dizer mais alguma coisa, você emenda com uma pergunta pra mudar o foco da conversa, e com sorte fazê-la esquecer-se do rapaz por enquanto - E aí como tá? - Questiona, controlando a tensão em sua voz.
Se ela nota a sua tentativa, ou desvio de assunto, deixa passar e não comenta nada. Te dando brecha, o que te deixa mais aliviada:
- Tá tudo bem, tudo ótimo, a gente foi hoje mais cedo em uma cachoeira e..- Sua irmã começa a relatar um dos vários pontos turísticos que ela fora conhecer com seu noivo pela cidade. As lojas, os restaurantes, as obras artísticas que tinham espalhada pelo local, e te prometendo um presente quando retornar e te rever.
Vocês conversam a respeito de tudo e nada ao mesmo tempo. Ela te fala de como está gostando das praias, e do sol, mesmo não sendo muito fã do calor, e você conta como está sobrevivendo ao frio com um chá enquanto terminava os trabalhos da faculdade, o que ela responde com um sorriso malicioso e zombeteiro, dizendo que pelo menos agora você teria alguém para te “esquentar”, o que você só desconversa falando que trocaria tudo só para poder ver o pôr do sol no litoral, e ela atende o seu pedido, carregando o notebook dela até a sacada, te mostrando, ainda que virtualmente um pouco da visão paradisíaca dela.
- E o seu marido, não deveria estar com você agora? - Pergunta a provocando quando ela retorna a cama.
- Tá no banho, e depois vai se trocar pra gente sair mais tarde - Ela te conta, explicando que usou este pouco tempo para falar com a mãe de vocês e aproveitou para te ligar e conferir como tudo estava. Atenciosa e cuidadosa como sempre.
Quando Wagner sai do banho, já arrumado, apenas com o cabelo levemente despenteado, e aparece de relance na tela, te dando um breve e animado “Oi gatinha, tudo bem?”, vocês decidem que é hora de encerrarem a chamada, mas ela te para um pouco antes de você clicar no ícone vermelho:
- Sabe que pode me contar tudo né? - Ela fala, com o tom terno e calmo na voz.
E antes que possa pensar demais no assunto e fazer algo de que possa se arrepender mais tarde, a responde com uma falsa tranquilidade:
-Eu sei - A diz - Obrigado pelo papo e bom jantar para os dois - Termina com pressa e desligando antes que desmorone na frente dela. Sabia que era necessário apenas mais uma gota para que o seu copo transbordasse de vez.
Após a finalização da chamada de vídeo, você retorna até o sofá para se enrolar em uma manta e tentar assistir um pouco de tv para distrair. Limpa as lágrimas que começam querer a escorrer e se nega a deixar elas vencerem. Você não resistiu às flores e ao poema para se deixar abater agora.
Que belo jeito de passar uma sexta-feira à noite. Chorando por causa de um idiota que não aguentou ficar com o pau longe da ex por muito tempo. Você se sentia realmente uma trouxa, sofrendo por quem já estava mais do que claro que não te queria, não para nada além do sexo pelo menos.
A sua mente te levava para lugares sombrios, imaginando o que ele deveria estar fazendo agora. Ele deveria estar neste momento em alguma boate ou em alguma resenha com os caras que um dia foram os seus amigos, mas que você também havia se distanciado por conta do clima ruim. Ou talvez o ex casal tenha reatado e estivesse em uma festa super badalada, dançando com os corpos quase colados e se esfregando de uma maneira sensual e suja, enquanto você está aqui. Sozinha. Como sempre temeu.
Em algum momento teria que sair dessa fossa e se libertar dessa prisão que te consumia. Mas era tão difícil. Como seguir em frente com flores chegando todos os dias em sua casa? Com bilhetes colados que você se pegava lendo e relendo todas as vezes. Palavras que um dia te soaram tão sinceras, mas que hoje só te pareciam insultos lançados em sua direção.
Uma hora essa dor teria que passar, é o que todas as suas amigas, revistas e blogs de relacionamento tinham lhe dito. E você esperava sinceramente que isso fosse verdade. Até lá, retardaria algum possível reencontro com ele o máximo que pudesse, na esperança de que ele te esquecesse, e parasse com essas demonstrações ridículas na tentativa de conseguir o seu perdão.
Sua atenção é desviada da televisão novamente com o som de notificação vindo do laptop, com a tela se acendendo, mas desta vez com uma nova mensagem em seu e-mail acadêmico, o qual você vai correndo para conferir do que se tratava, já que estranhou algum tipo de comunicação da coordenação em plena sexta após o horário das aulas.
E se depara com o seguinte aviso:
“Alunos do Primeiro ano, lembrando que a apresentação do seminário será na semana que vem, e valerá 50% da nota, então espero que tenham se dedicado bastante ao projeto. Passando também para avisar que houve uma pequena modificação, e agora além de apresentarem o trabalho para seus colegas, a turma do Segundo ano também se juntará para assistir, então se comprometam e se esforcem ao dobro para mostrarem um bom desempenho aos mais velhos, quaisquer dúvida estou a disposição”
E assim termina a mensagem breve com mais informações de contato, e horários dos professores.
O seu coração pra por um segundo quando o entendimento te bate. Você não se importaria de ter que se apresentar para uma turma a mais, longe disso, a menos que fosse essa turma.
Segundo ano. A turma do Matías.
Vocês compartilhavam algumas aulas juntos, já que eventualmente alguns professores determinavam que iriam unificar as turmas por algum motivo acadêmico, para alguma palestra ou projeto mais elaborado, mas isso não acontecia há tanto tempo que você já havia até se esquecido que acontecia.
Que merda.
Droga.
Porcaria.
Justo agora, que você está pagando para não ver ele. No final das contas, contra todos os seus esforços e vontade, o reencontro de vocês pode não demorar tanto assim para acontecer.
É um capítulo mais curtinho mas espero que tenham gostado. 🫶🩵 obrigado a todos pela compreensão e os comentários carinhosos que deixaram pra mim, realmente tem me ajudado muito neste momento 🥺💖. Sextou, e até o próximo 🙂
achei q ele ia mandar mensagem no site da faculdade
opa, esqueceu de me bloquear no portal do aluno
eu e @flowersephone gostaríamos d compartilhar um simón core
DESCULPA AMOR DELIREI SÉRIO
Declaração de amor, por Matias Recalt
feliz dia dos namorados, nenas
rafinhaaaaaa faz um hc do cast onde eles tem que cuidar do bebê deles enquanto a header tá viajando
quem vc acha q iria ficar super tranquilo e se dar super bem e quem ficaria meio desesperado?
SIMPLESMENTE AMEI MUITO A IDEIA DESSE HEADCANON AQUI VOU TER QUE HABLAR 🤓☝️
o Enzo simplesmente pra mim é MUITO dad material, então pra ele ia ser bem natural. sinto que se vocês tivessem uma filha ela ia ser totalmente apaixonadinha pelo pai (como todas as mulheres do mundo). sua filha nem ia sentir falta quando você viajasse, só quando quisesse peito. você ia encher o Enzo de mensagens pedindo atualizações e ele sempre mandaria uma foto da nenê deitada no peito dele ou quietinha se entretendo com o móbile do berço. sempre arrumadinha, claro. o Enzo adora tomar banho com ela, carregando ela pertinho do peito dele deixando a água morninha do chuveiro lavar as costinhas. e ama vestir ela igual uma bonequinha, cheia de tiarinhas e luvinhas. passar você ia ficar PUTA querendo saber porque ela nunca chorava com ele e abria o berreiro contigo. mas no fundo, ia ficar mais satisfeita de ter um marido tão cuidadoso.
você ia morrer de medo de deixar o Matías sozinho com o bebê. não que ele não seja o bom pai, pelo contrário. ele cuida muito bem do bebê e sempre acorda durante a noite contigo, seja para ficar te fazendo massagem enquanto você amamenta ou fazer ela arrotar depois. MAS O MATÍAS SIMPLESMENTE É DOIDO. no primeiro mês de vida da criança ele já chegou em casa com um carrinho de brinquedo pro nenê dirigir, esquecendo do fato que o pobi não tem condição nem de ficar sentado sozinho. ele ia te encher de fotos do bebê de óculos de sol numa cadeirinha acoplada a bicicleta dele ou o bebê pelado brincando na terra. o pai + desnaturado da LATAM.
o Esteban apesar de ser dad material também, parece bem cuidadoso. ele ia ficar cheio de medo de cuidar dela sozinha. medo da bebê chorar de saudades, de passar fome, de ficar achando que você abandonou ela. não ia nem dormir direito, só corujando a coitada. ia levar um colchão pro quartinho dela e botar bem ao pé do berço caso ela acordasse chorando de madrugada. ia dar muito carinho, beijando o rostinho, dizendo que a ama. e ia te ligar todos os dias e botar a ligação no viva-voz para ela ouvir sua voz e saber que você não tinha abandonado ela coisa nenhuma.
o Agustín é pai de carteirinha, mesmo sendo o primeiro bebê de vocês. ia montar todo um itinerante pro bebê não ficar triste. ia levar ele pra passear, levar em algum parquinho para interagir com outros nenês, convidar os amigos pra ele ver rostos novos, tudo em prol da saúde da criança. ia fazer questão de alimentar ele muito bem, comprando inúmeras papinhas e a melhor fórmula da farmácia. no entanto, acho que todo mundo concorda que ele é o tipo de homem que não vive sem a mulher, então cuidar do filho de vocês SOZINHO ia deixar ele bem sensível. afinal, ele ama quando vê você amamentando ou conversando com o bebê.
o Pipe ia ficar maluco cuidando de um bebê sozinho. ia te mandar mensagem o dia INTEIRO. "amor, ela espirrou 3 vezes. é normal?" "AMOR ELA SOLUÇOU", "amor eu troquei a fralda dela hj 3 vezes ta mt suspeito". o bichão não ia fazer nada sem te consultar antes. mas, depois que você voltasse ele ia ficar todo orgulhoso do seu desempenho, falando que a nenê nem tinha sentido saudades de você (ele chorou a primeira vez que ela chorou, falando que queria você em casa).
o Simón ia logo pegar as malas do bebê e baixar na casa da mãe dele pedindo ajuda nos primeiros dias. depois ele ia ganhar mais confiança e cuidar dele sozinho. ia te mandar vários vídeos do nenê tomando banho ou dele cantando canções de ninar pro filho de vocês cair no sono. ia dar a louca e comprar um monte de brinquedo e parafernalha pra compensar a sua falta e ia te ligar todo manhoso falando que sentia sua falta e que urgia a necessidade de dormir vocês três juntos na cama.
o Blas ia rezar toda noite pra que você voltasse rápido. ele é incrivelmente talentoso com crianças, embora seja meio sem jeito. o bebê ama ele. não chora nem dá piti, mas mesmo assim ele sente que não está fazendo o suficiente. não é muito confiante nele mesmo, mas sempre está com o bebê no colo e se nega a dormir em outro quarto que o dele. gosta de ficar de pai coruja até você voltar. se você perguntar, ele não teve dificuldade alguma (ele se tremendo por dentro).
RQFAELA EU TÔ OVULANDO