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Dear Supporter,
I hope this message finds you and your family in good health. My name is Eman Zaqout from Gaza. I am reaching you out to seek your urgent help in spreading the word about our fundraiser. I lost both my home and my job due to the ongoing genocide in Gaza and we are facing catastrophic living conditions. đ
I kindly ask you to visit my campaign. Your support, whether through donating or sharing, will help us reach more people who can make a difference. Thank you for your continued support for the Palestinian cause. Your dedication brings us closer to freedom. đđ
Note: Verified by several people as 90-ghost and aces-and-angels. â
https://gofund.me/b141d50f đ
Free Palestine đâ€ïžâ€ïžâ€ïž
OMG MENTIRA Q VC VOLTOU DIVA JUJU IDOLLETE DO TUMBLR OMG HIIIIIIII đđđđđđđ
POIS Ă VERDADE MINHA DIVA LINDA KYUALINHA FROM TUMBLR HIIIIIIII đđ€đ©·đđ€đđ©·
JUJUUUUUUUUUUIUIIIIU VOLTEI DOS MORTOS PRA TE VER SAUDADEEEEEEE
vocĂȘ Ă© mae?
sou nĂŁo kkkkkk mas se mĂŁe de pet conta sou sim
mas estaria disposta a ser mĂŁe dos filho do enzo ou do matias era sĂł eles pedirem
I'M HAVING YOUR BABY
Os futuros papais lidam com os desejos da gravidez.
masterlist da fic | capĂtulo anterior
Avisos: Consumo de comidas estranhas, quem tem nojinho nĂŁo recomendo ler isso, menção ao uso de drogas (sĂł um pouquinho de maconha e bem rapidinho) e menção a vĂŽmito (tb bem rapidinho e nada explĂcito).
Notas: Oi lindezas, como estamos? Mais um cap. dessa fic, esse foi meu preferido de escrever de toda a histĂłria :) espero que gostem!
lembrei da vez que tive desejo de comer tijolo
puta que pariu enzo vogrincic đłđłđłđłđłđłđđđđ«đ«đ«đ«Šđ«Šđ«Šđ«Š PUTA QUE PARIU ENZO VOGRINCIC đšđ°đđđđđ
queria chupar o peitinho dele
aĂ menines tĂŽ assistindo house of the dragon esses dias sĂł penso em escrever coisas medievaissss, como faz pra voltar pra putaria?
inclusive a quem assiste vocĂȘs sĂŁo #teamblack ou #teambolsonaro ?
Além desta vida. Enzo Vogrincic
warnings: conteĂșdo adulto (+18) mdni; era medieval (vamos fingir que eles tinham higiene); sexo desprotegido (se cuidem viu, gatinhas); morte de personagens; menção de sangue e ferimentos; suicĂdio (nĂŁo leia se tiver gatilho); angst; fluff; final feliz?
nota da ellinha: tĂŽ sonhando com enzo medieval desde que entrei no fandom, tive que vim fazer com minhas prĂłprias mĂŁos, serĂĄ algo de almas gĂȘmeas, enzo literalmente o Ășltimo romĂąntico, girlpower, vamos lĂĄ garotas mulheres!!!
Minha mãe sempre me criou (ou tentou) me criar com toda graciosidade que uma princesa precisava, jå meu pai, que almejava por um herdeiro homem, não sabia nada sobre graciosidade ou delicadeza, e eu por curiosidade e piada do destino, nunca fui afeiçoada por toda graciosidade e tédio da vida de princesa, não podia negar meus privilégios, mas sempre passei mais tempo com meu pai, em aulas com seus mais fiéis soldados, aprendendo a manejar espadas e me defender. Meu sonho sempre foi entrar na frente do batalhão de meu pai e orgulhosamente ganhar alguma batalha pelo nosso povo, era assim que queria ser lembrada, como a princesa que lutou pelo seu povo.
Com o passar dos anos o reino e os conselheiros de meu pai perceberam a dificuldade de minha mĂŁe em conceber um filho homem ao meu pai, o que o fez se preocupar. Ao atingir meus dezoito anos meu pai decidiu que precisava de um sucessor para seu trono e aĂ começou o inferno em minha vida, sempre sendo cortejada ou oferecida para algum prĂncipe de moral duvidosa. A morte de minha mĂŁe o afetou mais ainda, morta em uma cama repleta de sangue com meu irmĂŁo morto em seu ventre, tudo isso havia feito meu pai surtar, ao ponto de preparar uma competição para saber quem levaria minha mĂŁo.
â VocĂȘ nĂŁo entende, princesa um reino sem um sucessor seria um reino frĂĄgil e desprotegido, quem nĂŁo garante que alguem de um reino prĂłximo tente contra a vida de seu pai e tome posse de nosso reino? â falou o fiel braço direito do rei enquanto encarava meu tio soberbo que brincava com sua pequena faca em suas mĂŁos. â Eu me nego a me casar com algum prĂncipe sem amor apenas para fazer o gosto de vocĂȘs, papai isso estĂĄ errado e a mamĂŁe ? e tudo que me ensinaram sobre o amor verdadeiro e como se amaram no momento que se viram? â falei bravamente batendo minha mĂŁo na grande mesa que estava recheada de homens. â NĂŁo estamos falando de amor agora, estamos falando sobre poder, o reino nĂŁo pode perder sua linhagem real por caprichos seus, o sangue que corre nas suas veias sĂŁo puros e o sangue que percorrerĂĄ pelas geraçÔes de nossa famĂlia serĂĄ real goste ou nĂŁo, meu sucessor serĂĄ um membro real queria vocĂȘ ou nĂŁo mocinha â Nego com a cabeça irritada. â Eu me recuso a isso, posso ser sua sucessora e tudo que me ensinou ? tenho total certeza que consigo manter um reino â ao falar isso pude ouvir a sala se encher de risadas e negaçÔes. â NĂŁo consegue sequer lutar com uma espada, como vai defender seu reino, rainha? â pude ouvir finalmente a voz cheia de veneno de meu tio vindo do canto escuro da sala. â Lhe desafio a uma luta, se eu ganhar poderei lutar na competição, pela minha prĂłpria mĂŁo, serei digna de reger o reinado â falei apontado para o homem que me olhava com desdĂ©m. â Estou de acordo com isso â ele falou se inclinando na mesa enquanto me encarava mais de perto. â Isso nĂŁo acontecerĂĄ, vocĂȘ nĂŁo irĂĄ lutar pela sua mĂŁo e irĂĄ se casar com o prĂncipe que ganhar a batalha estĂĄ decidido â Meu pai finalmente se levantou batendo as mĂŁos na mesa e saindo da sala sem deixar espaço para questionamentos. â Me encontre no jardim do palĂĄcio ao anoitecer, prometo que nĂŁo serei cuidadoso â meu tio falou e repetiu a ação do rei saindo da sala logo em seguida.
JĂĄ era noite quando minhas damas de companhia me ajudam a vestir a armadura pesada que eu estava acostumada a usar para treinar. Ao chegar ao jardim percebi eu meu tio jĂĄ se encontrava afiando sua espada, engoli seco, realmente parecia que ele estava disposto a me matar para poder ser o sucessor do trono. Nos cumprimentamos e eu coloquei minha trança para cima vestindo o capacete juntamente de ferro para poder me proteger, jĂĄ o homem em minha frente sequer vestiu armadura, fazendo descaso total de minhas habilidades. Logo o barulho de espadas se batendo foram ouvidos pelo jardim, eu sempre me esquivando para nĂŁo ser atingida pela espada recĂ©m amolada do homem, porĂ©m fazendo movimentos para o recuar, eu nĂŁo queria o machucar, sĂł queria mostrar o meu valor no meio de tantos homens desprezĂveis.
Com meu golpe final chutei o meio de suas pernas o que o fez se agachar e eu o empurrei com toda força no chĂŁo enfiando minha espada bem ao lado de sua cabeça e logo ouvi uma risada dele ao me olhar â Acha que ganhou de mim, princesa? sequer consegui me fazer sangrar â com isso ele pegou sua pequena faça dentro de seu sapato arranhado meu braço direito fazendo sair um pouco de sangue. â JĂĄ chega, vocĂȘ nĂŁo irĂĄ lutar por sua mĂŁo e nĂŁo irĂĄ mais usar espadas ou brincar de soldado, logo mais terĂĄ um marido e precisa aprender a ser uma rainha que se porte bem â Ouvi a voz brava de meu pai e levantei com raiva. â Eu prefiro morrer â falei e cuspi no chĂŁo em frente ao rei e sai correndo para meu cavalo logo subindo no mesmo enquanto começava a ir em qualquer direção, sĂł nĂŁo queria estar lĂĄ. â Peguem ela â pude ouvir a voz do rei e logo depois comecei a ser seguida por seus soldados e por meu tio que os lideravam, quando jĂĄ estava em uma boa distĂąncia senti algo queimando em meu braço e ao olhar para trĂĄs vi meu tio preparar outra flecha, de modo desesperado guisei meu cavalo para outra direção sumindo no meio da floresta.
Ponto de vista do observador
Passada algumas horas sem parar seu caminho, a princesa sentia seus olhos pesando pelo cansaço em si e pelo sangue que havia deixado, nĂŁo era sua intenção deixar rastros pelo caminho, mas mesmo com o pedaços seu vestido amarrado em seu braço, o lĂquido vermelho insistia em cair, fazendo a mulher de sentir zonza e cansada, provavelmente jĂĄ estava em um vilarejo qualquer quando sentiu seu corpo parar de lutar contra o sono e seus olhos fecharem, jogada no cavalo o caminho foi seguido atĂ© que um homem de roupas comuns parasse o cavalo e segurasse a mulher em seus braços. JĂĄ dentro de sua humilde casa que compartilhada com a natureza, jĂĄ que era um ambiente bastante arborizado, rodeado de ĂĄrvores e plantas o homem deitou a mulher na cama, ele estava confuso e encantado, nunca havia visto tal beleza em sua vida, porĂ©m o incomodava pensar em perder uma vista tĂŁo bela assim. Por sorte ou destino o homem que havia encontrado a princesa era o curandeiro do vilarejo, com suas ervas medicinais faria de tudo para salvar a vida da guerreira em sua frente.
Ele contava trĂȘs dias desde que a mulher desconhecia chegou em sua casa sendo guiada por seu cavalo, ele havia limpado suas feridas e passado algumas folhas anti inflamatĂłrias nos locais, sempre a mantendo limpa de seus suores durante algumas crises de febre. Durante as noites frias ele acendia a lareira e sentava em frente dela lendo alguns livros de filosofia e de medicina natural que ele tinha em sua casa. Foi em uma manhĂŁ quente que sentado em frente ao corpo desacordado da mulher o homem passava o pano molhado em seus braços e ele pode perceber os olhos da mulher se esforçando para abrirem â OlĂĄ desconhecida â o homem falou tirando o cabelo do rosto da mulher que apenas moveu seus globos oculares para buscar de onde vinha a voz tĂŁo aconchegante que ela havia escutado por todos esses dias, mas logo ela inclinou um pouco seu rosto e deu um sorriso sem dente para o homem enquanto ela passeava seus olhos admirando as caracterĂsticas do rapaz que havia salvado sua vida. â OlĂĄ meu salvador â sua voz continha um pouco de humor e um pingo de felicidade se saber que ainda estava viva.
Depois de devidamente alimentada, a mulher insistiu ao homem que nĂŁo a deixasse mais ficar deitada, entĂŁo eles caminharam enquanto conversavam atĂ© um lago prĂłximo a casa do homem, a mulher queria tomar banho e se refrescar. Chegando lĂĄ ela tirou seu vestido de cima e ao perceber o homem virou de costas tapando o rosto â NĂŁo se preocupe, EnzoâŠestou com outro vestido por baixo â ela falou prolongado o âOâ no nome do homem enquanto ria um pouco e entrava na ĂĄgua que estava na temperatura ideal, ela nĂŁo sabia mas ele adorou como o nome delo saiu dos seus lĂĄbios. Ele a observava enquanto estava sentado na grama, ela parecia surreal, uma obra prima viva, que se movia e respirava, era melhor do que qualquer obra de arte que vira em toda vida, ele nĂŁo pode conter o sorriso ao ouvir a mulher falar sobre como ouvia ele ler enquanto estava em seu estado de repouso.
Fazia exata uma semana em que os jovens se conheceram e pareciam que se conheciam a anos, Enzo era acolhedor e um bom ouvinte, ficava encantado com as histĂłrias que a mulher contava sobre sua vida e como era apaixonada pelo amor de seus pais, como ela amava estar no meio dos soldados se sentindo parte de algo, se sentindo como o propĂłsito de sua vida estava sendo completo, jĂĄ a mulher, amava as histĂłrias da vida de Enzo, com sua mĂŁe e seus conhecimentos que foram compartido por anos, como ele ajudou diversas pessoas com seu talento, ela estava fascinada, como ele era carinhoso e amoroso, ela sentia que no fundo havia conhecido o amor se sua vida, seu pai entenderia, ele veria a felicidade em seus olhos e aceitaria com certeza ele aceitaria. â E atĂ© que o sol brilhe, ascenderemos uma vela na escuridĂŁo â enquanto o homem lia algum de seus livros a mulher nĂŁo conseguia nem prestar muita atenção no que realmente era pronunciado, ela apenas pensava como sua voz aveludada parecia soar tĂŁo bem. Com uma mĂŁo ele segurava o livro e com a outra ele passava dois dedos acariciando a clavĂcula desnuda da mulher, sentindo a maciez e o calor da pele que havia recente sido banhada com o sol da manhĂŁ â Eu poderia ouvir vocĂȘ lendo por dias â ela falava olhando para ele com seus olhinhos brilhando, faziam anos que nĂŁo liam para ela, foi dessa forma que ela aprendeu o amor, com sua mĂŁe lendo sobre amores avassaladores e contos de fadas, e ela estava cada vez mais prĂłxima do amor ao lado de Enzo.
Ao anoitecer o homem fechou novamente a porta de sua casa e ascendeu a lareira para aquiescer seus corpos abraçados pelo frio dos ventos gelados que dançava pelas ĂĄrvores assoprando na pequena casa do homem, tirando sua atenção do livro de ervas que ela atĂ© reconhecia algumas que tomava no castelo, sua mĂŁe lhe fazia tomar cha de sifio, que lendo agora ela sabia que auxiliava na prevenção da gravidez, provavelmente prevendo o pior. Com seu foco fora das pĂĄginas ela agora observava atentada a beleza do homem deitado ao seu lado, ela nĂŁo queria esquecer nunca seu rosto lindo, levou a ponta dos seus dedos acariciando o maxilar do homem, quase hipnotizada, atĂ© que ele tirou atenção do livro que tinha em mĂŁos e olhou para ela sorrindo de canto. â VocĂȘ parece como uma pintura de um sonho bom â ela falou sem sequer pensar, o que fez o homem soltar uma risada fraca e passar sua mĂŁo no cabelo da mulher o tirando do rosto. â E vocĂȘ Ă© tĂŁo bela como as princesas dos contos que sua mĂŁe lhe contava, acredito que mais ainda â ele falou se aproximando dela e passando novamente seus dedos pela clavĂcula, pelos ombros no pescoço causando arrepios na mulher que sorriu e se aproximou mais ainda parando em frente aos lĂĄbios do rapaz. â Me faça sua, Enzo â ela falou olhando com seus olhos brilhando de felicidade para o homem, que apenas concordou com a cabeça e deu um beijo apaixonado na princesa.
Deitada na cama do rapaz ela se deliciava da sensação de sua pele fresca pelo banho de antes do anoitecer e pelo hĂĄlito quente do homem que deixava beijos em seu colo enquanto usava suas mĂŁos para tirar o vestido dela a deixando nua, ele se afastou e a observou mais um pouco, bebendo da visĂŁo que a mulher era para seus olhos, mas logo continuou a deixar beijos pelo corpo todo, sempre falando como amava cada pedacinho dela e sem tirar seus olhos dos da mulher, atĂ© que ele de posicionou no meio das pernas dela e com delicadeza e lentidĂŁo foi entrando em seu buraquinho molhado e virgem, o rosto de desconforto dela era visĂvel, mas ele se inclinou deixando beijos pelo rosto dela enquanto se inseria cada vez mais â Shhh, vai ficar tudo bem â ele falava enquanto fazia movimentos lentos, atĂ© que a princesa se acostumou e segurou os braços do homem o puxando para mais perto â Por favor, Enzo nĂŁo pare, nĂŁo pare nunca â ela gemia um tanto perdida em seus pensamentos. â Eu nĂŁo irei meu amor, nunca â ele se inclinou novamente agora a beijando enquanto fazia movimentos mais rĂĄpidos sentindo o calor da mulher o apertar, ele sabia que nĂŁo aguentaria por muito mais tempo, levou sua mĂŁo atĂ© o ponto sensĂvel do corpo da mulher fazendo movimentos e entĂŁo ela começou a se contorcer embaixo dele â Isso Ă©âŠIsso Ă© tĂŁo bom â gemendo alto ela apertava os lençóis finos que cobriam a cama do rapaz, que a estimulava mais para que ela pudesse ter o seu prazer junto com ele, que logo sentiu suas bolas contraĂrem e se derramou dentro de sua princesa que chegou ao seu limite gritando por seu nome. Com os olhos pesados ele se jogou ao lado dela sentindo sua respiração ofegante, ao olhar para a mulher ele pode ver se relance o rosto dela avermelhado com um sorriso no rosto e assim eles adormeceram, cansados de sua primeira noite juntos.
Na manhĂŁ seguinte eles acordaram cedo pois iriam na feira para comprar carnes, a mulher estava estendendo as roupas da mĂŁe de Enzo vestindo as ruas roupas enquanto cantarolava alguma cantiga que sua mĂŁe cantava para ela em sua infĂąncia atĂ© que ouviu trotes de cavalos, e logo viu que eram soldados de seu pai, ela nĂŁo se assustou, sabia que esse dia chegaria, mas agora ela havia encontrado o amor de sua vida e seria feliz em governar o reino ao seu lado, ela chamou o homem e humildemente e sem pestanejar eles subiram no cavalo da mulher e foram atĂ© o castelo. Chegando lĂĄ seu pai a recebeu com uma abraço apertado e algum murmĂșrio sobre sua fulga â JĂĄ que voltou de bom gosto acredito que esteja pronta para a competição, avise que começaremos em uma semana â o rei falou animado atĂ© que antes da mulher responder um dos soldados sussurrou no ouvido do homem algo sobre ter encontrado sangue na cama do homem â Minha filha, me diga que o sangue que encontraram na cama deste homem foi de algum ferimento â ele falou em um tom desesperado enquanto procurava loucamente algum ferimento na princesa. â Bom papai se o senhor tivesse me escutadoâŠesse Ă© Enzo, o homem que salvou minha vida e bom, ele Ă© o amor da minha vida â ela falava intercalando o olhar em seu pai e em Enzo que se sentia avoado no meio de tantas pessoas importantes. â NĂŁo, nĂŁo Ă© possĂvel, quem vai querer uma noiva que maisena pura, como vocĂȘ pode ser tĂŁo burra? â o homem gritou segurando os ombros da mulher, que fez Enzo se levantar atĂ© ser segurado por dois seguranças. â Mate-o e nĂŁo deixem ninguĂ©m saber que isso aconteceu â o homem falou em um tom frio, sem nenhum remorço ou pena, Enzo se debatia tentando se livrar dos homens e a mulher arranhava seu pai batia no homem enquanto chorava copiosamente atĂ© que seu tio caminhou lentamente entrando na sala. â Farei com prazer â sem mesmo mais um comentĂĄrio ele enfiou sua faça no estĂŽmago de Enzo fazendo com que seus olhos se arregalassem e enchessem de lĂĄgrimas, se ouviu um grito visceral que provavelmente ecoou por todo castelo, com o homem caĂdo no chĂŁo o rei finalmente soltou sua filha que rastejou atĂ© seu amado em sua frente, sangrando lentamente enquanto olhava para ela com lĂĄgrimas â EstĂĄ tudo bem meu amor, eu estou aqui, fica comigo por favor, fica comigo tĂĄ â atĂ© que ele foi puxando de perto dela. â Leve-o para a masmorra, ele pagarĂĄ por tirar a pureza da princesa de Belmonte â falou o tio com um tom de nojo, ela tentou correr mas logo foi contida por mais seguranças.
Antes que seu tio pudesse voltar, com ajuda de algumas criadas ela conseguiu colocar Enzo na cela de seu cavalo enquanto fugia, seu ferimento jĂĄ nĂŁo sangrava tanto, havia panos para estancar o sangue e ao chegar na casa do homem ela fez de tudo para colocar o homem novamente em sua cama e começou a fazer por ele o que ele havia feito por ela semanas antes, com auxĂlio do livro e algumas coisas que havia aprendido lendo. Com dois dias Enzo acordou e a mulher se escondeu com ele na casa de uma das professoras do vilarejo, era simples, mas ajudaria atĂ© ele se recuperar. â Eu irei lutar â Enzo falou com sua voz baixa e faça enquanto olhava para a mulher que limpava seu ferimento. â VocĂȘ nĂŁo pode, estĂĄ machucado, e eu nem sei se quero voltar pro castelo â ela falou concentrada no corte, nem acreditando no que ele havia falado. â Eu lutarei por vocĂȘ atĂ© o Ășltimo dia da minha vida, pelo seu amor â ele falou lembrando a mĂŁo e passando o dedo pelos cabelos dela. Ele havia mentido, era Ăłbvio que ele nĂŁo sabia lutar, seus mĂŁe o criou para curar, nĂŁo para ferir, mas a mulher ainda o ajudou, eles juntaram as armaduras dela e ele vestiu o capacete na esperança de nĂŁo ser reconhecido. Chegando no castelo a mulher novamente foi recebida por seu pai com sermĂ”es mas na manhĂŁ seguinte começaria o campeonato, Enzo chegou um tanto esperançoso ele sabia que lutaria atĂ© o final pelo seu amor, atĂ© que os sinos tocaram e começou o caos, foram dois derrubados, por pura sorte trĂȘs, depois mais um atĂ© o homem que ele reconheceu como o tio de seu amada veio em sua direção com toda força, com a sua espada ele apunhalou e logo olhou para cima sorridente, atĂ© sentir algo escorrendo de seu peito, o grito de sua amada foi escutado novamente atĂ© que ela veio correndo em sua direção, ele perdeu suas forças nas pernas e caiu ajoelhado, ela o colocou em seu colo enquanto chorava sem parar e acariciava o rosto dele â Eu estou aqui, meu amor eu estou aqui, eu te amo fala comigo por favor â ela falava chorando e soluçando, ele levou novamente os dedos atĂ© os cabelos dela. â Eu falei que ia lutar pelo seu amor atĂ© a morte â ele falou mas logo cuspiu uma grande quantidade de sangue â Eu te amo, minha princesa â falando pausadamente e com dificuldade ele agora guardou sua energia para admirar o presente que a vida avia lhe dado, atĂ© que o ar faltou e assim ele se foi, admirando sua alma gĂȘmea. Ainda em prantos a mulher usou a mĂŁo para fechar os olhos do Ășnico homem que houvera amado em vida, ela sabia que nĂŁo conseguiria, nĂŁo ela nĂŁo aguentaria uma vida com aquela dor, de conhecer o amor e lhe ser tomado tĂŁo cruelmente. Seu pai lhe observava da arquibancada, ela se levantou com as penas tremendo e apontou a espada para seu pai â Eu te odeio para todo sempre â e assim que esbravejou a mulher cravou a espada em seu prĂłprio peito, com toda sua raiva e dor, e logo a escuridĂŁo havia levado Ă s jovens almas apaixonadas.
Tempos Atuas
Enzo passeava pelo parque grande e verde com sua cĂąmera na mĂŁo enquanto observava as famĂlias brincando, cachorros correndo, atĂ© que seu olhar parou em algo que parecia ser uma festa de aniversĂĄrio, um pano rosa jogado na grama com com um bolo em cima, uma mulher um pouco mais velha duas mulheres que pareciam ser da mesma idade e uma criança que batia palmas para uma das mulheres, que usava uma coroa de plĂĄstico, o homem criou coragem e se aproximou, tocou no ombro da mulher que levou sua atenção para ele. Foi como se o mundo tivesse dado pausa e sĂł eles estavam em sintonia â AhmâŠse importaria se eu tirasse uma foto? â ele perguntou um tanto sem jeito. â Por que nĂŁo ? â ela falou sorrindo e ele estendeu a mĂŁo â Meu nome Ă© Enzo, muito prazer â ela apertou a mĂŁo e deu um olhar curioso para ele. â Nos jĂĄ nos conhecemos? â ele riu pois havia pensado a mesma coisa, se sentia atraĂdo pela mulher como um ferro Ă© atraĂdo pelo imĂŁ. â Eu nĂŁo sei â ele falou e deu uma risada. O destino nĂŁo seria cruel de deixar duas almas gĂȘmeas separadas por mais tempo, a pergunta que ficava era; eles se lembrariam ?
ta na mĂŁo, bom começo de semana nenas đ«¶đŒ
Além desta vida. Enzo Vogrincic
warnings: conteĂșdo adulto (+18) mdni; era medieval (vamos fingir que eles tinham higiene); sexo desprotegido (se cuidem viu, gatinhas); morte de personagens; menção de sangue e ferimentos; suicĂdio (nĂŁo leia se tiver gatilho); angst; fluff; final feliz?
nota da ellinha: tĂŽ sonhando com enzo medieval desde que entrei no fandom, tive que vim fazer com minhas prĂłprias mĂŁos, serĂĄ algo de almas gĂȘmeas, enzo literalmente o Ășltimo romĂąntico, girlpower, vamos lĂĄ garotas mulheres!!!
Minha mãe sempre me criou (ou tentou) me criar com toda graciosidade que uma princesa precisava, jå meu pai, que almejava por um herdeiro homem, não sabia nada sobre graciosidade ou delicadeza, e eu por curiosidade e piada do destino, nunca fui afeiçoada por toda graciosidade e tédio da vida de princesa, não podia negar meus privilégios, mas sempre passei mais tempo com meu pai, em aulas com seus mais fiéis soldados, aprendendo a manejar espadas e me defender. Meu sonho sempre foi entrar na frente do batalhão de meu pai e orgulhosamente ganhar alguma batalha pelo nosso povo, era assim que queria ser lembrada, como a princesa que lutou pelo seu povo.
Com o passar dos anos o reino e os conselheiros de meu pai perceberam a dificuldade de minha mĂŁe em conceber um filho homem ao meu pai, o que o fez se preocupar. Ao atingir meus dezoito anos meu pai decidiu que precisava de um sucessor para seu trono e aĂ começou o inferno em minha vida, sempre sendo cortejada ou oferecida para algum prĂncipe de moral duvidosa. A morte de minha mĂŁe o afetou mais ainda, morta em uma cama repleta de sangue com meu irmĂŁo morto em seu ventre, tudo isso havia feito meu pai surtar, ao ponto de preparar uma competição para saber quem levaria minha mĂŁo.
â VocĂȘ nĂŁo entende, princesa um reino sem um sucessor seria um reino frĂĄgil e desprotegido, quem nĂŁo garante que alguem de um reino prĂłximo tente contra a vida de seu pai e tome posse de nosso reino? â falou o fiel braço direito do rei enquanto encarava meu tio soberbo que brincava com sua pequena faca em suas mĂŁos. â Eu me nego a me casar com algum prĂncipe sem amor apenas para fazer o gosto de vocĂȘs, papai isso estĂĄ errado e a mamĂŁe ? e tudo que me ensinaram sobre o amor verdadeiro e como se amaram no momento que se viram? â falei bravamente batendo minha mĂŁo na grande mesa que estava recheada de homens. â NĂŁo estamos falando de amor agora, estamos falando sobre poder, o reino nĂŁo pode perder sua linhagem real por caprichos seus, o sangue que corre nas suas veias sĂŁo puros e o sangue que percorrerĂĄ pelas geraçÔes de nossa famĂlia serĂĄ real goste ou nĂŁo, meu sucessor serĂĄ um membro real queria vocĂȘ ou nĂŁo mocinha â Nego com a cabeça irritada. â Eu me recuso a isso, posso ser sua sucessora e tudo que me ensinou ? tenho total certeza que consigo manter um reino â ao falar isso pude ouvir a sala se encher de risadas e negaçÔes. â NĂŁo consegue sequer lutar com uma espada, como vai defender seu reino, rainha? â pude ouvir finalmente a voz cheia de veneno de meu tio vindo do canto escuro da sala. â Lhe desafio a uma luta, se eu ganhar poderei lutar na competição, pela minha prĂłpria mĂŁo, serei digna de reger o reinado â falei apontado para o homem que me olhava com desdĂ©m. â Estou de acordo com isso â ele falou se inclinando na mesa enquanto me encarava mais de perto. â Isso nĂŁo acontecerĂĄ, vocĂȘ nĂŁo irĂĄ lutar pela sua mĂŁo e irĂĄ se casar com o prĂncipe que ganhar a batalha estĂĄ decidido â Meu pai finalmente se levantou batendo as mĂŁos na mesa e saindo da sala sem deixar espaço para questionamentos. â Me encontre no jardim do palĂĄcio ao anoitecer, prometo que nĂŁo serei cuidadoso â meu tio falou e repetiu a ação do rei saindo da sala logo em seguida.
JĂĄ era noite quando minhas damas de companhia me ajudam a vestir a armadura pesada que eu estava acostumada a usar para treinar. Ao chegar ao jardim percebi eu meu tio jĂĄ se encontrava afiando sua espada, engoli seco, realmente parecia que ele estava disposto a me matar para poder ser o sucessor do trono. Nos cumprimentamos e eu coloquei minha trança para cima vestindo o capacete juntamente de ferro para poder me proteger, jĂĄ o homem em minha frente sequer vestiu armadura, fazendo descaso total de minhas habilidades. Logo o barulho de espadas se batendo foram ouvidos pelo jardim, eu sempre me esquivando para nĂŁo ser atingida pela espada recĂ©m amolada do homem, porĂ©m fazendo movimentos para o recuar, eu nĂŁo queria o machucar, sĂł queria mostrar o meu valor no meio de tantos homens desprezĂveis.
Com meu golpe final chutei o meio de suas pernas o que o fez se agachar e eu o empurrei com toda força no chĂŁo enfiando minha espada bem ao lado de sua cabeça e logo ouvi uma risada dele ao me olhar â Acha que ganhou de mim, princesa? sequer consegui me fazer sangrar â com isso ele pegou sua pequena faça dentro de seu sapato arranhado meu braço direito fazendo sair um pouco de sangue. â JĂĄ chega, vocĂȘ nĂŁo irĂĄ lutar por sua mĂŁo e nĂŁo irĂĄ mais usar espadas ou brincar de soldado, logo mais terĂĄ um marido e precisa aprender a ser uma rainha que se porte bem â Ouvi a voz brava de meu pai e levantei com raiva. â Eu prefiro morrer â falei e cuspi no chĂŁo em frente ao rei e sai correndo para meu cavalo logo subindo no mesmo enquanto começava a ir em qualquer direção, sĂł nĂŁo queria estar lĂĄ. â Peguem ela â pude ouvir a voz do rei e logo depois comecei a ser seguida por seus soldados e por meu tio que os lideravam, quando jĂĄ estava em uma boa distĂąncia senti algo queimando em meu braço e ao olhar para trĂĄs vi meu tio preparar outra flecha, de modo desesperado guisei meu cavalo para outra direção sumindo no meio da floresta.
Ponto de vista do observador
Passada algumas horas sem parar seu caminho, a princesa sentia seus olhos pesando pelo cansaço em si e pelo sangue que havia deixado, nĂŁo era sua intenção deixar rastros pelo caminho, mas mesmo com o pedaços seu vestido amarrado em seu braço, o lĂquido vermelho insistia em cair, fazendo a mulher de sentir zonza e cansada, provavelmente jĂĄ estava em um vilarejo qualquer quando sentiu seu corpo parar de lutar contra o sono e seus olhos fecharem, jogada no cavalo o caminho foi seguido atĂ© que um homem de roupas comuns parasse o cavalo e segurasse a mulher em seus braços. JĂĄ dentro de sua humilde casa que compartilhada com a natureza, jĂĄ que era um ambiente bastante arborizado, rodeado de ĂĄrvores e plantas o homem deitou a mulher na cama, ele estava confuso e encantado, nunca havia visto tal beleza em sua vida, porĂ©m o incomodava pensar em perder uma vista tĂŁo bela assim. Por sorte ou destino o homem que havia encontrado a princesa era o curandeiro do vilarejo, com suas ervas medicinais faria de tudo para salvar a vida da guerreira em sua frente.
Ele contava trĂȘs dias desde que a mulher desconhecia chegou em sua casa sendo guiada por seu cavalo, ele havia limpado suas feridas e passado algumas folhas anti inflamatĂłrias nos locais, sempre a mantendo limpa de seus suores durante algumas crises de febre. Durante as noites frias ele acendia a lareira e sentava em frente dela lendo alguns livros de filosofia e de medicina natural que ele tinha em sua casa. Foi em uma manhĂŁ quente que sentado em frente ao corpo desacordado da mulher o homem passava o pano molhado em seus braços e ele pode perceber os olhos da mulher se esforçando para abrirem â OlĂĄ desconhecida â o homem falou tirando o cabelo do rosto da mulher que apenas moveu seus globos oculares para buscar de onde vinha a voz tĂŁo aconchegante que ela havia escutado por todos esses dias, mas logo ela inclinou um pouco seu rosto e deu um sorriso sem dente para o homem enquanto ela passeava seus olhos admirando as caracterĂsticas do rapaz que havia salvado sua vida. â OlĂĄ meu salvador â sua voz continha um pouco de humor e um pingo de felicidade se saber que ainda estava viva.
Depois de devidamente alimentada, a mulher insistiu ao homem que nĂŁo a deixasse mais ficar deitada, entĂŁo eles caminharam enquanto conversavam atĂ© um lago prĂłximo a casa do homem, a mulher queria tomar banho e se refrescar. Chegando lĂĄ ela tirou seu vestido de cima e ao perceber o homem virou de costas tapando o rosto â NĂŁo se preocupe, EnzoâŠestou com outro vestido por baixo â ela falou prolongado o âOâ no nome do homem enquanto ria um pouco e entrava na ĂĄgua que estava na temperatura ideal, ela nĂŁo sabia mas ele adorou como o nome delo saiu dos seus lĂĄbios. Ele a observava enquanto estava sentado na grama, ela parecia surreal, uma obra prima viva, que se movia e respirava, era melhor do que qualquer obra de arte que vira em toda vida, ele nĂŁo pode conter o sorriso ao ouvir a mulher falar sobre como ouvia ele ler enquanto estava em seu estado de repouso.
Fazia exata uma semana em que os jovens se conheceram e pareciam que se conheciam a anos, Enzo era acolhedor e um bom ouvinte, ficava encantado com as histĂłrias que a mulher contava sobre sua vida e como era apaixonada pelo amor de seus pais, como ela amava estar no meio dos soldados se sentindo parte de algo, se sentindo como o propĂłsito de sua vida estava sendo completo, jĂĄ a mulher, amava as histĂłrias da vida de Enzo, com sua mĂŁe e seus conhecimentos que foram compartido por anos, como ele ajudou diversas pessoas com seu talento, ela estava fascinada, como ele era carinhoso e amoroso, ela sentia que no fundo havia conhecido o amor se sua vida, seu pai entenderia, ele veria a felicidade em seus olhos e aceitaria com certeza ele aceitaria. â E atĂ© que o sol brilhe, ascenderemos uma vela na escuridĂŁo â enquanto o homem lia algum de seus livros a mulher nĂŁo conseguia nem prestar muita atenção no que realmente era pronunciado, ela apenas pensava como sua voz aveludada parecia soar tĂŁo bem. Com uma mĂŁo ele segurava o livro e com a outra ele passava dois dedos acariciando a clavĂcula desnuda da mulher, sentindo a maciez e o calor da pele que havia recente sido banhada com o sol da manhĂŁ â Eu poderia ouvir vocĂȘ lendo por dias â ela falava olhando para ele com seus olhinhos brilhando, faziam anos que nĂŁo liam para ela, foi dessa forma que ela aprendeu o amor, com sua mĂŁe lendo sobre amores avassaladores e contos de fadas, e ela estava cada vez mais prĂłxima do amor ao lado de Enzo.
Ao anoitecer o homem fechou novamente a porta de sua casa e ascendeu a lareira para aquiescer seus corpos abraçados pelo frio dos ventos gelados que dançava pelas ĂĄrvores assoprando na pequena casa do homem, tirando sua atenção do livro de ervas que ela atĂ© reconhecia algumas que tomava no castelo, sua mĂŁe lhe fazia tomar cha de sifio, que lendo agora ela sabia que auxiliava na prevenção da gravidez, provavelmente prevendo o pior. Com seu foco fora das pĂĄginas ela agora observava atentada a beleza do homem deitado ao seu lado, ela nĂŁo queria esquecer nunca seu rosto lindo, levou a ponta dos seus dedos acariciando o maxilar do homem, quase hipnotizada, atĂ© que ele tirou atenção do livro que tinha em mĂŁos e olhou para ela sorrindo de canto. â VocĂȘ parece como uma pintura de um sonho bom â ela falou sem sequer pensar, o que fez o homem soltar uma risada fraca e passar sua mĂŁo no cabelo da mulher o tirando do rosto. â E vocĂȘ Ă© tĂŁo bela como as princesas dos contos que sua mĂŁe lhe contava, acredito que mais ainda â ele falou se aproximando dela e passando novamente seus dedos pela clavĂcula, pelos ombros no pescoço causando arrepios na mulher que sorriu e se aproximou mais ainda parando em frente aos lĂĄbios do rapaz. â Me faça sua, Enzo â ela falou olhando com seus olhos brilhando de felicidade para o homem, que apenas concordou com a cabeça e deu um beijo apaixonado na princesa.
Deitada na cama do rapaz ela se deliciava da sensação de sua pele fresca pelo banho de antes do anoitecer e pelo hĂĄlito quente do homem que deixava beijos em seu colo enquanto usava suas mĂŁos para tirar o vestido dela a deixando nua, ele se afastou e a observou mais um pouco, bebendo da visĂŁo que a mulher era para seus olhos, mas logo continuou a deixar beijos pelo corpo todo, sempre falando como amava cada pedacinho dela e sem tirar seus olhos dos da mulher, atĂ© que ele de posicionou no meio das pernas dela e com delicadeza e lentidĂŁo foi entrando em seu buraquinho molhado e virgem, o rosto de desconforto dela era visĂvel, mas ele se inclinou deixando beijos pelo rosto dela enquanto se inseria cada vez mais â Shhh, vai ficar tudo bem â ele falava enquanto fazia movimentos lentos, atĂ© que a princesa se acostumou e segurou os braços do homem o puxando para mais perto â Por favor, Enzo nĂŁo pare, nĂŁo pare nunca â ela gemia um tanto perdida em seus pensamentos. â Eu nĂŁo irei meu amor, nunca â ele se inclinou novamente agora a beijando enquanto fazia movimentos mais rĂĄpidos sentindo o calor da mulher o apertar, ele sabia que nĂŁo aguentaria por muito mais tempo, levou sua mĂŁo atĂ© o ponto sensĂvel do corpo da mulher fazendo movimentos e entĂŁo ela começou a se contorcer embaixo dele â Isso Ă©âŠIsso Ă© tĂŁo bom â gemendo alto ela apertava os lençóis finos que cobriam a cama do rapaz, que a estimulava mais para que ela pudesse ter o seu prazer junto com ele, que logo sentiu suas bolas contraĂrem e se derramou dentro de sua princesa que chegou ao seu limite gritando por seu nome. Com os olhos pesados ele se jogou ao lado dela sentindo sua respiração ofegante, ao olhar para a mulher ele pode ver se relance o rosto dela avermelhado com um sorriso no rosto e assim eles adormeceram, cansados de sua primeira noite juntos.
Na manhĂŁ seguinte eles acordaram cedo pois iriam na feira para comprar carnes, a mulher estava estendendo as roupas da mĂŁe de Enzo vestindo as ruas roupas enquanto cantarolava alguma cantiga que sua mĂŁe cantava para ela em sua infĂąncia atĂ© que ouviu trotes de cavalos, e logo viu que eram soldados de seu pai, ela nĂŁo se assustou, sabia que esse dia chegaria, mas agora ela havia encontrado o amor de sua vida e seria feliz em governar o reino ao seu lado, ela chamou o homem e humildemente e sem pestanejar eles subiram no cavalo da mulher e foram atĂ© o castelo. Chegando lĂĄ seu pai a recebeu com uma abraço apertado e algum murmĂșrio sobre sua fulga â JĂĄ que voltou de bom gosto acredito que esteja pronta para a competição, avise que começaremos em uma semana â o rei falou animado atĂ© que antes da mulher responder um dos soldados sussurrou no ouvido do homem algo sobre ter encontrado sangue na cama do homem â Minha filha, me diga que o sangue que encontraram na cama deste homem foi de algum ferimento â ele falou em um tom desesperado enquanto procurava loucamente algum ferimento na princesa. â Bom papai se o senhor tivesse me escutadoâŠesse Ă© Enzo, o homem que salvou minha vida e bom, ele Ă© o amor da minha vida â ela falava intercalando o olhar em seu pai e em Enzo que se sentia avoado no meio de tantas pessoas importantes. â NĂŁo, nĂŁo Ă© possĂvel, quem vai querer uma noiva que maisena pura, como vocĂȘ pode ser tĂŁo burra? â o homem gritou segurando os ombros da mulher, que fez Enzo se levantar atĂ© ser segurado por dois seguranças. â Mate-o e nĂŁo deixem ninguĂ©m saber que isso aconteceu â o homem falou em um tom frio, sem nenhum remorço ou pena, Enzo se debatia tentando se livrar dos homens e a mulher arranhava seu pai batia no homem enquanto chorava copiosamente atĂ© que seu tio caminhou lentamente entrando na sala. â Farei com prazer â sem mesmo mais um comentĂĄrio ele enfiou sua faça no estĂŽmago de Enzo fazendo com que seus olhos se arregalassem e enchessem de lĂĄgrimas, se ouviu um grito visceral que provavelmente ecoou por todo castelo, com o homem caĂdo no chĂŁo o rei finalmente soltou sua filha que rastejou atĂ© seu amado em sua frente, sangrando lentamente enquanto olhava para ela com lĂĄgrimas â EstĂĄ tudo bem meu amor, eu estou aqui, fica comigo por favor, fica comigo tĂĄ â atĂ© que ele foi puxando de perto dela. â Leve-o para a masmorra, ele pagarĂĄ por tirar a pureza da princesa de Belmonte â falou o tio com um tom de nojo, ela tentou correr mas logo foi contida por mais seguranças.
Antes que seu tio pudesse voltar, com ajuda de algumas criadas ela conseguiu colocar Enzo na cela de seu cavalo enquanto fugia, seu ferimento jĂĄ nĂŁo sangrava tanto, havia panos para estancar o sangue e ao chegar na casa do homem ela fez de tudo para colocar o homem novamente em sua cama e começou a fazer por ele o que ele havia feito por ela semanas antes, com auxĂlio do livro e algumas coisas que havia aprendido lendo. Com dois dias Enzo acordou e a mulher se escondeu com ele na casa de uma das professoras do vilarejo, era simples, mas ajudaria atĂ© ele se recuperar. â Eu irei lutar â Enzo falou com sua voz baixa e faça enquanto olhava para a mulher que limpava seu ferimento. â VocĂȘ nĂŁo pode, estĂĄ machucado, e eu nem sei se quero voltar pro castelo â ela falou concentrada no corte, nem acreditando no que ele havia falado. â Eu lutarei por vocĂȘ atĂ© o Ășltimo dia da minha vida, pelo seu amor â ele falou lembrando a mĂŁo e passando o dedo pelos cabelos dela. Ele havia mentido, era Ăłbvio que ele nĂŁo sabia lutar, seus mĂŁe o criou para curar, nĂŁo para ferir, mas a mulher ainda o ajudou, eles juntaram as armaduras dela e ele vestiu o capacete na esperança de nĂŁo ser reconhecido. Chegando no castelo a mulher novamente foi recebida por seu pai com sermĂ”es mas na manhĂŁ seguinte começaria o campeonato, Enzo chegou um tanto esperançoso ele sabia que lutaria atĂ© o final pelo seu amor, atĂ© que os sinos tocaram e começou o caos, foram dois derrubados, por pura sorte trĂȘs, depois mais um atĂ© o homem que ele reconheceu como o tio de seu amada veio em sua direção com toda força, com a sua espada ele apunhalou e logo olhou para cima sorridente, atĂ© sentir algo escorrendo de seu peito, o grito de sua amada foi escutado novamente atĂ© que ela veio correndo em sua direção, ele perdeu suas forças nas pernas e caiu ajoelhado, ela o colocou em seu colo enquanto chorava sem parar e acariciava o rosto dele â Eu estou aqui, meu amor eu estou aqui, eu te amo fala comigo por favor â ela falava chorando e soluçando, ele levou novamente os dedos atĂ© os cabelos dela. â Eu falei que ia lutar pelo seu amor atĂ© a morte â ele falou mas logo cuspiu uma grande quantidade de sangue â Eu te amo, minha princesa â falando pausadamente e com dificuldade ele agora guardou sua energia para admirar o presente que a vida avia lhe dado, atĂ© que o ar faltou e assim ele se foi, admirando sua alma gĂȘmea. Ainda em prantos a mulher usou a mĂŁo para fechar os olhos do Ășnico homem que houvera amado em vida, ela sabia que nĂŁo conseguiria, nĂŁo ela nĂŁo aguentaria uma vida com aquela dor, de conhecer o amor e lhe ser tomado tĂŁo cruelmente. Seu pai lhe observava da arquibancada, ela se levantou com as penas tremendo e apontou a espada para seu pai â Eu te odeio para todo sempre â e assim que esbravejou a mulher cravou a espada em seu prĂłprio peito, com toda sua raiva e dor, e logo a escuridĂŁo havia levado Ă s jovens almas apaixonadas.
Tempos Atuas
Enzo passeava pelo parque grande e verde com sua cĂąmera na mĂŁo enquanto observava as famĂlias brincando, cachorros correndo, atĂ© que seu olhar parou em algo que parecia ser uma festa de aniversĂĄrio, um pano rosa jogado na grama com com um bolo em cima, uma mulher um pouco mais velha duas mulheres que pareciam ser da mesma idade e uma criança que batia palmas para uma das mulheres, que usava uma coroa de plĂĄstico, o homem criou coragem e se aproximou, tocou no ombro da mulher que levou sua atenção para ele. Foi como se o mundo tivesse dado pausa e sĂł eles estavam em sintonia â AhmâŠse importaria se eu tirasse uma foto? â ele perguntou um tanto sem jeito. â Por que nĂŁo ? â ela falou sorrindo e ele estendeu a mĂŁo â Meu nome Ă© Enzo, muito prazer â ela apertou a mĂŁo e deu um olhar curioso para ele. â Nos jĂĄ nos conhecemos? â ele riu pois havia pensado a mesma coisa, se sentia atraĂdo pela mulher como um ferro Ă© atraĂdo pelo imĂŁ. â Eu nĂŁo sei â ele falou e deu uma risada. O destino nĂŁo seria cruel de deixar duas almas gĂȘmeas separadas por mais tempo, a pergunta que ficava era; eles se lembrariam ?
acho que tĂĄ meio tarde, amanhĂŁ eu posto, jĂĄ tĂĄ pronto beijos nenas
eita moris acho que sai hoje ainda, tĂŽ inspirada
tĂŽ pra escrever algo bem diferente do meu habitual, mas algo que eu tĂŽ desejando a um tempĂŁo, tomara que eu consiga, uma vibe enzo medieval, espero que gostem
casos ilĂcitos
MatĂas Recalt x f!Reader
Cap 12
Eu sigo em frente com um coração partido. Meu estado desamparado e silencioso. Pode ser que eu nunca mais me abra como me abri pra vocĂȘ.
Avisos: Angst, depressĂŁo, bipolaridade.
Palavras: 5,8 k
A ausĂȘncia de MatĂas em sua vida era na mesma profundidade angustiante, tanto quanto era libertadora e pacĂfica. O seu Ăntimo era uma desordem de emoçÔes: confusa, irritada, desgostosa, mas em outro Ăąngulo tambĂ©m era satisfeita e conformada, tudo ao mesmo tempo, por mais difĂcil que pudesse parecer.
Afinal, nĂŁo consegue se lembrar de qual foi a Ășltima vez em que pode ficar completamente tranquila e nĂŁo se sentir sobrecarregada em relação a sua aparĂȘncia, a ponto de nĂŁo se importar mais para a opiniĂŁo dele ou de qualquer outro cara, podendo fazer as coisas apenas para agradar a si mesma e somente a vocĂȘ. Coisas simples e idiotas que costumavam rondar a sua mente como:
âSerĂĄ que ele vai achar essa roupa legal?â
âE se eu fizer isso no cabelo, serĂĄ que vai ficar bom? O que ele iria achar?â
Pela primeira vez depois de muito tempo, vocĂȘ nĂŁo tinha ninguĂ©m mais a quem agradar, e isso era muito refrescante, uma brisa bem vinda depois do temporal tortuoso pelo qual tem passado. Que se dane comprar roupas na cor favorita dele, na esperança de receber um elogio que nunca chegaria! Que se dane usar os cabelos soltos mesmo quando estava calor, pois ele gostava mais desse jeito! Que se dane o hĂĄbito idiota e estĂșpido de perguntar a ele quais cores vocĂȘ deveria pintar as unhas! Que se dane tudo isso, e ele tambĂ©m.
VocĂȘ faria as coisas do seu jeito agora. Se quisesse usar roupas mais curtas, usaria! Sem se importar se ele ficaria incomodado. Se quisesse usar roupas mais largas, com medo de abrir mĂŁo de sua sensualidade, faria isso tambĂ©m. A opiniĂŁo dele nĂŁo interfere em mais nada em sua vida.
PorĂ©m, uma parte sua sabe que nĂŁo adianta pintar o garoto como vilĂŁo, ao menos nĂŁo neste quesito. NĂŁo Ă© como se MatĂas tivesse ditado alguma vez o jeito que vocĂȘ devesse se vestir, ou se portar durante o relacionamento, ou durante todo o tempo em que se conheceram. A Ășnica culpada era vocĂȘ, pois foi vocĂȘ quem fez de tudo para se adequar aos gostos dele, e tentar chamar atenção para a sua pessoa de forma positiva. Fosse se arrumando mais, usando mais perfume, falando mais doce, tudo em uma tentativa fracassada de fazer ele se apaixonar por vocĂȘ. Sendo a garota perfeita, a amiga perfeita, a amante perfeita, e ainda assim nunca alcançando o topo da lista de prioridades dele.
EntĂŁo, agora que jĂĄ tinha passado por esse labirinto, sĂł restava se reconstruir e se reencontrar no processo. Tentar estilos novos, coisas novas, e se desapegar da sua velha e antiga versĂŁo.
Bem, isso ao menos era o que vocĂȘ dizia a si mesma quando se sentia com Ăąnimo e empoderada, mas a verdade, Ă© que na maior parte do tempo, quando estĂĄ deprimida, e nĂŁo tinha mais a quem dedicar todos os seus atos de auto cuidado e vaidade, vocĂȘ tem ficado largada e desleixada, sem saber muito bem como lidar consigo mesma, ou com sua situação apĂłs o tĂ©rmino.
Poucas eram as vezes em que se levantava da cama para fazer alguma coisa, somente para usar o banheiro e Ă s vezes para comer, jĂĄ que outras apenas pulava as refeiçÔes repetidamente. O banho em si era poucas vezes, somente quando era obrigada a se limpar pois teria que sair. VocĂȘ nĂŁo tem energia nem para cuidar de si mesma, entĂŁo quem dirĂĄ ter uma repaginada completa e se tornar uma versĂŁo melhor de sua pessoa? VocĂȘ sĂł estava contando mentiras a si mesma e se afundando em autopiedade.
Cada semana tem se passado lentamente, com vocĂȘ usando tudo de si para ter calma, e conseguir levar um dia de cada vez. Tem tentado se manter firme e persistente em sua palavra. Sem recaĂdas, sem brechas, sem um Ășnico contato com MatĂas, pois sabia que no momento que vocĂȘ cedesse, nĂŁo teria mais volta. NĂŁo Ă© porque vocĂȘ estĂĄ brava e de coração partido por causa dele, que significa que nĂŁo sente mais falta, afinal, nĂŁo tem como deixar de amar alguĂ©m tĂŁo rĂĄpido assim. Mas no momento, seu coração estĂĄ dividido entre amor (infelizmente), Ăłdio, e uma profunda mĂĄgoa. E nĂŁo quer arriscar ter um relapso e acabar cometendo uma loucura, como voltar com ele por exemplo.
VocĂȘ tentava ver as coisas pelo lado bom sempre, imaginando possibilidades onde poderia sair, conhecer gente nova e quem sabe atĂ© mesmo encontrar um cara que gostasse de vocĂȘ pelo que vocĂȘ era, e nĂŁo somente porque te acha atraente e uma presa fĂĄcil. Mas alguĂ©m que goste do seu humor, de sua personalidade, e que nĂŁo tenha medo de se entregar a um relacionamento concreto e sĂ©rio.
MatĂas foi o seu primeiro namorado. O primeiro pedido, o primeiro anel, o primeiro encontro de verdade, e o Ășnico que vocĂȘ apresentou a seus pais, e a quem dedicou um eu te amo. Em contrapartida, vocĂȘ nĂŁo era nada disso pra ele.
Os restaurantes que ele te levava, provavelmente jĂĄ tinha ido com ela. Os filmes, mĂșsicas que te mostrava, talvez jĂĄ tivesse visto e escutado com ela. VocĂȘ nĂŁo foi a primeira com quem ele decidiu compartilhar uma histĂłria. NĂŁo que isso fosse importante, afinal os amores vem e vĂŁo, Ă© a vida.
Mas de alguma forma, Malena nunca se foi, nĂŁo verdadeiramente pelo menos. O eco das palavras dela ainda ressoavam em seus ouvidos nos lugares mais frĂĄgeis e sensĂveis de sua alma. Ela sempre esteve lĂĄ, com as garras dela o prendendo e o mantendo como refĂ©m, mesmo estando longe, e isso Ă© algo que te incomoda muito. Tem inveja de pensar que a relação deles era tĂŁo forte, que mesmo depois de meses separados, ainda era possĂvel eles sentirem algo um pelo outro.
Se questiona se ele ficou com vocĂȘ apenas para preencher o vazio e a saudade que tinha dela. Talvez ele tenha pensado que arrumando uma nova parceira, conseguiria superar a antiga, e quando percebeu que nĂŁo conseguiria, decidiu ficar com as duas, como o canalha que Ă©. VocĂȘ odiava pensar que era somente alguma garota que fizesse o tipo dele. AlguĂ©m que se encaixava nos padrĂ”es dele para entrar, mas nĂŁo o bastante para permanecer em sua vida.
VocĂȘ fez o seu melhor e nĂŁo foi o suficiente. Foi tĂŁo rĂĄpido pra ele te esquecer e ir com ela assim que terminaram, talvez ele tivesse feito isto agora tambĂ©m. Se encontrado com ela assim que vocĂȘ saiu por aquela porta. A dĂșvida te matava, quantas vezes ele ficou com ela desde que começaram a sair? Era frequente? Assim que vocĂȘ dava as costas ele jĂĄ ligava para ela? Ou era sĂł de vez em quando? No fim, nenhuma das respostas era boa em sua opiniĂŁo, ou te trazia algum tipo de conforto.
Talvez nunca devessem ter começado a sair em primeiro lugar. Se nĂŁo tivessem se conhecido, era mais do que certeza que o retorno dos dois teria sido mais rĂĄpido, sem vocĂȘ sendo um obstĂĄculo no caminho.
Mas se ele a queria desde o começo, porque te procurou depois de tudo? Ele jĂĄ tinha ela nas mĂŁos e vocĂȘs tinham terminado, entĂŁo qual era o propĂłsito? VocĂȘ era um tipo de piada ou algo para inflar o ego dele? Um objeto que ele usufruĂa sabendo que ele te teria sempre que estalasse os dedos e fizesse o mĂnimo de esforço? VocĂȘ deveria ser patĂ©tica aos olhos dele.
VocĂȘ o ama, mas depois de tudo isso, nĂŁo sabe mais se realmente conhece o significado desta palavra, ou se o sentimento que tem por MatĂas era realmente isso. Se recusava a pensar que o amor era assim. O amor deveria ser calmo, fĂĄcil, tranquilo, nĂŁo algo que destrĂłi o coração sempre em que pensa na pessoa.
Ele te feriu, te usou, e nem se importou em ao menos ser honesto no final.
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Conforme a sua vida segue, com vocĂȘ o ignorando como se ele nĂŁo existisse, finalmente chega uma hora que vocĂȘ se perde, e nem se lembra mais hĂĄ quanto tempo estĂŁo separados. Semanas? Meses? E afinal, valia a pena ficar contando esse tipo de coisa? NĂŁo iriam voltar! isso era passado, entĂŁo que se foda o tempo que estĂĄ em abstinĂȘncia dele, pois isso seria permanente de agora em diante.
Mas essa ignorĂąncia e paz acaba, com a noção de tempo batendo em sua porta assim que uma encomenda chega em sua casa, te deixando confusa e curiosa para saber a respeito do que se tratava. Seu coração bate mais rĂĄpido ao ver que Ă© um ĂĄlbum de fotos do casamento de sua irmĂŁ, o qual vocĂȘ e MatĂas foram juntos oficialmente como um casal pela primeira vez. VocĂȘ se lembra de como foi ingĂȘnua em pensar que aquela vez seria a primeira de muitas das comemoraçÔes que ele passaria junto com sua famĂlia. Mas agora jĂĄ era! Esqueça os aniversĂĄrios de seus pais, ou os churrascos no final de semana com mĂșsica alta, isso nĂŁo iria mais acontecer em um futuro prĂłximo, ou em qualquer futuro na verdade.
Ele arruinou tudo isso quando decidiu abrir mĂŁo de vocĂȘ pra dormir com outra pessoa, pra se entregar, cuidar, e talvez o pior de todos, para amar, outro alguĂ©m. Ele poderia fazer todas essas coisas com ela agora, o que pelo jeito foi o que ele sempre quis, antes, durante, e com certeza depois de te conhecer e ficar com vocĂȘ.
Mas com um suspiro pesado e deixando esses pensamentos infelizes de lado, vocĂȘ abre o embrulho, e começa a olhar as fotos. VocĂȘ gostaria de dizer que folheou todas, mas a verdade Ă© que parou assim que viu a primeira. Era uma imagem contendo os noivos, e ambas as famĂlias, inclusive o seu namorado. Bom, ex-namorado, na verdade. VocĂȘ jĂĄ deveria ter se acostumado com isso nesta altura do campeonato.
Ele estava muito bonito na fotografia, assim como vocĂȘ que estava ao lado, e vocĂȘ gostava de pensar que faziam um belo casal, pelo menos na frente de uma cĂąmera. Ainda se recorda do perfume que ele estava usando na ocasiĂŁo, do caimento que a roupa formal trouxe ao corpo dele o deixando mais sexy. Se lembra das conversas, das danças, da comida gostosa que desfrutaram juntos, e da intimidade que tiveram um com o outro.
Em meio ao papel de embrulho, vocĂȘ nota um pequeno cartĂŁo retangular com uma escrita em uma letra perfeita, que vocĂȘ reconhece imediatamente como sendo a de sua irmĂŁ:
"Obrigado por comparecerem ao casamento, significou muito pra genteâ
Obs: Enviei algumas cópias a mais pro seu namorado ter alguma de recordação.
E entĂŁo se dĂĄ conta de que junto ao ĂĄlbum, tem algumas fotos duplicadas em uma pequena separação na parte de trĂĄs, as quais vocĂȘ nĂŁo quer ver nem de relance agora.
Ex.
Ex namorado.
VocĂȘ sente a necessidade de corrigir o cartĂŁo, como se isso de alguma forma fosse te ajudar a processar melhor o tĂ©rmino e aceitar que tudo acabou. Se Ă© que um dia realmente teve um começo, jĂĄ que nĂŁo sabe se podia chamar aquilo de namoro.
Uma relação de apenas algumas semanas, com um pedido idiota refeito de um relacionamento anterior, um eu te amo nĂŁo dito de volta, e ainda por cima completamente construĂdo em cima de mentiras e omissĂ”es por parte dele.
VocĂȘ passa a ponta dos dedos pela primeira fotografia, bem no rosto do MatĂas, como se estivesse de fato o tocando, e o acariciando. Ă engraçado como o mesmo rosto que vocĂȘ quer encher de tapas, Ă© o mesmo que vocĂȘ quer preencher de beijos e toques suaves. Mas depois desse momento de delĂrio e fraqueza, vocĂȘ desvia o olhar do rosto dele na foto, com vergonha, como se ele tivesse realmente presenciado o seu momentĂąneo deslize de carinho com ele. Pelo amor de Deus! Ă sĂł uma droga de foto e vocĂȘ jĂĄ fica desnorteada e comovida desse jeito. Se recompondo, vocĂȘ percebe a data ao canto da foto, e a comparando com a do seu telefone (o qual sim! vocĂȘ jĂĄ havia trocado o papel de parede) se dĂĄ conta de hĂĄ quanto tempo foi tudo isso.
Dois meses. Dois meses sem ele. Quase a metade do tempo que ficaram juntos, jĂĄ que cinco meses foram ficando e quase um de namoro. Dois meses desde o dia que seu mundo virou de cabeça pra baixo e foi destruĂdo (Sim, vocĂȘ Ă© bem dramĂĄtica Ă s vezes). Dois meses desde o dia da sua confissĂŁo que hoje sĂł traz vergonha e arrependimento, e desde que tudo se desfez e se transformou em cinzas. No final de contas, o relacionamento de vocĂȘs nĂŁo era tĂŁo concreto como vocĂȘ queria acreditar.
VocĂȘ tem raiva de Malena, e em seus sonhos mais Ăntimos, vocĂȘ a destrĂłi assim como ela fez com vocĂȘ. Nesse cenĂĄrio vocĂȘ voltava com MatĂas, e o esfregava na cara dela. Mostrando como ele esteve na sua cola desde o rompimento e nĂŁo te deixou em paz atĂ© que reatassem, em uma espĂ©cie de: âViu? Ele estĂĄ comigo agora, ele Ă© meu!â, mas isso sĂł duraria atĂ© ele se desvencilhar de seus braços e voltasse para ela no minuto seguinte, te deixando Ă deriva e desamparada. Nos piores dos sonhos, vocĂȘ conseguia ver nitidamente cena diabĂłlica em sua frente, os dois nos braços um do outro, em um beijo desesperado com as mĂŁos dele percorrendo o corpo dela com fervor, assim como faziam com vocĂȘ. Em outra versĂŁo, o beijo nĂŁo duraria muito atĂ© que ele despisse ela completamente, e começassem a se atracar como dois animais no cio. Mas independentemente de quais desses dois pesadelos fossem o escolhido da vez, vocĂȘ sempre terminava igual: aos prantos atĂ© voltar a dormir.
O seu desprezo por ela era grande, mas tambĂ©m era acompanhado de certa forma por um pouco de gratidĂŁo, afinal, se nĂŁo fosse por ela, quanto tempo iria demorar atĂ© vocĂȘ descobrir tudo? Se Ă© que iria descobrir, jĂĄ que duvidava que MatĂas algum dia te contaria alguma coisa.
Em suma, vocĂȘ nunca esteve tĂŁo deprimida e tĂŁo confusa em toda a sua vida. Mas em contrapartida, tambĂ©m nunca esteve com as notas de suas grades curriculares tĂŁo altas, jĂĄ que tem se mantido mergulhada nos livros para se manter ocupada e distraĂda. Se nĂŁo fosse boa no amor, entĂŁo seria boa em outra coisa.
Adotou a prĂĄtica de tentar novos desafios para passar o tempo. Ă claro, nas primeiras semanas foram o choro desenfreado (o que ainda acontecia de vez em quando) mas tentou tirar o foco disso e fazer outras atividades: exercĂcios fĂsicos, se aplicar mais aos seus estudos, visitar novos lugares, e atĂ© mesmo começar a cozinhar mais e tentar receitas que vocĂȘ sempre teve curiosidade em experimentar.
Mas o seu humor tambĂ©m estava muito bipolar. Se em uma semana vocĂȘ estava correndo pela manhĂŁ, preparando uma comida saudĂĄvel e balanceada no almoço, estudando durante o dia e visitando uma galeria de arte a tarde, na semana seguinte vocĂȘ gastava o dia inteiro no sofĂĄ, se empanturrando de sorvete e sentindo pena de si mesma, jĂĄ que autopiedade tambĂ©m tem se tornado uma companheira corriqueira em sua vida.
Basicamente, toda vez que pensa que estĂĄ bem, que estĂĄ voltando a ser a versĂŁo antiga sua, a versĂŁo prĂ© - MatĂas, e prĂ© coração partido, vocĂȘ volta Ă estaca zero e se encontra tĂŁo triste quanto no dia em que descobriu tudo.
VocĂȘ odiava se sentir assim. Tinha coisas tĂŁo piores acontecendo no mundo e vocĂȘ estava nesse estado deplorĂĄvel apenas por causa de um simples tĂ©rmino. Mas ele era tudo o que vocĂȘ tinha, vocĂȘ perdeu nĂŁo apenas um namorado, mas tambĂ©m um amigo. A pessoa que te entendia como ninguĂ©m e ainda assim teve a coragem de te machucar para ter um momento de prazer com outra pessoa.
VocĂȘ vai superar ele, vocĂȘ precisa superar ele, nem que seja a Ășltima coisa que vocĂȘ faça.
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VocĂȘ consegue admitir que tem dias bons e dias ruins no tĂ©rmino, isso era fato. Os bons, era quando vocĂȘ tinha o dia tĂŁo corrido que nem conseguia parar pra pensar nas coisas direito, sĂł cumpria com as suas obrigaçÔes e tarefas, e quando voltava para casa cansada, sĂł se jogava na cama e desmaiava atĂ© acordar no dia seguinte. E com sorte, nĂŁo teria nenhum sonho inconveniente para te incomodar naquela noite. Os ruins, era quando ficava desocupada e refĂ©m de seus prĂłprios pensamentos intrusivos ou armadilhas. Juntamente com aqueles dias em que tudo parecia ter sido feito exatamente para te fazer ficar com raiva, e estressada, como se tudo fosse premeditado para esse simples propĂłsito, e hoje, era um bom exemplo de um dia ruim.
Tinha um trabalho da faculdade de extrema importĂąncia para entregar na prĂłxima semana e queria que tudo saĂsse perfeito, mas nem tudo estava indo do seu jeito, infelizmente. Em meio as revisĂ”es que estava fazendo, percebeu que alguns pontos nĂŁo ficaram muito bem esclarecidos, ou foram mostrados superficialmente, tirando outros tĂłpicos que estavam redundantes. Teria que consertar aquilo rapidamente, e como nĂŁo encontrou muito na internet ou na biblioteca virtual da universidade, teria que ir buscar alguns livros na biblioteca do cĂąmpus presencialmente, para aĂ reescrever algumas pĂĄginas e fazer uma revisĂŁo nos textos e slides da apresentação. TambĂ©m teria que repassar com suas amigas a parte de cada uma, o que graças a Deus todas estavam ajudando e dando o seu melhor para tambĂ©m terem uma boa nota.
Assim que sai do elevador, dando na portaria do prĂ©dio e pronta para sair ao seu destino, Ă© interceptada pelo porteiro e a sĂndica, que pareciam estar conversando sobre algo antes de vocĂȘ chegar:
- Boa tarde mocinha, na hora certa - O porteiro te cumprimenta, se virando para pegar algo junto as coisas no balcĂŁo dele, te deixando junto com a mulher, que te recebe com um sorriso simpĂĄtico - Chegou mais um hoje, sem falta. â Diz, se virando de volta para vocĂȘ e desta vez com algo em mĂŁos.
Um buquĂȘ de flores, vocĂȘ percebe.
Um arranjo lindo, com um aroma doce e delicado, em uma cor harmoniosa, combinando as pĂ©talas macias com o embrulho que rodeava todo o comprimento. Era lindo. Muito bonito, e nĂŁo precisava perguntar quem havia mandado, pois jĂĄ imaginava de quem era. Ele sabia os seus pontos fracos, e estava usando disso para te deixar confusa e vulnerĂĄvel. Mas vocĂȘ nĂŁo vai mais cair nesses jogos, nĂŁo mais.
Os dois mais velhos Ă sua frente esperam uma reação sua, mas vocĂȘ nĂŁo atende as expectativas deles indo de cara ao presente, somente estendendo a mĂŁo e passando os dedos pelas pĂ©talas, agarrando furtivamente o pequeno cartĂŁo que estava junto a planta, e se afastando logo em seguida:
- Pode jogar fora. â Responde desinteressada e com expressĂŁo neutra.
O sorriso da mulher ao seu lado cai, juntamente com a expressão alegre e esperançosa de presenciar um pouco do amor jovem, o que para o descontentamento dela, não iria acontecer:
- Qual Ă©? JĂĄ estĂĄ começando a me dar dĂł do pobre rapaz, o que ele pode ter feito de tĂŁo ruim pra merecer isso? â Interfere o porteiro, se sentindo mal pelo garoto e discordando de sua atitude para com ele.
Mas como vocĂȘ poderia explicar tudo sem se sentir humilhada e ridicularizada no processo? Era impossĂvel, entĂŁo decide ficar quieta para enviar o recado de que nĂŁo quer expor nada, e deixa a expressĂŁo sĂ©ria. E aparentemente Ă© o bastante para ele entender, que independente do que fosse, era ruim o suficiente para vocĂȘ nĂŁo querer compartilhar com ninguĂ©m, e parar com as perguntas indesejadas:
- Ele não estå aqui, né? - Questiona azeda e aflita.
-NĂŁo â Nega o homem rapidamente â Ele ficou um tempĂŁo do lado de fora e foi embora faz uma meia hora. - Explica o porteiro com a cara fechada, e vocĂȘ nĂŁo deixa de notar que ele exaltou de propĂłsito o fato do garoto ter ficado um perĂodo longo de tempo do lado exterior do prĂ©dio (jĂĄ que vocĂȘ o proibiu de entrar e ele se recusava a ir embora), provavelmente querendo arrancar uma reação de pena ou comoção sua, o que de novo, nĂŁo vai acontecer:
- Ătimo - Suspira aliviada, fazendo o senhor revirar os olhos discretamente com sua resposta, o que vocĂȘ ignora e continua - Pode jogar fora, ou dar pra alguĂ©m, realmente nĂŁo me importo - Reafirma sua decisĂŁo anterior, se dirigindo ao portĂŁo para sair, querendo encerrar logo tudo isso.
- Mas elas sĂŁo tĂŁo lindas â Diz a senhora sĂndica, se colocando na conversa pela primeira vez e tentando te fazer mudar de idĂ©ia com um suspiro tristonho.
Ao ver os olhos brilhantes dela com o arranjo colorido, uma ideia surge em sua mente:
- EntĂŁo sĂŁo suas - Pega as flores da mĂŁo do homem e entrega a mulher, que fica surpresa com a sua ação - Aceite como um presente meu, por favor. - Diz, querendo que pelo menos alguĂ©m saĂsse feliz dessa histĂłria.
VocĂȘ pensa que ela vai tentar negar por educação ou algo assim, mas ela nĂŁo se dĂĄ ao trabalho de tentar fingir, pelo o contrĂĄrio, quando ela vĂȘ que vocĂȘ estĂĄ falando sĂ©rio, e que realmente estĂĄ a presenteando, ela abre um sorriso enorme e contente, consequentemente arrancando um sorriso seu tambĂ©m pelo o acordo bem sucedido, e contentamento de ambas as partes.
- Obrigado querida. - Ela agradece, pegando o arranjo e o trazendo para perto, cheirando as pétalas coloridas.
O senhor ao lado das duas nĂŁo parece alegre com o rumo que as flores tomaram, mas vocĂȘ nĂŁo poderia se importar menos. Era sĂł o que te faltava, MatĂas ter arrumado mais um fĂŁ em seu cĂrculo social.
- De nada, vou indo agora. - Se despede dos mais velhos, deixando um dos rostos sério e o outro com um semblante iluminado e vivo, te deixando um pouco melhor com toda a situação.
VocĂȘ sabe que tomou a decisĂŁo correta, pois se aceitasse o presente dele, Ă© como se estivesse o convidando de volta para a sua vida. Como se estivesse o perdoando por todas as transgressĂ”es que ele cometeu com vocĂȘ, e isso nunca iria acontecer. Mas ainda assim, doĂa, e machucava muito. E indo contra tudo o que tem prometido a si mesma, de que nĂŁo teria mais nenhum contato ou notĂcias dele, nĂŁo consegue evitar de abrir e ler o cartĂŁo assim que estĂĄ fora da vista de todos na sala quase vazia da biblioteca:
âNega-me o pĂŁo, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.â - Pablo Neruda
Abaixo do pequeno verso do poema tem uma nota de rodapé:
âPrecisamos conversar, por favor, me liga.â
VocĂȘ sĂł revira os olhos ao notar um pequeno coração rabiscado no final da frase. E mesmo dizendo em pensamento que odiou o gesto e nĂŁo estĂĄ nenhum pouco afetada com tudo isso, se pega guardando o cartĂŁo no bolso traseiro da calça, para depois guardĂĄ-lo na gaveta de sua cĂŽmoda, escondido junto com todos os outros que ele tem te enviado desde o ocorrido.
A primeira vez que ele te enviou flores depois do tĂ©rmino nada amigĂĄvel, te pegou de surpresa e te abalou totalmente. Mas depois de pegar as plantas em suas mĂŁos e sentir uma tremenda e imensa raiva, sĂł as jogou fora na primeira lixeira que encontrou (a de sua sala) e seguiu com a sua vida. SĂł depois de um tempo, em um momento de maior calma e reflexĂŁo, que foi recolhĂȘ-la de sua lixeira, Ă© que viu o cartĂŁo, o primeiro de muitos que ainda viriam pela frente.
Sempre palavras romĂąnticas e bem articuladas. Algumas novas para vocĂȘ, e outras de obras que vocĂȘ jĂĄ conhecia e amava de coração. NĂŁo sabia se era proposital, ou se era apenas uma infeliz coincidĂȘncia, jĂĄ que duvidava muito que ele se lembrasse dos livros que vocĂȘ lia. E mesmo pensando vĂĄrias vezes em queimĂĄ-los ou descartĂĄ-los em algum lugar, sempre se pegava os admirando e sonhando com uma versĂŁo alternativa de tudo. Um multiverso onde nĂŁo tinham brigado, e ele nĂŁo tinha te traĂdo, ou no pior dos casos, nem ao menos tinham se conhecido, pois assim nĂŁo teria esse amor unilateral e a dor te acompanhando e te assolando sempre.
Em um momento diferente, esses mimos teriam te causado borboletas no estÎmago, e bochechas coradas. Hoje, só te trazem rancor e ressentimento, com um sentimento oculto e enterrado em seu interior, que por algum motivo, ainda te fazem manter esses pequenos pedaços de papel como se fossem o seu bem mais precioso. E talvez, só talvez, seja porque um dia a pessoa quem o enviara, realmente fora isso, mas não era mais.
EntĂŁo nĂŁo tinha o porque de ficar com flores que rapidamente perderiam a vida e a cor, e sĂł te deixaria pior toda a vez que as olhasse. Mas por enquanto, sĂł por enquanto, alimentaria o seu lado egoĂsta e faminto por afeição e guardaria as notas, tanto na sua gaveta, quanto no seu coração, mesmo que em uma parte completamente mais sombria e gelada do que costumava ser.
SĂł por enquanto.
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Quando vocĂȘ retorna da biblioteca jĂĄ com o material em mĂŁos, vai correndo tomar um banho (o que jĂĄ era um avanço comparado aos outros dias), e se enfia em suas roupas mais macias e confortĂĄveis. Aproveita o momento em que estĂĄ revirando suas gavetas para guardar o pedaço de papel junto com os outros em uma pequena caixa, ao lado das meias no pequeno espaço. ApĂłs isso, vai para a sala e se acomoda no sofĂĄ para ler um livro e tomar um chĂĄ quente em contraste com o dia frio do lado de fora, para depois realmente começar o trabalho de verdade.
Vinte pĂĄginas, e trĂȘs xĂcaras mais tarde, vocĂȘ decide parar de procrastinar e fazer logo o que precisa para encerrar o dia, e poder ir descansar sabendo que nĂŁo deixou nada para a manhĂŁ seguinte. Começa alterando alguns parĂĄgrafos, e adicionando informaçÔes ao corpo, atĂ© ele ter um formato, e estrutura que te agrade e te deixe satisfeita com o resultado. VocĂȘ lĂȘ e relĂȘ diversas frases repetidas vezes atĂ© elas pararem de fazer sentido, e as letras começarem a embaralhar, e Ă© neste momento que vocĂȘ sabe que jĂĄ Ă© o bastante.
Com os olhos jĂĄ pesados por conta do sono, vocĂȘ salva o arquivo com todas as alteraçÔes e envia ao grupo, para todas revisarem e ficarem a par de todas as mudanças e atualizaçÔes. Mas assim que deixa o laptop na mesa, pronta para ir para o quarto, sua atenção Ă© desviada novamente para a tela se acendendo juntamente com o som de uma nova notificação, a qual vocĂȘ quase perdeu pela pressa. E antes que consiga checar o que era, a tela se ilumina de novo, com o Ăcone de ligação e uma foto grande aparecendo.
Uma ligação de vĂdeo. De sua irmĂŁ.
âTudo o que eu precisava agoraâ, vocĂȘ pensa, soltando um bufo cansado.
VocĂȘ agradece a si mesma por nĂŁo ter chorado neste dia e ter tomado um banho, estando minimamente apresentĂĄvel, e se endireita em seu lugar, atendendo a chamada. Pois sabia que se começasse a ignorar as ligaçÔes ou mensagens dela, iria ser pior ainda e levantaria suspeitas, isso se ela jĂĄ nĂŁo tivesse nenhuma com o seu simiço. SĂł esperava que pudesse evitar de tocar no assunto namorado o mĂĄximo que pudesse:
- Oi sumidinha, nĂŁo falou mais comigo â Comenta sua irmĂŁ assim que a tela a revela, aparentemente em um quarto de hotel, de costas para uma sacada com vista para o mar, com a pele mais bronzeada, e um grande sorriso no rosto, linda como sempre.
- Foi mal, a faculdade tĂĄ um saco â VocĂȘ responde, trazendo a xĂcara, agora cheia do lĂquido quente de volta aos lĂĄbios.
- E o Matias? Ele estå a� Gostou das fotos? - Pergunta sua irmã, animada para saber a reação do rapaz.
VocĂȘ trava. O momento que vocĂȘ tanto temia chegou. O que deveria dizer? Contar a verdade e deixĂĄ-la preocupada? Arruinando a viagem estendida e maravilhosa que o casal estava tendo de lua de mel? NĂŁo queria trazer ou causar problemas, eles jĂĄ fizeram tanto por vocĂȘ, e era injusto ter que arrastar suas confusĂ”es atĂ© sua irmĂŁ super protetora que largaria tudo sĂł para ter certeza de que vocĂȘ ficaria bem, e acabar com tudo. Com um engolir em seco, vocĂȘ se decide e age como deve, como uma mulher adulta que era capaz de lidar com as prĂłprias merdas, e que sabia qual deveria ser a prĂłxima ação a ser tomada:
- Sim, ele adorou â Mente descaradamente.
NĂŁo iria contar do tĂ©rmino, nĂŁo ainda pelo menos. Pois mesmo que conseguisse passar por toda a conversa, narrando o que aconteceu, sem se debulhar em lĂĄgrimas (O que achava difĂcil) tem certeza de que ela nĂŁo acreditaria em sua pose e iria vir te checar de qualquer maneira. EntĂŁo antes que ela possa dizer mais alguma coisa, vocĂȘ emenda com uma pergunta pra mudar o foco da conversa, e com sorte fazĂȘ-la esquecer-se do rapaz por enquanto - E aĂ como tĂĄ? - Questiona, controlando a tensĂŁo em sua voz.
Se ela nota a sua tentativa, ou desvio de assunto, deixa passar e nĂŁo comenta nada. Te dando brecha, o que te deixa mais aliviada:
- TĂĄ tudo bem, tudo Ăłtimo, a gente foi hoje mais cedo em uma cachoeira e..- Sua irmĂŁ começa a relatar um dos vĂĄrios pontos turĂsticos que ela fora conhecer com seu noivo pela cidade. As lojas, os restaurantes, as obras artĂsticas que tinham espalhada pelo local, e te prometendo um presente quando retornar e te rever.
VocĂȘs conversam a respeito de tudo e nada ao mesmo tempo. Ela te fala de como estĂĄ gostando das praias, e do sol, mesmo nĂŁo sendo muito fĂŁ do calor, e vocĂȘ conta como estĂĄ sobrevivendo ao frio com um chĂĄ enquanto terminava os trabalhos da faculdade, o que ela responde com um sorriso malicioso e zombeteiro, dizendo que pelo menos agora vocĂȘ teria alguĂ©m para te âesquentarâ, o que vocĂȘ sĂł desconversa falando que trocaria tudo sĂł para poder ver o pĂŽr do sol no litoral, e ela atende o seu pedido, carregando o notebook dela atĂ© a sacada, te mostrando, ainda que virtualmente um pouco da visĂŁo paradisĂaca dela.
- E o seu marido, nĂŁo deveria estar com vocĂȘ agora? - Pergunta a provocando quando ela retorna a cama.
- TĂĄ no banho, e depois vai se trocar pra gente sair mais tarde - Ela te conta, explicando que usou este pouco tempo para falar com a mĂŁe de vocĂȘs e aproveitou para te ligar e conferir como tudo estava. Atenciosa e cuidadosa como sempre.
Quando Wagner sai do banho, jĂĄ arrumado, apenas com o cabelo levemente despenteado, e aparece de relance na tela, te dando um breve e animado âOi gatinha, tudo bem?â, vocĂȘs decidem que Ă© hora de encerrarem a chamada, mas ela te para um pouco antes de vocĂȘ clicar no Ăcone vermelho:
- Sabe que pode me contar tudo né? - Ela fala, com o tom terno e calmo na voz.
E antes que possa pensar demais no assunto e fazer algo de que possa se arrepender mais tarde, a responde com uma falsa tranquilidade:
-Eu sei - A diz - Obrigado pelo papo e bom jantar para os dois - Termina com pressa e desligando antes que desmorone na frente dela. Sabia que era necessĂĄrio apenas mais uma gota para que o seu copo transbordasse de vez.
ApĂłs a finalização da chamada de vĂdeo, vocĂȘ retorna atĂ© o sofĂĄ para se enrolar em uma manta e tentar assistir um pouco de tv para distrair. Limpa as lĂĄgrimas que começam querer a escorrer e se nega a deixar elas vencerem. VocĂȘ nĂŁo resistiu Ă s flores e ao poema para se deixar abater agora.
Que belo jeito de passar uma sexta-feira Ă noite. Chorando por causa de um idiota que nĂŁo aguentou ficar com o pau longe da ex por muito tempo. VocĂȘ se sentia realmente uma trouxa, sofrendo por quem jĂĄ estava mais do que claro que nĂŁo te queria, nĂŁo para nada alĂ©m do sexo pelo menos.
A sua mente te levava para lugares sombrios, imaginando o que ele deveria estar fazendo agora. Ele deveria estar neste momento em alguma boate ou em alguma resenha com os caras que um dia foram os seus amigos, mas que vocĂȘ tambĂ©m havia se distanciado por conta do clima ruim. Ou talvez o ex casal tenha reatado e estivesse em uma festa super badalada, dançando com os corpos quase colados e se esfregando de uma maneira sensual e suja, enquanto vocĂȘ estĂĄ aqui. Sozinha. Como sempre temeu.
Em algum momento teria que sair dessa fossa e se libertar dessa prisĂŁo que te consumia. Mas era tĂŁo difĂcil. Como seguir em frente com flores chegando todos os dias em sua casa? Com bilhetes colados que vocĂȘ se pegava lendo e relendo todas as vezes. Palavras que um dia te soaram tĂŁo sinceras, mas que hoje sĂł te pareciam insultos lançados em sua direção.
Uma hora essa dor teria que passar, Ă© o que todas as suas amigas, revistas e blogs de relacionamento tinham lhe dito. E vocĂȘ esperava sinceramente que isso fosse verdade. AtĂ© lĂĄ, retardaria algum possĂvel reencontro com ele o mĂĄximo que pudesse, na esperança de que ele te esquecesse, e parasse com essas demonstraçÔes ridĂculas na tentativa de conseguir o seu perdĂŁo.
Sua atenção Ă© desviada da televisĂŁo novamente com o som de notificação vindo do laptop, com a tela se acendendo, mas desta vez com uma nova mensagem em seu e-mail acadĂȘmico, o qual vocĂȘ vai correndo para conferir do que se tratava, jĂĄ que estranhou algum tipo de comunicação da coordenação em plena sexta apĂłs o horĂĄrio das aulas.
E se depara com o seguinte aviso:
âAlunos do Primeiro ano, lembrando que a apresentação do seminĂĄrio serĂĄ na semana que vem, e valerĂĄ 50% da nota, entĂŁo espero que tenham se dedicado bastante ao projeto. Passando tambĂ©m para avisar que houve uma pequena modificação, e agora alĂ©m de apresentarem o trabalho para seus colegas, a turma do Segundo ano tambĂ©m se juntarĂĄ para assistir, entĂŁo se comprometam e se esforcem ao dobro para mostrarem um bom desempenho aos mais velhos, quaisquer dĂșvida estou a disposiçãoâ
E assim termina a mensagem breve com mais informaçÔes de contato, e horårios dos professores.
O seu coração pra por um segundo quando o entendimento te bate. VocĂȘ nĂŁo se importaria de ter que se apresentar para uma turma a mais, longe disso, a menos que fosse essa turma.
Segundo ano. A turma do MatĂas.
VocĂȘs compartilhavam algumas aulas juntos, jĂĄ que eventualmente alguns professores determinavam que iriam unificar as turmas por algum motivo acadĂȘmico, para alguma palestra ou projeto mais elaborado, mas isso nĂŁo acontecia hĂĄ tanto tempo que vocĂȘ jĂĄ havia atĂ© se esquecido que acontecia.
Que merda.
Droga.
Porcaria.
Justo agora, que vocĂȘ estĂĄ pagando para nĂŁo ver ele. No final das contas, contra todos os seus esforços e vontade, o reencontro de vocĂȘs pode nĂŁo demorar tanto assim para acontecer.
Ă um capĂtulo mais curtinho mas espero que tenham gostado. đ«¶đ©” obrigado a todos pela compreensĂŁo e os comentĂĄrios carinhosos que deixaram pra mim, realmente tem me ajudado muito neste momento đ„șđ. Sextou, e atĂ© o prĂłximo đ
achei q ele ia mandar mensagem no site da faculdade
opa, esqueceu de me bloquear no portal do aluno
eu e @flowersephone gostarĂamos d compartilhar um simĂłn core
DESCULPA AMOR DELIREI SĂRIO
Declaração de amor, por Matias Recalt
feliz dia dos namorados, nenas
rafinhaaaaaa faz um hc do cast onde eles tem que cuidar do bebĂȘ deles enquanto a header tĂĄ viajando
quem vc acha q iria ficar super tranquilo e se dar super bem e quem ficaria meio desesperado?
SIMPLESMENTE AMEI MUITO A IDEIA DESSE HEADCANON AQUI VOU TER QUE HABLAR đ€âïž
o Enzo simplesmente pra mim Ă© MUITO dad material, entĂŁo pra ele ia ser bem natural. sinto que se vocĂȘs tivessem uma filha ela ia ser totalmente apaixonadinha pelo pai (como todas as mulheres do mundo). sua filha nem ia sentir falta quando vocĂȘ viajasse, sĂł quando quisesse peito. vocĂȘ ia encher o Enzo de mensagens pedindo atualizaçÔes e ele sempre mandaria uma foto da nenĂȘ deitada no peito dele ou quietinha se entretendo com o mĂłbile do berço. sempre arrumadinha, claro. o Enzo adora tomar banho com ela, carregando ela pertinho do peito dele deixando a ĂĄgua morninha do chuveiro lavar as costinhas. e ama vestir ela igual uma bonequinha, cheia de tiarinhas e luvinhas. passar vocĂȘ ia ficar PUTA querendo saber porque ela nunca chorava com ele e abria o berreiro contigo. mas no fundo, ia ficar mais satisfeita de ter um marido tĂŁo cuidadoso.
vocĂȘ ia morrer de medo de deixar o MatĂas sozinho com o bebĂȘ. nĂŁo que ele nĂŁo seja o bom pai, pelo contrĂĄrio. ele cuida muito bem do bebĂȘ e sempre acorda durante a noite contigo, seja para ficar te fazendo massagem enquanto vocĂȘ amamenta ou fazer ela arrotar depois. MAS O MATĂAS SIMPLESMENTE Ă DOIDO. no primeiro mĂȘs de vida da criança ele jĂĄ chegou em casa com um carrinho de brinquedo pro nenĂȘ dirigir, esquecendo do fato que o pobi nĂŁo tem condição nem de ficar sentado sozinho. ele ia te encher de fotos do bebĂȘ de Ăłculos de sol numa cadeirinha acoplada a bicicleta dele ou o bebĂȘ pelado brincando na terra. o pai + desnaturado da LATAM.
o Esteban apesar de ser dad material tambĂ©m, parece bem cuidadoso. ele ia ficar cheio de medo de cuidar dela sozinha. medo da bebĂȘ chorar de saudades, de passar fome, de ficar achando que vocĂȘ abandonou ela. nĂŁo ia nem dormir direito, sĂł corujando a coitada. ia levar um colchĂŁo pro quartinho dela e botar bem ao pĂ© do berço caso ela acordasse chorando de madrugada. ia dar muito carinho, beijando o rostinho, dizendo que a ama. e ia te ligar todos os dias e botar a ligação no viva-voz para ela ouvir sua voz e saber que vocĂȘ nĂŁo tinha abandonado ela coisa nenhuma.
o AgustĂn Ă© pai de carteirinha, mesmo sendo o primeiro bebĂȘ de vocĂȘs. ia montar todo um itinerante pro bebĂȘ nĂŁo ficar triste. ia levar ele pra passear, levar em algum parquinho para interagir com outros nenĂȘs, convidar os amigos pra ele ver rostos novos, tudo em prol da saĂșde da criança. ia fazer questĂŁo de alimentar ele muito bem, comprando inĂșmeras papinhas e a melhor fĂłrmula da farmĂĄcia. no entanto, acho que todo mundo concorda que ele Ă© o tipo de homem que nĂŁo vive sem a mulher, entĂŁo cuidar do filho de vocĂȘs SOZINHO ia deixar ele bem sensĂvel. afinal, ele ama quando vĂȘ vocĂȘ amamentando ou conversando com o bebĂȘ.
o Pipe ia ficar maluco cuidando de um bebĂȘ sozinho. ia te mandar mensagem o dia INTEIRO. "amor, ela espirrou 3 vezes. Ă© normal?" "AMOR ELA SOLUĂOU", "amor eu troquei a fralda dela hj 3 vezes ta mt suspeito". o bichĂŁo nĂŁo ia fazer nada sem te consultar antes. mas, depois que vocĂȘ voltasse ele ia ficar todo orgulhoso do seu desempenho, falando que a nenĂȘ nem tinha sentido saudades de vocĂȘ (ele chorou a primeira vez que ela chorou, falando que queria vocĂȘ em casa).
o SimĂłn ia logo pegar as malas do bebĂȘ e baixar na casa da mĂŁe dele pedindo ajuda nos primeiros dias. depois ele ia ganhar mais confiança e cuidar dele sozinho. ia te mandar vĂĄrios vĂdeos do nenĂȘ tomando banho ou dele cantando cançÔes de ninar pro filho de vocĂȘs cair no sono. ia dar a louca e comprar um monte de brinquedo e parafernalha pra compensar a sua falta e ia te ligar todo manhoso falando que sentia sua falta e que urgia a necessidade de dormir vocĂȘs trĂȘs juntos na cama.
o Blas ia rezar toda noite pra que vocĂȘ voltasse rĂĄpido. ele Ă© incrivelmente talentoso com crianças, embora seja meio sem jeito. o bebĂȘ ama ele. nĂŁo chora nem dĂĄ piti, mas mesmo assim ele sente que nĂŁo estĂĄ fazendo o suficiente. nĂŁo Ă© muito confiante nele mesmo, mas sempre estĂĄ com o bebĂȘ no colo e se nega a dormir em outro quarto que o dele. gosta de ficar de pai coruja atĂ© vocĂȘ voltar. se vocĂȘ perguntar, ele nĂŁo teve dificuldade alguma (ele se tremendo por dentro).
RQFAELA EU TĂ OVULANDO
olaaa, aceitam alguns pensamentos sobre matias br core? âïžđ
matias bebado em uma festa que nem um furacĂŁo, rindo e quebrando horrores sem ficar com o copo vazio nem por alguns segundos, e ainda por cima tem a brilhante ideia de misturar cerveja e vodca e energĂ©tico. quando vocĂȘ vĂȘ que ele jĂĄ tĂĄ quase passando os limites de tĂŁo bebado (apesar de estar muito engraçado, mas vocĂȘ Ă© a namorada responsĂĄvel dele, jĂĄ que escolheu namorar um homem que tem a energia de criança que precisa usar coleira de tĂŁo levada) vai dando copos de ĂĄgua na mĂŁo dele, mas mesmo assim vĂȘ ele indo sorrateiramente - ou tentando - pro bar, e quando vocĂȘ diz âđ€Źđ€ŹđĄđĄ matias porra chega de beberâ ele incorpora o tatĂĄ (que ele seria fĂŁ assĂduo e citaria ele sempre que pudesse) no corpo de 1,40 dele e mete um âđvo nadaaaâ
matias que quando vocĂȘs estĂŁo deitados de conchinha - ele com a bundinha de pombo virada pra vocĂȘ - jogando conversa fora, quando vocĂȘs entram no assunto anal e ele diz todo pimposinho que âse vocĂȘ quiser me dar o cu, eu te como feliz da vidađđđâ e fica todo đ€Łđ€Łđ€Ł quando vocĂȘ diz que sĂł vai dar o seu se ele deixar vocĂȘ comer o dele tambĂ©m. e ele vai SIM imitar a sandy Eâđ»o jĂșnior ao cantar âabre a porrrta mariquinha đ eu nĂŁo aaaabro nĂŁoâđ»đâ
matias ficante que fodase vou apresentar ele pra minha famĂlia jĂĄ đđđđčđč pq ele Ă© simplesmente o carisma em pessoa (e vocĂȘ tĂĄ emocionadinha nele) entĂŁo vocĂȘ leva ele pra sua festa de aniversĂĄrio com sua famĂlia mesmo sem terem nada sĂ©rio ainda. e ele vira bff da sua vĂł e na hora do parabĂ©ns surpresa ela fala pra ele sair com o bolo e puxar o parabĂ©ns e ele fica TODO đđđ pq acha a função super importante e na hora sai da cozinha com o bolo em mĂŁos e puxa âPAAAAAAAArabensâ MAIS ALTO da histĂłria que assustou atĂ© seu priminho pequeno que simplesmente começou a CHORAR de susto e o matias tipo đâŠđłâŠđš MEU DEUS DO CĂU e deixa o bolo na mesa rapidinho enquanto ainda canta parabĂ©ns junto com o pessoal e pega seu primo no colo, fazendo bobeirinha e cantando junto com ele sĂł pra ele parar de rir đđđ e funciona pq ele Ă© um encantador de crianças tal qual um animador de festa infantil
matias que se nĂŁo for mineiro (o que Ă© canon aqui pra maioria das girlies jĂĄ que ele seria paulista atentado MASâđ»eu camila tambĂ©m vejo muito ele morando em bh marcando ponto no barzinho toda quinta depois da faculdade e bebendo xeque mate) quando fosse passar o carnaval em bh, ia fazer o sotaque mineiro mais estereotipado de todos sempre que tivesse a oportunidade. tĂĄ num bloco maneiro? âuai zĂ© mas esse trem aqui tĂĄ bĂŁo dimais uai đđđđâ. comeu um pĂŁo de queijo? âĂŽ vey mas esse pĂŁozin de queijo tĂĄ bĂŁo demais uai quentin đđđâ. ofereceram um cafezinho preto pra ele? âuai fi mar Ă© claro sĂŽ quando que eu vĂŽ fala nĂŁo prum cafezin quentinđđđâ
mesma coisa quando for pro rio âqual foi lekkk đđ ixqueci o ixqueiro na ixquina da ixcolahhâ eâđ»digo mais ainda ia fazer um boomerang fazendo pose de tipo đ€đ€«đ€đ» com a legenda âsem escĂąndalo fml đ€Łđ€«đđâ com a localizaçãođcomplexo do alemĂŁo e um funkzao carioca estralando no fundo
ah, e outra coisa de matias no rio de janeiro: ele NĂO VAI passar filtro solar. nĂŁo vai mesmo, no mĂĄximo no rosto pq vocĂȘ teve que segurar ele pra passar, e ele ainda vai fazer a piadinha falando que nĂŁo precisa e que vocĂȘ vai gastar o filtro solar todo sĂł no nariz dele đđ»sendo que ele Ă© especialmente sujo por falar isso pq ele SABE o efeito que o nariz dele tem sobre vocĂȘ. e ainda fica fazendo piadinha nossa se foda meu irmĂŁo đđ»đđ»đđ»đđ»đđ»đđ»đđ» e se vocĂȘ tentar passar nas costas ou no peito dele ele vai correr pra ĂĄgua
e mais um comentĂĄrio sobre matias no rio, mas dessa vez com putaria kkk jah podi? apesar de vocĂȘ ser uma diva responsĂĄvel com filtro solar (Ă© bom vocĂȘs serem em galera vamos cuidar da pele) nĂŁo tem como nĂŁo pegar uma marquinha neahhh đđ e se ele ja ficou maluco de ver vocĂȘ com a bunda pra cima pra pegar a marquinha⊠quando ele finalmente ver o resultado disso đŁesqueçađ„tudođ§šđ§šđ§šdepois de um dia na praia, quando vocĂȘs acabam de entrar pela porta do apartamento que vocĂȘs estĂŁo ficando ele jĂĄ mete a mĂŁozona por baixo do seu biquĂni cortininha - com a desculpa de que seu peito tĂĄ geladinho - e começa a beijar seu pescoço, nem ligando pro resquĂcio de ĂĄgua salgada que ficou na sua pele, jĂĄ te arrastando para o chuveiro. lĂĄ dentro que vocĂȘ tira seu biquĂni, e vocĂȘ atĂ© comenta đ€Łđ€Łmatias vocĂȘ tĂĄ igual um pimentĂŁo mas ele simplesmente cagou dez baldes pra o que vocĂȘ falou, pq a Ășnica preocupação dele agora Ă© chupar seus peitos como nunca antes pq a marquinha mexeu MUITO com ele.
e nossa⊠a marquinha que ficou da sua calcinha entĂŁoâŠâŠâŠđđđ pelo BEM de vocĂȘs nĂŁo pensem nele ajoelhado durante o banho te chupando que nem um homem faminto, deixando atĂ© chupoes na sua virilha mais clarinha do que o resto do seu corpo, metendo dois dedos na sua bucetinha enquanto uma das suas pernas tĂĄ em cima do ombro dele e de jeito nenhum vai quebrar o contato visual, sĂł tira a mĂŁo que aperta sua bunda pra tirar cabelo molhado que tĂĄ na testa dele atrapalhando ele a te ver đđ mas acaba nem voltando com a mĂŁo pra lĂĄ, aproveita a mĂŁo livre pra se aliviar um pouco, começa a bater uma e acaba gozando junto com vocĂȘ, e atĂ© limpa a porra dele que ele jogou na sua canela
e digo mais đâđ»durante essa viagem vai te comer de quatro enquanto te fode bem devagarinho e te chamar de âpiranha gostosaâ, e vai fazer questĂŁo de gravar o pau dele entrando e saindo de vocĂȘ e a sua bunda empinadinha com a marquinha que agora tĂĄ com uma marca vermelha da mĂŁo dele, e ainda por cima vai puxar seu cabelo e gravar ele arqueando seu pescoço ao fazer isso pq ele tĂĄ 100% imerso no carioca state of mind aquariano nato quebrador de cama
e quando fosse pro sul tambĂ©m tĂĄ? âĂ© os guri đâ e quando comesse um churrasquinho gaĂșcho ou provasse um chimarrĂŁo ia falar âbah tchĂȘ mas isso Ă© tri bom đđđâ (desculpa minhas lobas do sul esses sĂŁo os estereĂłtipos mais batidos de todos mas sĂŁo os Ășnicos que eu conheço đđ
ia se PROIBIR (por um mĂȘs) de tomar skol beats pq em uma festa ele tomou SEIS unidades dessa bebida criada pelo demĂŽnio himself e o resultado disso foi uma figurinha animada com a velocidade acelerada dele dançando crĂ©u sem camisa que os amigos usam pra absolutamente TUDO e ele fica tipo đ€Źđ€Źoporra
ia cantar horrores chiclete e banana no carnaval, ele todo sujo de gllitter depois de te beijar e com a camisa no ombro sĂł assim âđCHIIIIIIIđCLEEEEEEâŒïžâŒïžâŒïžTEEEEEđđđ OBAđđ»OBAđđ»â
que TODA VEZ que toca chupar xoxota na maciota canta com toda a força que existe nos pulmĂ”es dele, e ainda aponta pra vocĂȘ pra terminar de te matar de vergonha. vocĂȘ toda tipo đ¶âđ«ïžđ¶âđ«ïžpelo amor de deus matias cala a bocađ¶âđ«ïžđ¶âđ«ïž e ele sĂł đąđąMETER A LINGUAđąđąNA SUA VAGINAđąđąSĂ NĂO GOSTA QUEM NĂO FEZ AINDAAAAđąđą e depois disso oldissimo que ele vai te arrastar pro carro e sĂł levantar sua sainha e arredar a calcinha pro lado e cair de boca com direito a trĂȘs dedos dentro, ficar com queixo brilhando e atĂ© molhar o banco de tanta saliva e da excitação que vocĂȘ tĂĄ soltando, tapinha na đ± e depois fala âĂ©? tĂĄ gostoso? vai gozar mĂŽ?â sem desencostar a lĂngua que tĂĄ pra lĂĄ e pra cĂĄ no seu pontinho enquanto te deda e vocĂȘ tĂĄ quase morrendo de tĂŁo bom tipo Ăłbvio meu filho??!!!! e ainda te coloca pra sentar depois e dĂĄ tapa na sua bunda te chamando de safada e quando vocĂȘ beija ele consegue sentir o seu gostinho misturado com o gostinho de paiol e da bebida que ele tomouđđđ
matias que nĂŁo sabe cozinhar nem se fosse pra salvar crianças ĂłrfĂŁs de um incĂȘndio. infelizmente gente ele sĂł sabe fazer miojo (e o favorito dele seria o de tomate da turma da mĂŽnica) e brigadeiro e ainda se orgulha falando como se nĂŁo fossem as coisas MAIS FĂCEIS do mundo âmeu miojo Ă© pica nĂ© mĂŽ đđâ âmatias. Ă© miojo.â e quando vocĂȘ fizesse alguma coisa (fĂĄcil tambĂ©m) tipo um macarrĂŁo carbonara ele ia ficar đđ»đđ»đđ»đđ»đđ»PUTA QUE PARIU VEY đđ»đđ»đđ»đđ»đđ» (e tenho pra mim tambĂ©m que ele ia fazer um boomerang dando zoom no prato com o emoji đŻ tocando lets go 4 no fundo e a legenda deus eu te pedi uma refeição e vocĂȘ me deu um banquete e ainda por cima uma namorada gostosa đđ»đđ»đđ»đđ»đđ»đđ»)
minha parte favorita foi imaginar o matias falando
VO NADAAAAA