eu tento, JURO QUE TENTO, não escrever sobre o homem
MAS NÃO DÁ
então mais uminha dele, só para as lobas sedentas seduzentes que estão com SEDE
Abacaxi...
- Ah, não, S/N. Com essa parada de novo não - era óbvio que ele queria testar a teoria, mas não poderia te deixar tão mal acostumada. Então negou seu pedido.
Estavam no metrô vazio.
Voltando para casa depois de uma tarde gostosa de passeios pela cidade.
Ele mantinha os braços ao seu redor.
Você olhou para frente emburradinha. Mais um "não" pra lista?
- Esteban. Fala sério. Já percebeu que você sempre julga algo novo que eu quero testar, aí dá dois dias e você topa?
- É que você me ameaça dizendo que não vou poder chupar sua buce-
- Esse não é o ponto.
- Mas é claro que isso não dá certo, amor - ele revirou os olhos e pensou porque caralhos se apaixonou por uma mulher anos mais nova que ele, super ativa, curiosa e que passa boa parte do dia vendo tiktok.
- Claro que dá! Escuta aqui, não sei se você lembra, mas reclamou das vendas e cordas, agora ama. Reclamou das velas aromáticas e massageadoras, agora você que compra.
- Elas doíam no começo, tá?
- Reclamou do pau de borrach-
- Shhh, mulher!
- Agora senta quase igual eu!
Kuku ficou todo vermelhinho de vergonha. As sardinhas salpicadas nas bochechas praticamente sumiram devido ao rubor. Ele enfiou a cara no seu pescoço por uns segundos, só para se recompor. Só depois que teve a coragem de olhar ao redor e ver que ninguém tinha escutado nada.
Não tinham.
Você beijou a bochecha dele achando graça.
- Amorzinho - a sua voz mudou, não era a atacadinha do começo. Agora era baixinha e polida, só para o ouvidinho dele escutar. Se aconchegou mais nos braços dele, virou um pouquinho e sussurrou - Primeiro que você quase nunca bota sua porra na boca, quem faz isso sou eu. Segundo que já sabe, né? Se não quiser testar a teoria do abacaxi, vai ficar sem me ch-
- TÁ BOM! - ele ergueu as mãos enormes, com as veias proeminentes, em sinal de rendição. Mas um sorriso lateral estampava a face do mais velho. Ele estava mesmo achando graça.
Você abriu o sorriso mais feliz e genúino do mundo, Kuku se derreteu um pouquinho mais. Agora observavam o rosto alegre um do outro. Admiravam-se, até você tornar a falar...
- Sabe... eu sou muito fã de testes que utilizam métodos científicos. Quero fazer esse negócio direito. Então, amor, vamos fazer um teste comparativo.
Os olhos dele arregalaram só de imaginar o que fariam assim que chegasse em casa. Você era uma esquista doida maluca varrida ninfomaníaca, mas era a esquisita doida maluca varrida ninfomaníaca dele, e era importante que ele soubesse valorizar isso. Mas sejamos sinceras, quem não se tornaria uma tarada com um homem daqueles ao seu lado?
- Amanhã cedinho vamos na frutaria comprar muito abacaxi. Vai comer todo dia e vamos acompanhando as mudanças - um frio na barriga, que era tesão, passou por ele.
Entre dias de luta (quando você não estava na cidade) e dias de glória (quando estava juntinho dele), ele sabia que essa semana seria só glória. O coração acelerou com o pensamento e, PUTA MERDA, quem diria que Kuku ficaria duro para você naquele metrô vazio. Puxou sua bolsa para o colo dele rapidamente, para não ficar deselegante e ele não ser taxado de tarado.
Você riu já imaginando a situação da calça bege claro dele, mas logo o ponto que vocês tinham que descer chegou.
...
Você se fez de desentendida.
Chegou em casa e ele ficou uns segundos na porta confuso.
Jurava que você montaria no colo dele, o atacaria de beijos e então o bem e bom, mas não foi isso que aconteceu.
Chegou no apartamento, arrumou umas coisas bagunçadinhas, abriu encomendas, ajeitou o armário, tomou banho e vestiu uma camisa dele. Kuku, por outro lado, te observava tal qual um cachorrinho abandonado. Virava a cabeça pro lado e para o outro, te acompanhando. O choque foi maior quando você bateu a porta do banheiro na cara dele, "nem uma rapidinha no chuveiro?" pensou. Ele saiu dali, foi para o escritório e aproveitou para imprimir uma tabela para sua pesquisa científica.
Bom, talvez você tivesse esquecido e ele não tinha gostado nada dessa hipótese.
Já estava deitadinha na cama quando ele se aconchegou por trás, em silêncio e de banho tomado. O quarto estava escurinho, então ele não viu seu sorrisinho e você não viu o papel sulfite que ele segurava delicadamente na mão.
- Mo? - ele questinou contra o seu pescoço.
- Que?
- É... sabe...
- Que foi, Esteban?
- É que você falou que ia fazer um teste comigo, né? - você sorriu, adorava fazê-lo de bobinho.
- Mas é só amanhã.
- Mas olha o que eu fiz para você! - desceu rapidinho da cama, acendeu a luz do abajur do seu lado e estendeu o papel na sua frente. Você piscou algumas vezes por conta da nova claridade mas assim que focou na tabela, soltou uma gargalhada astronômica.
Ele riu junto, mas estava louco para saber o que tinha achado e se tinha gostado da forma com a qual ele se empolgou.
Depois de tomar fôlego, sentou na cama e pegou em suas mãos para ler com calma.
A tabela continha os dias, tempo, quantidade de abacaxi ingerido e nota para o sabor.
- Eai? Gostou? - o sorriso estampado era divertido e empolgado. Você riu e respondeu que tinha AMADO - Ótimo, e... não sei se a madame observou bem, mas tem o dia zero também.
- Dia zero?
- Sim, hoje! Sem abacaxi, sem nada. Ao natural.
Você semicerrou os olhos com um sorriso sacana nos lábios, então, ajoelhou-se na cama, ficando de frente para o corpo grande de Kukurizcka. Sua mão direita escorregou para a face masculina, ele aconchegou o rosto ali, ainda te encarando esperançoso.
- Ficou de pau duro no metro pra mim?
- Eu fico de pau duro pra você em qualquer lugar, amor.
- Então quero ver.
FINALMENTE, OS REFRESCOS! Era o que ele vinha esperando desde que chegaram em casa horas atrás. As bocas se conectaram e as línguas se mexiam em sincronia, rápidas e babadas. Os braços fortes te rodearam e te puxaram para o colo dele. Você soltou um gemido de surpresa. Som esse que entrou pelos ouvidos e Kuku e correu direto para o pau.
Suas mãos acareciaram o pescoço e os cabelinhos na parte de trás do pescoço dele.
Sentou firmemente no colo dele e mexeu para frente e para trás, aproveitando o volume no shorts de pijama para esfregar o clitóris e gemer mais. Se afastou só o suficiente para tirar o pau para forá e masturbá-lo um pouquinho. A cabecinha vermelha insistia em liberar o pré-gozo, então, nada mais justo que aproveitar, você passou o indicador, recolheu um pouquinho do líquido clarinho e levou até a sua língua que estava pra fora.
Esteban jogou a cabeça para trás, quase fechando os olhos de tesão, mas você puxou de volta com agressividade.
- Escuta aqui - você iniciou, meio afobada e sem ar - Primeiro vai me chupar, depois vai me comer com força... mas tá proibido de gozar.
- Sim, senhora.
- Vai fazer quando eu mandar e onde eu mandar.
- Porra, sim.
- Porra mesmo.
E foi o que aconteceu. Primeiro, te deu prazer com as línguas e dedos. Chupava, lambia seu melzinho, cuspia no buraquinho que ele fazia questão de deixar aberto e chupava de novo. Você, na hora de gozar, prendeu a cabeça dele contra a sua boceta molhada, com as pernas. O argentino, quase sem respirar, estava no paraíso, se fosse morrer assim, que se foda! Quando liberou a cabeça dele, fazendo um carinho delicado com as pontas das unhas, seus olhos se reencontraram e não precisaram dizer nada.
Aí veio a vez da foda. Depois da sua ordem, o mais velho, com o pau dolorido e buscando alívio imediato, encaminhou o membro até sua entrada inchada e vermelhinha devido a uns tapinhas que levou da mãozona. Primeiro só a cabecinha, entrando e saindo. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes até que você se sentiu empalada por ele.
Kuku meteu tão fundo que vocês soltaram um gemido descomunal em conjunto.
O rosto dele foi direto para o seu pescoço, as suas pernas rodearam a cintura, assim como o abraço apertado.
Ali você teve seu segundo e terceiro orgasmos e ele nada.
- Vida - ele gemeu baixinho e sem fôlego - E-eu preciso muito...
- Vai me foder até não aguentar mais, Esteban. Só quando estiver a um segundo de gozar, vai meter na minha boca, tá?
O mais alto gemeu, amava suas falas safadas.
- T-tá.
Você tremia sentindo o pau dele na portinha do útero, até o clitóris recebia as pancadas da pélvis masculina.
Ele segurou o quanto pode, mas quando você apertou ao redor dele para gozar pela quarta vez consecutiva, ele não aguentou. Depois que seu orgasmo passou, tirou o pau de dentro ainda masturbando.
- P-posso?
Você apenas abriu a boca, meteu a língua pra fora e o masturbou um pouquinho.
Kuku gemeu, gritou, gozou, tremilicou e quase desmaiou ali mesmo. O coitadinho se arrastou até o lado dele da cama, mas você não deu sossego, fechou a mão ao redor as bochechas dele e o puxou para um beijo, desepejando grande parte da porra dele ali. Estranhou no começo, mas seu beijo era bom demais para ter nojinho.
- Gostoso, né? - disse atentada, ao pé do ouvido, assim que as bocas descolaram e o ator fechou os olhos.
Ele ainda tremilicava pelo orgasmo intenso e balbuciava coisinhas incoerentes.
- S-sim.
- Ótimo. Amanhã preenchemos a sua tabelinha da teoria do abacaxi, então.
Ele não respondeu, só te puxou para o peito dele para que respirassem um pouco.
...
Agora, Kuku te abraçava por trás. Estavam cansadinhos depois do ato, naquela fase pré dormida: meio bêbadinhos de cansaço, meio bêbadinhos de tesão.
- Nena - ele sussurrou no seu ouvido com a voz confusa - Quando disse, lá no metrô que iria fazer um "Teste Comparativo", o que quis dizer? Só pra eu ter certeza...
- Quis dizer que vai gozar na minha boquinha a semana toda.
- Pois eu quero fazer um teste também, então - a respiração dele tornou-se profunda, causando arrepios e logo sentiu algo endurecer contra a sua bunda.
- O quê? - sussurrou molinha se esfregando contra ele. Kuku depositou beijos delicados e longos no pescoço, combinando com as pontas dos dedos se arrastando por sua barriga e colo.
- Quantas vezes será que eu consigo te fazer gozar por dia?
E SERÁ QUE VEM PARTE DOIS CONTANDO DA SEMANA?
Não.
Da minha parte não, mas se alguém quiser canetar, fique à vontade.
Avisos: Sexo explícito, diferença de idade, sexo sem proteção, provocação, enzo rabugento e reader brincalhona🗣
Enzo estava sentado, alheio à confusão de risos, música alta e vozes se sobrepondo, enquanto tragava um cigarro com a serenidade de quem observa o caos de longe. O contraste era gritante: a agitação ao seu redor parecia se chocar contra o muro invisível que ele erguera entre si e o restante da festa.
Que fossem amaldiçoados, um por um, aqueles idiotas dos amigos que o convenceram a sair de casa naquela noite. Insistiram, imploraram e praticamente o arrastaram à força para a tal festa de encerramento das gravações. Enzo se considerava velho demais para essas exibições barulhentas e cheias de gente exageradamente animada. A cama de sua casa parecia infinitamente mais atraente. Dormir, talvez assistir um filme qualquer, ou apenas existir em silêncio — qualquer coisa soava melhor do que estar ali.
Ele já havia vivido sua cota de festas, e, convenhamos, não economizou. Mulheres, bebidas e outras experiências que faziam questão de preencher sua juventude foram exploradas à exaustão. Mas isso era antes. Agora, tudo parecia um eco distante de quem ele foi. Estava deslocado, ainda assim, lutava contra a vontade de levantar e simplesmente desaparecer na noite. Pela consideração aos amigos. Eles mereciam pelo menos sua presença física, ainda que sua mente vagasse para outro lugar.
O bar ia fechar eventualmente, certo? Isso o consolava enquanto contava os minutos. No entanto, sua fuga mental foi interrompida quando, ao se levantar para ir ao banheiro, algo – ou melhor, alguém – prendeu sua atenção.
Você.
Havia algo em você, algo que o puxou de volta ao presente como um choque de realidade. O sorriso fácil, o rosto corado, o vestido minúsculo que parecia ter sido feito sob medida para te provocar e provocar os outros. Você dançava, ignorando olhares e julgamentos, perdida na música como se o mundo tivesse diminuído para caber apenas em você e no ritmo. Ele não era de encarar. Enzo nunca foi esse tipo, e ainda assim, seus olhos se recusavam a desviar. Quadris que desafiavam as leis da física, o cabelo grudado na nuca pelo suor, um sorriso que parecia iluminar todo o ambiente... Por um momento, ele sequer conseguia lembrar por que tinha se levantado.
Estava cogitando, ainda que de forma hesitante, a ideia de ir até você. Ele, que não fazia isso há anos. Aquele tipo de abordagem já era algo que ficava no passado junto com seus dias de glória. Mas, de alguma forma, ali parado, com o cigarro esquecido entre os dedos, ele se pegou ponderando a possibilidade. Um impulso. Uma tentativa. Uma desculpa para chegar perto.
Foi então que algo cortou o momento. Uma garota apareceu, carregando um bolo decorado e, no topo, uma vela acesa. Você riu, surpresa, enquanto os outros gritavam "Parabéns!" e batiam palmas. Enzo congelou ao ler o número que o fogo iluminava. Vinte. Vinte anos. Porra.
A realidade o atingiu como uma dose de whisky barato. Seu primeiro instinto foi recuar. O banheiro parecia, subitamente, o destino mais lógico e seguro.
Enquanto caminhava em direção ao banheiro, sentiu uma mão pequena, mas surpreendentemente firme, segurar seu braço. O toque inesperado o fez parar no mesmo instante. Ele se virou devagar, já com o cenho franzido, mas foi pego de surpresa ao dar de cara com você, suada, ofegante, mas ainda sorrindo como se o mundo girasse ao seu favor.
– Está fugindo de mim? – soltou você, com uma naturalidade que só aumentou a confusão dele.
Enzo arqueou uma sobrancelha, surpreso com a abordagem tão direta de alguém que ele nem conhecia. Ele te estudou por um instante, a cabeça trabalhando para entender o que estava acontecendo. Não havia dúvida de que você estava falando com ele, mas... Por quê?
– Fugindo? – respondeu ele, finalmente, com uma voz rouca e irônica. – Acho que você me confundiu com alguém.
Você deu uma risada curta, quase debochada, e cruzou os braços.
– Difícil confundir alguém que estava me encarando como se o mundo tivesse parado por alguns minutos. -Você pausa, com um sorriso. -Qual seu nome?
Ele ficou em silêncio por um momento, incapaz de decidir se achava sua ousadia irritante ou intrigante. Seus olhos a estudaram, tentando decifrar se aquela confiança toda era real ou apenas fachada. Por fim, soltou um riso curto, seco, enquanto balançava a cabeça.
– Para uma menininha tão nova, você é bem ousada. Não tem medo de parecer... insistente?
Você não recuou. Pelo contrário, o sorriso que já era provocativo ficou ainda mais intenso, como se sua resposta tivesse sido exatamente o que esperava.
– E para um cara tão sério, você é bem teimoso. Não tem medo de parecer... chato?
Ele estreitou os olhos, lutando contra a vontade de rir de verdade. Por algum motivo, a sua falta de cerimônia começava a desarmá-lo, mas não o suficiente para que ele deixasse transparecer.
– Chato, não. Só ocupado.
– Ocupado fugindo para o banheiro? Parece importante mesmo.
Ele revirou os olhos, mas, ao invés de encerrar a conversa, acabou soltando:
– Enzo. Meu nome é Enzo. Pronto, satisfeita?
Você sorriu como se tivesse ganhado uma pequena batalha.
– Satisfeita, por enquanto.
Nos dias seguintes, vocês começaram a se encontrar com uma frequência que ele não planejou e, se fosse sincero consigo mesmo, talvez não tivesse resistido. Depois da troca de números naquela primeira noite, as mensagens foram curtas no início. Respostas curtas e secas dele, insistências cheias de humor suas. E então, quase sem perceber, ele aceitou o primeiro convite.
Naquele café, o ambiente era tão pequeno que parecia conspirar a favor da proximidade entre vocês. Você falava sobre tudo, gesticulando com entusiasmo, enquanto ele tentava, sem sucesso, ignorar como o movimento de suas mãos e o brilho nos seus olhos o deixavam inquieto. Seus seios estavam quase pulando do decote do vestido enquanto gesticulava, e ele se sentia péssimo, péssimo por estar incrivelmente duro, dentro de uma cafeteria, com uma menina onze anos mais nova.
– Você sempre fala tanto assim? – perguntou, num tom que pretendia ser impassível, mas saiu mais rouco do que deveria.
Você inclinou a cabeça, os lábios curvando-se em um sorriso preguiçoso, não se abalando.
– Você sempre tenta parecer tão inabalável?
Ele apertou a mandíbula, sentindo um calor incômodo subir pelo pescoço. Você tinha um jeito de invadir as defesas dele com uma facilidade que o irritava.
No encontro seguinte, a provocação se intensificou. Vocês estavam sentados em uma mesa de canto de um restaurante discreto, com a luz baixa criando sombras no rosto de Enzo, tornando-o ainda mais irresistível com aquele ar maduro e reservado. Ele estava explicando, com a habitual seriedade, como certo diretor era um perfeccionista insuportável, quando você inclinou o corpo para frente, apoiando o queixo na mão, os olhos presos nos dele.
– Você sabia que fica ainda mais atraente quando está irritado? – disparou, a voz baixa e carregada de uma malícia despretensiosa.
Enzo engasgou levemente com o vinho, soltando uma risada curta e seca enquanto olhava para você por entre as sobrancelhas franzidas.
– Você não tem um filtro, tem?
– E onde estaria a graça nisso? – devolveu, deslizando os dedos pelo caule da taça, um gesto aparentemente inocente, mas que não passou despercebido por ele.
Ele afastou o olhar, como se tentar ignorar fosse a única defesa que lhe restava, mas logo você falou de novo:
– Está se esquivando de mim, Enzo.
– Não estou.
– Está, sim. – Sua voz saiu quase num sussurro agora, carregada de uma provocação que o fez encará-la novamente. – Mas não vai funcionar.
O silêncio que seguiu era carregado de algo que nenhum dos dois estava pronto para nomear. Ele passou a língua pelos lábios, tentando recuperar o controle, mas você já havia percebido o leve tremor em suas mãos.
– Sabe que isso não é uma boa ideia, não sabe? – murmurou, num tom mais baixo, os olhos presos nos seus.
– E desde quando as melhores ideias são as mais divertidas? – respondeu, inclinando-se apenas o suficiente para reduzir a distância entre vocês.
Enzo sabia que deveria colocar um limite, dizer algo que encerrasse aquele jogo. Mas, ao invés disso, ele ficou ali, observando, enquanto o ar entre vocês se tornava cada vez mais denso. Era quase como se ele estivesse testando a própria resistência – e, ao mesmo tempo, esperando falhar.
O silêncio entre vocês era carregado, quase sufocante. Enzo permaneceu imóvel, mas a tensão no seu corpo denunciava a batalha interna que travava. Ele sabia que deveria desviar o olhar, cortar aquilo antes que fosse longe demais, mas era tarde. Seus olhos já estavam presos aos seus lábios.
Você percebeu, e isso trouxe um sorriso lento e provocador ao seu rosto. Você inclinou a cabeça ligeiramente, como se esperasse que ele quebrasse o silêncio.
– Enzo... – chamou suavemente, sua voz saindo como um convite, quase um desafio.
Ele suspirou, apertando os punhos, como se estivesse tentando reunir a pouca resistência que ainda tinha.
– Você não tem ideia do que está fazendo – murmurou, a voz grave, baixa, carregada de algo que ele não conseguia mais conter.
– Tenho, sim – respondeu, deslizando a mão pelo topo da mesa, os dedos roçando de leve na mão dele.
Foi o suficiente. Algo dentro dele cedeu, e, antes que pudesse reconsiderar, ele inclinou o corpo para frente, reduzindo o espaço entre vocês.
Quando seus lábios finalmente se encontraram, foi um choque de sensações. O beijo começou devagar, como se ambos estivessem experimentando o impacto daquele momento. Mas não demorou para a intensidade crescer. Os dedos de Enzo subiram até sua nuca, puxando você delicadamente para mais perto, enquanto a outra mão se apoiava firme na mesa, como se precisasse se ancorar para não perder o controle.
Você respondeu na mesma intensidade, inclinando o corpo na direção dele, seus dedos deslizando pelo colarinho da camisa e subindo até os cabelos. Havia algo bruto e urgente na forma como ele aprofundou o beijo, como se anos de autocontrole tivessem finalmente desmoronado. Ele direcionou as mãos grandes e firmes para sua cintura.
O mundo ao redor desapareceu. Tudo o que você conseguia sentir era o calor dele, o gosto amargo e tentador de vinho nos lábios, o cheiro da colônia discreta que parecia combinar perfeitamente com a energia contida de Enzo.
Ele quebrou o beijo por um instante, a respiração pesada, mas não se afastou. Sua testa encostou na sua, e os olhos, ainda semicerrados, buscaram os seus.
– Isso é loucura – ele murmurou, a voz carregada de um desejo que ele mal tentava esconder.
Você abriu um sorriso preguiçoso, os dedos ainda deslizando pelos cabelos dele.
– Então talvez seja hora de você parar de ser tão racional.
Ele soltou uma risada curta e rouca, como se não pudesse acreditar no que estava fazendo. Mas, ao invés de responder, puxou você de volta, os lábios colidindo com os seus novamente, dessa vez com ainda mais intensidade, como se estivesse decidido a se perder naquele momento.
- Você vai pra casa comigo.
Ele soltou a frase sem hesitar, a voz baixa e firme, carregada de uma intensidade que fez o ar ao seu redor parecer mais denso. Você o encarou, surpresa pela audácia, mas sem deixar de sorrir.
– Achei que você era do tipo controlado. – provocou, inclinando a cabeça e mordendo o canto do lábio.
Enzo não riu, nem desviou o olhar. Ele apenas continuou te encarando, os olhos fixos nos seus, cheios de algo que parecia perigoso e irresistível ao mesmo tempo.
– Não hoje – respondeu, a voz ainda rouca, como se cada palavra fosse arrancada de um lugar profundo dentro dele.
Você hesitou por um segundo, sentindo o peso da decisão pairando entre vocês. Era como se todo o ambiente tivesse desaparecido, deixando apenas vocês dois presos em uma bolha de tensão que parecia prestes a explodir.
– E se eu disser que não? – desafiou, erguendo uma sobrancelha, mas o sorriso em seus lábios não era de recusa; era de provocação.
Ele se inclinou, reduzindo ainda mais a distância, até que você pudesse sentir a respiração dele contra sua pele.
– Então eu espero – murmurou, a voz quase um sussurro, mas carregada de uma promessa silenciosa.
Você prendeu a respiração, o coração batendo mais rápido enquanto o calor dele parecia envolver cada parte de você. Era um jogo, um teste, e nenhum dos dois estava disposto a recuar.
– Não quero esperar. – respondeu finalmente, a voz saindo suave, mas cheia de desafio.
Enzo não disse mais nada. Ele apenas estendeu a mão, os olhos pedindo o que as palavras não precisavam mais dizer. Você pegou a mão dele sem hesitar, sentindo o calor da pele dele contra a sua enquanto ele se levantava, guiando você para fora do restaurante.
O caminho de carro até a casa dele foi feito em silêncio, mas não era um silêncio desconfortável. Era carregado de expectativa, de algo não dito que parecia pulsar entre vocês.
Quando chegaram, ele abriu a porta e, por um instante, parou, os olhos encontrando os seus mais uma vez, como se quisesse ter certeza de que você sabia exatamente no que estava se metendo.
– Ainda dá tempo de voltar atrás – disse, a voz baixa, mas sem nenhuma convicção.
– Você quer que eu volte? – devolveu, inclinando-se ligeiramente para ele, o tom carregado de malícia.
Ele soltou um riso baixo e sacudiu a cabeça, antes de puxá-la para perto e capturar seus lábios em um beijo que parecia carregar tudo o que ele não conseguia dizer em palavras.
As coisas foram se desenrolando rápido, de certa forma. Você estava apenas de calcinha e sutiã, enquanto o homem estava terminando de tirar a camisa, sem quebrar o contato visual. Deitados sobre a cama, o quarto era preenchido pelo calor dos corpos e pelo som abafado dos beijos. As mãos de Enzo exploravam você com uma combinação de cuidado e intensidade, como se ele estivesse dividido entre saborear cada momento e se perder no desejo crescente.
Ele inclinou a cabeça, os lábios traçando uma linha de beijos pelo seu pescoço, fazendo seu corpo estremecer. Você tentou se entregar à sensação, mas o nervosismo parecia cada vez mais impossível de ignorar. Seu coração batia tão forte que parecia ecoar no quarto, e seus dedos tremiam levemente ao pousarem no ombro dele.
– Enzo... – você sussurrou, a voz tão baixa que quase se perdeu no ar.
Ele não ouviu, perdido na conexão entre vocês, os lábios agora pressionando suavemente a curva do seu ombro enquanto suas mãos acariciavam sua cintura, descendo perigosamente para sua calcinha. Seu corpo reagia, mas sua mente estava em outro lugar, uma batalha entre o desejo e o medo do desconhecido.
– Enzo – repetiu, dessa vez com mais firmeza.
Ele parou imediatamente, o corpo ainda próximo, mas os olhos se ergueram para encontrar os seus. Havia uma mistura de preocupação e confusão em sua expressão, como se ele estivesse tentando entender o que havia mudado.
– O que foi? – perguntou, a voz rouca, mas calma, com um toque de cuidado que você não esperava.
Você engoliu em seco, sentindo a garganta seca enquanto as palavras se formavam.
– Eu... eu nunca fiz isso antes – admitiu, finalmente, a voz saindo em um fio, mas clara o suficiente para que ele ouvisse.
O silêncio que se seguiu foi pesado, como se o tempo tivesse parado. Enzo piscou, como se processar suas palavras fosse um esforço maior do que ele esperava. Seus olhos buscaram os seus, e a intensidade que havia neles momentos antes deu lugar a algo mais profundo.
– Você nunca... – começou, mas deixou a frase no ar, como se tivesse medo de dizer as palavras em voz alta.
Você balançou a cabeça, sentindo o rosto arder de vergonha e o coração martelar com força.
– Não – respondeu, com sinceridade.
Ele se afastou levemente, não por rejeição, mas como se precisasse de espaço para absorver aquilo. Passou a mão pelo cabelo, claramente lutando contra o turbilhão de pensamentos que o invadiu.
– Por que você não me disse antes? – perguntou, a voz baixa, mas sem nenhuma acusação.
Você respirou fundo, tentando acalmar o nó em sua garganta.
– Eu não sabia como... Não queria que você desistisse ou parasse de gostar de mim.
Enzo fechou os olhos por um momento, soltando o ar em um longo suspiro. O silêncio pairou por um instante, mas o calor entre vocês permanecia. Enzo continuava próximo, sua testa ainda encostada na sua, as respirações misturadas, e seus dedos acariciavam delicadamente sua bochecha, como se quisesse tranquilizá-la.
– Escuta – ele disse, a voz rouca e baixa, quase como um sussurro. – Não importa o que aconteça agora, ou depois. Isso não muda nada. Eu não vou parar de gostar de você.
Suas palavras tocaram algo profundo dentro de você, como se uma corda invisível tivesse sido puxada. Você se perdeu por um momento na sinceridade que brilhava nos olhos dele, no contraste entre o desejo intenso que ainda queimava e a suavidade do que ele dizia.
– Eu quero continuar – você sussurrou, finalmente, o pulsar entre as pernas já dolorido e as palavras escapando com mais coragem do que você esperava encontrar. – Eu quero isso com você.
Os olhos dele se estreitaram por um instante, analisando seu rosto, como se procurasse qualquer sinal de hesitação. Quando não encontrou, o olhar intenso voltou, dessa vez mais carregado de ternura.
– Tem certeza? – ele perguntou, com uma última barreira de cuidado, mesmo enquanto seus dedos deslizavam pela lateral do seu corpo, provocando arrepios.
– Tenho – respondeu, sem desviar o olhar, sua voz firme, mesmo com o coração batendo descompassado.
O sorriso que ele deu foi sutil, mas o suficiente para fazer seu estômago revirar. Ele inclinou a cabeça, capturando seus lábios novamente, e dessa vez o beijo era mais lento, mais profundo. Como se ele quisesse aproveitar cada segundo, cada detalhe de você.
As mãos dele começaram a explorar seu corpo com uma combinação de desejo e reverência.
Ele deslizou os dedos pelo seu braço, depois pelos seios, traçando um caminho suave pela curva da sua cintura, descendo até a coxa. Seus lábios percorreram seu pescoço, deixando um rastro quente que fazia sua pele se arrepiar. Você sentiu sua respiração acelerar, e mesmo que o nervosismo ainda estivesse presente, a forma como ele te tocava parecia dissipar todo o resto.
Havia algo magnético na maneira como ele movia os dedos, como o ritmo de seus beijos parecia guiado por uma sintonia silenciosa entre vocês. Com delicadeza, ele tirou o seu sutiã, descendo os beijos do pescoço até os seios, onde deixou a primeira lambida. Seu corpo respondeu de imediato, suas costas arqueando involuntariamente. Ele te olhou com aquele sorriso divertido e provocador, como se soubesse que agora tinha o controle absoluto da situação.
Enzo passou a chupar seus mamilos com fome e devoção, alternando entre um e outro, enquanto seus gemidos preenchiam o silêncio do quarto. Os sons roucos que escapavam dele se misturavam aos seus, criando uma melodia quase hipnótica. Ele desceu os beijos pela sua barriga, explorando cada curva com uma devoção que fazia sua pele arder. Quando chegou aos seus quadris, perigosamente perto da sua intimidade, você mal conseguia respirar.
Com uma provocação quase cruel, ele tirou sua calcinha, lambendo seu ventre com uma lentidão que parecia desafiar o tempo. Então, seus lábios tocaram sua intimidade molhada, e o mundo pareceu parar. Seus olhos captaram a cena, a forma como a sua excitação conectava vocês dois, e você gemeu, capturada pela visão erótica.
Enzo chupava você com fome, como se quisesse consumir cada pedaço do seu prazer. Suas mãos firmes seguravam suas coxas, te impedindo de fechar as pernas, enquanto uma delas subia para seu seio, brincando com o mamilo enrijecido. Você sentiu um formigamento crescente no ventre, um sinal do que estava por vir, enquanto seus gemidos ficavam mais altos, o ritmo da língua dele se intensificando como uma coreografia exata.
Quando o orgasmo veio, foi como uma explosão, avassalador e incontrolável. Seu corpo inteiro tremia na boca dele, que não parou até sentir cada pulsação da sua intimidade se acalmar. Você mal percebeu quando ele se posicionou sobre você, os olhos fixos nos seus enquanto tirava a última peça de roupa.
A cabecinha inchada do mais velho encontrou sua entrada, e, para sua surpresa, você estava completamente relaxada. Ele beijou sua mandíbula, depois seus lábios, num beijo desengonçado e necessitado, que dizia mais do que palavras poderiam. Sua mão apertava sua cintura com força, quase como se quisesse se gravar em você.
Quando ele quebrou o beijo, os olhos profundos encontraram os seus, a pergunta silenciosa estampada em seu rosto. Ele esperava pela sua permissão, respeitoso.
Você assentiu, o nervosismo se misturando com uma sensação inebriante. Aos poucos entrou, seu corpo tenso, sentindo a invasão.
A linha tênue entre dor e prazer fazia seu coração disparar, o corpo completamente tomado pela tensão. Ele tocou seus cabelos, seus dedos gentis, tentando te acalmar, percebendo a luta interna em cada movimento seu. Quando percebeu que você estava se entregando mais, ele aumentou o ritmo. O som suave e molhado das suas investidas se destacou no ambiente, e ele gemeu rouco, ciente de sua curiosidade crescente.
A nova onda de prazer cresceu em seu ventre, o formigamento fazendo seu corpo se contorcer, apertando-se contra o membro dele com intensidade. O segundo orgasmo a tomou, e, ao mesmo tempo, Enzo se entregou ao seu clímax, perdendo a força para segurar a explosão. O momento parecia suspenso, com o prazer fluindo em ondas, e, quando tudo se acalmou, o silêncio tomou conta. Ele, ainda ofegante, acariciou seu rosto com ternura, seus dedos deslizando suavemente por sua pele.
Seus corpos estavam entrelaçados, como se nenhum de vocês quisesse romper a conexão. Ele a puxou para um abraço apertado, a suavidade de seus toques transmitindo um carinho silencioso, como se o mundo inteiro fosse nada além daquela proximidade, daquele calor compartilhado.
Gente, eu demorei 5 DIAS pra postar isso, e me desculpem😭😭😭🙏🙏🙏 MAS EU VOLTEI!
Eu tive alguns probleminhas de logística e acabei demorando pra revisar, aí atrasou, mas em compensação ficou ENORME pq eu ainda adicionei umas coisinhas na revisão!!
the waves - virginia woolf | morning in the burned house - margaret atwood | tiny beautiful things - cheryl strayed | the glass essay - anne carson | vive, vive - traci brimhall
For drabbles maybe prompt 14 with Enzo’s nose? 🤭 love all you do, hope you have a wonderful day
꒰ 𝐓𝐑𝐀𝐂𝐈𝐍𝐆 𝐇𝐈𝐒 𝐅𝐄𝐀𝐓𝐔𝐑𝐄𝐒 | 𝐃𝐑𝐀𝐁𝐁𝐋𝐄. ꒱
ೀ amira speaks! : you are so sweet nonnie, thank you, glad you like my works! 🥺 this is the first request I ever take of him,, so I hope you enjoy your reading! 💕
˗ˏˋ ꒰ summary : request above.♡
˗ˏˋ ꒰ word count : 437.
˗ˏˋ ꒰ genre : drabble, fluff, established relationship.
˗ˏˋ ꒰ pairing : Enzo Vogrincic x (fem!)Reader
˗ˏˋ ꒰ prompt used : 14. tracing [character]’s features while they sleep, and vice versa.
→ click here if you want to request a drabble for my followers milestone celebration! drabbles open from February 14th, to March 1st.
Physical touch was something Enzo always craved for in your relationship — it was a love language already established in your relationship.
There was something in the way the tip of your fingers traced his skin delicately that helped him feel soothed by your warmth. With all the premieres, interviews, events, and other things related to his acting career, he was just tired. And sometimes, he didn’t have as much time to spend with you like he used to have — but, something Enzo often appreciated, was feeling your touch whenever he was just too exhausted.
You sat on the couch of your living room, as he laid on it and his head weighed on your lap; enjoying the comforting silence that loomed over the space. For you, it felt quite comfortable to have him that way, being allowed to trace his features as much as you pleased while Enzo tried to rest after a long, tiring day. The only thing he could possibly wish for at the moment, was to be taken care of by you.
The tip of your finger wandered mindlessly over his features, occasionally tracing small shapes on his skin. Your stare was fixed down on him, admiring every bit of his face as he calmly rested with his head on top of your lap. Enzo wasn’t asleep per se; his eyes might have been closed, yes — but merely because of the heaviness he felt on them from exhaustion. He was quite conscious of the way you took care of him. The feeling was soothing enough to help him fall asleep almost immediatly.
Softly, you moved your finger towards his nose. Your digit traced the outline of his nose, moving slowly as to appreciate the feeling of his skin against your own. The tracing movement you made was calm and leisure, allowing your index finger to explore his nose and pamper him in a sweet way. You knew he liked the way in which you took the time to caress every inch of his skin and his beauteous features, and you would do it whenever it was needed, or he asked you to do so.
A discreet, tired grin appeared at the corner of his lips, as you continued to move the tip of your index finger through his nose. You noticed it immediatly, smiling to yourself proudly. He felt as satisfied and content as you felt whenever you managed to explore his face with your fingers. His life by your side was quite fulfilled even with tender little moments such as these — and he wouldn’t have it any other way.
Warnings: sexo explícito (+18), fingering, sexo desprotegido, dirty talking.
Notas: cómo argentina, me parece preocupante la falta de fanfics que hay de este hombre xx.
Créditos: esta inspirado en la canción de Selena Gómez, las imágenes del principio no me pertenecen y las encontré en pinterest, sin embargo, el collage fue hecho por mi.
1.3k words.
La suave brisa bonaerense inunda el amplio cuarto, jugueteando con mis mechones, desperdigados en las almohadas. El sol empieza a colarse sin consideraciones por las ventanas entreabiertas, obligando a mis cansados parpados a perforar mi sueño.
Los fuertes brazos anclados en mi cintura me atraen aún más cerca del hombre dormitando a mi lado, su rostro anidado en mi cuello, su dulce y varonil aroma inundando mis fosas nasales, envolviéndome en su calor corporal.
“Buenos días, Tebi”- Murmuro suavemente, cubriendo sus hombros con delicados besos para despertarlo.
“Buenos días, preciosa”- Responde, despegándose de la somnolencia y serpenteando sus extremidades con las mías.
Hinco mis dientes seductoramente en su piel descubierta, salpicándolo con pequeñas marcas rojas en contraste con su tez pecosa. Ansiosa, deslizo mis piernas sobre las suyas, posicionándome a horcajadas sobre su regazo.
“¿Andamos cariñosas esta mañana?”- Socarrón, amasa la desnudez de mis caderas entre sus palmas, causando que nuestros sexos se rocen firmemente. La burlona fricción no está ni cerca de ser suficiente para calmar las llamaradas que empiezan a asentarse en mi estomago bajo.
“Dale, amor, ¡por favor te pido!”- Ruego impaciente, tratando de replicar sus movimientos. Su agarre me mantiene estática en mi lugar, sin permitirme mover.
“¿Por favor qué?”- Finge inocencia mientras las puntas de sus dedos empiezan a dibujar entramados sobre mis costillas, trepando hacia mis pechos.
Atrapa mis pezones entre sus yemas, jugueteando con ambos a la vez, hasta sentir como se endurecen ante sus atenciones.
“Tocame, te necesito…”- Aclaro sin aliento.
Con una sonrisa ladina, acerca su boca hacia el derecho, provocando el montículo con la lengua hasta empezar a succionarlo con urgencia. Me enredo en su cabello, tirando de el con ferocidad, ganándome un gimoteo de satisfacción de su parte.
Separándose de mi abusado busto, observa mis ojos con cierta malicia impresa en los suyos al tiempo que me restriega contra su palpitante centro. Una creciente erección se hace notar bajo la ropa interior que nos separa.
“Mira lo que me haces”- Acentúa su punto al embestir mi coño cubierto con su pulsante miembro. Mi boca se entreabre ante el placer repentino- “Me pones tan duro.”
“Tebi, no puedo más”- Susurro cuando su mano baja por mi estomago hasta hallar mi intimidad, desliza mi tanga por mis pantorrillas para así estimular el clítoris en premeditados movimientos circulares. Creo enloquecer ante sus ralentizadas caricias
Asienta su toque errante en mi humedad, sus yemas buceando entre mis jugos. Retira sus dedos índice y corazón, para luego sorberlos ruidosamente, lamiendo mi reluciente excitación.
“¿Quién te tiene así de mojadita? Mh?”- Pregunta orgulloso, sabiendo perfectamente que el es el causante.
Reanuda sus ministraciones en mi núcleo, colándose por entre mis labios para penetrarte con dos dígitos. Mis orbes fijos en sus movimientos, aun desconcertada por lo obsceno de su accionar.
Rápidamente acelera sus movimientos, curvándose para golpear la esponjosa cavidad. Su longitud roza todos mis puntos sensibles, acercándome a un inexorable crescendo. Sumergida en el disfrute, lo único que escapa mis cuerdas vocales son quejidos de satisfacción, entrelazados con gemidos nombrándolo.
“Contestame, nena. ”- Reclama, forzando el contacto visual al aprisionar mi mandíbula en su agarre.
“Vos, Kuku, ¡solo vos!”- Contesto, hundiendo mis uñas en la tersura de sus bíceps, marcando lunas crecientes para la posteridad. Una sonrisa engreída tiñe sus delicadas facciones al notar mi estrechez aspirándolo, signo de mi orgasmo aproximándose a pasos agigantados.
Meciéndome sobre sus largos dedos, comienzo a percibir las avasallantes olas de mi culminación; la presión en mi vientre amenazando con explotar, la euforia difuminando todo a mi alrededor, centrándome solo en el rostro de mi novio cercano al mío.
El clímax se ve remplazado por un insoportable vacío cuando retira sus dígitos de mi calor, negándome la liberación. Un sollozo se cuela por mi expresión desahuciada, mis ojos alarmadamente abiertos cubiertos por una fina capa de lágrimas.
“No no no, por favor”- Lloriqueo en su oído, tratando de reganar el pasado contacto. Sus fuertes extremidades me aquietan por encima de su muslo, logrando que mis movimientos mueran lentamente.
“Tranquila, linda. Ahora te voy a coger, ¿sí?”- Pronuncia, apaciguando mis patéticos hipidos. Asiento frenéticamente, deseosa de sentirlo en mi interior.
Con un preciso movimiento, me enjaula bajo suyo, su largo cuerpo enmarcando al mío. Lo observo despojarse de sus calzoncillos, ardiendo al presenciar su desnudez absoluta.
Mis ojos merodean desde su esbelto pecho hasta los colorados vellos que trazan el inicio de su pelvis, gruesa y rebosante de líquido preseminal.
Casi ausente, permito que mi mano recorra su cuerpo, centrándome en su furioso pene. Con lánguidos movimientos, trazo su longitud, torciendo mi muñeca para proporcionarle el mayor placer posible.
“Me vas a matar, bebé”- Confiesa, acalorado y excitado. Sus rizos cobre empiezan a pegarse a su frente ante el esfuerzo físico, unas singulares gotas de sudor recorren su tórax.
Toma mis extremidades superiores entre sus garras para anclarlas sobre mi cabeza, dejándome completamente a su merced. Con un gesto busca mi consentimiento, el cual soy rápida en proporcionarle.
Su glande comienza a ingresar por mi núcleo, empujándose pacientemente dentro mío. Mas allá de la cantidad de veces que repitamos el procedimiento, jamás lograría acostumbrarme a la deliciosa manera en que me estira. El aire se condensa de sus suspiros de alivio al sentir su polla completamente en mi interior.
Así, inmóvil entre mis piernas, logro sentir cada una de sus vena latiendo dentro mío, las crestas y surcos que lo componen.
“Hace conmigo lo que quieras, Kuku, pero por favor movete”- Demando sin aire, todavía pasmada por la intrusión.
Ni bien las palabras me abandonan, Esteban retira su falo casi por completo antes de embestirme ferozmente. Su boca yace abierta, su cara contorsionada por el deleite, sus cejas arrugadas entre sí… La vista más bella del mundo.
Noto que mis caderas intentan acompasarse a su compás, encontrándolo a medio camino. Un frenesí casi inhumano apoderándose de ambos, obligándonos a acelerar el ritmo para satisfacer aquel deseo tan primal.
Su palma izquierda apresando mis muñecas fuera de su camino, la derecha se posa en mi abultada panza, advirtiendo la protuberancia que su pene delinea en mi vientre bajo. Un gemido nace de mi garganta al notar lo que ocurre.
“Así de profundo te estoy cogiendo, nena”- Gruñe en mi oído, su mano aún en mi estómago, sus penetraciones cada vez más hondas.
“Ay, Esteban, estoy tan llena”- Plaño frente a su boca, robándole un chape al notarme increíblemente mojada ante la imagen.
Vuelven a apropincuarse las primeras olas de mi culminación quemándome por dentro, consiguiendo desesperarme por concluir. Sin siquiera notarlo, mi voz se fuerza por vociferar el regocijo que me inunda, aumentando su volumen a medida que mi clímax me alcanza.
“Dios, me voy a venir”- Advierto, enloquecida por las sensaciones apoderándose de mí. El mayor se apresura, complaciendo mi pedido tácito.
Su boca busca de nuevo la mía cuando mi coño pulsa delirantemente su entrepierna, buscando conducirlo hacia su propia liberación.
“¿Ah sí? ¿Me vas a empapar la chota, amor?”- Cuestiona, sabiendo cuanto me gusta que me hable así de sucio.
Su nombre huyendo de mis labios como mantras, mis uñas anclándose en su espalda, marcándolo como propio.
Me entrego al orgasmo que me engulle, mi cuerpo retorciéndose espasmódicamente bajo su imponente figura, mi centro manchándolo con mi corrida al contraerse.
En la brevedad, aúlla desaforado pues su masculinidad pulsa hasta derramarse dentro mío. Su semen pintando mis paredes internas, colmándome por completo.
Se retira de mis cavidades con lentitud luego de venirse, procurando que sus espermatozoides permanezcan en mi interior. Selecciona mi ropa interior de las desechas sabanas, calzándomelas como si nada.
“Así no se escapa nada”- Murmura, regalándome un pico. Me fascino ante la idea de mantener su eyaculación así de cerca de mí.
Lo arropo contra mí, exhausta y saciada, con la intención de quedarme atrapada en sus brazos por un rato más. Recíproca mi voluntad, reposando su cabeza entre mis pechos y acariciándome delicadamente.
“Te amo”- Digo luego de unos instantes, observándolo maravillada.
“Yo te amo más”- Responde, presionando nuestras bocas en un beso descuidado.