+ ✧ · ˚ . Quando a carruagem estacionou diante a escadaria principal de Wisteria Hollow, descarregando um senhor e um par de malas, os cochichos sobre um novo comprador que havia chego começaram a correr entre as garotas no jardim. Aquela tarde o frio finalmente havia cedido um pouco, possibilitando que fizessem atividades ao ar livre, e sentada em um dos bancos de madeira, com um livro em mãos, Charlotte mantinha o exemplar na altura dos olhos, para que pudesse observar a cena um pouco distante. Bastou, contudo, que o corpo masculino adentrasse a casa da fazenda para que fechasse o título e se levantasse, caminhando em direção à mansão. Podia ouvir os burburinhos atrás de si, e isso fizera com que ostentasse um sorriso libidinoso. Em algum canto de sua mente deturpada, via vantagem em conhecer o comprador primeiro. Bastou que adentrasse a residência, então, para que abrisse o livro outra vez, fingindo estar distraída enquanto seguia em direção ao escritório dos Thron — deveria estar saindo dali. Seu palpite não poderia estar mais correto, e fingiu surpresa quando esbarrou contra o corpo alheio, derrubando o livro no chão. ❛ Perdoe-me senhor… ❜ Pediu em falso tom de lamento, finalmente erguendo os olhos para identificar o novo morador da casa. Neste momento surpresa genuína tomou conta de suas feições ao reconhecer os traços de @frcclikethcsea. ❛ Thierry? O que faz aqui? ❜
Jamais, nem em toda sua fertilidade de sua imaginação, teria acreditado na possibilidade de tal situação. Encontrar Charlotte em Adoria era um capítulo surpresa em toda aquela história de recomeço, de compradores e jóias no Novo Mundo, ou qualquer coisa que fosse. Não era simplesmente encontrá-la naquele continente, era dividirem um teto pelo que poderiam ser meses. A havia reconhecido antes de assistir o reconhecimento nos olhos dela. O coração já estava na boca quando escutou suas palavras lhe questionando suas razões de estar ali. Manteve o olhar sobre o dela, em silêncio por alguns segundos, desconhecendo a habilidade de falar naquele momento. Abaixou-se, então, para recuperar o livro, usando do tempo para adiar o diálogo. “Admito ter a mesma exata pergunta para você, Charlie. De qualquer forma, acredito ser um comprador agora.” Respondeu, finalmente, o gosto da palavra comprador parecendo amargar de estranheza. Se ele usaria o dinheiro para adquirir uma esposa, ainda que fosse alguém com quem descobrisse afinidade e carinho, não deixava de ser algo absurdo. E ela estava do outro lado dessa interação. Talvez ele tivesse que assisti-la casar com algum homem aleatório, estranho ou... melhor que ele. “Coincidência estarmos aqui ao mesmo tempo, huh?”