///february2015/karolina koryl

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@freemoscow
///february2015/karolina koryl
I want real human moments. I want to see you. I want you to see me.
Waking Life (via wordsthat-speak)
Se atentarmos nos pontos-chave do desenvolvimento humano, temos de olhar para a evolução do organismo... e depois para a da sua interacção com o meio circundante. A evolução do organismo começa com a evolução da vida... como se apercebe através da evolução do hominídeo até ao homem: Neanderthal, homem de Cro-Magnon. Ora, aquilo que temos aqui são, afinal, três eixos: o biológico, o antropológico - o desenvolvimento das cidades, das culturas -, e o cultural, que é a expressão do humano. Ora, ao que se assiste aqui é à evolução das populações, e não tanto à evolução do indivíduo. Além disso, se olharmos para as escalas de tempo envolvidas... dois biliões de anos para a vida, seis milhões de anos para o hominídeo, 100.000 anos para o género humano tal como o conhecemos... começamo-nos a aperceber da natureza telescópica do paradigma evolucionista. E assim, quando pensamos na agricultura, na revolução científica e na revolução industrial, estamos já a olhar para há 10.000, 400 e 150 anos atrás. Apercebemo-nos ainda mais do afunilamento do tempo evolutivo. O que quer dizer que, à medida que avançarmos para uma nova evolução, teremos a possibilidade de focar a sua manifestação no espaço de uma vida, nesta mesma geração. A nova evolução tem origem na informação, e em dois tipos de informação: a digital e a analógica. A digital é a inteligência artificial. A digital é a inteligência artificial. E fundimos as duas com a neurobiologia. Anteriormente, no velho paradigma evolucionista, uma delas morria e a outra crescia e dominava, mas, com o novo paradigma, subsistem ambas como agrupamento cooperativo numa base não competitiva. Claro, independentes do meio externo. Assim, a evolução converte-se num processo centrado no indivíduo, emanando dos seus próprios desejos e necessidades, e não como um processo externo, passivo... em que o indivíduo está subjugado ao colectivo. Produz-se assim um neo-humano, com uma nova individualidade e uma nova consciência. Mas isto é apenas o início do ciclo evolutivo... porque, à medida que este se processa, o impulso está nesta nova inteligência. À medida que as inteligências e as habilidades se vão sobrepondo, a velocidade vai variando. De que modo? Até se atingir um crescendo que se pode imaginar como uma tremenda realização instantânea do potencial do humano: humano e neo-humano. Poderá ser algo totalmente diferente. Poderá ser a amplificação do indivíduo, a multiplicação das existências individuais. Existências paralelas concretas, com o indivíduo não mais limitado no tempo ou no espaço. E as manifestações desta evolução neo-humana, poderão revelar-se dramaticamente imprevisíveis. E esta é a parte mais interesse. A velha evolução é fria. É estéril. Mas eficiente, claro. As suas manifestações são as da adaptação social. Estamos a falar de parasitismo, domínio, moralidade, está bem? A guerra, a rapina, essas perderão a importância. Serão objecto de uma involução. O novo paradigma evolutivo dar-nos-á traços humanos de verdade, de lealdade, de justiça, de liberdade. Essas serão as manifestações da nova evolução. É isso que estamos à espera de ver. Será bonito.
In this stunning series by Brad Wilson, the photographer captures up-close portraits of different owl species.
Vasudeo S. Gaitonde (Indian, 1924-2001), Untitled, 1962. Oil on canvas, 45 x 33.5 in.
via artpropelled