Me diz, Deus, o que é que eu faço agora? Se me olhando desse jeito ela me tem nas mãos!
Raimundos
noise dept.
★
ojovivo
Sweet Seals For You, Always
taylor price
Noah Kahan
No title available

@theartofmadeline
hello vonnie
𓃗
No title available

blake kathryn
cherry valley forever
occasionally subtle
Not today Justin
Interview Vampire Daily
RMH

bliss lane

Jar Jar Binks Fan Club
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
seen from United States
seen from United States
seen from Ecuador
seen from United States
seen from United States
seen from Brazil
seen from Ukraine
seen from Indonesia
seen from United Kingdom
seen from Brazil

seen from Malaysia
seen from Kenya
seen from Argentina

seen from France

seen from Brazil
seen from Belgium
seen from United States

seen from Norway

seen from United States

seen from United States
@gaabipaes-blog
Me diz, Deus, o que é que eu faço agora? Se me olhando desse jeito ela me tem nas mãos!
Raimundos
"O amor é fogo. Mas se vai aquecer seu coração ou incendiar sua casa, nunca se sabe"
Joan Crawford
Meu negócio não era coisa pequena. Eu queria o mundo ou nada.
Charles Bukowski
Não estar apaixonada é a segunda melhor coisa do mundo.
Tati Bernardi
Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o. Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-o. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore. Esteja, entregue-se.
Martha Medeiros
Os amigos invisíveis
Os amigos invisiveis Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente. Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar. Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim. Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
Se alguém me achar, me devolva!
Fabrício Carpinejar
Adeus, meu amor!
Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.
Fabrício Carpinejar
"Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade".
Fabrício Carpinejar
"E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa. E o amor só pode ser isto: querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele. Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude"
Ela deixou escapar que nunca vai esquecê-lo, de alguma forma. Ambos relembraram o plano de provar pra todo mundo que dava para coabitar romanticamente. A porta se fechou dando fim ao que não tinha fim.
Gabito Nunes
"Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!"
Friedrich Nietzsche
"Eu só sei Que cansei, enfim Dos meus desencontros Corre e diz a ela Que eu entrego os pontos"
Chico Buarque
Não invejo o mundo que lhe possui, beija-flor. Conheci-te livre e conquistaste-me com a ausência de algemas. Plantaste-me no seu jardim sem a obrigação de voltares todos os dias, mas com o prazer de me ver florir a cada manhã.
"Sei que estás a voar pelo mundo, beija-flor, e encanta a todos com tua presença efêmera e intensa. O néctar que colhes de mim viaja contigo e mistura-se ao teu vasto mundo de conquistas. Sei que levas em tuas asas a lembrança de minhas pétalas. E dos momentos em que estivemos juntos a embelezar o jardim da nossa vida. E a cada manhã anseio pela tua volta. Sei que quando voltares, meu beija-flor, terei motivos a mais para viver, para brilhar, para ser a bela flor que tu mesmo fizeste brotar. Não invejo o mundo que lhe possui, beija-flor. Conheci-te livre e conquistaste-me com a ausência de algemas. Plantaste-me no seu jardim sem a obrigação de voltares todos os dias, mas com o prazer de me ver florir a cada manhã. Teu amor liberta-me e faz-me viver ao teu lado mesmo que por um momento plantada aqui a esperar-te. Sei que ainda me levará contigo pelos jardins mais belos e novos que existem neste imenso lugar que chamamos de nosso futuro. Quando chegas trazes em tuas penas o cheiro de todos os ares. E embriaga-me com o doce gozo da liberdade. Voa, meu beija-flor, arrebata o mundo com teu suave sacolejar. E traga-me sempre o doce sabor da tua glória pra misturar-se ao gosto da minha saudade." Blog - Retalhos de Tinta