desalinhada dos sonhos
submissa as tentativas falhas
pé descalço, chão quente
inibida de qualquer desejo motivador
jogada às traças
caminhando no meio fio da vida fingindo ser equilibrista
fazendo da arte seu instrumento de fuga
atuando a falsa vontade de viver
questionando o céu
buscando não repostas, mas um sentido qualquer
esbaldando-se na única delícia capaz de trazer plenitude, o amor
sobrevivendo a mercê da dúvida
e o chão quente, fervendo, borbulhando
o pé, descalço









