Mergulhados em um mar de ilusões
Todos os povos ou sociedades acreditam em algo superior, seja uma divindade, um ser, uma força. A religião é a forma mais antiga do conhecimento humano. Antes de existir a filosofia, antes que a ciência fosse praticada, antes que o direito político fosse estabelecido, o ser humano já havia desenvolvido práticas devocionais aos seus deuses e a espíritos, rituais de invocação e adoração às forças da natureza. Nunca houve uma cultura que não tivesse alguma forma de religiosidade.
Essa crença é uma necessidade a qual provem de conflitos, de incerteza e da explicação para o inexplicável. Acreditar em teorias cientificistas da criação do mundo, ou da simples criação do ser humano pela união de uma casal como Adão e Eva, sendo que nunca comprovados cientificamente, seria acreditar em métodos milagrosos. Afinal milagre é conceituado com um fato sobrenatural, oposto as Leis da Natureza.
Portanto a religião é um exemplo claro, de uma saída milagrosa para uma crise. Assim como tudo que não há explicações pautadas no físico ou na ciência. Logo a existência humana é um milagre. Portanto vivemos em uma ilusão.
A necessidade faz o meio. Somos seres nascido em uma ilusão. Se a leitura de algo tecnicamente inútil (ilusão), faça melhorar os padrões da crise existencial do ser humano, essa leitura inútil, essa ilusão torna-se o meio mais eficaz para a saída. Portanto é um método milagroso para a saída desta crise, tornando-se a solução.
O milagre é uma ilusão, mas a medida que esta ilusão se torna necessária, ela é uma solução. Analogamente acreditar em uma ilusão cem vezes, torna-a uma verdade.


















