Sou responsável por mim, pelas minhas escolhas e pelas minhas atitudes. Mas não sou responsável pelo que você acredita ou idealiza sobre mim, com base na opinião dos outros.
O meu nome é solidão. Lis Tavares. (via velhopoema)

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Sobre Elas #3 - A, Andrade
Boa noite,
O que falar sobre A, Andrade?
Ela sempre está em meus pensamentos, sempre que olho para a grama, para o sol ou Calvin Klein, lembro dela. Que moça magnífica, e o mais legal, era que ela sempre me fazia pensar de outra forma, algo que nunca pensaria por conta própria.
O sorriso dela, ah aquele sorriso... Lembro que ao vê-la, minha vontade sempre era a de esquecer os padrões sociais e a vergonha e sair correndo na direção dela e dar aquela abraço apertado.
Não consigo descrevê-la, na verdade, eu nunca pude, ela sempre foi muito mais que definições, parâmetros ou limites. Nunca escrevi tanto para alguém. Andrade foi o amor do final de minha adolescência, e cá entre nós, não lembro de mais nada dessa época a não ser de nós dois, sentados ao lado deum bloco de aula no intervalo das aulas. Aqueles 15 minutos que se transformavam em 20 minutos eram os melhores dos meus dias, conseguíamos aproveitar o máximo, cada segundo tinha um significado especial.
Anos se passaram e as coisas mudaram, mas eu não. Continuei gostando de sorvete de flocos, pizza, e coquinha gelada, umas piadas de mal gosto, e muito enrolação antes de entrar em um assunto delicado. Esses anos passaram e em minha mente havia ela, mas recentemente, ainda neste ano de 2020, entrei em contato.
Trocamos alguns e-mails, e enfim ela disse que havia mudado, que estava namorando e que estava muito feliz. Lembro de chorar por horas, e demorei dias pra responder o e-mail, quando finalmente entendi que o tempo havia passado... Com toda sinceridade de meu coração à respondi, dizendo que ela sempre esteve em meu coração. O mesmo fez ela e por fim disse que não podíamos mais ser amigos, que ela mudou e que era isto,.
Neste dia, escrevi um último e-mail de adeus pedindo para que ela não respondesse. Muito me doeu, chorei horrores kkkkkkk. Mas cada palavra foi real, cada lágrima me parecia gelo saindo de meus olho, mas cada frase me vinha uma lembrança de dias passados, dias lindos, mas dias que nunca voltarão...
Espero um dia encontrá-la feliz, empolgada com a vida e com aquele sorriso, ah aquele sorriso.
Nunca a esquecerei, Andrade, Mas hoje entendo, as coisas mudaram.
Sobre Elas #2 - Moraes, G.
Dedico meu primeiro artigo à Ela, senhorita Moraes, G.
Lá estava ela, com os cabelos embalados pelo vento e um sorriso discreto no rosto. Sempre soube que ela era o amor de minha vida, a famosa alma gêmea, aquela pessoa entre 1 bilhão, ela pensava como eu, falava como eu, sonhava como eu, e era espetacular a forma como ela era exatamente do jeitinho que sempre sonhei, na verdade, ela era muito melhor que qualquer sonho que eu tivesse tido. Ah aqueles beijos... Aquela voz, aquele amor... Desde a primeira vez que a vi eu soube, na primeira conversa eu soube, no primeiro encontro eu tive certeza, no primeiro beijo eu senti e não duvidei mais. Lembro do jeito que ela me olhava e como segurava minha mão, sabia que ela se sentia segura junto a mim, mas ela não sabia que, na verdade era eu que buscava refúgio e lá estávamos nós, ao lado do Forte do Castelo ou mais conhecido como Forte do Presépio.
Ali me sentia o rapaz mais feliz do mundo ao lado da moça mais espetacular do mundo, lembro que queria que cada momento fosse para sempre e como fui agraciado naquela tarde, porque cada minuto tinha exatamente os seus devidos segundos. Sabe quando o tempo passa rápido demais? Então, não foi assim. Sabe quando o tempo passa devagar demais? Então, não foi assim. Foi o tempo devido, cada segundo tinha um significado único.
Ela era meu norte, e ali eu soube que eu daria meu coração para essa garota.
Sonhadora, valente, inteligente e incrivelmente linda. Eu não precisava de mais nada, não queria nada.
Mas era eu, para mim tinha de ter algo errado, devia estar errado, estava tudo perfeito demais, e eu até então sempre assumia que deveria haver algo errado, então pus a culpa no tempo e disse que não era tempo. Disse que não estava pronto e que não era hora e que não dava e qualquer desculpa idiota e completamente arrogante porque algo tinha de estar errado.
Nada estava errado, ela era um presente do destino.
“ (...) E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. (...)” - Fernando Pessoa, Poema em linha reta.
E ela tão perfeita, não me cabia, não me pertencia, não sentia-me digno de tão grande sorte.
Hoje, porém, não passa um dia sem que não pense nela.
Quero tanto dizê-la que sinto muito, que me perdoe e que uma vez mais me ame.
“A lembrança do teu jeito me faz querer te amar uma vez mais” - Tiago Iorc, Você Pra sempre em mim.
O tempo passou, as coisas mudaram, mas a certeza sobre ela ainda me tira o sono.
Este é minha declaração final para este amor perdido em minhas falsas convicções e incertezas.
Sobre Elas #1 - O começo
Boa noite,
Estou me esforçando para escrever todos os dias sobre algo razoável, então lembrei do tumblr e o quanto posso ser anônimo aqui.
Não sou nada, não quero ser nada, não quero nada. E pensar sobre minha efemeridade muito me alegra, logo, escreverei a respeito. Um dos meus conjuntos de escritos será “Sobre Elas”, é basicamente um registro sobre meus amores, embora de finais tristes ou indiferentes.
Escreverei fora de ordem cronológica e as identificarei por um sobrenome, porém, deixarei claro nas entrelinhas as moças que mais marcaram minha vida. No fim o propósito é esse, quem sabe escrever sobre elas me ajude a esquecer o passado, aceitá-lo e seguir em frente. Porém, não em busca de um novo amor. Me esforçarei para detalhar ao máximo possível sem ser chato, o que é quase impossível.
Peço de antemão que me perdoem meus erros gramaticais e meu vocabulário pobre, hoje eles fazem parte de quem sou.
Abraços,