Pink Floyd Animals - Prensagem Japonesa
Sem muitas delongas, não é difícil apresentar o Animals: o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd, lançado em 1977, é inspirado no clássico de George Orwell - "Animal Farm", ou "A Revolução dos Bichos", em português. Pra quem não conhece o livro, resumidamente, é a saga dos animais de uma fazenda, cansados da exploração e da opressão humana, em implantar um sistema igualitário e cooperativo. Ensaio crítico sobre a sociedade e a briga entre os regimes - como a questão Capitalismo e Comunismo, o livro debate temas políticos e econômicos colocando os animais como elementos para compararmos com a sociedade, inclusive colocando algumas espécies como personagens representando claramente instituições "humanas" - os porcos, principais, representam os líderes políticos; os cachorros, a polícia; e as ovelhas, a massa alienada, que repete os bordões propostos pelo sistema, e não questiona nada. No álbum, a ligação com o livro é simples: Existe uma faixa sobre os porcos, outra sobre as ovelhas, e outra sobre os cachorros (Pigs, Sheeps e Dogs), e outras duas mais gerais (Pigs on The Wings I e II), abrindo e fechando o disco, respectivamente. A capa do disco é a Usina Battersea, na Inglaterra, e a imagem se sacramentou no universo da música:
Sobre o meu exemplar: Achei na Amazon a prensagem japonesa de 1977, pela CBS Sony, e por ocasião de a minha irmã estar nos Estados Unidos na época, comprei e cadastrei o endereço de entrega por lá. 6 semanas de ansiedade até ter comigo.
O preço foi salgado, mas valeu cada centavo - pela qualidade, pela raridade, e pelo mimo do vinil em cor diferente, em 180g!
Quanto à qualidade geral, não tenho o que reclamar. Sem ruídos de superfície, estalos, vocais abafados. Nada. O disco está zero. O único incômodo da versão é possuir o grave meio seco, dependendo da música incomoda um pouco. Nada como um dedo no equalizador, mas chamou a atenção o fato de as batidas soarem um pouco secas.
Trecho inicial da "Dogs":
Um bom integrante na coleção de quem gosta de rock progressivo e Pink Floyd (meu caso), ou mesmo a quem quer ter os clássicos, mesmo sem curtir tanto.













