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@gracehookum
Cry Baby || Grace and Dinah {Flashback; November 70}
Desde bem pequena, mesmo quando estava nos piores tempos de sua vida, uma das características mais fortes sobre Grace era a curiosidade. Por alguma razão inexplicável, ela não conseguia se conter diante de alguma questão não respondida e sempre acabava fazendo perguntas em quantidade exagerada ou em momento inapropriado, isso quando não ambos, e algumas vezes isso acabara a metendo em sérias confusões, mais ainda que sua total falta de jeito com qualquer pessoa, se é que isso é possível. Lembrava-se do primeiro episódio desses, no primeiro ano, em que ela questionava uma já afastada professora de Astronomia sobre sua opção sexual, devido ao fato de ela sempre usar roupas largas e, ao seu ver, “masculinas”. Essa pergunta, é claro, rendeu algumas boas detenções e o início das chacotas sobre a garota que logo aumentariam consideravelmente o tamanho, chegando ao ponto quase insuportável que está nos dias de hoje.
Naquele dia em particular, ela estava se sentindo absolutamente bem. Conseguira terminar um trabalho que a incomodava fazia um bom tempo e caminhava alegremente pelos corredores, de forma tranquila e contente. Foi quando num canto avistou dois sonserinos com algum objeto em mãos. Tentou ignorá-los e passar resto, mas sua curiosidade como sempre resolveu falar mais alto, e ela diminuiu o passo para que pudesse ao menos tentar ouvir o que diziam os sussurros contidos. Lamentavelmente um deles pareceu notar o que a garota fazia, chamando a atenção do outro. Ela recuou dois passos, mas eles foram mais rápidos, cercando-a e iniciando uma séries de insultos com os quais quais ela já devia estar acostumada, mas ainda a faziam se sentir a pessoa mais estranha do mundo. Ela tentou conter as lágrimas inevitáveis, mas elas vieram mesmo assim, e a Hookum se odiou por se permitir chorar naquela situação. Detestava que eles vissem que realmente a estavam afetando, mas não podia evitar. Ela devia saber o que a esperava por ser tão intrometida, mas ainda assim sentia-se péssima por passar por aquilo de novo e com mais raiva de si mesma do que dos rapazes que naquele momento a dirigiam várias palavras desagradáveis.
[Flashback] And when you least expect it | Thokum
No momento em que Ronan, despreocupado, abriu a porta, sentiu algo se chocando contra seu corpo. Em um impulso, afastou-se, confuso com a situação toda que se seguia, uma jovem de cabelos ruivos abaixando-se a sua frente para pegar o prontuário que havia caído no chão. No mesmo instante, ele a reconheceu, e o choque anterior dos dois se esbarrando não foi nada comparado ao que Ronan sentiu quando a viu. O rosto da mulher estava vermelho, quase da cor de seus cabelos, e ela não o olhava nos olhos, o que deixou o homem ainda mais confuso. O que estava acontecendo ali? Ele nem ao menos sabia o nome dela para poder interrompê-la enquanto ela gaguejava algo quase que totalmente incompreensível. A única coisa que conseguiu entender foi seu sobrenome sendo pronunciado, e então a sua ficha caiu. Antes que ela pudesse virar-se e ir embora, Ronan agarrou seu braço, não com muita força, apenas para impedi-la e poder ter sua total atenção. “Ei, vá com calma…” Disse, enquanto a puxava um pouco para que pudessem sair da frente da porta do refeitório. Também não queria causar nenhum transtorno que chamasse ainda mais a atenção para os dois. “Você não vai achá-lo naquela direção, acredite em mim.” Sabia que não deveria brincar daquela forma, afinal, ela já estava bastante nervosa, mas Ronan não podia se impedir, ele tinha um excesso de bom humor que era incomum ver por ali. “Eu sou o Dr. Thurkell. Ronan Thurkell.”
E então ele sabia que havia se metido em uma grande confusão.
Nunca havia visto a mulher pelos corredores do St. Mungus antes, ou então certamente saberia quem ela era quando a encontrou naquele pub na noite anterior (era difícil não reparar nela), e pela forma como se portava, o lembrava muito dos novatos com quem ele frequentemente trabalhava. Deveria ser seu primeiro dia ali, e Ronan com certeza estava complicando tudo para ela, mas era outra coisa que ele também não poderia evitar. Era seu chefe, e os dois tinham de fazer o seu trabalho. Ele não iria virar as costas e ir embora e deixá-la parada ali só para evitar o constrangimento. Tinha de ensiná-la, aquele era seu dever. “Que coincidência, não acha? Não acredito muito em destino, mas acho que ele está tramando algo, afinal, deve ter a ver com o fato de você ter saído correndo da minha cama hoje pela manhã.” Falou a última parte mais baixo, aproximando-se da mulher com um sorriso malicioso em seu rosto. Mas logo em seguida estendeu sua mão a frente, esperando que ela lhe entregasse o prontuário que carregava para que Ronan pudesse analisar o caso que teriam naquela tarde. Seria uma tarde longa, ele poderia sentir isso. “Aliás, você ainda não me disse o seu nome. Parece familiar para mim. Quer dizer, fora a familiaridade da noite passada, é claro.” Ronan com certeza merecia um tapa por estar parecendo uma criança, e Katherine provavelmente faria isso quando ele lhe contasse o que havia acontecido, mas no momento, diante da mulher a sua frente, ele não estava se importando muito.
Grace não acreditava em destino. Achava tudo aquilo uma baboseira quando ouvia aquela palavra, e ignorava completamente quando alguém dizia que algo era seu destino. Ela acreditara em lutar para alcançar seus objetivos, assim como seu pai sempre lhe ensinara. Acreditava em decisões tomadas, fossem elas boas ou ruins, e nas consequências que elas traziam. Sua mãe sempre dizia que ela era um retrato perfeito do dia em que nascera, mas Grace também não acreditava naquilo. Não sabia explicar exatamente quais condições neurais e psicológicas a levavam a ser como era desde criança, mas também não achava que elas se deviam por causa do clima no momento em que nascera. Grace não acreditava em destino, mas definitivamente aquela situação já passava do ponto de uma simples coincidência. Se destino realmente existia, o universo estava definitivamente brincando com a sua cara, mas ela não conseguia encontrar a graça de tudo aquilo. Tentou manter a calma, principalmente ao ter seu braço segurado pelo moreno. Precisava se lembrar de respirar fundo e não desmaiar, definitivamente não podia desmaiar, não na frente dele. Mas como ela poderia manter a calma ao ouvir as palavras “Eu sou o Dr. Thurkell” saindo da boca do outro? Uma série de sons irreconhecíveis saíram por sua boca até Grace conseguir formular as palavras: – Ah, é, oh... P-prazer D-D-Doutor T-Thurkell. Sou a... Quero dizer, u-uma das int-ternas novas, e fui direcionada para treinar com você... Com o senhor! E-eu farei meu treinamento com o senhor.
Ela definitivamente se sentia a ponto de desmaiar. Até mesmo já sentia a visão embaçar, mas manteve-se firme, mesmo que sem em momento algum olhar para o rosto de Ronan. A única vez em que se permitiu fazê-lo, arrependeu-se profundamente. Aqueles olhos verdes, aquele sorriso... Ah, aquele sorriso, agora ela se lembrava perfeitamente como as coisas aconteceram na noite passada, e tudo começara por causa daquele maldito sorriso. Era um belo sorriso, talvez o mais belo que ela já vira na vida, e por um momento temeu não conseguir desviar o olhar, mas foi com o rosto mais vermelho que seu cabelo que ela conseguiu fazê-lo. – É, muita coincidência, muita mesmo, coincidência demais. – murmurou. Eu também não acredito em destino, disse para si mesma, mas aquilo já era absurdo demais. Ronan Thurkell. Seu chefe. Com quem ela... Ah Merlin, ela se metera em uma grande enrascada. Com a menção da forma como ela saíra correndo mais cedo, Grace se sentiu novamente a ponto de desmaiar. Nunca em sua vida passara uma noite fora de casa que não fosse em Hogwarts ou nas poucas vezes que visitara a Romênia, mas estas todas foram acompanhadas dos pais e dos irmãos. Mas naquela manhã, quando acordara, ela percebeu o que havia feito e a primeira coisa que pensou era que realmente precisava ir embora e inventar uma desculpa muito boa para o fato de não ter dormido ali. Foi com certa surpresa que chegou em casa e percebeu que ninguém realmente tinha percebido. Leo e Hal dormiam cedo por causa do trabalho e ainda estavam dormindo quando ela chegou, e os pais, que caíram no sono enquanto a esperavam, pensaram que ainda era a noite quando ela foi checá-los no quarto, por isso preferiu fingir que realmente era e correu tomar um banho, pois logo teria que estar no hospital para seu primeiro turno na vida. Só então percebeu que ele esperava com a mão estendida que ela lhe entregasse o prontuário que agarrava fortemente junto ao peito, então o entregou com a mão tremendo. – E-eu sou Grace. Quero dizer, srta. Hookum. G-Grace Hookum. N-não sei se já nos conhecemos, não acho que... Quero dizer, não me lembro d-de já tê-lo visto. E-eu acho que não. – ela gaguejava sem realmente perceber o que dizia, mas então pensou melhor, e o nome Ronan Thurkell fez cócegas em sua memória. Porém não conseguia se concentrar o suficiente para se lembrar de onde.
Safe and sound | Hal, Grace, Leo & Daisy
Harold Hookum was going to die.
Era um fato. Claro que ele estava lutando contra aquele fato com unhas e dentes, mas não deixava de ser um fato. He was a dead man walking. Não andando, mas deitado numa maca de hospital e sendo arrastado de um lado para o outro. Os healers não sabiam o que fazer com o ele. O estado daquele jovem auror praticamente irreconhecível era mais do que crítico. Era quase um atestado de óbito. Mas seu pulso insistente e seus olhos abertos, arregalados e piscando constantemente para mostrar aos médicos que ele estava ali e estava ouvindo tudo, mostravam que ele estava muito vivo. E que se eles não fizessem o possível e o impossível para tirá-lo dali, eles teriam a experiência mágica de uma conversinha com o fantasma de Harold Hookum. E se Harold já era bem, hm, intrépido em vida, imagine como ele seria em sua versão fantasmagórica. Not cool. Mas como é que aquilo tudo tinha acontecido? Ah, bem… Não era como se a profissão de auror fosse um compromisso com uma vida tranquila. Harold e todos os Hookum sabiam disso. Ele era sempre cuidadoso, mas nem tudo podia ser evitado e quando uma maré de azar resolveu lhe atingir, lhe atingiu com força. Com a força de dois comensais da morte o pegando desprevenido numa missão, e perturbações psicológicas que Harold não gostaria de relembrar, e que haviam o enviado para aquela maca no St. Mungus.
- A pulsação está diminuindo - Oh, ótimo. Fantástico. Era exatamente disso que ele precisava naquele momento - Ainda não temos uma identificação? - A healer perguntou. O crachá dele provavelmente havia caído enquanto ele lutava. Além de tudo ele seria enterrado como indigente. Espetacular.
- Oh, meu Merlin, é o irmão da Grace! - Alguém diferente berrou – Grace! Grace! – Não, não, não. Grace não precisava vê-lo daquele jeito. Nenhum de seus irmãos precisava. Ele não estava se vendo, mas tinha certeza de que preferia continuar não se vendo. Conseguia sentir seu sangue escorrendo incessantemente de seu nariz quebrado, e os inúmeros cortes espalhados por seu rosto faziam tudo arder. Deviam tê-lo levado para um hospital trouxa. Pelo menos ele iria morrer com 1mg de morfina no sangue e provavelmente tendo algumas alucinações agradáveis.
Um grito. Grace. Harold tentou falar, mas era como se empurrar as palavras pela sua garganta tivesse se tornado a coisa mais difícil. Respirar também não estava nada fácil. Geez, desde quando morrer era como uma sessão de academia e precisava de tanto esforço? Mas devagar, começou a sentir. Ou melhor, deixar de sentir. Primeiro os pés. Depois as mãos, seus dedos formigando lentamente como daquela vez em que Daisy dormira em seu ombro nas três horas e meia no carro. Sua cabeça ficou leve, leve, leve demais, como se o peso de 22 anos estivesse indo para outro lugar bem longe dali. Aquela pressão no coração começou a diminuir. Ao mesmo tempo que o frenesi ao seu redor parecia aumentar. Ele ainda sentia duas mãos em seu peito, talvez tentando reanimá-lo, mas elas pareciam leves demais, quase como uma pena, e uma pena não o ressuscitaria. E então veio o silêncio. Àquela altura, sua irmã já havia avisado os outros. Então, Harold pensou em seus pais. Que nunca quiseram que ele fosse um auror, e mesmo assim, orgulharam-se de cada passo de seu filho. Pensou em Leonard. Leo já estava sentindo, provavelmente. Já devia estar sentindo há horas. Esperava que ele não estivesse com medo, como Harold sempre ficava quando sentia aquele aperto estranho na boca do estômago e concluía que tinha algo de errado com seu irmão. Queria estar lá por ele, como sempre. E Grace, droga, Grace… Ela não precisava ter visto aquilo. Ele não queria arruiná-la assim. Gracie era doce demais pra ser envenenada por algo tão sombrio. Queria que ela se lembrasse dele como o super-Hal, não como o irmão que morreu cedo demais. E Daisy… Ah, ele nunca iria se perdoar por não estar lá para ver o primeiro namorado, para ensiná-la a usar o carro da mamãe. Nunca. Mas era um fato.
Harold Hookum was going to die.
O escuro tomou conta e ele deixou de estar, ser, sentir, ver e ouvir. E tão de repente, tudo isso voltou. Arfou, assustado, como se tivesse acordado de um sono profundo no sábado de folga. Sentiu a boca seca, sentiu os pés, as mãos, o coração. Sentiu a dor e uma moleza que praticamente o afundava na superfície em que estava largado. E sua cabeça parecia pronta pra explodir. Ele iria morrer duas vezes ou o que? – Eu me recuso a morrer de novo – Murmurou desconexo, enquanto abria os olhos. Suas pálpebras lutavam para manterem-se fechadas e esconderem as orbes azuis de Harold da luz de onde quer que ele estivesse. Tinha gente ao seu redor, duas pessoas… Não, três. Três pessoas, falando com ele, o segurando e ele não fazia a menor ideia de que viagem estava acontecendo. Era o céu, o inferno, ou… Um quarto de hospital?
Aquele era apenas mais um dia normal no hospital bruxo St. Mungu’s. Grace Hookum estava vivenciando um raro momento de tranqüilidade no trabalho, porem o nervosismo e a ansiedade ameaçavam dominá-la enquanto conferia mais uma vez os pacientes em repouso que estavam sobre seus cuidados e tentava não fazer nenhuma besteira. Ronan estava fora da cidade naquele dia em alguma conferência e, apesar de não se sentir completamente confortável na presença do chefe, não se sentia nada confortável sem ele por perto para supervisioná-la e se certificar de que ela estava no caminho certo. Sabia que precisava aprender a agir por si só, caminhar sozinha, e aos poucos aprendia a tomar conta das coisas sem supervisão e sem entrar em pânico. Quando estava exercendo a profissão de seus sonhos era o único momento em que ela se sentia confiante de si mesma. Porém, naquele dia em especial se sentia mais agitada que o normal. Desde que acordara tinha uma estranha sensação no peito, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer. Ela sabia que era besteira, mas o sentimento estava bem ali, a obrigando a checar seus pacientes mais uma vez para ver se estavam todos estáveis. Quase pensou em ir até Raizel, Matthew ou Zara para ver se tinham algum trabalho para mantê-la ocupada, mas ela tinha sua própria responsabilidade e precisava mantê-la até o fim, por mais nervosa que se sentisse com relação a isso. Enquanto fazia sua ronda mais uma vez, acabou por pensar em Daisy. Talvez aquele mau pressentimento fosse apenas uma consequência dos acontecimentos recentes, pensou. Aquele ataque à Hogsmead a havia deixado mais preocupada do que já era e ela sentia vontade de ter notícias da irmã a cada cinco segundos, mas sabia que apenas estaria perdendo seu tempo e atrapalhando o horário de estudo da mais nova. Estava tudo bem, ela repetiu para si mesma, tentando convencer a si mesma de que aquilo era verdade. E era, ela sabia que sim, então focou em preencher alguns prontuários que estavam atrasados. Seu expediente estava quase no fim e em breve Willa chegaria para saírem juntas, então ela já teria esquecido toda aquela baboseira de mau pressentimento.
Ou pelo menos, assim ela pensava.
Porém Grace jamais esperara pelo que aconteceria em seguir. Repetira tantas vezes que aquele mau pressentimento não era nada que passara a acreditar. Estava tranquila mais uma vez, apenas esperando Willa chegar, quando ouviu a comoção. Como qualquer um ali, não era estranha a casos de emergência que chegavam causando alarde no hospital, então apenas aprumou os ouvidos para ver se não seria necessária, mas duvidava disso. Porém, seu coração gelou ao ouvir um healer mais velho comentando com outro que se tratava de um auror. Harold era auror. Toda vez que um auror dava entrada em estado grave no hospital, Grace não podia deixar de se preocupar com o irmão mais velho e sempre ia dar uma olhada no paciente, mesmo que não fosse seu. Porém nunca era ele, e quando chegava em casa fazia questão de abraçar o irmão o mais forte que era capaz. Ele nunca entendia e ela nunca explicava, mas precisava fazer aquilo para se certificar de que o irmão estava realmente ali, bem e inteiro, sempre ao alcance dela.
Mas aquele dia fora diferente e ela devia tê-lo previsto desde o início. Seu coração tentava lhe dizer isso, mas ela apenas ignorou, e enquanto andava na direção do auror ferido tudo o que conseguia pensar era: Por favor. Por favor. Por favor. Mas suas preces eram inúteis, e ela sentiu seus joelhos quase cederem ao ouvir as palavras que mudaram sua vida: "Oh meu Merlin, é o irmão da Grace!". O mundo girava, mas ela não podia parar até alcançá-lo, mas antes que o fizesse sentiu fortes braços ao seu redor. "Grace, você não precisa ver isso, deixe que eles cuidem dele." ela mal pôde identificar a presença de Ronan ali, nem mesmo pensando o que ele fazia de volta ao hospital, o desespero já dominando sua razão enquanto ela lutava para se libertar. Não percebeu que gritava de desespero até sentir sua garganta doer, mas estava firmemente presa nos braços de Ronan, sem poder correr para ajudar. - Me solte eu quero ajudar! - berrou. “Você não está em condições emocionais, Grace. Ele é seu irmão. Vai ajudá-lo melhor se apenas observar.” Ela sabia que ele estava certo, por isso só lhe restou parar de lutar e chorar. Ela não podia perder Harold, não sabia se aguentaria o peso daquela dor. Mas precisava fazer alguma coisa, por isso parou de chorar e secou as lágrimas, respirando fundo para se recompor. - Estou bem, já pode me soltar. - sua voz saiu em um murmúrio, mas estava firme, então o Thurkell a soltou relutantemente. Ela caminhou na direção da recepção e disse para a mulher que estava ali: - Por favor, mande um memorando urgente para Leonard Hookum no Ministério. Diga apenas que Harold está aqui, ele vai entender. - então olhou na direção onde Hal estava e se arrependeu, pois teve um vislumbre de seu rosto ensanguentado. As lágrimas ameaçaram voltar, mas ela as conteve, virando-se novamente para a mulher. - E mande também uma mensagem para Dumbledore em Hogwarts, fale que precisamos de Daisy Hookum aqui o mais rápido possível, ele também compreenderá. - e dito isso ela apenas se sentou em uma das cadeiras da sala de espera e esperou, como vira familiares esperando durante todos aqueles anos. Pelo quê exatamente, eles nunca sabiam, só restava torcer pela boa notícia.
Não saberia dizer quanto tempo esperou até que finalmente a liberassem para vê-lo. Poderia ter sido cinco minutos, ou cinco horas, mas Leo ainda não estava ali e ela duvidava que ele demorasse quando soubesse que Hal estava em perigo, então supôs que não se passara tanto tempo assim. Ao adentrar o quarto deparou-se com um Harold Hookum de uma forma que ela jamais o vira: vulnerável. As marcas no rosto e o sono profundo em que se encontrava tirara toda a sua altivez, e Grace sentiu lágrimas voltarem a invadir seus olhos por isso, enquanto puxava uma cadeira para sentar-se ao seu lado e poder segurar sua mão. Hal, que fora seu super herói sua vida inteira, estava deitado em uma cama de hospital parecendo mais frágil do que ela jamais fora, porém não havia nada que Grace pudesse fazer para ajudá-lo como ele sempre a ajudara. E ela queria. Ah Deus, como ela queria. Se pudesse tomava para si todos aqueles ferimentos e aquelas paradas cardíacas apenas para vê-lo parado ao seu lado como ela estava agora, dizendo algo como "Você vai ficar bem, little Gracie. Eu vou protegê-la." porque era aquilo que ele fazia. Ele a protegia apenas com um sorriso, e tudo ficava bem. Mas ela? Ela não podia fazer simplesmente nada, nem mesmo fazê-lo sorrir ela era capaz, porque sabia que assim que ele acordasse começaria a chorar. Ela era fraca demais para proteger aqueles que amava e se odiava por isso. Não saberia dizer quando Leo e Daisy chegaram e nem se disseram alguma coisa, só conseguia encará-lo e pensar no quanto queria ser forte e inteligente o suficiente para buscar algo que pudesse ajudá-lo. Porém, quando Hal arfou repentinamente, voltou para a realidade com tudo. - Eu acho que ele está voltando. - murmurou o obvio, mas precisava dizer aquilo em voz alta para se certificar de que era real. Porém só teve certeza de que realmente era quando suas palavras seguintes vieram, fazendo com que as lágrimas que ela estivera segurando rolassem por suas bochechas. - Você não vai morrer, seu bobo. - disse, com a voz embargada - Nós não vamos deixar.
{Flashback April; 73} Writing to reach you || Grace&Alek - Letters
Caro Alek
Acho que você não vai ficar nem um pouco surpreso em ler que essa semana não foi muito agradável. É bastante raro eu ter uma semana completamente boa por aqui, como você bem sabe, mas essa em especial parece ter sido feita essencialmente para fazer com que as coisas não dessem certo para mim. Tudo bem, eu estou sendo excessivamente dramática de novo, eu sei. Quando eu não sou? Não tenho culpa se cada fato da minha vida curta e pouco promissora conspira para que eu seja.
Logo na primeira aula eu consegui, mas uma vez, pagar um grande mico na aula de Transfiguração. Eu sei que McGonagall já não gosta de mim, mas parece que o universo continua conspirando para que ela goste cada vez menos, principalmente quando eu acidentalmente transfiguro os óculos dela em um gambá. Eu nem mesmo estava mirando naquela direção, mas o feitiço ricocheteou! Conclusão? Ele soltou seus gases venenosos na sala e todos tivemos que sair ali correndo e fedendo. Juro que eu ainda sou capaz de sentir o cheiro até hoje. Eu só não levei uma detenção porque comecei a chorar na sala dela, mas isso não foi proposital também, eu estava em pânico. Eu nunca levei uma detenção antes, eu nunca estive em problemas por nada! Exceto talvez minha falta de jeito com as coisas, mas isso nunca tinha sido algo grave até essa semana. Talvez eu devesse apenas ficar quieta trancada no meu quarto para não machucar ninguém. E para piorar isso foi durante uma aula junto com a turma da Sonserina, e eles passaram a semana inteiro me chamando de garota gambá. É serio, foi a pior coisa que já me chamaram, e olha que eles já me chamaram de muitas coisas. Hal até mesmo ameaçou fazer alguma coisa, mas eu não deixei. Não valeria a pena, sabe?
No mais a semana correu como sempre. Exceto pelo fato de que eu paguei o mico de chorar na frente daqueles sonserinos duas vezes por causa do que aconteceu, mas eu até já estou me acostumando. Daisy está como sempre correndo alegre e saltitante por esses corredores assustadores, ela se adaptou à este lugar tão melhor que eu que é impressionante. Até hoje não sou capaz de falar com várias pessoas em um grupo sem entrar em pânico, – principalmente se isso incluir garotos – mas ela está no primeiro ano e faz isso todos os dias! O Harold só essa semana mandou três pessoas para a detenção, aparentemente ele está adorando essa coisa de monitor chefe. E é claro, ele continua levando garotas aleatórias para o armário de vassouras. Me pergunto quando ele vai parar de tentar disfarçar esse lado romântico que eu sei que existe no fundo da alma dele. Quero dizer, ninguém pode ser um irmão tão legal, protetor e brincalhão igual a ele, mas não acreditar em relacionamentos, não é? Quanto ao Leonard, eu não sei o que fazer com ele. Eu só queria conversar um pouco mais com ele, mas sempre parece que eu vou incomodar então prefiro apenas calar a minha boca. Mas eu ainda o vejo olhando o tempo todo para aquela jogadora de quadribol bonitona da casa dele, me pergunto quando ele vai parar de olhar e finalmente fazer alguma coisa. Francamente, como alguém que passa tanto tempo grudado com o Hal pode ser tão parado?
Agora chega de falar de mim, por favor. Como vão as coisas por aí? Estou preocupada com você, como eu sempre estou, já que suas últimas cartas demoraram um pouco para chegar. Certamente está se dedicando ao seu livro, é claro, e inclusive eu queria muito saber se você já está terminando! Sabe que sou muito interessada pelas coisas que você escreve e estou morrendo de curiosidade para saber tudo, então me deixe a par do andamento da história, por favor!
Espero que esteja bem
Com amor,
Grace
[Flashback] And when you least expect it | Thokum
A conversa com Smith e Turner, seus dois colegas de trabalho acabara se arrastando pelo horário de almoço deles, e enquanto comiam, continuavam trocando ideias sobre novos tratamentos, novas doenças sendo descobertas recentemente, e até entraram no assunto sobre a medicina trouxa, algo em que Ronan, em suas muitas viagens nos anos anteriores, havia se interessado particularmente. No entanto, nunca havia tido a oportunidade de se aprofundar naqueles estudos, o que acabava por lhe deixar bastante curioso a respeito de como as coisas eram feitas sem magia. Não que ele fosse um amante da cultura trouxa, era verdade, afinal, Ronan não conseguia se imaginar vivendo sem magia, mas também não desprezava nada que viesse do mundo trouxa, nunca desprezava nada por ser diferente, pelo contrário, coisas diferentes sempre lhe despertaram certo interesse. O assunto se estendera tanto que o mais jovem entre os três healers sentados a mesa se esquecera totalmente de sua ideia inicial, que seria a de visitar Raizel na ala infantil.
De qualquer forma, não se preocupou. A jovem provavelmente acharia que Ronan havia se comprometido com algum trabalho de última hora, e não haviam marcado um compromisso exato, o que lhe dava a brecha naquele dia. No entanto, fez uma nota mental de recompensar a mais nova no dia seguinte, já que haviam criado o hábito de se encontrarem para conversar naquele intervalo junto com um grande copo de café.
Quando decidiu que era a hora de retornar ao trabalho e conferir se seus healers estagiários haviam feito tudo da forma como havia lhes dito mais cedo, seus colegas com quem compartilhara o horário de almoço também já estavam se retirando. Todos ali tinham um horário bastante parecido, com a diferença de alguns minutos para uns e para outros, e contando com o fato de o dia no St. Mungus não estar muito complicado quanto costumava estar a maior parte dos dias, eles conseguiam aproveitar alguns minutos a mais de descanso antes de voltarem para suas atividades de rotina. Ronan achou que era a hora de encontrar Katherine e lhe prestar uma consulta que havia ficado lhe devendo desde as primeiras horas da manhã, então cumprimentou Turner e Smith, animado pela conversa que havia lhe rendido boas informações e por poder passar um tempo mais tranquilo entre amigos, e seguiu para fora do refeitório, ouvindo atrás de si uma brincadeira por parte de Turner envolvendo sua irmã, Thea, e o fato do nome dela não combinar tanto com Thurkell como combinaria com Turner. Ronan estava mais do que acostumado com aquelas brincadeiras. Seus colegas de trabalho quando percebiam que Ronan tinha o mesmo sobrenome que a famosa jogadora de Quadribol, Thea Thurkell, passavam a achar que Ronan poderia ser o responsável por um autógrafo, por um encontro com Thea, por algo a mais do que isso, mas ele nunca levava aquelas brincadeiras a sério, afinal, ele não seria louco nem nada de realmente apresentar sua irmã a homens desesperados como aqueles.
Ficou tentado a responder com alguma palavra não muito educada, mas apenas sorriu e deu de ombros, virando-se e deixando seus amigos lá parados. Era bom passar um tempo com eles, mas para tudo havia limites.
A timidez de Grace era coisa antiga, arriscava dizer que podia até ser algo que tinha desde que nascera. Era bastante contraditório, se parasse para pensar. Ela gostava de pessoas. Gostava de interagir com elas, gostava muito de conversar e principalmente de ouvi-las, escutar seus desabafos e até mesmo arriscar alguns conselhos quando sentia que devia ou que sabia o que dizer. Era muito observadora e também bastante sincera, então sabia como tirar conclusões e soluções para as coisas juntando fatos e também como dizer as coisas que precisavam ser ditas sem magoar a outra pessoa, e sentia prazer ao fazê-lo Sempre tivera uma grande paixão por ajudar as pessoas no que fosse, mas a timidez sempre a impedia de se mover um centímetro que fosse para colocar isso em ação. Na escola não era raro vê-la sentada em um canto distante e isolada, apenas observando as outras pessoas andando e interagindo e, no fundo, ela sentia inveja delas por serem mais sociais e por terem umas as outras, mas havia algo que sempre a impedira de tentar iniciar uma conversa com quem quer que fosse. Se alguém fosse até ela iniciar uma conversa – o que na verdade raramente acontecia – tudo bem, ela sabia conversar e se tornava uma pessoa até bastante falante. Mas se ela precisasse tomar a iniciativa de iniciar uma conversa, simplesmente ficava paralisada. Era quase como um bloqueio físico que a mantinha presa no lugar como uma estátua, e nas poucas tentativas que fizera de tentar dirigir a palavra a uma pessoa que não tivesse o sobrenome Hookum ou não fosse algum professor/zelador/qualquer figura de autoridade durante todo o seu período em Hogwarts, nada mais que sons ininteligíveis saíram por sua boca, a tornando ainda mais alvo de zombaria por parte dos alunos.
E era mais ou menos aquele mesmo bloqueio que a prendia ali, com as costas coladas naquela porta. Quando terminara Hogwarts ela prometera que mudaria aquela característica. Até mesmo saíra naquelas férias com Daisy para passear em algumas praças trouxas, para que ela pudesse treinar falar com pessoas estranhas sem travar ou ficar a beira de um desmaio. Ela até mesmo fizera amizade com Willa quando precisou passar no Ministério, algo que jamais teria conseguido antes. Julgou estar totalmente curada na noite anterior, quando conversara com vários dos healers que estavam iniciando o treinamento junto com ela e poderia até mesmo dizer que iniciara uma amizade com dois deles, Kath e Bernie. Mas é claro que ela não estava curada, e ali naquele momento ela quase podia sentir a Grace dos tempos de Hogwarts voltando ao ter o ponto alto de sua noite se transformando no seu pesadelo do dia seguinte. Estava tão envergonhada que quase podia sentir os enormes óculos dos quais ela tão alegremente se livrara voltando para os seus olhos, mas aquilo não era verdade. Ela havia crescido. Deixara tudo aquilo para trás e precisava provar aquilo para si mesma, então com coragem ela se endireitou e foi na direção da porta, mas antes que pudesse abri-la outra pessoa o fez e ela acabou esbarrando com ele diretamente de frente, derrubando o prontuário que ainda estava em sua mão. Com o rosto queimando se abaixou para recolhê-lo, mas ele já a havia visto e não tinha mais volta, então apenas gaguejou rapidamente sem jamais olhar o rosto do homem, nem ela mesmo compreendia exatamente o que estava falando. – D-desculp-pe eu preci-ciso... Quero di-dizer... Estou procurando pelo... Meu... É... Pelo meu chefe... Bem... Você não o viu, v-viu? É... Dr. R. Thurkell, d-diz aqui. E-eu preciso achá-lo, é urgente e... Bem, preciso ir. – disse, já virando as costas, ansiosa para dar o fora dali o mais rápido possível.
d: psiu, aquele moreno de olhos verdes no bar não para de olhar pra você
Ah meu Merlin, quem...
Oh... Ele é bem bonito. E o que eu devo fazer? Ir falar com ele? Esperar? Beber mais? Eu não sei, nunca fiz isso antes, me ajuda!
fb: como é ter irmãos como os seus?
É muito bom, eu amo meus irmãos. A Daisy é uma coisinha fofa, ela está agora em Hogwarts e fico muito feliz em ver o quanto ela parece se adaptar fácil com as coisas, queria ter sido assim quando cheguei, parece que até hoje ainda não peguei totalmente o jeito de tudo. E ela é muito mais alegre que eu, faz todo mundo rir, então sempre fico feliz quando ela está por perto, é muito animador. Agora os gêmeos são extraordinários. Quero dizer, eles não são perfeitos. Muitas vezes eu queria fazer um pouco mais de parte dessa coisa deles, mas sei que nunca conseguiria, é algo deles e que mais ninguém pode entrar, tipo um clube super secreto e exclusivo. Eles estão nessa desde que nasceram, mas eu cheguei tarde demais, então não fui convidada a participar. Mas é divertido observar os dois, a dinâmica deles, como um parece entender o que o outro vai fazer um minuto antes de agir. E também toda essa coisa da cumplicidade e de como eles sempre se acobertam, se protegem, se defendem mesmo quando o outro nem sabe que precisa. É lindo de ver, algo que todo mundo deveria testemunhar um dia. No começo eu ficava com inveja porque queria fazer parte ou pelo menos ter alguém com quem pudesse ter algo tão profundo como os dois têm, mas depois descobri que há outras maneiras de se sentir especial e aprendi a ficar feliz pela maneira deles de serem especiais. E pode ter certeza, eles são, e qualquer um que diga o contrário é burro ou cego. Ou pelo menos, mais cego que eu.
v: fale sobre seu chefe
Ronan… É um chefe excelente. Ele é um ótimo professor, quando entrei aqui e precisava de ajuda, ele não precisava nem pensar para me ajudar com o que fosse. Ele também é muito bom no que faz e eu o admiro muito por isso, porque ele é jovem e tem todo um futuro pela frente, mas olha só aonde já chegou! Sei que pode parecer estranho, mas espero ser como ele… Um dia. E, bem… Ele é incrivelmente atraente. Não é um tipo para se deixar passar e eu nunca fui de reparar muito até… Bem… Até o ocorrido. E eu não sei mais o que dizer, o que pensar ou o que fazer. Ronan Thurkell é um chefe excelente, um healer excepcional e um homem maravilhoso, mas as coisas seriam tão mais fáceis se ele fosse só meu chefe… N-não que eu esteja insinuando que ele seja mais que meu chefe, mas… Bem, tem o ocorrido pra provar que ele não é só meu chefe. Ele é… Eu não sei definir. Não sei o que é isso ou onde isso vai parar, e quanto mais eu tento fugir, mais parece errado fugir. Fica essa voz no fundo da minha mente dizendo pra eu simplesmente me entregar de vez, deixar de ser tão tensa, mas… Eu tenho medo. É isso, medo.
How would you prefer to die?
Eu prefiro não pensar nisso. Eu sei que não vou viver pra sempre, mas prefiro pensar que vou demorar muito, muito tempo pra morrer, então não precisarei me preocupar com isso quando a hora chegar.
Is it possible for you to love someone you don’t trust?
Amar é possível de qualquer forma em qualquer circunstância. O amor não faz distinção dentre absolutamente nada, inclusive confiança, ele não vê absolutamente nada. Seu dever é apenas sentir. O dever de afastar quem não confiamos é puramente nosso, com ou sem amor. Deixar de confiar não significa deixar de amar, é muito mais doloroso e complicado que isso, então acho que a resposta para a sua pergunta é: sim. É possível para mim amar alguém que eu não confio. Agora se é possível viver com essa pessoa, respeitá-la, construir uma vida e um relacionamento maduro com ela? Não. Essas coisas sim dependem da confiança, e não o amor.
veritaserum: Excluding romantic love, when was the last time you told someone you loved them? Who were they to you?
Eu não sei… Foi para o Hal? Ou para a Daisy? Talvez para o Leo? Ou foi para o Alek? Pode ter sido para a mamãe ou para o papai? Não sei, realmente. Eu não torno falar esse tipo de coisa um grande evento que precisa ser lembrado, eu sempre digo que amo as pessoas que amo, então nem mesmo consigo lembrar quando o faço.
v: fale sobre as principais e melhores mudanças na sua vida nos ultimos tempos
Bom, eu tenho me dado melhor comigo mesma. Aprendi a me amar um pouco mais, deixei de lado a síndrome de patinho feio, comecei a me cuidar melhor e até mesmo aprendi a usar maquiagem! Isso me tornou mais confiante de mim mesma, um pouco mais firme de minhas decisões e até mesmo me ajudou a ser menos desastrada, mesmo que essa seja uma característica que não pode ser mudada. Talvez essa tenha sido a principal mudança em mim nos últimos tempos, mesmo que não seja algo que pareça significativo para outras pessoas, faz toda a diferença para mim.
What is your favorite time of day?
Quando eu faço algo certo completamente sozinha no trabalho, sem ajuda de ninguém e sem derrubar nada antes. São momentos raros, mas que acontecem pelo menos uma vez no dia, e são eles que me fazem continuar tentando todos os dias.