E nas arenas treinando é possível ver Dianthus Yäger!! o que sabemos sobre ele é que é um semideus grego que segue e que tem vinte e cinco anos. outra coisa que as ninfas nos contaram é que Diane é extremamente bom ao usar seu arco e flecha, mas isso é esperado dos filhos de Perséfone. Diane tem uma grande semelhança com o mortal Cha EunWoo, mas isso é apenas a névoa agindo.
𝑨𝑩𝑶𝑼𝑻 𝑯𝑰𝑴:
Nascido em Icheon, Coreia do Sul, filho de um pescador com a deusa da primavera, teve seu nome trocado de Kang Jaehyun para Dianthus Yäger no primeiro ano de idade assim que mudaram-se para a Grécia, tendo pouquíssimo contato com sua cultura natal.
Desde sempre, seu pai, um mero mortal, contou sobre o amor enlouquecedor que sentiu e ainda sente pela deusa e, no primeiro e único encontro de ambos, Diane fora gerado. Nove meses depois, fora deixado na porta de seu pai com uma carta escrita pela própria divindade o alertando dos perigos que o menino enfrentaria.
Desde que pisou no Acampamento Meio-Sangue na pré adolescência, não saiu mais de lá comunicando-se com seu pai apenas por cartas. Sua falta de jeito com batalhas é notória embora seja esforçado, preferindo ajudar a cuidar dos feridos do quê participar ativamente no campo de batalha.
𝑬𝑿𝑻𝑹𝑨𝑺:
Sua heterocromia é fruto de uma maldição da deusa Afrodite;
É um rapaz tímido, gentil, doce e inocente durante a primavera/verão, no inverno/outono ainda conserva esses traços porém, torna-se mais irritadiço, insensível e quieto;
Quando nervoso, tímido ou estressado exala um forte cheiro de flores (especialmente dama-da-noite) o que o deixa ainda mais irritado;
Apesar de não ser o melhor em campo de batalha, é um excelente ajudante na enfermaria;
Logo que chegou no acampamento e ser reclamado e, mesmo sabendo quem era sua verdadeira mãe, todos pensavam que se tratava de um filho de Afrodite;
Ok, definitivamente não sabia andar por ali sozinho e se sentia ainda mais inútil. Mas o quê poderia fazer? Bom, tinha algo que poderia fazer ou melhor, alguém para quem recorrer. Ao menos acertar aquele escritório Diane conseguia fazer.
Bom, esperava que fosse o certo.
Bateu com suavidade, o cheiro de dama-da-noite ficando mais forte pelo nervosismo ao que os dedos brincavam freneticamente entre si. Só ousou abrir a porta quando ouviu a voz conhecida. ❛ Tio? ❜ certo que não era seu tio de verdade, mas o considerava assim então não via problemas, certo? Colocou só a cabeça para dentro da sala, os olhinhos implorando por uma faísca de atenção, um beicinho surgindo. ❛ Como adivinhou…?❜
Ao ver que o rapaz adentrando sua sala era um dos filhos de sua grande amiga Perséfone, Fred se levantou e o cumprimentou bagunçando seu cabelo. Não via Diane há anos, ouvindo apenas os relatos de sua mãe sobre as aventuras (ou desventuras?) do jovem como semideus. “Quem é vivo sempre aparece” brincou, ainda que estivesse incerto sobre aquela frase ser ou não usada atualmente. Bem, não importava. “Diane, garoto, como está?” Pelo que sabia, o filho de Perséfone não era particularmente talentoso enquanto campista e havia prometido à amiga que cuidaria dos semideuses do mundo inferior greco-romano. Talvez poderia recrutá-lo para a Casa da Vida… Diane, quem sabe, se afeiçoaria pelo caminho de Geb ou magia elementar. Força física e destreza não eram essenciais para a maioria dos magos. “Isso tem acontecido bastante. Desde que abriram os portais, temos essas visitas guiadas o tempo todo, e é uma casa bem grande. O que está achando?”
O bagunçar do cabelo estava mais para um afago e só a deusa sabia o quanto Diane queria um afago. Tanto que chegou a fechar os olhos por breves momentos, se fosse um gato teria ronronado. ❛ E de acordo com o quê eu vi, morro daqui uma semana. Se não acontecer, te mando uma carta.❜ Brincou ❛ Estou bem! Na medida do meu possível, claro. ❜ O que já era muita coisa.
Adentrou de vez no escritório olhando curioso ao redor. Não sabia se era coisa da sua cabeça ou não, mas aquela bebida com nome estranho parecia cheirar em todos os lugares, não era algo ruim. ❛ Fico pensando... E se algum campista realmente se perder? Como seria encontrado? ❜ Poderia facilmente trocar campista por “eu” que seria a verdadeira pergunta. ❛ Está... Interessante. O senhor parece estar se divertindo. ❜
ㅤㅤO filho de Sroasa tinha achado aquele tipo de magia encantador, sendo assim quando notou que o rapaz ao seu lado também parecia um pouco perdido nos seus próprios pensamentos ele não se espantou ou teve uma reação ruim. Ele entendia que era fácil deixar que as chamas coloridas levassem a mente longe, ainda mais se conseguissem saber que a cor dizia sobre o que ele mesmo estava sentindo.
ㅤㅤAssentiu com a cabeça ao escutar os dizeres, sorrindo e apoiando os braços nas pernas assim ele conseguia ver mais detalhes quando as cores eram alteradas. ── Lindíssimo, acho que nunca vi algo parecido com isso na minha vida. ── Talvez ele estivesse sendo um pouco exagerado com a forma de falar uma vez que as maravilhas do seu próprio mundo também eram igualmente encantadoras, ainda assim estava surpreso com aquilo. Talvez porque não esperasse aquilo.
ㅤㅤ ── Devo estar parecendo uma criança, não é? Bom, é a primeira vez que venho até o Meio-Sangue então acho que a fogueira me pegou desprevenido. ── Explicou porque não queria parecer mais bobo do que já deveria parecer. Aproveitou então a presença do rapaz para tirar uma dúvida que estava lhe matando. ── Vocês conseguem saber quando a cor que está nas chamas tem haver com o que vocês estão sentindo? ── Não soube se explicar direito, ficando com medo de deixá-lo confuso.
ㅤㅤ ── Aliás, me chamo Taskin. Sou filho de Sroasa e venho do “acampamento” persa. ── Se apresentou de forma simples, sem se transformar no que seus alunos chamavam de “palestrinha” enquanto estendeu a mão para o rapaz com educação. Esperou o nome dele e que pegasse no aperto de mão. Ele sorria simpaticamente como sempre fazia. Se existia algo no turco era educação para dar e vender.
Era estranho ter alguém desconhecido falando consigo sem que notasse qualquer ar de desdém ou superioridade, embora achasse o sotaque fofo. Contentou-se em terminar a bendita maçã enquanto o escutava com atenção, arrancando-lhe uma risadinha baixa e abafada por uma das mãos. ❛ Não acho. Na verdade, é bem fofinho de se ver. ❜ comentou bem humorado. ❛ Estou aqui há anos e fico da mesma forma sempre que venho para a fogueira então... Sou mais bobo do que você. ❜
Limpou o resquício de maçã pela calça enquanto ponderava sobre a nova pergunta, nunca havia pensando naquilo antes. ❛ Bom, dizem que sim, Não tenho certeza, nunca testei. Aliás! Se eu fosse você não ficaria muito perto porque... ❜ Diane sequer terminou a frase e logo se adiantou.
Ele poderia ser exagerado e um péssimo guerreiro, mas tinha bons reflexos e foi assim que, sem qualquer outro aviso, avançou sobre o homem mais alto puxando um dos pés do, então, persa para mais para dentro e logo em seguida, uma pequena brasa caiu no chão e apagou-se no exato lugar em que o pé estava antes. As bochechas tomaram coloração avermelhada quando notou que havia tirado liberdade demais e com isso, o nervosismo; consequentemente, o cheiro de dama-da-noite fortíssimo tomou conta, afastando-se do outro. ❛ Me desculpe! ❜ adiantou-se nervoso, apertando a mão que lhe fora estendida. ❛ É que eu vi que você iria morrer queimado então...Ah! Sou Diane, filho de Perséfone. ❜ sorriu breve ainda que envergonhado. ❛ É verdade que os persas comem carne crua? ❜
A visita guiada ao arsenal era uma atividade que Diego fazia apenas duas vezes ao ano, a fim de introduzir a maior parte das opções para combate de um ponto de vista teórico. Naquela tarde, não havia um número tão grande de novos semideuses, porém, ele pensou que os visitantes de outros acampamentos poderiam se interessar pela atividade. Além disso, estava exausto por conta dos treinos intensos nos dias anteriores, só não diria aquilo em voz alta, acreditava em reprimir sentimentos negativos e no poder do pensamento positivo.
“Então é isso, essas são as armas mais comuns, as outras são menos usadas e, de qualquer forma, precisam de bastante treinamento para não acabarem atrapalhando na hora do combate. Vou mostrar algumas legais só por curiosidade.” Diego buscou um martelo de quase um metro e meio de altura, com a cabeça feita em quilos de bronze celestial. “Esse é um malho. O problema dele é o peso, como vocês devem imaginar, mas esmaga qualquer monstro se você souber como usar” explicou, aproveitando para flexionar os músculos enquanto levantava a arma. Um erro, lembrou-se, ao precisar disfarçar uma câimbra. Talvez fosse melhor seguir com um exemplo mais leve.
Diego encostou o malho em uma parede e alcançou outra arma. Esta era um bastão curto com três longas correntes o ligando a esferas cheias de espinhos em ouro imperial. “E isso aqui é um mangual. Vocês devem ter visto em filmes sobre a idade média, é irado, mas difícil de manipular. Todo mundo que treina com ele passa os primeiros meses se machucando.” Por aquele motivo, precisava guardar o mangual em cima do armário, assim nenhuma criança acabaria tentando brincar com ele. “Alguma dúvida sobre as armas ou armaduras?”
Detestava aquele tipo de ensinamento mais do que tudo. E mesmo que não fosse nenhum novato, sempre era mandado para ali com a esperança vaga de que um milagre acontecesse e Diane melhorasse o mínimo possível para ser chamado de guerreiro. Se Natalya ouvisse as palavras Diane e guerreiro na mesma frase ou ela iria rir ou iria vomitar.
Com todo o respeito e sem ironia, Diego parecia estar falando grego e, mesmo que continuasse prestando atenção em suas palavras e ações, simplesmente não entrava em sua cabeça. Como os filhos de Ares e de Athena faziam parecer tão simples? E se já sabiam que seu lugar era na enfermaria, por que sempre o mandavam para lá?
Olhou para o mangual com desgosto (ou talvez só estivesse enjoado) e levantou a mão como um bom aluno. ❛ Podemos fazer uma pausa? ❜ tinha plena consciência de que sequer haviam começado o treinamento de verdade, mas precisava dizer ❛ Eu vou morrer esmagado por essa coisa daqui meia hora. ❜ não era uma mentira e a visão que deslumbrou só piorou o seu enjoo, será que estava verde? Diane estava rodando ou eram as paredes do lugar? ❛ Eu preciso tomar um ar... ❜ mal terminou de falar e começou a ouvir os burburinhos e risadinhas sobre o quão patético e fraco ele parecia.
Aquele era um dia tranquilo. Não havia muito dever de casa para corrigir — até mesmo porque nunca pedia redações ou monografias — e já lecionara as aulas que precisava. Agora, sentava com os pés em cima da mesa de seu escritório e lia um jornal da semana anterior enquanto bebia em uma caneca com os dizeres: “world’s okayest teacher”. Pretendia passar o resto da tarde assim, até que foi interrompido por uma batida em sua porta, já aberta. Fred abaixou os pés e o jornal, curioso. Na maioria das vezes, falar com um aluno acabava sendo mais interessante do que tentar se manter atualizado com as notícias repetitivas. “A que devo essa visita?” ele perguntou, com as sobrancelhas arqueadas, o tom formal bastante destoante do visual de jovem rebelde. “Se perdeu do tour?”
Ok, definitivamente não sabia andar por ali sozinho e se sentia ainda mais inútil. Mas o quê poderia fazer? Bom, tinha algo que poderia fazer ou melhor, alguém para quem recorrer. Ao menos acertar aquele escritório Diane conseguia fazer.
Bom, esperava que fosse o certo.
Bateu com suavidade, o cheiro de dama-da-noite ficando mais forte pelo nervosismo ao que os dedos brincavam freneticamente entre si. Só ousou abrir a porta quando ouviu a voz conhecida. ❛ Tio? ❜ certo que não era seu tio de verdade, mas o considerava assim então não via problemas, certo? Colocou só a cabeça para dentro da sala, os olhinhos implorando por uma faísca de atenção, um beicinho surgindo. ❛ Como adivinhou...?❜
ㅤㅤ Com a abertura do portal, Taskin estava cada vez mais atarefado ainda mais que não conseguia dizer não quando lhe pediam para mostrar os arredores e ensinar mais sobre a cultura persa. De qualquer maneira, naquele dia havia resolvido tirar uma folga e ir ao Acampamento Meio-Sangue para conhecer algo que havia lhe deixado: a fogueira que mudava de cor.
ㅤㅤ Assim que se aproximou, sentou-se em um canto qualquer e passou a observar. Nos primeiros momentos, parecia uma fogueira comum como qualquer outra, no entanto conforme semideuses passavam ela ia se alterando bem à frente dos seus olhos. Azul, rosa, amarelo. ── Impressionante. É sempre assim? ── O turco acabou questionando a quem estava ao seu lado, sem conseguir parar de olhar a fogueira com sua chamas coloridas.
Estar naquela fogueira era sempre assim desde que se lembrava e nem por isso, era menos impressionante para o semideus com as bochechas cheias pelo pedaço de maçã que ainda saboreava. Tão distraído que só murmurou um ❛ hum-hum ❜ sem desviar os olhos.
Só então notou que não havia sido uma pergunta feita por alguma voz do além em sua cabeça. Os olhos bicolores subiram para o homem ao seu lado de sotaque pesado e por um milésimo de segundo arrependeu-se. A cena do desconhecido pegando fogo após um acidente naquela mesma fogueira o fez parar de mastigar e prender a respiração, só voltando a situação ali com a pequena crise de tosse ❛ Sim! ❜ Adiantou-se a dizer entre as tossidas ❛ É lindo, não é? ❜