Muito antes de a história ser escrita, quando as noites eram mais escuras e os deuses caminhavam entre os homens, a energia amaldiçoada já se fazia presente na terra que um dia seria chamada de Brasil. Das sombras dos medos humanos nasciam maldições, criaturas que se alimentavam do terror e da ignorância. Mas não estavam sozinhas.
Povos antigos, que viviam em comunhão com a natureza, aprenderam a sentir a energia oculta no mundo ao seu redor. Eram os primeiros xamãs, guerreiros espirituais que caçavam maldições antes mesmo de compreenderem o que elas eram. Alguns controlavam essa força, outros a selavam, e um número seleto – os mais sábios – a convertia em poder próprio, transformando-se nos primeiros feiticeiros jujutsu do continente.
Com o tempo, esses xamãs fundaram aldeias protegidas por barreiras naturais, escondendo-se das criaturas que surgiam dos pesadelos da humanidade. Essas aldeias se tornaram os primeiros clãs jujutsu do Brasil, linhagens de feiticeiros que resistiram ao tempo, à guerra e à destruição. Entre eles, os mais poderosos dominavam rituais ancestrais, selos de proteção e técnicas transmitidas de geração em geração. Seus descendentes ainda vivem, ocultos na floresta, mantendo segredos que os feiticeiros modernos mal ousam imaginar.
Capítulo 2 – A Chegada dos Colonizadores e o Silêncio dos Xamãs.
O equilíbrio entre feiticeiros e maldições mudou drasticamente em 1500, quando os primeiros colonizadores europeus desembarcaram na costa brasileira. Não trouxeram apenas armas e doenças, mas também um novo medo: o medo do desconhecido, do selvagem, do “pagão”. A brutalidade da colonização gerou uma onda de energia amaldiçoada tão forte que as maldições da floresta se fortaleceram além do controle dos xamãs.
As aldeias foram destruídas, seus protetores mortos ou forçados ao exílio. A energia natural da floresta, que antes era uma aliada dos feiticeiros indígenas, se enfureceu diante do massacre. Os sobreviventes se esconderam nas profundezas da mata, tornando-se lendas, seus poderes confundidos com o folclore e seus descendentes se tornando os xamãs que hoje caminham entre os feiticeiros jujutsu modernos.
Sem os xamãs para manter a ordem, a energia amaldiçoada se espalhou pelo Brasil, silenciosa, crescendo a cada massacre e tragédia da história. Mas nem todos os segredos haviam sido perdidos.
Capítulo 3 – O Coração da Floresta.
Na virada de 1724 para 1725, um grupo de quatro feiticeiros jujutsu explorava as profundezas da Amazônia. Durante suas buscas, encontraram uma cratera oculta pela densa vegetação. No centro, enterrado sob a terra viva, um coração gigantesco pulsava com uma energia vibrante e primitiva. Não era uma maldição, nem um artefato comum. Aquela coisa viva parecia ser a própria essência da floresta, o núcleo de sua força espiritual.
Temendo o que aconteceria se esse segredo fosse revelado, os feiticeiros juraram silêncio. Dois permaneceram na selva, criando uma barreira de selamento ao redor do coração. Os outros dois viajaram para fora da floresta e, no ano seguinte, fundaram a primeira escola jujutsu do Brasil em Manaus, um bastião para treinar novos feiticeiros e conter o caos que ameaçava se erguer novamente.
Mas selar algo tão poderoso tem consequências...
Capítulo 4 – O Despertar
Séculos se passaram. A energia natural da floresta, mantida em cativeiro, começou a se tornar instável. Com o crescimento das cidades, a destruição ambiental e a ganância dos humanos, as barreiras antigas começaram a enfraquecer. A Amazônia, antes apenas um local de mistérios, passou a reagir violentamente.
No início, foram apenas pequenas mudanças: animais mais agressivos, tempestades imprevisíveis, um estranho silêncio na mata durante a noite. Mas logo os efeitos se tornaram impossíveis de ignorar. A energia natural da floresta começou a entrar em conflito direto com a energia amaldiçoada que sempre existiu na região. Era como se duas forças invisíveis se enfrentassem, distorcendo o fluxo espiritual da Amazônia.
Feiticeiros jujutsu menos experientes começaram a perder o controle de suas habilidades. Para alguns, a energia amaldiçoada se tornava instável, escapando de seus corpos sem controle. Para outros, simplesmente desaparecia, deixando-os vulneráveis diante das maldições que se fortaleciam dia após dia. Feiticeiros veteranos, acostumados a manipular sua energia com precisão cirúrgica, perceberam que sua conexão com o jujutsu se tornava errática dentro da floresta.
O fenômeno não afetava apenas feiticeiros – afetava as próprias maldições. Criaturas antes dispersas agora surgiam em números alarmantes. Algumas, que antes agiam de forma irracional, começaram a se organizar, movendo-se em padrões inteligentes. Maldições poderosas, que deveriam estar seladas há séculos, começaram a se manifestar como se algo as estivesse chamando.
Mas o que mais assustava os feiticeiros não era o aumento das maldições ou a desordem espiritual. Era o surgimento de novos feiticeiros.
Pessoas comuns, sem histórico de linhagem jujutsu, começaram a manifestar poderes de forma espontânea. Em cidades próximas à floresta, crianças e adultos relataram sentir presenças invisíveis, ver espíritos e, em casos mais extremos, liberar energia amaldiçoada sem qualquer treinamento prévio. Isso jamais havia acontecido antes em tal escala.
A teoria mais aceita entre os estudiosos do jujutsu era simples, mas aterrorizante: o selamento do Coração da Floresta estava se rompendo.
A barreira criada pelos quatro feiticeiros em 1725 não era apenas um segredo guardado – ela era um bloqueio espiritual que impedia que a energia primordial da Amazônia se espalhasse pelo mundo. Agora, essa energia estava vazando lentamente, influenciando tudo ao seu redor.
Mas uma pergunta continuava sem resposta: se a energia natural estava se libertando... então o que estava selado com ela?
Nos cantos mais remotos da floresta, os descendentes dos antigos xamãs ainda sussurravam sobre um poder que nunca deveria ter sido perturbado. E, em meio às sombras das árvores, algo começou a despertar...
Mestres na manipulação de mana, não possuem grande força física dependendo somente de suas magias e feitiços, são dominadores natos se suas próprias magias lutando na maior parte das vezes de longo a médio alcance.
• Arcanos - (🌟)
[Arcanos começam com uma magia única]
• Colossos - (🫁)
Focados na força bruta, resistência e habilidades corporais. Não têm nenhum traço de magia, mas superam os outros em combates físicos, sobrevivência e resistência. Lutam com o auxílio de seus corpos e de técnicas, alguns utilizam de armas brancas ou armas mais pesadas para o combate.
[Colossos iniciam com atributos físicos duplicados]
• Selvagens - (☠️)
Um equilíbrio entre magia e força física. Não possuem domínio em nenhum dos dois, então utilizam armas ou itens especiais, técnicas e até feitiços para compensar no combate.
[Selvagens começam com uma arma/item especial]
• Naturais - (🌱)
Estão profundamente ligados à natureza e suas energias. Extraem força de plantas, animais ou dos elementos naturais, podendo combinar traços físicos e mágicos. Possuem intenso conhecimento natural, conseguindo identificar animais e plantas apenas com o olhar.
[Naturais iniciam com o domínio de um elemento básico]
• Místicos - (🃏)
Personagens conectados com forças espirituais. Suas habilidades vêm de pactos com entidades ou uso de energias do mundo espiritual. Um misto de magia e intuição, são mais focados em ataques espirituais ou mentais, não possuindo muito domínio físico ou mágico.
[Místicos iniciam com um feitiço ilusório ou espiritual]
「🔥」 Onde a luz do Sol já não mais alcança, onde a escuridão predomina e a mata fechada passa a ser só um lar para os perdidos. Quatro Chamas incessantes brilham, indicando o caminho que você não deve percorrer. Abençoadas, ou, amaldiçoadas com o poder de destruição e criação concebido pela natureza, como guardiões, protegem seu lar, você com certeza não vai querer as encontrar...
A primeira Chama, conhecida como A Serpente Boitatá, um olhar e você é ceifado, com seu grande corpo em chamas enfeitado com centenas de olhos que condenam seu espírito, ela é mortífera, a mais mortífera das quatro chamas, quem a encontra, nunca consegue escapar.
A segunda Chama, um assassino impiedoso, o Caçador Curupira, sua marca são seus pés virados para trás, seus cabelos queimam como as chamas do próprio inferno, se você se deparar com ele, fuja, é impossível enfrentá-lo, um torturador nato que protege sua casa, tome cuidado ao se aventurar pela mata.
A terceira Chama, velocidade é a sua marca, como os trovões que a acompanham, ela falava, se ouvir um relinchar na mata, se esconda, o brilho a atraí, a Mula sem Cabeça é seu apelido, mortífero, mortífero.
A quarta Chama, prima da segunda, seu espírito arde como fogo em palha seca, sempre acompanhada de sua fiel companheira, a Domadora Caipora é o jeito de há de se chamar, tome cuidado para por seu Javali não se esmagar, porta a lança consigo como a nuvem porta a tempestade, não se aproxime, talvez seja tarde.
「☄️」 Os antigos contam que, antes desta geração existir, uma grande batalha ocorreu. Um combate mortal entre dois astros que disputavam o cargo de Imperador da Luz. A luta durou anos, e o mundo foi liberto da escuridão por muito tempo. Porém, o embate terminou com a vitória de Sollys. Enquanto isso, o perdedor caiu na Terra como um cometa, destruindo um terço do mundo antigo e mudando o mundo como era conhecido. Dizem que desde então ele permanece adormecido nas profundezas subterrâneas; outros dizem que ele já despertou e, aos poucos, planeja sua vingança.
A Besta Fenrir
「🐺」 Formado de uma das fobias mais assustadoras do continente de Ark. Megalofobia, o horror a coisas grandes. Surgido a partir de um medo primordial, desde seu primeiro suspiro a criatura segue crescendo, e durante muito tempo tentaram lhe prender, o matar, chances jogadas em vão. Em uma das investidas mais afrontosas contra a criatura, descobriram um terrível segredo. Quanto mais ódio ele sente, mais poderoso é sua força, quanto mais o tempo passa, maior ele fica e quanto mais é atacado, mais resistente fica. Uma criatura imbatível, pelo menos até agora, muitos chegaram perto de seu fim a enfrentá-la, tome cuidado ao encontrá-la.
Dragão-Serpente Ryugorō
「⚡」 Um dragão serpente poderoso que comanda os céus de Ark, dizem que quando uma tempestade acontece Ryūgorō visita a terra lançando raios para todos os lados, o mesmo é um dragão único e lendário onde ninguém que o enfrentou conseguiu sobreviver porém ao mesmo tempo pode ser que ninguém nunca tenha morrido para o mesmo, bom ninguém nunca foi lá viu e voltou para confirmar.
「🎭」 Um artefato encontrado em uma das explorações feitas em uma caverna das Terras Rochosas. Conta-se que foram encontradas enterradas mais ou menos 12 máscaras anexadas a um pilar que continha a imagem de 1 ser petrificado, a equipe conseguiu retirar duas máscaras antes que a caverna fosse enterrada novamente. Até hoje não se sabe o que a máscara faz, ambas se encontram atualmente sobre a posse do Clã Sorrilha.
A Bigorna Branca
「⚒️」 O Artefato mais valioso encontrado até o momento, apelidada de *"Albusincus, a Bigorna Branca"*. Trata-se de uma Bigorna Pálida com detalhes que se assemelham a mármore, ela só pode ser utilizada por ferreiros e sua funcionalidade é simplesmente inigualável. Quando em contato com um ferreiro habilidoso, exala uma luz pálida e começa a fabricar, podendo gerar novos artefatos, itens e armas lendárias com apenas o toque e o pensar. É um artefato perigoso, pois todos que a utilizaram se viciaram em seu poder e, atualmente está perdida, diz-se que ela está em alguma região das Terras Rochosas abandonada em uma das antigas cavernas ou em uma das minas na região.