vēnerīs | 2017 com Nina La Croix
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vēnerīs | 2017 com Nina La Croix
OBGESTO – proposição sensorial para sesta + proposição fiada oraculum-lero-lero | PARTICIPAÇÃO, PERFORMANCE, POLÍTICA | outubro de 2016 | Lago Oeste. Brasília, DF. I. Como construir uma casa? Essa é a primeira pergunta que me aparece enquanto montamos barracas entre varas, encaixes, pequenas diferenças e manual de instruções. E o que faz de uma casa uma casa? Encontro pedras acopladas por barro vermelho e começo a soltá-las uma a uma. Organizo-as umas por sobre as outras as equilibrando e percebo que estou construindo um muro. Em geral é pelo limite que se começam as casas, me parece. E me chama atenção os arames farpados em seus limites tão ásperos quanto fáceis de burlar. E porque construir um muro? O desejo de destruí-lo me responde. E sigo construindo pra depois soprar em tentativa fracassada de demolição. Em delírio, estratégia de erva-daninha: muitas bocas somando vento, co-operação, limites borrados. II. De arquitetura de casa à performance; as mesmas questões: como construir uma performance? E o que faz de uma performance uma performance? Aqui enumero algumas observações anotadas no encontro (PPP, 2016): *Performance = Desempenho; *Deve ter pelo menos uma hora de duração; *Quando tem um cachorro assistindo, é sucesso; *Não precisa buscar sentido: é subjetividade; *Se entendeu tá errado; *Caso respire ofegante, faça cara de sofrimento ou converse, não é performance, é fracasso. III. Fracasso segundo a Wikipédia, “refere-se ao estado ou condição de não atingir um objetivo desejado ou pretendido.” Uma falha. Falha “é definida como um defeito ou uma condição anormal em um componente, equipamento, sub-sistema ou sistema, que pode impedir o seu funcionamento como planejado, uma situação chamada de fracasso”performance Se performance é desempenho – sendo des prefixo de negação e empenho palavra com raíz em “penhor, objeto dado em garantia” –, performance é risco. E se se risca a forma: per.form.ance, resta per (movimento através, intensidade) e ance (a ação de). Ação de mover através, atravessar, garatujar intensidades, fulerar. IV. Fulero é palavra que escapa etimologia. Escorregadia, amorfa e polimorfa, inventa as suas próprias verdades pra depois desmentir. Desentende fracasso, respira ofegante, pode ter duração de mosquito, ri das normas, dança o ordinário, desvaira, mostra a bunda, faz pedágio pra comprar chup chup, lambe os dedos. V. Fosse cada letra uma pedra, as bocas juntas soprando pra que na aparente desordem os dedos pincem palavras e as depositem uma a uma sobre o seu corpo. E você observa: os pesos, as temperaturas, as texturas. Imagina os formatos, sente cócegas, bate pedras no peito, corta barbante, enterra desdesejos e esfarela camadas com as mãos. Os gestos levando mais que as formas, mas ainda assim usando contornos pra se manifestar. E voltar a se diluir. Composições, objetos, fragmentos pegando emprestadas articulações de outros corpos, obgestos. VI. OBGESTO (latim ob-: sobre; à frente de + gerere: portar sobre si; conduzir; transportar) 1. Pequenas danças que articulam coisas. 2. Sendo coisa “objeto ou ser inanimado”: movimento que traz ânimo (animus) à coisa. Ou a coisa que, por qualidade de matéria, dá origem ao movimento. 3. Paisagem sensorial. 4. Polpa de devir cujo sulco é substância. OBGESTAR 1. Ação de errar objetos, deslocar, criar mundos. 2. Sulcar, abrir passagens, preencher. 3. Friccionar, inventar sentido, compor corpos*. 4. Atualizar o ordinário, fantasiar. * Pedra fosse osso com suas microbocas inventando passagens compactas, mas possíveis, nos diriam justo o que escutamos no silêncio. Pedra-arquitetura se movendo por músculos, banhada em fluidos, involucrada por pele. Pele bicho fundo que se faz e refaz e insiste. Limita, permeia, fantasia, invagina, cria prega, toma tamanho do que se sente. VII. Com gotas de laranja nos lábios, sulcar as paredes inventando poros e soprar juntos a palavra artista até que as letras se espalhem e não seja mais que saliva e vento e movimento. E sejam incontáveis as bocas: o mato crescendo nas letras e as letras se reinventando nas bocas.
ÁGUA MOLE PEDRA DURA | 2016 com Nina La Croix
DESLOCAMENTO | junho de 2016 | Salvador, BA
fotos/ companhia em percurso: Nina La Croix
(8 de junho, Salvador - aprox. das 10h às 15h)
PROPOSTA: deslocar as gaiolas usadas na ação Metaqueda do voo desde a Pituba até o centro da cidade.::pra além de uma necessidade objetiva de lidar com os objetos acumulados, uma necessidade íntima de movimento: instabilidade, fragmentação, fogos de artifício ouvidos em dia de impeachment, políticaos,
Inicio a ação organizando o corpo que carrega o acúmulo de corpos-gaiola. Arame, alicate; construo quatro blocos. No rosto, meia preta – tant*s que sou, desacentuo fisionomia.
Logo em inicio de trajeto os quatro blocos formam um.
– é pra dar? É que eu crio passarinho. [ Passarinho passarinho é que eu crio passarinho é pra dar? Passarinho ] – não, eu falei gaiola. [ falei gaiola passarinho não eu falei gaiola falei gaiola ]
Em boca, a operação de um discurso-repetição do que ouço. Em um fluxo livre de repetições e entonações, vou somando palavras ao percurso.
[ Deus me livre guarde deus me livre guarde deus ]
Nas pausas – motivadas por convites de gestos, espaços, dificuldades, cansaços, encontros – componho arquiteturas transitórias com as gaiolas e o arame.
Gaiola é bicho que, quando arrastado, denuncia irregularidades no solo e prende e pesa e cansa.
Um homem negro vestindo preto terno ao sol guardando brancos; uma senhora que cochicha sozinha; burburinho; um gari que pede gaiola; pausas e arranques.
Em pausa-arquitetura me abraça uma gaiola que se solta algumas vezes seguidas. La pequeña danza, um olhar por grades, água que me brotam os olhos. Não sei exatamente o que me afeta, mas me permito ser afetada por este objeto que tão intimamente me dança. (fôssemos mais receptivos às gaiolas que nos convidam dançar...)
Atravesso a rua em direção ao mar. O sol, a imensidão azul, o mar e seus desertos. Os prédios em grafismos do que se constrói; do que se destrói.
Me canso, questiono, se forma, se peso, modos de fazer, abandonos, responsabilidades, motivos, pausa porque se engancha, peso, arquitetura, contrapeso observo: quatro gaiolas se soltaram em percurso e eu não vi.
Encontro meu corpo cansado no de um homem que caminha na frente carregando gaiolas e possivelmente não as vê e caminha de modo cotidiano como quem bate ponto e se apressa e morre oito horas por dia
Têm gaiolas nos olhares.
Caminho caminho caminho caminho caminho caminho caminho canso. O cansaço dos que se arrancam da presença por duvidar e descolo no deserto que me faz Amaralina
Um coco para afirmar a humanidade, a dúvida e sigo
Os carros que passam perto, a calçada estreita, carrinhos de mão, sacos pretos... por entre apertos, desvios, olhares, cansaço, pouso em ponto de ônibus e encontro fenda que se faz ninho possível na arquitetura das gaiolas.
De sincero descanso uma mão que nem três minutos me concede gravidade: – meu deus, meu jesus, ajude essa mente, tire ela da loucura, meu deus, senhor, senhor, ajude, senhor deve ser trauma... meu deus...
Me percebo em pé, mãos que me apertam braço, pra cima, água, pega água senta aqui, tira isso do rosto
– ela tem um alicate. Vê aí, ela tem um alicate... – você não precisa disso! e se arrancam gaiolas, se busca alicate, se puxa meia, e rasga e mãos se multiplicam e olhos e corpos que crescem
– como é seu nome? Você tem que ir pra onde?
– ela não está bem. Repete o que a gente fala. e esse negocio no rosto, descalça... assim, no chão...
– como é seu nome?
– deve ser algum trauma. Senta aqui. Bebe aqui. Calma, calma... calma !!! – e os punhos que apertam braço
Jaula humana se faz. Para cada direção, cada tentativa de passo, uma mão. Autonomia é a primeira palavra arrancada dos que desviam; não posso escolher aonde ir, o que portar, o que fazer
Em confusão – como bicho fisgado por pura existência – compreendo que preciso cambiar o jogo de repetir palavras em recheio sincero de quem repete pergunta sendo essa a sua resposta.
Respiro fundo as mãos, os limites, os olhares, as palavras e tudo mais que me atravessa. E é no momento em que mais duvido da minha própria consciência que preciso mostrá-la.
O que saltam são questões que o corpo grita e a boca balbucia em tentativa de exprimir. :: Qual a autonomia dos que desviam? :: O que é cuidado?
E enquanto se responde que cuidado é ajudar quem você não conhece, oferecer água, se me apertam os braços em vigilância e contenção coletiva.
O surto coletivo da normalidade é um perigo para a loucura.
– e qual a gaiola que você está carregando hoje?
E mesmo que percebam que diálogo, que presença, já não importa mais: o rótulo é a loucura, a autonomia já foi arrancada, a meia rasgada, já não importa mais,
Uma mulher diz: – eu não tenho mais gaiola, Deus tirou tudo. e pouco antes afirma cuidado ser obediência. e tem os olhos duros.
deusplacebo-deusmorfina [deus é mais deus é mais] eu não acredito em um Deus que anestesia
E assim como me sinto tant*s essa mulher é um exército inteiro e que ainda me aperta a garganta – esse tal Exército de Deus
Duas opções: ou estou louca ou estou fazendo todo mundo de idiota. e de tanta camada já acumulada, os limites verdadeiramente se borram. já existe alguma culpa, um peso imaterial, um medo de algo que nunca cometi.
Me cometeram louca e a culpa é minha.
E mesmo que eu afirme de corpo inteiro e palavras claras que estou bem e apenas quero seguir, não posso. a voz foi arrancada junto com as gaiolas. – você não precisa disso!
::O que é ser normal? Qual o limite entre o cuidado e a invasão? E a responsabilidade com as nossas expectativas e projeções? E o medo de assumir o olhar para as próprias gaiolas? em meio ao corpo-caos enjaulado por mãos, essas foram algumas interrogações que viraram voz.
– a SAMU chegou!
Pois que ligaram em falsa afirmação: tentativa de suicídio. eu, que naquele espaço nem atravessei a rua, tentei me matar justo atravessando a rua com as gaiolas em meio aos carros.
Nome, idade, família, pra onde, o quê, porquê, de onde.
:: pobres, negros, mulheres, alcoólatras, mendigos, militantes, loucos, homossexuais, segregar tudo que é gaiola no mais íntimo de si – fio de tessitura social.
Olhando o carro da SAMU sinto medo. Que de tudo que já me arrancaram e se construiu coletivamente acerca da situação, injeção, remédio, hospital me parece tão simples quanto rasgar meia fina.
Algo me faz confiar – mesmo em estado de alerta – e aceito entrar em carro para resolver o quanto antes a situação (e liberar o serviço para quem de fato necessite).
Em check-it nome, idade, sã consciência, encontro um ser-humano.
– e o que você queria dizer com as gaiolas? – eu não quero dizer nada. Quero que cada um diga; reflita a partir das suas experiências, das suas gaiolas...
E seguimos uma breve troca de sensibilidades no enquanto da tentativa de se falar com o psiquiatra para finalizar o protocolo.
E me pergunto: fosse negr*, put*, mendig*, qualquer ser que a casca ponha à margem, me perguntariam nome? se importariam para onde iria? E se família? E que mensagem?
[não posso responder a essas perguntas
mas posso questionar
E aproveitar o fiapo de voz que me resta os meus pés sujos e esses olhos rasgados
que ainda sabem dançar.]
TRĀNSMITTŌ | PERTO DE LÁ <> CLOSE TO THERE | Galeria do Jardim. Museu de Arte da Bahia | dezembro de 2015 | Salvador, BA
ação para Exu. A proposta é conectar as pessoas por meio dos telefones de lata (como os utilizados por crianças para brincar) e jogar juntos criando uma rede de comunicação. A partir dessa tecnologia simples, pode-se refletir acerca dos dispositivos contemporâneos de comunicação, proximidades/distâncias, estado de presença, a comunicação e seus ruídos.
fotos: Jordan Martins
QUANDO ÁGUA VIRA PELE | 2015 com Nina La Croix
BANCHÁ | MOLA - Mostra Osso Latino Americana de Performances Urbanas | março de 2015 | Lençóis, BA com Rose Boaretto e Lucas Moreira fotos: Alfredo Mascarenhas _____________________________ “E foi à noite que sucederam as experiências mais intensas e sensoriais até agora entre as pessoas participantes da MOLA. O “Banchá” – fruto de investigações performáticas de Laís Guedes, Lucas Moreira e Rose Boaretto (que fazem parte da equipe de realização da MOLA) – veio para dar liga e provocar nossos sentidos. Fomos vendados/as pelos/as três performers, que vestiam com trajes que desconstruíam o corpo por meio de máscaras de bichos, aplicações de objetos, perucas e maquiagens borradas. Éramos conduzidos/as pelas pontas dos dedos até cadeiras em volta de uma mesa de madeira repleta de iguarias que exalavam um cheiro de fruta fresca que se intercalava com o odor de incensos aromáticos. A atmosfera do local era composta ainda por músicas incidentais – como numa mixagem incomum de um samba de roda do Recôncavo da Bahia com as batidas eletro-experimentais da cantora Björk. Frequentemente, também era possível escutar gritos e risadas dos/as três performers, como num transe em que se fazia aflorar um outro tipo de contato com o mundo. Já abancados, éramos aos poucos sendo manipulados pelos/as três, que nos proporcionava gostos e cheiros servidos com dedos e mãos. O mistério dos sentidos estava posto em cena. A visão era colocada em xeque e vinha a tona uma série de outras sensações mediadas por outras partes do corpo. Doces, gostos azedos, texturas ásperas no rosto, uma mexa de cabelo que passava por nossa língua embebida com cachaça, o calor de uma vela na ponta da orelha, o som de sinos sendo arremessados, batuques sincopados sobre a mesa, risos soltos, cristais que eram postos em nossas bocas embebidos em mel.
O “Banchá” terminou com lambada francesa e um banho de mangueira sob uma lua cheia que nos observava ao longe e nos energizava para os próximos dias.” do diário de campo do MOLA 3, escrito por Tiago Sant’Ana
BANCHÁ | ACASAS - Barris | janeiro de 2015 | Salvador, BA com Rose Boaretto
EXPERIMENTO NÚMERO DOIS | 2014 com Lia Cunha
Projeto/vivência em arte postal iniciado em janeiro de 2013 com Lia Cunha, gerando uma publicação e uma mostra na Casa Preta (Salvador, BA) no ano de 2014.
BANCHÁ | Casa 916 | setembro de 2014 | Concepción, Chile com Rose Boaretto fotos: Miguel Godoy Valderrama agradecimentos a Sebastian Rivas Lobo, Miguel Godoy Valderrama e Johan Carlsson
PALOMITAS | EPI V - Encuentro Independiente de Performance | setembro de 2014 | Los Álamos, Chile
fotos: Miguel Godoy Valderrama
* agradeço a família de Mariana Vivanco pelo acolhimento e generosidade.
COLORES PARA GRIS | EPI V - Encuentro Independiente de Performance | setembro de 2014 | Los Álamos, Chile com Rose Boaretto
fotos: Gabriel Montero, Gonzalo Tejeda, Miguel Godoy Valderrama
INSTRUÇÕES PARA GERMINAR UMA PESSOA | 2014
grafite, nanquim, brotos de trigo, bonecos de plástico, borrifador com água, prateleira aprox. 43 x 60 x 20 cm
Prêmio Fundação Cultural Salão de Artes Visuais da Bahia - FUNCEB setembro de 2014 Paulo Afonso, BA
fotos: Pablo Cordier
||| 2014 | para el encuentro de performance AUT (Santiago - Chile) | consigna: “trabajar en el imposible” com Anibal Sandoval
cadaver exquisito::: Cambiar a pele, casca, polpa de fruta, de memoria; la boca es el centro en el cual habita el caroço, intercambiamos la pele, costuramos memorias em fruta nas mãos. Afetos seccionados, amassados, suspensos, re-compostos. Depois de movimentar seu interior, frágil alquimia con el acto. Nossos corpos ficaram em um encontro de transformación. A precisa imprecisão do acaso. Pêndulo – sexo – ritmo. O caos enquanto pele se tece. Polpa músculo, carne, sangue, osso, semente; nos comunicamos desde el componente primordial, el fluxo de energia, inconciente activo, trasladandose conteúdo em continente que descabe. O corpo percebe suas beiras ao transbordar. Essencial é a mudança. Pensar o impossível, gestar o impensável. El agua em médio de las mitologias, diseccionamos al cuerpo, contenido y continente em desvelo interior, derramado en contacto HUMEDOS. Húmidos os desejos por onde brotam folhas. Para flores, para frutos. Gosto de pensar fruta ser flor madura. E quando costuro uma fruta não sei o que estou fazendo, mas é algo muito antigo em mim. “Em mim” eu não sei onde é. En el inconciente mismo.
em terra
2014 performance | instalação
em terra propõe reflexões sobre o tempo, buscando somar a lentidão à paisagem (definida por Milton Santos como “acumulação de tempos desiguais”). Criada a partir do meu convívio cotidiano com os fluxos da terra e as plantas, das quais observo a qualidade de uma atividade-passiva – ou passividade-ativa – a ação consiste em uma não-ação, ou, mínima-ação, onde fico sentada em um banco com os pés dentro de uma bacia com terra.
Em contraponto à aceleração do mundo contemporâneo, em terra se potencializa nos grandes centros urbanos, em locais de grande circulação, buscando-se o contraste: tempos rápidos x corporeidade lenta.
(Camaçari, BA. 13 de agosto de 2014. aprox. das 9h às 15h50)
EM TERRA | agosto de 2014 | Camaçari, BA
instalação para o Salão de Artes Visuais da Bahia - com Nina La Croix [bacia com terra, banco, flipbook, mp3 player, fone de ouvido]
fotos: Nina La Croix e Pablo Cordier
em terra propõe reflexões sobre o tempo, buscando somar a lentidão à paisagem (definida por Milton Santos como “acumulação de tempos desiguais”). Criada a partir do meu convívio cotidiano com os fluxos da terra e as plantas, das quais observo a qualidade de uma atividade-passiva – ou passividade-ativa – a ação consiste em uma não-ação, ou, mínima-ação, onde fico sentada em um banco com os pés dentro de uma bacia com terra.
Em contraponto à aceleração do mundo contemporâneo, em terra se potencializa nos grandes centros urbanos, em locais de grande circulação, buscando-se o contraste: tempos rápidos x corporeidade lenta.
HOTEL DA LOUCURA | Instituto Nise da Silveira | 10 a 22 de julho, 2014 | Rio de Janeiro, RJ
:::::arquitetura de afeto formas em trans-composição intensidades (((gratidão aos que compuseram esses dias)))
Rose, Vanda, Vitor, Denise, João, Jovian, Nise, Trilce, Agno, Marina, Lairton, Cacá, Eduardo, Reginaldo, Geane, Luciene, Dionísio, Rosângela, Miriam, Célia, Maria Eugênia, Nina, Shakespare, Mariana, Luís Cláudio, Lula, Gina, Pelézinho, Luciana, Spinoza, Odacir, André, Otávio, José, Edmilson, Valeria, Milton, (…) EVOÉ
::: no caderno, desenhos de Pelézinho, Otávio, Rosângela, Reginaldo, Odacir e Laís.