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“Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível.”
— Fernando Pessoa. (via alentador)
A CRIANÇA INTERIOR…e sua influência em nosso “eu” adulto
Por Michelly Fernandes, para o portal Psicologia Viva
Acriança interior é uma parte da nossa mente que experimentou a vida e se adaptou a certos comportamentos e padrões para viver. É uma parte inconsciente de nossa mente, onde carregamos nossas necessidades não satisfeitas, emoções reprimidas da infância, nossa criatividade, intuição e capacidade de brincar.
A criança interior é aquela que se manifesta em nós e cujas experiências ainda não “foram embora”. Muitas vezes, ainda vemos o mundo através dos olhos de nossa criança.
O relacionamento que tivemos com nossos pais em nossa infância molda cada relacionamento que temos na fase adulta. Quando crianças devemos aprender a nos expressar, dizendo como nos sentimos. Precisamos de uma figura adulta para nos guiar em meio às “grandes emoções” vivenciadas nessa fase.
Nós queremos e precisamos ser vistos e ouvidos pelos nossos pais. Mas a maioria de nós nasceu de pais que carregam seus próprios traumas não resolvidos, herdados de seus próprios pais. Desta forma também é difícil para eles saber como regular suas próprias emoções e, portanto, não conseguem lidar bem com as nossas.
Buscamos então lidar com essa realidade, adaptando-nos. Para a maioria de nós, isso significa agradar aos nossos pais, de forma a nos tornar o que eles esperam que sejamos.
A tendência, em geral, nessa busca para agradar aos pais é que nos comportamos da maneira que eles valorizam e veem como “boas” e rejeitamos as partes de nós mesmos que são vistas por eles como vergonhosas ou “más”.
A criança interior ferida
Todas as emoções não resolvidas, necessidades que não foram atendidas e situações dolorosas em que nos sentimos assustados ou violados não desaparecem simplesmente. Eles existem dentro de nós, criando uma lente através da qual passamos a enxergar o mundo.
Uma criança interior ferida nos causa
Baixa autoestima,
Imagem corporal distorcida,
Medo de críticas,
Resistência a mudanças,
Profundo medo de abandono nos relacionamentos.
Essas vivências em nossa infância podem fazer com que nossas fantasias infantis se tornem recorrentes e venham à tona em diferentes situações em nossa vida adulta.
As fantasias da criança interior funcionam como professores que nos permitem ver onde precisamos de cura. Onde precisamos honrar a parte de nós mesmos que não conseguiu o que precisávamos, em uma fase muito importante de nosso desenvolvimento.
As “verdades” que nos foram ditas
Em geral, a criança toma tudo que lhe é dito como verdade, principalmente se essas falas são pronunciadas pelos, pais, professores, avós ou demais pessoas que a criança entende como sendo importantes ou referência em suas vidas.
Acontece, porém, que nem todas as coisas que ouvimos nessa fase de nossas vidas foram positivas e isso, infelizmente, pode ter nos deixado confusos, assustados e até mesmo desconectados da nossa natureza infantil.
Alguns exemplos comuns dessas falas entendidas pela criança como “verdade”, são:
“Você é muito…” (chato, fraco, sério, barulhento, burro, etc.);
“Você não é bom o suficiente em…” (matemática, esportes, fazer amigos, etc.);
“Você não tem modos”;
“Você deveria ser como…” (seu irmão, seu colega, seu primo);
“Desse jeito, você nunca terá…” (amigos, emprego, um amor);
“Foi culpa sua se eu…” (Gritei, te bati, fiquei zangado).
Sinais de que sua Criança Interior pode estar ferida
Medo de receber críticas;
Medo ou vergonha de se expressar em algumas situações;
Tendência a esperar que outras pessoas falem primeiro para saber o que é “certo” fazer ou dizer, ou de que forma se posicionar;
Colocar-se em situações onde se tenta ajudar ou “salvar” alguém;
Dificuldade em dizer “não”;
Sentir-se responsável pelas emoções dos outros.
Esses são apenas alguns exemplos de como a criança interior ferida se expressa.
O que ocorre na maioria das vezes é que não damos a devida atenção para esses sinais. Nossa tendência é descartar ou invalidar essas emoções, como o pai ou a mãe fizeram no passado. Dessa forma, mantemos o ciclo e nossa Criança Interior permanece não sendo ouvida e se manifestando em momentos de nossa vida adulta em que somos confrontados com experiências que nos remetem a alguma experiência já vivida.
Um exemplo
Vamos imaginar a cena de Marcos, que acabou de receber um telefonema de seu chefe solicitando que faça duas alterações na planilha enviada, pois mesmo que o trabalho esteja bom, esses ajustes se fazem necessários.
Marcos gagueja, envergonha-se, e embora o chefe afirme que o trabalho esteja muito bom, Marcos se sente incapaz, e pensamentos como “não sou bom o bastante”, “nunca faço nada direito”, inundam sua mente.
Isso acontece porque, embora o seu “eu adulto” tenha entendido que apenas alguns ajustes são necessários, sua criança interior está assustada porque uma memória infantil foi acessada. Quando Marcos tinha 9 anos, e foi até seu pai mostrar que tinha se saído bem na prova de matemática, com nota 8,0, a resposta que teve de seu pai foi: “Quando você vai conseguir tirar 10,0 igual o seu irmão?”.
Naquele momento seu “eu infantil” foi constrangido e diminuído. A pessoa que Marcos queria agradar com a nota 8,0 o deixou se sentindo inferior.
No telefonema do chefe, a criança interior de Marcos estava com ele e reviveu a situação de sua infância. Por esse motivo, sentimentos como “não faço nada direito”, “não sou bom o bastante” se fizeram presentes.
Como acolher e lidar com nossa Criança Interior?
Neste exato momento nossa criança interior está experimentando incertezas, medo, confusão.
Quando comecei a acolher minha criança interior, percebi quantas vezes neguei minha própria realidade. Quanta dúvida e medo carreguei.
Começar a validar (ouvir e ver) a criança interior como um pai amoroso e sábio, pode parecer estranho ou bobo no início. Não se assuste, é perfeitamente normal. O ego vai resistir a este trabalho porque está sempre procurando proteger a criança interior.
O ego dirá coisas como “isso é bobagem”. Ou “que perda de tempo”. Apenas observe, pois isso faz parte do processo.
O trabalho com a criança interior causa empatia por nós mesmos, por nossos pais, e até pelos outros pois, muitas vezes, a partir da cura de nossa criança, conseguimos sentir a criança interior de outras pessoas se manifestando diante de alguma situação.
Acessando nossa Criança Interior
Existem muitas técnicas que nos ajudam a acessar nossa Criança Interior e muitas emoções surgirão à medida que esse “contato” for acontecendo.
Seguem alguns exercícios que você pode usar para iniciar um processo de resgate de sua Criança Interior:
Frases que você pode usar para iniciar o processo de cura de sua criança interior:
Em um lugar tranquilo, respire profundamente, ponha a mão em seu coração, conecte-se com sua criança interior através de memórias de sua infância. Permaneça por alguns minutos acessando suas memórias infantis. Caso seja difícil pra você lembrar de muitas situações da infância, você pode fazer esse exercício olhando fotos sua quando criança.
Repita então as frases seguintes para sua criança interior:
“Eu estou segura(o) sendo eu mesma(o)”;
“Você está segura(o) agora”;
“Está tudo bem sentir medo, eu estou aqui, entendo seus medos e protejo você”;
“Você não precisa ser o que não é para agradar os outros e eu também não preciso ser assim”;
“Nossos pais são seres humanos feridos também, que podem ter, inconscientemente, projetado seus traumas em nós. É importante perdoá-los”;
“Eu te amo, eu me amo. Nós estamos seguras(os) agora.”
Celebre o nascimento de sua Criança Interior
Independente de como você foi recebido ao nascer, se você foi planejado ou não, se seus pais celebraram ou não o seu nascimento, reserve um momento para celebrar e dar as boas vindas a sua criança interior. Nesse momento, diga à sua criança, tudo que diria a um bebê muito amado e esperado que tivesse acabado de nascer.
Pense em tudo que você sempre quis ouvir de seus pais e diga a sua criança, expresse o seu amor. Deixe que sua criança saiba o quanto ela é amada por você.
Brinque com sua Criança Interior
Você lembra do que gostava de brincar quando criança? Lembra seu desenho, filme ou música preferida? Quando foi a última vez que você fez alguma dessas atividades?
Vamos permitir que seu lado infantil venha à tona! Guarde um tempo para se divertir! Assista aquele desenho que você adorava quando era criança, coma aquele doce que você pedia sempre aos seus pais, pule, dance, cante…
Veja outras crianças brincarem, isso também vai te trazer lembranças de suas próprias brincadeiras.
Esses exercícios podem gerar muitas emoções, por isso não tenha pressa, faça no seu tempo. Se necessário, pare, respire, reinicie em um outro dia.
Curar a jornada interior é um processo muitas vezes LONGO. É onde aprendemos a ter paciência e aceitação por nós mesmos e por nossa história.
Referência: Pollard, John K. – Self Parenting: The Complete Guide to Your Inner Conversations – Paperback 1987; Hay, Louise L. – O Poder está em você – São Paulo: Madras, 2015
“Behold, the man is become as one of us, to know good and evil: and now, lest he put forth his hand, and take also of the Tree of Life, and eat, and live for ever…”
- Genesis 3:22
MM.'.II.'.C.'.T.'.M.'.R.'.
"Se é a curiosidade que aqui te conduz, vai-te.
Se temes ser esclarecido sobre teus defeitos, estarás mal entre nós.
Se és capaz de dissimulação, treme, serás descoberto.
Se te aténs às distinções humanas, sai; aqui não se reconhece nenhuma delas.
Se tua alma sente pavor, não vás mais longe.
Se perseverares, serás purificado pelos elementos, sairás do abismo das trevas, verás a luz.
Um fantástico dia a todos os meus Irmãos .*.
9 Choirs of Angels.
*BREVIÁRIO DOS GRAUS SUPERIORES*
20 de setembro
*VIDA*
No hebraico, a palavra vida é hai (também grafada como chai ou khai, entre outros). É uma referência à centelha divina que habita todas as formas de existência.
Tanto para a Cabalá quanto para o Hermetismo, a vida é uma grande experiência do Grande Arquiteto. Ele fragmentou sua essência infinita em formas limitadas para que pudesse adquirir a experiência de habitar na criação.
Para o Hermetismo, a vida começa numa forma muito rudimentar, tal como no reino mineral, evoluindo e tornando-se menos densa e mais sublime a cada etapa de um grande ciclo de existências sucessivas, até que a centelha divina seja reintegrada ao Absoluto.
Os místicos acreditam que a Escada de Jacó é uma representação dessa existência contínua da vida, onde a cada grau de existência, adquire-se maior consciência. O processo da introspecção, da busca pela Gnose, nada mais é do que buscar aquele estado mental que elimina as divisões aparentes entre criatura e Criador, onde o homem se percebe como parte do divino.
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“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”
— John Lennon
"Te advirto, seja quem fores.
Ó tu que desejas sondar os Arcanos da natureza, se não achas dentro de ti aquilo que buscas, tampouco o poderás encontrar fora.
Se tu ignoras as excelências de tua própria casa, como pretendes encontrar outras excelências ? Em ti está oculto o tesouro dos tesouros.
Ó Homem, conhece a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses"
“The alchemists, who in their own way knew more about the nature of the individuation process than we moderns do, expressed this paradox through the symbol of the Ouroboros, the snake that eats its own tail.
The Ouroboros has been said to have a meaning of infinity or wholeness. In the age-old image of the Ouroboros lies the thought of devouring oneself and turning oneself into a circulatory process, for it was clear to the more astute alchemists that the prima materia of the art was man himself. The Ouroboros is a dramatic symbol for the integration and assimilation of the opposite, i.e. of the shadow.
This ‘feed-back’ process is at the same time a symbol of immortality, since it is said of the Ouroboros that he slays himself and brings himself to life, fertilizes himself and gives birth to himself. He symbolizes the One, who proceeds from the clash of opposites, and he therefore constitutes the secret of the prima materia which […] unquestionably stems from man’s unconscious.” -C.G. Jung
Bidê ou Balde - Mesmo Que Mude
The seven primary elements of Alchemy within the Ouroboros. Starting at the middle left with Iron, followed clockwise by Lead, Tin, Copper, Silver, and Gold. With Mercury in the middle, it being one of the three primes of alchemy. Otherwise known as the Tria Prima.