Por que os antigos pareciam saber de coisas que a gente esqueceu?
Gente, esse é meu primeiro post falando de um assunto específico, e escolhi esse porque eu fiquei com essa dúvida e vejo pouca gente comentando sobre isso. Então vamos lá:
A um tempo atrás eu estava pesquisando sobre hermetismo, Heka (esse conceito egípcio de magia criativa, mas num sentido profundo) e acabei vendo um vídeo sobre o Caibalion. E ali acendeu uma curiosidade que não me largou: por que será que parece que os antigos sabiam de coisas que a gente parece ter esquecido completamente? E por que isso meio que "parou" de fazer parte do nosso dia a dia?
Talvez pra você pareça óbvio, mas juro, pra mim não era.
O que eles tinham que a gente perdeu?
Os egípcios, por exemplo, tinham o conceito de Heka. Não era "magia" no sentido de ilusionismo, era a ideia de que a palavra, a intenção e a consciência criam realidade de verdade. Eles acreditavam que o coração (e não o cérebro) era o centro da consciência. No julgamento de Osíris, era o coração que era pesado, porque era ele que guardava a essência da pessoa.
Os hermeticistas, com o Caibalion, falavam das 7 Leis Universais. Uma delas, a Lei do Mentalismo, diz: "o todo é mente; o universo é mental". Ou seja, a realidade é moldada pela consciência. Os caras já sabiam disso há milhares de anos, e hoje a física quântica vem confirmando. Tipo, como assim a gente esqueceu uma parada tão grande?
E isso aparece em tantos lugares: xamanismo, tradições ancestrais, os mistérios de Ísis, Pitágoras… tudo apontando que a consciência humana é muito maior do que a gente imagina.
Mas por que a gente parou de saber disso?
Aí vem a parte que me incomoda (e talvez você também sinta).
Teve um processo na história que separou matéria e espírito. Descartes (filósofo) propôs aquela ideia de que mente é uma coisa, corpo é outra. E a ciência abraçou isso e passou a estudar só o que dava pra medir. O mundo deixou de ser visto como algo vivo e passou a ser tratado como máquina.
Depois vieram as religiões institucionalizadas. O acesso direto ao sagrado, sem intermediário, passou a ser visto com desconfiança. Queimaram xamãs, perseguiram mulheres sábias, mataram Jesus, estudando Jacobo Grinberg, eu comecei a pensar que jesus deve ter sido alguém que chegou num nível muito avançado de consciência.
E por fim, o capitalismo e o materialismo enterraram de vez qualquer conversa sobre alma. A humanidade virou trabalhador, consumidor. Não sobra tempo pra olhar pra dentro. A escola prepara pro mercado, não pro autoconhecimento. O trabalho suga a energia. No fim do dia, a gente só quer deitar e rolar tela sem pensar em nada. E no fim a gente ainda se sente culpada por não ter tempo de olhar pra dentro.
Mas será que a gente regrediu?
Depende do ponto de vista. Tecnicamente a gente foi à lua, criou inteligência artificial, desvendou o genoma. Mas espiritualmente? Nessa questão sinto que a gente encolheu. Perdemos a prática de acessar outros níveis de realidade. Desaprendemos a ver o invisível.
Mas o que me anima é que isso tá mudando. Cada vez mais gente tá acordando, pesquisando, sentindo que falta algo. O xamanismo. A física quântica tá dando razão aos antigos. E a Lei da suposição ensina a gente a assumir que já somos o que desejamos ser, exatamente como os egípcios faziam com o Heka.
Espero que vocês tenham entendido o que eu quis trazer. Ainda estou no começo da minha jornada, estudando e tentando entender, e quanto mais eu leio, mais dúvidas aparecem, e juro, parece que quanto mais você sabe, menos você tem certeza. Mas achei esse um ponto legal de trazer aqui pra vocês, já que a maioria dos estudos sobre essa área vem muito de antigamente. Enfim, meus amores, foi isso.




















