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@h-ouseofblack
Katherine... Isso te traz alguma memória?
Merlin… eu… sim, me traz algumas ou várias lembranças. Como se fosse difícil não notar a presença dela no castelo. E nem mesmo evitar ela, entre outras coisas. Não vou me delongar nisso, ela faz parte de tudo.
fala sobre seus char preferidas da ananda aquela linda ^^'
os meus preferidos ok? vai sair grande a lista. reclamem com ela ok? UHSUAHSUA
Angie ): Olhei pra char e foi amor a primeira vista. Porque eu adoro um char que não bate bem da cabeça. E quando combinamos pra turnar com o Xeno, já estávamos sofrendo com Xangie. Porque eles são uns lindos né? Enfim, eu amo o jeito fofo da Angie, e como ela é doidinha. <3
Anna, uma das minhas ruivas preferidas do castelo. Sim, tem muitas ok? E adoro o jeito meigo dela. Srsly, e eu nem sou apegada demais com chars fofos, mas é a Anna né? ):
Harrison, aka bicha má. Não sei falar muito, não me resta palavras. Sei sei que curto ele <3
Hecate, porqueeeeee linda né? Amo um char doido, no sentido de ruim. Amo odiá-la. Diferente né, quase e praticamente bati na pessoa pra fazer a Hecate. Mesmo que eu negue isso. Shhh.
Joy, minha nega dos cabelo colorido <3 Tem cota pra pegar char lok, não né? Minha linda. A qual Ananda me obrigou a fazer o Bunny pra ela. Porque ela me ama. k1
O que dizer da Mary, que mal chegou e já considero? USUAHSUAHSUA Amo o jeito sassy dela. No regrets, e quero ver muito o que a Mary tem pra mostrar aí.
Mason MEU M-E-U homem, saiam quengas e quengos. O amo desde de antes dele ser aceito, porque esse homem é lindo né? E vou amar mais, assim que Selina ficar mais de boas com ele. Mas, saiba que desprezo também é uma forma de amor (?)
Mattie, por último e não menos importante. O corrimão de Hogwarts. Minha minha meia irmã, que amo odiar, estapear. Socar e afins. E você se pergunta, kd a parte que você começa a falar bem? Que apesar de ser vadia, tem no fundo... beeeeeeeem no fundo algo que bate dentro dela. Sim, o coração. Enfim, tá ficando meloso demais isso. Fuck you, anyway. Little bitch.
ooc: quais dos seus ships você tá mais ansioso pra desenvolver?
ooc: Todos. Risos. Acho que não dá favorecer um só né? Vamos por ordem alfabética, porque eu tenho muito char tá.
Augustus, Joy e ele ainda estão no início de tudo, então acredito que ele seja um dos principais focos atualmente. E isso incluiu o Bunny sendo muito amado, e sofrendo umas coisas aí. Mas, não vou falar porque spoilers.
Aillan, meu bb. Hecaillan tá no começo também. E talvez seja um dos que eu esteja com mais fogo na ppk pra desenvolver. Porque é só amor esse ship doentio né. Porém, meu otp ainda é Olivia/Aillan *corre*
Irene, já tá calejada tadinha. E ela nem precisa de homem pra viver né msm. Mas, Gavin tá aí pra provar o contrário. Nina, apareça pra me dar amor. obg
Iulia, nem estou com pressa até porque ela tem toda uma eternidade né USHUAHSUA *bbk* É segredinho. hihihi
Margaret, desculpa fãs. Mattie não me pertence. Maggie vai ter todo um processo ainda, depois dessa morte da mãe dela… alguém que vai realmente mexer com o coraçãozinho de pedra dela. Um pouco mais do que a Mattie já fez.
Melanie, desenvolver o meu bb. E ver o amor dela florescendo pelo Gawain. Mel também é meu foco. 3
Selina. É Selina a galera oi Is tá louca pra ver o desenvolvimento de Swayne, pra saber quando finalmente Sel vai se render aos encantos do gato do Wayne. Digo que ainda tem muito por aí, e que ela não vai facilitar. Nem adianta começar com a campanha #liberaprowayne
Snape. Snape é canon e o amor dele pertence somente à Lily, porém contudo entretanto todavia, ele vai ter um lance conturbado com a Lena. Aguardem os próximos capítulos.
Walden, é segredinho. Pois, o rapaz tá mais amaldiçoado que o cargo de DCAT. (Créditos pra Ananda mala, sobre a piadinha.)
Xeno, Xangie né. Amor flores, tudo lindo. Tudo colorido e gay pra carai. Mas, antes disso vem o outono. Sou muito engrass nossa.
Edit: Pior player. Esqueci do char que eu estou logada. Risos
Regulus: To louca pra desenvolver ele e a Annabel. Mostrar que ele não se acha o último bolinho de caldeirão. k1
ooc: char preferido de cada player
ooc: mó trampo isso aí viu. mas, vamos lá. usar o ponto de quem eu já turnei. #partiu #75% #do #rp
Bro(Laís): De longe, dos meus favoritos da Bro são Amelia, Lupin e o Max. Sim, o Max, que disputa mister simpatia com o Snape. Acho que tinha que ter ele mais na dash. Amelia por motivos de Xeno. Eles são muito fofolindos ok? E Lupin, porque sim. k1
Nath: Nath eu sou apaixonada no Fabs. Desde sempre. E amo o Vincent ): E acho demais o Malik. <3
Camis: Marlene, tão óbvio isso q USHAUSHUA Sdds minha Shannon. ):
Nanda: Sirius, por motivos de Black bros. Aqui de boas, largada na br. ):
May: Dá pra falar todos? Sim? ok. USHAUHSUASHA Em especial Annabel linda, meu bb Gawain e o Lorcan ):
Xúlia: Dá pra falar todos? Sim? ok. +1 USHAUSHA Em especial Morgs, prima mala do Walden. Menina outono meu amor do Xeno Layla que mal conheço e já considero pacas <3 E Emme. Quase falei de todos, mds não sei ser sucinta.
Ana: Dio e Enzo lindos né? ):
Ray: Sdds Stan na dash. Stan, Maggie sente sua falta. Bjo gato ^^
Taís: Lily e River. River muito bbk. Lily minha né? ):
Manu: Sério gente? Eu sou apaixonada em todos os chars dessa menina. Dimi bbzo. Zach o amigo fdp do Regulus. E Gabrielle, minha linda né?
Nina: Ariana, sempre será Ariana. Pfta, o amor por essa mulher não tá escrito.
Is: Annie cliente assídua do Xeno. k1 Theo bbk e Lena que tá caidinha pelo o Snape, admita.
Bruna: Charity <3 Lindíssima ):
Letícia: Elsa e Medea. Elsa por motivos óbvios. E Medea porque adoro um char psicopata k1
Ananda: Moudeusa, amor meu. Namo linda. Tá de sacanagem né? Vou falar todox. Até porque risos tenho plot com quase todos. USHAUHSUA Não vou falar de cada um porque são 10 né? E vai ser muita rasgação de seda.
Syn: Jack the zueiro Frost. Apenaxx. USHUASHUA
Ana Zeliq: Rupert <3
Players com um char só:
Kaísha, Val, Liv, Cah, Su… amo os chars de vocês. E that’s all folks!
ooc: ships preferidos que não sejam seus
ooc: Cara eu sou horrível pra lembrar de ship dos outros, até porque eu já me perco com os meus, mas ok. UHSUAHSUAHU
Deathnair, Annick, Dam/Dio, Rupert/Lex, Jelsa(não é end, porém. shippo e no regrets. tudo que mantenha longe gelinho da minha muié), Blackinnon... e numsi mais.
veritaserum: como se sente sobre seu irmão?
Sirius é parte do que sou hoje, em partes eu nunca esqueci sobre algumas coisas que ele me disse. Nós éramos muito unidos quanto mais jovens, e isso tudo foi estragado por uma estúpida linha de pensamento. A verdade é que eu nem sei bem mais o que realmente sou, nem mesmo estou convicto do que quero fazer daqui pra frente. Por um lado eu quero ser alguém, o filho que a família vai se orgulhar. Por outro, eu quero ser só eu. Regulus, o irmão mais novo dele. Eu sinto falta dele, e da amizade dele. Mas, isso são coisas que não dá pra reconstruir...
se pudesse mudar algo, o que mudaria?
Isso é uma pergunta vaga sabe? Em que sentido de mudança? Afinal, vou imaginar por um lado. Não mudaria em nada as minhas escolhas, são parte do que sou hoje.
Threwing my homework... on a boy? | Regulus & Siobhan
Siobhan reconheceu o alvo acidental de seu pergaminho de cara. De todos os alunos da Sonserina, por que diabos ela resolvera errar o lixo justamente em Regulus Black? Ele não era exatamente conhecido por sua gentileza; a garota sabia muito bem que aquela situação não terminaria nada bem.
Não que Siobhan tivesse medo do rapaz. Ela sempre estava armada até os dentes - mesmo que, naquele momento, a vontade de desculpar-se e encerrar o assunto o mais rapidamente possível fosse maior do que a de engatar uma discussão na Sala Comunal vazia. No entanto, dado o temperamento do colega de casa, essa possibilidade era mínima.
Black agiu exatamente como a slytherin previra. Levantou-se, a ira evidente em seus olhos azuis, esbravejando alguma coisa relativa à Siobhan ter algum tipo de problema. A princípio, a albina fingiu que não o vira, embora tivesse acompanhado seus passos desde o momento em que ele se levantou. Apenas quando Regulus parou à sua frente, levantou seu olhar desdenhoso.
- Enxergo muito bem, Black. Desculpe se o baque de uma bolinha de pergaminho feriu sua integridade frágil. - O sarcasmo escorria em seu tom de voz baixo e pausado. Ele poderia esbravejar o quanto quiser, mas no fundo, Siobhan achava que ele baseava todo o seu comportamento intempestivo no poder de seu nome. Um grandessíssimo covarde.
— Não parece. — Respondeu de forma atravessada. Regulus podia até não ser das pessoas mais passíveis a relevar mal entendidos, até o levaria caso a sonserina não antes elevasse a voz para ele daquela forma. Era típico entre sonserinos, não saber abaixar-se em presença de outro. Não era da índole dele, e muito dela ao notar o clima formado entre ambos. — E também não parece estar com juízo perfeito. — Comentou brevemente, continuando a falar sem sequer dar mais passos em direção a ela. Estava em uma distância segura, para ela no caso.
— Tanto faz. — Falou em um tom desinteressado, pois no fundo ele sabia muito bem como o enxergavam e de forma muito errada. Regulus sempre seria definido como um sonserino vazio, o rapaz com expectativas vazias e que vivia sobre a sombra do que um dia o irmão mais velho fora. Parte da família a qual, estava disposta a consertar a imagem. Na verdade, pensavam que o rapaz era somente assim por conta do que o sobrenome lhe oferecia. No final das contas todos os pensamentos estavam errados, pois não sabiam nem a metade do que se passava sobre a mente confusa do rapaz. E nem ao menos se preocupavam em de fato pensar no outro lado da questão.
— Fala como se de fato soubesse de alguma coisa, pois saiba que está muito enganada. Sabia? — Sacolejou os ombros sem querer fazê-la entender. — Não seria a primeira que pensa sobre o que está falando e nem a última. Deveria rever o seus conceitos sobre isso, Rosier. — Cuspiu o sobrenome praticamente, já na eminente falta de paciência.
Ignorance Is Your New Best Friend @Arya Wardlaw
Um sinal de alerta ressoou do canto mais profundo de sua mente ao ver a varinha empunhada nas mãos do rival. Qualquer coisa que ele tentasse, qualquer, teria revide na mesma moeda ou em uma bem pior. Seu autocontrole simplesmente ia para o espaço quando se tratava da audácia de uma criatura tão odiosa quanto Regulus Black, e se antes conseguira se conter, fora porque não se deparara com aquela cena. O imbecil tramando algo contra ela. Arya nunca deixaria por menos; cederia a todos seus impulsos e permitiria a hostilidade imperar. Não haveria respeito ao professor que a impedisse, porquanto conseguia sentir a repulsa e a raiva florescendo e percorrendo cada parte de seu corpo por meio de suas veias, se tornando mais forte do que a própria razão.
Suas íris castanhas expeliam desprezo e ira, enquanto sua mão ia discretamente ao encontro da varinha em seu bolso, como medida de precaução. Não cometeria o erro de esperar por um sinal de lucidez que o fizesse voltar atrás, uma vez que a falta dela parecia fazer parte da detestável família à que o slytherin pertencia. E se quisesse uma prova recente bastava ver o excremento levitando em volta de onde estava, com um odor tão desagradável quanto era o bruxo à sua frente. Uma grama daquelas fezes sobre sua pessoa e ela seria capaz de fazer Regulus engolir todo o restante, oh, ela seria. Arya não tinha o costume de ser muito comedida, ainda mais em situações semelhantes àquela. Como um lobo em sua vivenda, a escocesa era livre, e em sua liberdade ela se permitia ultrapassar limites.
— For Merlin’s Sake, cale a boca. — Retrucou sem o mínimo de paciência para a tentativa de ofendê-la. E tamanha era sua incapacidade de suportá-lo que no instante em que as partículas de excremento respingaram sobre suas vestes, ela não perdoou o feito tampouco o cinismo com que ele se desculpou. Também não pensou duas vezes antes de se precipitar sobre ele e desferir um soco no nariz do slytherin, concentrando a raiva em seu punho tão pequeno e tão forte. O murro atingiu em cheio o alvo, e com sorte, pensou, a dor o faria perceber que era melhor deixá-la em paz dali por diante. Não ainda satisfeita, quis pôr em prática sua ideia anterior de fazê-lo ingerir as fezes, mas a voz do professor a impediu. Arya poderia ser suspensa, a gryffindor não se importava. Seu consolo estava no nariz ensanguentado de Regulus.
A risada do sonserino cessara instantaneamente, assim com as que cercavam o moreno. A dor veio assim que sentira o impacto do punho fechado da garota na direção do rosto de Black. Foi então que elevou a mão livre em direção ao local atingido. Dando-se contado que acontecera. Uma garota, o tinha atingido de uma maneira tão baixa e trouxa que ele nem pudera calcular no momento em que estava muito preocupado em provocar a grifana e agora sentia toda a raiva dela desferida no nariz que agora escorria um filete de sangue. Um fluxo de sangue que começava a pingar e sujar a camisa do uniforme. Não sentia-se apenas enfurecido pelo o ocorrido, como também envergonhado por ter sido atingido de tal maneira sobre a odiosa garota.
Ah, ela pagaria. De uma forma e outra ela teria o que merecia, e por dizer assim não era em forma de agressão. E sim de humilhação, pior da que ela estava causando para ele na verdade. Ela não poderia imaginar o que lhe aguardava no momento a raiva deixava parte do nariz que latejava não ser totalmente o foco das atenções. Como a atenção do professor tinha voltado para a confusão feita. Não teria mais como esconder e também não tinha como definir um culpado já que ambos estavam o suficientemente errados. Regulus por provocar a ira da grifana, e ela por não ter a paciência ilimitada para aguentar as brincadeiras sem graça dele. Praguejou baixinho, o suficiente para que ela escutasse o aviso. — Isso vai ter volta, pode apostar que vai ter. — Disse com a voz anasalada em função do nariz machucado, quando voltou o olhar ao professor que agora estava mais próximo de ambos. Poderia prever que pegaria detenção até os últimos descendentes da família Black.
— Você. Detenção. — Disse o mais velho apontando para a jovem, virando a atenção ao jovem com o nariz ensanguentado. — Você também, Black. Mas, antes passe pela Ala Hospitalar para ver esse estrago. — Acenou com um meneio com a cabeça para que se retirasse do local. Dando por fim na situação toda que tinha se instalado. Regulus muito contrafeito se retirou do local, ignorando parte dos outros alunos que achavam o máximo a confusão e a dor que o sonserino estaria sentindo.
a regulus black fanmix [listen]
broken inside, broken iris. behind blue eyes, limp bizkit. after the storm, mumford & sons. misery, the maine. when all these things that i've done, the killers. shout, tears for fears. bleed it out, linkin park. where is the edge, within temptation. hurricance, thirty seconds to mars. here i go again, whitesnake. riot, three days grace. losing my religion, rem. when i'm gone, 3 doors down. snuff, slipknot. going under, evanescence.
Threwing my homework... on a boy? | Regulus & Siobhan
Maldito seja o dia em que decidi fazer Aritmancia no terceiro ano.
Eu me lembrava muito bem de meu pai praticamente exigindo que eu optasse por Aritmancia como atividade extracurricular. Lembrava-me também que, na época, eu queria cursar Adivinhação, e fui expressamente proibida. “Adivinhação é para fracassados”, disse o sr. Rosier. “Os bruxos bem-sucedidos profissionalmente sempre optam por Aritmancia”.
Ainda que a contragosto, fiz a vontade de meu pai. E naquele momento, ao fixar meus olhos cansados e já vermelhos pelo esforço contínuo na enorme tabela numérica que não conseguia preencher, eu desejei imensamente ser uma fracassada.
Das 144 lacunas de conversão de medidas, eu só preenchera 12. O tampo da mesa da Sala Comunal que eu ocupava (a mais afastada possível, para auxiliar minha concentração) sumia em meio aos milhares de livros que eu utilizava para consulta, sem que isto ajudasse em alguma coisa. Meu cérebro parecia ter sido torcido e seco; minha cabeça latejava furiosamente.
Bufei com raiva, amassando o pergaminho com a tabela incompleta e arremessando-o no que julguei ser a lixeira mais próxima. Quando fiz menção de levantar-me e recolher os livros, a bolinha fez um barulho que não condizia com o baque suave de pergaminho com pergaminho. Levantei os olhos, bem a tempo de ver meu dever de casa fracassado ricocheteando no colo de um rapaz com cara de pouquíssimos amigos e caindo no chão.
Regulus estava sentado em paz, dentro dos limites possíveis em meio dos poucos murmúrios que ocorriam no Salão Comunal. Estava distraído olhando a última edição do Profeta Diário, o qual noticiava mais um ataque das forças das trevas em um povoado mais distante do centro de Londres, onde aurores ainda procuravam as evidências de ser um alerta das forças de Lord Voldemort. Um ligeiro sorriso espalhou pelo rosto do jovem Black um contentamento em ver tais notícias de que era um fato que as forças que prometiam combater a ascensão da admiração de infâncias de Regulus; falhavam miseravelmente em primeiros momentos.
Recolheu o jornaleco e deixou pousado em um dos braços da poltrona em que estava sentado, por hora se deixando o olhar vagar para as chamas eu que emanavam pela lareira e consumiam a madeira de um forma hipnotizante. O momento fora interrompido quando recebeu uma bolinha feita de pergaminho que atingiu-o, rolando seguidamente para o chão o fazendo olhar para quem tinha iniciado o ato. Claro que o sonserino não tinha gostado da situação primeiramente que ele não achava correto deixar as coisas por aí. Era como a jovem estivesse o tratando como lixo? Ainda que fosse um acidente o moreno não pode deixar a face contrafeita enquanto quebrava o silêncio entre ambos. — Acaso você não enxerga? — Questionou primeiramente elevando-se do assento da poltrona em pequenos passos até que chegasse próximo da figura da colega de casa. — Qual o seu problema? — Perguntou seguidamente deixando o clima que já era pesado, pior.
Ignorance Is Your New Best Friend @Arya Wardlaw
Seu desejo instintivo foi o de virar-se para o sonserino ao lado e dizer em alto e bom som que ninguém havia lhe perguntado nada. No entanto, Arya limitou-se a revidar mentalmente, uma vez que tinha a certeza de que se o fizesse daria início a um bate-boca - o que até o presente momento, ela queria evitar. Embora tivesse vontade de falar tudo o que vinha entalado em sua garganta para o dono daqueles olhos tão cínicos, pensava primeiro no respeito que ofertava ao professor, um de seus prediletos, inclusive. Além do mais, visava se poupar de uma iminente detenção, caso cedesse ao impulso de fazer Regulus Black engolir o estrume que viam mais a frente.
Porém, se ela mantinha o autocontrole em consideração ao mestre da disciplina, o garoto fazia exatamente o contrário. A seu ver, o som da voz alheia conseguia ser tão irritante quanto o veneno que expelia em palavras. A grifina contou até vinte em pensamento, forçando a si mesma a não exprimir o ódio em seu semblante. Ao invés disso, sorriu tão ironicamente quanto poderia e voltou o rosto na direção do moreno, amaldiçoando-o de todas as formas possíveis em sua mente. — Quer um outro exemplo vivo e ainda mais perto? Basta olhar seu reflexo em um espelho, Black. — Enunciou, em réplica, com a aspereza e a raiva latentes em cada uma das sentenças.
Poderia ter ignorado a provocação, sim, até ver seu sobrenome exposto nos insultos. Enquanto o conflito seguisse sem evidenciar nenhum dos dois, era mais fácil esquecer e não dar mais ouvidos aos ataques verbais; que era justamente o que Arya pretendia fazer. Mas, uma vez que a contenda tomara proporções diretas, o sangue subiu-lhe à cabeça e seus olhos crisparam de odiosidade. Regulus Black estava coberto de fezes de testrálio, dos pés à cabeça, com a boca cheia material fecal. Ao menos era a essa a imagem mental que a grifana tinha em sua memória naquele instante. — Não se preocupe, eu me viro. Mas acho que devia pegar um pouco pra você, hm? Assim você come um tipo diferente além da própria merda. — Obrigou-se a igualmente sorrir, apesar da vontade de avançar contra o sonserino.
O sentimento de ódio era palpável mesmo que a morena não expressasse isso de forma alguma, em uma tentativa vã de convencer a si mesma que nada do que o Black mais novo fazia diferença para ela. O semblante exibido pela grifana era mais irônico do que poderia demonstrar uma vez que ele podia sentir a aversão nas palavras ásperas e duras a cada sílaba proferida pela garota. Ele estava motivado a infernizar a vida da jovem durante a aula, já que de tão prepotente não se abaixava em questão das respostas que ele rebatia cada provocação dela. De fato, ele até se divertia com a raiva alheia assim como o outro grupo de sonserinos que acompanhava Regulus.
Uma ideia iluminou a mente do sonserino assim que teve que escutar o último comentário vindo da morena. Tateou um dos bolsos da calça em busca da varinha, e em meio passo aproximou-se da direção da jovem. Não, ele não tinha a menor intenção de começar um duelo em plena aula, até porque isso só o prejudicaria e geraria uma detenção severa já que tinha muito mais do que o próprio mentor da disciplina presente, como outras testemunhas. A varinha em riste só mostrou que ele tinha algo que fazia o pensamento dele engrenar de forma rápida. Em um simplório floreio com a varinha, levitou uma porção de excrementos a mantendo no ar até que pudesse proferir novos alertas a grifana.
— Vou dispensar essa sua sugestão. Sabe, não sou eu quem precisa variar do cardápio que me parece muito suculento para você. — Aproximou mais a porção levitada para que chegasse próxima o bastante da figura emergida em raiva, talvez fosse uma má ideia em deixar algo desse nível tão perto da garota. Poderia causar-lhe uma impressão ruim e até mesmo virar contra si a provocação e por fim Black acabar se dando mal. Cessou o feitiço repentinamente e com o efeito da porção cair ao chão repleto de outros excrementos, parte destes espirrou para cima da garota. — Desculpe. — Disse cinicamente em tom falsamente chocado com o que tinha feito.
[October, 1977] An unlikely saviour — Marlene & Regulus
Poderia esperar qualquer coisa de alguém como Regulus Black. Na pior das hipóteses, teria suas cinco gerações futuras verbalmente amaldiçoadas ou então seria chamada de traidora do próprio sangue, nada incomum para um Slytherin de família tradicional, diga-se de passagem, mas embora o temperamento de Marlene fosse deveras explosivo, a loira tinha plena consciência de que estava em uma biblioteca cheia e, portanto, não podia simplesmente disparar azarações na primeira hostilidade que o outro ousasse proferir. Seu cargo de monitora haveria de ser o suficiente para castigá-lo caso necessário, porém, o irmão mais novo de seu melhor amigo não parecia exatamente inclinado a ofendê-la. Não ainda. O sorriso enviesado nos lábios masculinos era forçado, é claro, mas a jovem de gravata vermelha e dourada não gastou sequer um segundo de seu tempo atentando-se a esse detalhe, preferindo encará-lo nos olhos com a mesma naturalidade que o faria se estivesse diante de um colega de Casa.
Não demorou muito para que o esboço parco de um sorriso se desenhasse no semblante da McKinnon, sendo que o cantinho da boca levemente curvado continha fortes indícios de sarcasmo. Chegava a ser intrigante o quão perturbadoramente parecido com Sirius o sextanista havia soado ao entoar aquela sucinta pergunta, provando que a arrogância, de fato, era um traço demasiado marcante nos membros da família Black. – Sim, parece. – Devolveu no semelhante tom de indiferença, sacudindo os ombros enquanto ajustava-se menos desconfortavelmente à cadeira que, decerto, não fora fabricada para acomodar um aluno por horas sem causar-lhe algum problema na região da coluna. – Just… don’t. Não comigo. – Adiantou-se antes mesmo de começar a examinar o livro colocado em sua direção, procurando fazer Regulus entender que não admitiria ser tratada naquele timbre desafiador, afinal, não tinha obrigação de provar absolutamente nada a ninguém, muito menos a ele.
– Runas não tem mistério, na verdade, acaba sendo mais um exercício de memória do que qualquer outra coisa. Mas confundem pra caramba porque mudam de significado quando invertidas e existem outras parecidas graficamente e… Resumindo, é um saco. Mas você já sabe disso. – Pôs-se a dizer, agora em dúvida de como faria para explicar algo ao Black, tendo em vista que a matéria não demandava nada além de pura memorização. – Eu decorei escrevendo o nome de algumas pessoas. – Então, apanhou a caneta-tinteiro mais próxima e passou a rabiscar algumas runas num pequeno pedaço de pergaminho. – Rhaido pra “r”, Eihwaz pra “e”, Gebo pra “g”… Urus pra “u”, Laguz pra “l”, Urus de novo e Sowilo pra “s”. There you go. – Após concluir, empurrou o papel envelhecido para Regulus, onde seu nome poderia ser lido devidamente transcrito para o idioma extinto.
Não importava se a resposta do sonserino fosse negativa ou até mesmo evasiva em boa parte do tempo, era claro que isso não funcionava com a mais velha. Ela estava acostumada provavelmente ao modo como irmão mais velho dele se portava. Quem olhasse bem poderia perceber um mínimo vínculo entre eles, até mesmo no comportamento. Claro que Regulus com o passar dos anos tinha se tornado alguém muito mais antipático, ou no caso alheio as opiniões de outras pessoas. Este também era muito teimoso, e ao notar a resposta positiva dela afirmando que ele estava com problemas, fez com que o mais novo encolhesse os ombros sem ter muito a dizer em primeiro momento.
Ainda era intrigante para ele a aproximação dela com ele, em vezes se sentia como uma espécie em estudo. Tal devaneio fez com que balançasse a cabeça negativamente para dispersar o bobo pensamento. Não seja tolo, Regulus. A voz interna soou ao que poderia estar em expressão de palerma frente a grifana, pigarreou levemente antes de voltar a postura normal. Ela examinou com um breve olhar o livro que tinha alcançado para ela, imaginando o pensamento da loira ao esquadrinhar parte das letras confusas que costumavam a confundir tanto os pensamentos do sonserino. Era como se desse um nó nos neurônios dele, impedindo que as sinapses continuassem de forma normal. Na verdade, ele sentia-se quase um lufano em um dia costumeiro. — Como queira. — Respondeu a voz dela, sacolejando os ombros sem se importar com mais nada. A atenção antes voltada a um ponto qualquer da parede atrás da mais velha, retornou quando começara a explicar que não existia maiores mistérios em Runas.
De inicio não existia nenhuma novidade quanto as frases se símbolos combinados de várias formas poderiam tornar uma frase simples em outra completamente adversa. — Isso pode ser um grande problemas para os lufanos. — Externou o pensamento, sentindo-se tolo no segundo seguinte; saberia que teria alguma reprimenda de resposta. No entanto, concentrou-se novamente ao olhar os movimentos da pena sobre a superfície de um pergaminho enquanto escrevia o que parecia ser o nome dele de primeiro exemplo. Quando esta terminou ofereceu o pedaço de pergaminho para ele, que segurou com a ponta dos dedos olhando a caligrafia espremida com o nome em linguagem arcaica. — Meu nome soa umas dez vezes pior escrito dessa maneira. Bom, não existe outro método além de memorizar por nomes? Certamente não ia ser muito bom ficar sussurrando nomes no meio da prova.
[Halloween] You can't always get what you want — Alexia & Regulus
Podia ver que o interesse do rapaz diminuía a cada segundo que passava, mas ainda assim, ela não desistira. Uma questão de orgulho, como se fazê-lo gostar dela fosse fazer ela sentir como se valesse a pena. Era uma espécie de jogo que ela fazia consigo mesma, uma garantia de que terminaria o dia se sentindo mal, e pelo menos, teria um motivo para não se considerar boa o suficiente. Não o respondeu quanto a fantasia, embora não pudesse realmente dizer se ele estava sendo irônico ou apenas rude. Provavelmente o segundo. Mordeu o interior de sua gengiva, frustrada com a falta de atenção que estava recebendo. Óbvio, estava acostumada a ser ignorada, mas só o fato de ter se acostumado não o fazia parar de doer. Mesmo se a indiferença viesse de alguém que mal conhecia.
Concordou com a cabeça, perguntando qual seria a garota que Black estava interessado, visto que ele mal lhe dirigia o olhar. Não o culpava. Pensamentos nem um pouco agradáveis sobre a própria aparência estavam começando a ocupar grande parte de seu tempo, a ideia de emagrecer se fixando no fundo de sua mente. “Não acho que ele venha.” Murmurou, mais para si mesma do que para ele. “Não deve gostar desse tipo de coisa.” Franziu o cenho, visto que era verdade. Era uma festa para os alunos, os professores pouco tinham o que fazer ali, embora a maioria tivesse aparecido. Olhou para cima novamente, arqueando uma sobrancelha. “Acho que sua companhia não chegou, para ficar olhando em volta com tanto afinco.”
— Uma pena. — Comentou sem muito interesse, já cogitando que perderia o dia por ter se fantasiado por nada. Ou talvez, pelo simples fato de estar escutando coisas que não lhe interessavam na verdade. Certas horas, o jovem Black prezava muito mais do que atitudes do que simples palavras. E no local parecia escolher que o jogo de frases não parecia muito bem vindo afinal. Não estava se importando com o sentimento ou os modos que utilizava com a lufana, mesmo que ainda soubesse o quão rude ou hostil poderiam pesar as palavras de desinteresse, mas ela deveria estar acostumada não? Ao menos com ele, já que não era das primeira vezes que trocavam palavras entre si. — Espero que ele venha, afinal. — Disse sem ter nenhum outro significado por detrás do que dissera. Talvez assim, a garota tivesse uma postura menos melancólica ao tentar jogar-se a ele.
— Afinal, é uma festa. O que mal faria em comparecer? — Perguntou de forma simples, sem saber ao certo de quem se tratava a companhia dela. E mesmo que fosse dos mais afastados que não costumavam socializar, estava certo que não teria um maior receio em comparar a um lugar onde parte dos indivíduos estavam irreconhecíveis. — Ainda não, mas logo vou dar uma caminhada e vê se encontro. — Declarou que em muito em breve sairia de lá.
Intent never makes a sound | Bulstrode & Black
Se fosse feita uma lista dos melhores alunos de sétimo ano de Hogwarts, Annabel figuraria, pelo menos, nos 20 melhores. Claro, não era fácil competir com os crânios da Ravenclaw, mas a jovem tinha uma reputação a zelar, um histórico familiar de alunos brilhantes, todos pertencentes à casa de Salazar Slytherin. A pressão sobre suas notas, principalmente com relação a Poções e ainda mais com a proximidade dos N.I.E.M.s, era exageradamente grande, quase tanto quanto a preocupação de seus pais com seu futuro em relacionamentos. Pelos motivos supracitados, Annabel estava na biblioteca na sua tarde livre. Na mesa, ao centro do local, estavam os mais diversos livros sobre histórias de Poções, todos abertos enquanto a slytherin pegava um pouco de informação de cada para compor sua redação a ser entregue daqui dois dias.
Não notou que alguém se aproximava enquanto lia compenetradamente Magical Drafts and Potions com a cabeça apoiada em uma mão e os fios morenos displicentes formavam uma cortina entre ela e o resto da silenciosa biblioteca. Percebeu que não estava sozinha quando ouviu o barulho de arrastar de cadeiras. A cadeira à sua frente, na verdade, por Regulus Black, que deixava um pacote de diabinhos de pimenta sobre a mesa de carvalho. Não pode evitar que um sorriso escapasse no canto dos lábios ao lembrar-se da conversa que tiveram sobre a preferência de doces e suas particularidades. – Não são meus favoritos, mas… Estou aprendendo a apreciá-los – disse baixo o suficiente para que a bibliotecária não ralhasse com eles pelo barulho, enquanto largava a pena que segurava em cima do pergaminho com a redação interminada. – Obrigada, Black, por pagar o que deve – os dedos finos foram em direção aos doces em cima da mesa, trazendo-os mais para o lado onde as coisas de Bulstrode estavam. Não queria admitir a si mesma, mas o dever de Poções parecia mais desinteressante a cada minuto que passava.
Ele sorriu ligeiramente ao comentário da mais velha, ao notar que os dedos rapidamente largaram a pena a qual segurava e foram em direção ao pacote que ele tinha trazido consigo. — Eu sei que está aprendendo apreciá-los. Tão bem sei que está deixando a liberdade em poder apreciar outras coisas. Devo dizer que a minha companhia possa ser uma delas? — Questionou retoricamente em um tom de brincadeira, ao mencionar o fato que a outra sonserina a frente dele não lhe parecia sempre tão amigável com ele, e em muitas das vezes deixavam que as provocações fossem mais além do que podiam controlar. Tratavam-se de uma briga de chamas incandescentes muita das vezes, ao mesmo tempo em que se atraiam; se repeliam com a mesma frequência. — Disponha. — Disse saindo da leve divagação ao tomar o olhar novamente para a expressão de Bulstrode, inconscientemente — ou não tanto — deixou os olhos claros viajarem para o movimento dos lábios escarlate que degustavam do doce de uma forma que fizera Regulus perder parte da noção do real intuito que tinha para com a biblioteca.
— Ainda tenho pendências com você, Bulstrode? — Perguntando em um tom mais alto do que deveria, praguejando internamente pelo desaviso em ter pego o momento de distração em não controlar o tom de voz. Droga, Regulus. Veio a mente do mais novo quando viu o olhar nada contente da funcionaria do recinto, não sustentando o olhar por muito tempo para ela ao voltar a atenção em um dos livros dispostos sobre a superfície da mesa. — Poções, huh? — Comentou brevemente ao esticar uma das mãos para alcançar o pergaminho que parecia em parte ter a tinta fresca na superfície. Sim, percebeu isso quando sujou ligeiramente o polegar ao rolar os olhos rapidamente em uma lida superficial. Se ele estava sendo folgado? Black era assim com quem lhe dava uma liberdade expressa para isso, ainda que abusasse com Bulstrode pelo puro prazer de irritá-la. Era divertido. — Hm, acho que você tem que refazer umas partes estão um pouco confusas. — Disse, obviamente não falando a verdade, pois tudo lhe parecia em perfeito estado. Era apenas uma chance de mexer de algum jeito com a morena ao questionar os conhecimentos da mesma.