Depois de Matt finalmente criar coragem para sair do porão, onde havia praticamente recriado um quarto para ele (porque ainda se recusava a tirar Andrew do quarto dos dois, era infinitamente mais confortável e ele não iria deixar o mais novo dormir no sofá), não encontrou Andrew em lugar nenhum. Nem no quarto dos dois, nem na cozinha, nem nos banheiros e nem cuidando do gatinho. Nenhum sinal do garoto também. Era quase meio-dia e Matt não parava de ligar para o celular de Andrew. Já havia passado alguns bons minutos conversando com os pais do menino no telefone, talvez Andrew estivesse lá, Matt pensou. Mas estava errado. A única coisa que conseguiu saber, era que: Andrew havia pego o carro de sua mãe. Ele poderia estar em qualquer lugar.
Quando Matt desistiu de tentar ligar para Andrew, pois sempre caía na caixa postal, decidiu dar comida para o gato, que parecia estar fraco. E pelo tanto que comeu, parecia que Andrew não havia dado comida para o gatinho antes de sair, e se havia, significava que ele havia saído há muito tempo. O que deixou Matthew muito mais preocupado. Andy poderia estar machucado, poderia ter se perdido, ou algo pior... Mas Matt fez o favor de afastar esses pensamentos de sua cabeça, que já estavam começando a o perturbar. Andrew estava bem, Matt tinha certeza. Ele tinha de estar bem.
Matthew começou a repassar mentalmente todos os lugares que o seu Andy (mesmo que o garoto não o pertencesse, de fato) poderia ter ido. Os únicos lugares que passaram por sua cabeça foram a casa de seus sogros e talvez a casa de algum amigo. Mas, como já havia constatado antes, Andrew não estava na casa dos pais. Então, começou a ligar desesperadamente para todos seus amigos, até mesmo para Eve, perguntando se sabiam algo a respeito de Andrew. E como o esperado, ninguém sabia de nada.
Matt já estava considerando a possibilidade de que Andrew fora abduzido e agora estava sendo estudado por alienígenas em alguma galáxia distante. Era bem provável, Andy estaria feliz se tivesse realmente sido abduzido.
E fora assim por alguns dias, 3 ou 4 talvez, mas que para Matt pareceram anos. Dormindo mal, acordando de madrugada, ligando para todo mundo novamente (só pra ter certeza de que ninguém viu Andrew). Ele já estava começando a pensar em ligar para a polícia. Então, quase como um estalo em sua mente, ele pensou em um lugar em que Andy poderia estar: O acampamento. Sim, e sorriu com o pensamento. Sempre soube que Andrew era imprevisível.
Se arrumou quase em um flash, animado e ansioso com a pontinha de esperança que agora tinha e em poucos minutos já estava dentro do carro, seguindo a estrada que conhecia tão bem. Simplesmente esqueceu de avisar os pais de Andrew, porque apesar de Matt estar tão certo, Andrew talvez não estivesse lá.
Mas, depois de alguns muitos minutos dirigindo e finalmente chegar onde era o Green Camp, o peito de Matt se inundou de alívio ao ver o carro da mãe de Andrew parado por ali. Era mesma sensação de ver o Sol depois de um longo período de chuva.