âindecĂȘncia Ă© meu nome do meioâ suas palavras vieram num sussurro, mantendo-as em segredo do resto dos convidados, que acreditavam que romeo era, de fato, um dos garotos mais puros dessa planeta. mas desde quando garotos puros se divertem? acompanhou a ação da morena, finalizando o lĂquido ainda presente em sua taça, apenas para deixĂĄ-la junto a de heaven. conhecia muito bem aquele lugar, pelas ocasionais vindas Ă jantares de famĂlia, entĂŁo certamente nĂŁo teria problema em se esconder facilmente da multidĂŁo. tomou a mĂŁo alheia com delicadeza, porĂ©m ainda assim com uma firmeza que demonstrava a confiança presente nas veias do young; e foi com essa confiança que liderou o caminho, cauteloso o bastante para nenhum curioso desconfiar do paradeiro do casal. levaram poucos minutos atĂ© adentrarem o local preferido de romeo no apartamento; a sacada da suĂte de seus tios. talvez fosse um tanto arriscado estar ali, mas ele nĂŁo ligava. a vista das luzes de new york e o ar quase puro da cidade era o bastante para fazĂȘ-lo relaxar, deixando um suspiro satisfeito escapar ao correr os olhos escuros pela cidade. âeu acho lindo aquiâ comentou, voltando seus olhos agora para heaven; sua expressĂŁo agora carregava um sorriso quase que malicioso, porĂ©m genuĂno; estava feliz em tĂȘ-la ali. sua atitude delicada levou a destra atĂ© o rosto alheio, acariciando gentilmente a bochecha da morena com a ponta de seus dĂgitos. âigual vocĂȘ, heavâ uma jogada de mestre, sabia, porĂ©m nĂŁo com a intenção de brincar com o coração da garota, como muitos faziam, e heaven sabia. diante da relação dos dois, era possĂvel notar a diferença.Â
sua aproximação foi feita lentamente: lenta o bastante para poder admirar as caracterĂsticas da coreana, que parecia ter saĂdo de uma pintura renascentista, com uma aparĂȘncia de dar inveja a qualquer um. os lĂĄbios de romeo se deleitaram diante o pescoço alheio, onde depositou um selar suave; assim como abaixo do maxilar, bochechas e⊠quase que em um choque, ambos os lĂĄbios se encontraram. aproveitou do momento para envolver sua mĂŁo com delicadeza entre os fios negros de heaven, trazendo-a para perto. o momento, contudo, foi abruptamente interrompido com um bater de porta bem perto dali. merda. assustado, romeo puxou a yong para o lado, encontrando um ponto cego. um âshhâ feito foi o bastante para beirar o silĂȘncio, o que ocasionou os dois a ouvir a conversa alheia. âentĂŁo vocĂȘ quer dizer que se eu nĂŁo assumir aquele pirralho como herdeiro, eu perco tudo com uma futura mudança de diretoria?â a voz de seu tio era clara, porĂ©m desacompanhada; romeo julgou que ele deveria estar em uma ligação. suas palavras o intrigavam, e, por isso, esticou-se para ouvir melhor. âe vocĂȘ acha que a vadia da Hyewon nĂŁo vai interferir? esse sempre foi o plano delaâ plano? sua mĂŁe tinha um plano com o quĂȘ? a cabeça de romeo girava com as informaçÔes, que foram interrompidas com um bater na porta. âeu tenho que ir. falamos disso amanhĂŁ no meu escritĂłrioâ
nĂŁo era qualquer sacrifĂcio acompanhar romeo naquela pequena escapada que resolveram dar da festa. na verdade, atĂ© preferia um lugar onde os dois pudessem ficar a sĂłs, pois a companhia do amigo era de longe muito melhor do que qualquer outra que podia arranjar naquele evento. com a mĂŁo junto a dele, seguiu-o pelo caminho que o mais alto traçava, um sorriso pequeno transparecendo na expressĂŁo da yong quando os passos moveram-se atĂ© a sacada da suĂte principal. a vista era de tirar o fĂŽlego, de forma que heaven viu-se tĂŁo concentrada em apreciar seus detalhes que sĂł desviara a atenção quando escutou-o falando consigo. voltou o olhar para o rosto de romeo ao sentir os dĂgitos masculinos afagando seu rosto, nĂŁo contendo um sorriso quando o elogio chegou a seus ouvidos. heaven adorava ser elogiada, de forma que aquelas simples palavras jĂĄ eram carga suficiente para que o coração da coreana se acelerasse um pouco, sem desprendimentos dessa vez, jĂĄ que sua dinĂąmica com o young era completamente alinhada e com limites bem estabelecidos. sabia que estava em um lugar seguro quando estava com ele. a morena umedeceu os lĂĄbios lentamente conforme a distĂąncia entre eles era cortada, fechando os olhos para receber os beijos depositados pela extensĂŁo de seu pescoço, um suspiro sendo solto conforme ele movia-se atĂ© chegar a seus lĂĄbios. retribuiu o beijo ao mesmo tempo em que elevou as mĂŁos atĂ© a nuca alheia, permitindo que os dĂgitos da direita se fechassem contra seus cabelos ao que puxava-o mais para si, dissipando qualquer milĂmetro de distĂąncia que ainda podia existir entre eles ao colar o corpo completamente ao do outro. enquanto perdia-se em romeo, esqueceu por um momento de onde estavam e que haviam outras pessoas naquele lugar, sĂł sendo puxada de volta para a realidade quando escutou os sons vindos de dentro do quarto. o olhar alarmado fora diretamente para o rosto do young, seguindo seus passos e encolhendo-se quando ambos mudaram de posição atĂ© um lugar onde nĂŁo poderiam ser vistos. foi com o cenho franzido que heaven ouviu a conversa que acontecia atrĂĄs daquela parede, o olhar permanecendo colado ao rosto de romeo durante todo o tempo. ela nĂŁo entendia nada, mas nĂŁo fora difĂcil reconhecer o nome da matriarca do amigo em meio as palavras. âhyewon nĂŁo Ă© a sua mĂŁe?â a voz quase nĂŁo saĂa, resumindo-se a um sussurro falhado que atĂ© romeo poderia ter dificuldade para entendĂȘ-la, mas pelo menos garantia que aquele no quarto nĂŁo tivesse possibilidade de a escutar. o corpo voltou a se enrijecer ao ouvir a batida na porta, fazendo com que heaven prendesse a respiração por um segundo. percebendo que o amigo parecia perplexo, a coreana comprimiu os lĂĄbios em uma linha reta, esticando o braço atĂ© que conseguisse apanhar a direita de romeo e segurĂĄ-la por entre suas mĂŁos, pressionando um aperto leve contra os dĂgitos do rapaz. estava tĂŁo perdida quanto ele, se nĂŁo atĂ© mais, mas ainda assim, vendo a confusĂŁo em seu rosto, queria lembrĂĄ-lo de que ele nĂŁo estava sozinho ali.