“Mate o vendedor, ele foi grosseiro.” — Sua sombra sussurrava em seu ouvido, como um sopro diabólico, induzindo Bethia de maneira macabra. Olhou perdida para o rapaz a sua frente e o toque lhe assustou minimamente; pediu desculpas baixinho, mas logo se recompôs, passando ambas as mãos no vestido amarrotado. “Sim, vamos sim.” Olhou para as barraquinhas que deixavam para trás, suspirando, ora aliviada, ora desanimada. Não conseguia curtir nada sem que aquilo lhe perturbasse a cabeça. “Gostaria de ir para um lugar mais silencioso, se importa? Acontece que essas situações mexem comigo.” Fitou o rapaz novamente. “Ah! Desculpe meus modos! Sou Bethia Raoghnailt. E você?”
— Não me importo não. — Sorriu feliz de ter uma companhia e mais ainda por ela não ligar de estar com ele. — Eu notei, você é uma pequena bem brava em. — Brincou enquanto seguia para uma cafeteria. — Bethia… — repetiu para ajudar a gravar. — Arniel Monster. — Apresentou também abrindo a porta da cafeteria para que ela pudesse entrar. Estava tocando uma música ambiente e com tantas maravilhas do lado de fora pouco estavam dentro. — O que acha desse lugar? Silencioso o suficiente?
Deu uma risada baixa, educada. Se viu adentrando um estabelecimento único e bonito, tinham poucas pessoas ali e, bem, Bethia se lembrou dos grãos que plantava enquanto viva; se alegrou. “Silencioso o bastante. Obrigada Arniel.” Agradeceu. Sentaram-se numa mesa perto da janela e, dali, dava para se ver todo o evento rolando, inclusive as Coroas Celestes. “Não diria brava, diria indignada. Alguns modos dos dias de hoje me deixam encucada.” Gargalhou, não sabia se expressar. “Desculpe, espero que tenha entendido meu ponto de vista.”












