P.O.V The elemental umbrella
Coming like a hurricane, I take it in real slow The world is spinning like a weathervane Fragile and composed Though I am breaking down again I am aching now to let you in
Fazer o madltio formulário apenas lhe deixou mais certa de que odiava profundamente Evanora por ter feito tudo que fez com a irmã, por que as consequências disso impactaram até em Zelena que agora sabia que o esverdeamento eminente de sua pele era uma espécie de maldição herdada pela mãe. Agora estava ali encarando os próprios dedos que pareciam ficar mais verdes a cada dia que passa, os pensamentos a milhão em sua mente sobre as possibilidades de que tudo daria errado e ela acabaria igual a mãe. Se Tempesta já não se achava capaz de ser amada agora, sabia que seria impossível se acabasse completamente verde, quem poderia amar uma pessoa vil e sem amor pra dar? Estaria condenada para sempre e eternamente sozinha. Odiava aquilo, lhe fazia pensar que talvez devesse se afastar de vez de Éden… Mas como ela poderia se afastar de Killian quando ele era importante parte em seu plano e para suas ambições? Fora que seria impossível o ignorar quando dividem quartos. E também sabia que a filha de Morgana não lhe deixaria fugir tão facilmente, ela sabe por que já tem tentado fazer isso a semanas.
Respirou fundo e saiu do quarto colorido para o salão comunal da Venery que era bem mais escuro e assustador, contente que a maioria dos alunos já havia saído dali, não queria ter de encontrar com ninguém e se fosse ser sincera estava nervosa com o evento aquático, mesmo que Merlin tivesse lhe garantido que a poção dada no início daquela manhã lhe manteria segura, não teve um dia na vida de Zelena onde ela pode tocar água sem sentir dor, era inesperado que poderia o fazer agora. Parte de si tinha ódio do diretor que possuía a solução de sua maior fraqueza e nunca lhe concedeu, a cada dia pensava ainda mais que ele era sádico em seu cerne. Passando pelos corredores notou que pareciam ficar mais escuros, o que era estranho por que o dia não estava nublado do lado de fora. Tentou ignorar isso e seguir rumo ao evento, mas os corredores pareciam estar lhe confundindo de alguma forma e ela se sentia perdida.
Mas como poderia ela se perder depois de tantos anos ali? Não tinha lógica alguma, seria algum jogo de sua tia? Mas isso também não seria possível, todos estavam sem habilidades… Então, como? Depois de cinco longos minutos andando e ouvindo apenas o som dos próprios saltos pelo corredor, uma luz se acendeu ao fim de um deles mostrando um guarda chuva muito parecido com o que sua mãe tinha, ainda que esse fosse bem mais bonito e a cara de Zelena. Seu dossel é confeccionado em um tecido violeta escuro, realçado por padrões irregulares de faíscas prateadas, o cabo é esculpido em um metal elegante com ornamentos sinuosos que lembram enfeites góticos. Ao longo do cabo, gemas multifacetadas em tons de ametista e esmeralda irradiam uma luminosidade suave, proporcionando um contraste cativante. Algo naquele objeto lhe chamava pra ele, por isso não hesitou em andar na direção do artefato, mas teve de parar imediatamente quando o chão se abriu revelando uma longa piscina a sua frente até o item mágico. Mas não para por aí, o guarda chuva subitamente deu uma guinada para dentro da piscina e agora estava bem no fundo dela.
—Mas você só pode estar de brincadeira comigo! Como eu vou pegar ele agora?
Estava frustrada e pensou em simplesmente dar as costas e ir embora, porém quando se virou percebeu que a parede atrás de si estava vindo em sua direção e o corredor havia lhe deixado sem saídas. Sabia que tinha de se mover, mas tinha tando medo que não conseguia tirar os pés do lugar, por que se lembrava muito bem da dor ao ter água contra sua pele, lembrava de todas as torturas e abuso de sua mãe… Tudo que queria era ir embora dali, se trancar no próprio quarto e chorar, mesmo que fosse doer, ela preferia chorar sozinha do que enfrentar aquilo, do que lembrar… Contudo, não era como se estivesse tendo muita escolha naquele momento. Tudo indicava que ela precisava de coragem para conquistar o que queria, mas ela era fraca e covarde, estava bem ciente disso mesmo que fingisse o contrário. Talvez ela conseguisse se não estivesse sozinha, sabia que não estava mais em Oz, mas as coisas costumavam dar certo por lá quando você tinha as companhias certas… E ela tinha? Gostava de pensar que sim, mas onde estavam agora?
Quando olhou de novo para água viu que não havia mais apenas o guarda chuva no fundo daquela piscina, mas Elestria também estava ali no fundo dela, pânico foi a primeira coisa que sentiu ao notar isso. Quando pensou que queria amigos ali não havia sido daquela forma, sentia a ansiedade lhe tomar conta do corpo e queria morrer naquele exato momento, se sentia apreensiva sobre o que fazer. Então, fechou os olhos e respirou fundo, ela estava pensando demais e estava na hora de agir. Antes que qualquer outro pensamento pudesse lhe tomar a cabeça outra vez, ela pulou na água e tentou se lembrar do que havia ouvido sobre nadar, ainda que nada parecesse funcionar, se debatia debaixo da água tentando ir até Elestria, o que se provou um trabalho árduo. Quando conseguiu chegar na ruiva, percebeu que não havia ideia de como voltaria para cima, sentia os pulmões também gritando por ar quando os olhos bateram no guarda chuva logo ao lado da ruiva e com suas últimas forças o pegou na mão.
Foi como mágica pura, no momento que os dedos verdes encontraram o cabo do guarda chuva ele se abriu e começou a girar a levando para fora da maldita piscina, assim que saíram o corredor voltou ao normal ainda que a bruxa estivesse completamente ensopada. Quando foi abraçar Elestria em seus braços e ver se estava bem, viu o corpo da mesma se desfazer em uma ilusão fajuta. Ela poderia ter xingado por ser enganada, mas naquele momento ela se sentiu aliviada de estar sozinha, de ninguém ter se machucado. E só agora, olhando para si mesma no chão do corredor coberta de água, ela se deu conta de que não queimava, sua pele não ardia e era… Fresco, molhado em uma consistência engraçada, menos densa e mais cristalina… Talvez o resto do dia não fosse ser tão ruim assim! Bom, foi apenas pensar nisso que o guarda chuva em sua mão lançou uma bola de fogo pela janela… Talvez fosse ser um longo dia.
















