Rufem os tambores porque HOPE GRETZKY acaba de entrar no campus da Briar University! Na ficha de inscrição consta que têm 21 ANOS, CURSA JORNALISMO, e irá morar no PRÉDIO DE HUMANIDADES, QUARTO 320! Aqui não encontramos informações extracurriculares… mas dizem que poderá fazer PODCAST NA RÁDIO “ON THE B” e REPORTAGEM PARA O JORNAL BRIAR NEWS! No off do campus, é conhecida por ser COMUNICATIVA e SARCÁSTICA! Espero esbarrar com ELA nos corredores, afinal, é igualzinha à ABIGAIL COWEN!
ˋˏ♡ˎˊ breve resumo:
até os quatorze anos, hope gretzky teve a vida que considerava perfeita: pais amorosos, um irmão mais velho e o sonho de um dia seguir os passos deles no jornalismo. após perder a família em um acidente, foi criada pelo tio, uma lenda do hóquei que transformou boa parte de sua adolescência em um período marcado por traumas e inseguranças. atualmente, cursa jornalismo na universidade briar, determinada a honrar o legado dos pais e escrever sua própria história.
* biografia - tw: luto, agressões, intenções de abuso sexual (sem muitos detalhes)
durante os primeiros quatorze anos de sua vida, hope gretzky acreditou que a felicidade era algo simples. cresceu em hastings, massachusetts, ao lado dos pais e do irmão mais velho, em uma casa onde sempre havia café recém-passado, discussões amigáveis durante o jantar e alguém disposto a ouvi-la falar sobre qualquer assunto, por mais irrelevante que fosse. seus pais eram jornalistas esportivos, ambos formados pela universidade briar, e construíram uma carreira sólida cobrindo principalmente o cenário do hóquei profissional. foi através deles que hope aprendeu a amar histórias. não necessariamente os jogos, os placares ou os troféus, mas as pessoas por trás deles. cresceu acompanhando entrevistas, ouvindo relatos de atletas e observando os pais transformarem acontecimentos comuns em reportagens capazes de emocionar milhares de pessoas. seu irmão compartilhava a mesma paixão pelo esporte que os pais, jogava hóquei desde criança e sonhava em seguir carreira profissional. enquanto ele passava horas no gelo, hope ocupava as arquibancadas com um caderno no colo, fingindo entrevistar jogadores imaginários. a vida não era perfeita, mas chegava perto o suficiente.
tudo mudou quando ela tinha quatorze anos. naquela noite, seus pais e seu irmão voltavam de um campeonato de hóquei do qual ela não participou por causa de um compromisso escolar. o carro nunca chegou em casa. um acidente tirou as três pessoas mais importantes de sua vida de uma única vez. em questão de horas, hope deixou de ser filha e irmã para se tornar uma adolescente órfã. durante muito tempo, foi impossível olhar para uma pista de gelo sem lembrar daquela noite - o hóquei passou a carregar um gosto amargo. não porque culpasse o esporte pelo acidente, mas porque aquela foi a última coisa que seus pais e seu irmão amaram antes de partir. ainda assim, abandonar completamente aquele universo parecia uma traição. o hóquei estava presente em todas as suas melhores lembranças: nas viagens em família, nas reportagens dos pais, nos jogos do irmão e nos finais de semana que passavam juntos. por mais doloroso que fosse, permanecer próxima daquele mundo era uma das poucas maneiras que encontrou de continuar conectada a eles.
sem familiares próximos além do irmão de seu pai, hope passou a viver sob a guarda de logan gretzky, um dos jogadores mais famosos da nhl e um verdadeiro ídolo em hastings. mais do que um tio distante, logan sempre foi uma das maiores referências do irmão mais velho, que sonhava seguir seus passos no hóquei profissional. por isso, hope também nutria carinho e admiração por ele. logan e sua esposa, kenna, nunca tiveram filhos, e hope acreditou que talvez aquela nova fase pudesse amenizar um pouco a ausência da família que perdera. mas não demorou para descobrir o contrário - o homem admirado nas ruas não era o mesmo que existia dentro de casa. durante toda a adolescência de hope, logan ainda estava em plena carreira profissional, acumulando títulos, entrevistas e contratos milionários. aos olhos do público, era o atleta perfeito. dentro de casa, porém, vivia preso a uma rotina destrutiva. depois de cada jogo, independentemente do resultado, havia bebida. quando vencia, bebia para comemorar. quando perdia, bebia para afogar a frustração. e, bem, o álcool transformava absolutamente tudo. a simpatia desaparecia, dando lugar a um homem agressivo, imprevisível e cruel. hope cresceu assistindo a tia suportar discussões, humilhações e explosões de raiva que nunca, obviamente, apareciam diante das câmeras. em mais de uma ocasião, colocou-se entre os dois para impedir que as coisas piorassem.
conforme foi crescendo, outro desconforto passou a acompanhá-la. comentários que pareciam inofensivos demais para serem questionados, olhares demorados demais para serem ignorados e uma sensação constante de alerta transformaram a casa em um lugar onde ela nunca conseguia relaxar completamente. logan jamais ultrapassou certos limites, mas hope passou anos esperando que um dia ultrapassasse. quando ele finalmente se aposentou, não encontrou paz fora dos rinques. sem os jogos, os treinos e a atenção constante da mídia, apenas passou a beber mais. hoje, continua sendo reconhecido por onde passa, tratado como uma lenda do esporte por pessoas que jamais imaginariam quem ele realmente é quando a porta de casa se fecha. a única luz daquele período foi kenna. mais do que uma tia, ela tornou-se a mãe que hope precisou quando perdeu a sua. foi kenna quem a incentivou a continuar estudando, quem a acompanhou nos dias mais difíceis e quem a ajudou a acreditar que ainda existia uma vida além daquela casa. quando chegou a hora de escolher seu futuro, hope não teve dúvidas - ingressou na universidade briar para cursar jornalismo, seguindo os passos dos pais e realizando o sonho que compartilhavam desde que ela era criança.
* personalidade
hope herdou dos pais o que tem de melhor: a facilidade de enxergar beleza nas pequenas coisas, a curiosidade genuína pelas pessoas e um carisma que a faz criar conexões com facilidade. comunicativa, extrovertida e dona de um sorriso fácil, costuma ser o tipo de pessoa que acolhe qualquer um. apesar disso, a vida a tornou mais cautelosa do que gostaria. aprendeu cedo que nem todos são quem dizem ser, o que a faz selecionar cuidadosamente quem permite permanecer em sua vida. odeia superficialidade, aparências vazias e pessoas que vivem para sustentar uma imagem que não corresponde à realidade. por trás da simpatia, existe alguém que ainda carrega um medo silencioso de confiar nas pessoas erradas.
* curiosidades
hope não tem problemas com bebida alcoólica, mas sente medo de homens que passam do limite. bêbados a fazem lembrar de logan, e essa é uma memória da qual nunca conseguiu escapar.
sua relação com o hóquei é complicada. uma parte de si ama o esporte por tudo o que ele representou para seus pais e para o irmão; a outra o odeia por todas as lembranças que carrega do tio. por isso, entrevistar jogadores costuma ser um misto de conforto e gatilho.
até hoje tem pesadelos envolvendo os anos que passou na casa de logan. os gritos, as discussões, os olhares insistentes e a constante sensação de estar em alerta são memórias que ainda a acompanham.
sente-se desconfortável quando alguém menciona seu parentesco com logan gretzky. raramente fala sobre ele e sempre tenta mudar de assunto - o que acontece com frequência, por ele ser muito famoso.
o irmão costumava chamá-la de “little hops” e “my girl”, sempre cantando a música de mesmo nome para irritá-la. hoje, a canção se tornou uma das lembranças mais preciosas que guarda dele.
é apaixonada por fotografia e tem o hábito de registrar momentos aleatórios do cotidiano. não é difícil encontrá-la pelo campus carregando uma câmera ou tirando fotos de coisas que ninguém mais parece notar.














