eu passo na sua rua e não olho mais pra tua janela. eu não penso mais em ti.

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@historicas
eu passo na sua rua e não olho mais pra tua janela. eu não penso mais em ti.
ml.
eu passo na sua rua e não olho mais pra tua janela. eu não penso mais em ti.
se você terminar comigo, você nunca mais irá me ver. explico: talvez eu te ligue pra te chamar de desgraçado, talvez eu deixe coco do meu cachorro na sua porta, talvez rasgue a camisa de 300 reais do seu time que ficou na minha casa e, talvez, só pelo prazer de cometer uma loucura, eu grite na frente da sua casa as maiores atrocidades que alguém já te disse. mas depois disso, depois de todo esse entretenimento gratuito, eu sumo e nunca mais apareço. como uma entidade que surgiu só pra tirar seu sono e foi embora depois de reza forte e banho de erva, eu não volto. nem que me paguem, eu não volto. eu não quero te assistir seguindo a vida se ainda me importo, se ainda gosto, se ainda dói. não. eu quero sapatear na sua paz, terminar após cansaço e jamais apresentar de novo esse show. não pra você. porque você me perdeu e esse direito é seu, não é? e eu sou sim capaz de entender e eu sou sim capaz de aceitar, mas eu também posso explodir enquanto não, ser uma bomba no seu quintal, te fazer pensar que mal cê fez a deus. e ainda que a gente termine sem brigas, ainda que seja numa boa, ainda que eu não tenha nada do que reclamar. se você me deixou, eu também vou deixar. e não tem isso de ser amigo e não tem isso de ser maduro. se uma coisa acabou todas as outras coisas vão acabar. e se depender de mim, cê nunca me tem de volta. e se depender de mim, cê não tem pra onde voltar.
Blythe Baird, from If My Body Could Speak; “What I couldn’t explain via text”
[Text ID: “I still don’t know how / to love someone / without swallowing them.”]
Munich Airport Lufthansa Boeing 727 Postcard
@postcardtimemachine
A Peach like you should Pear with me.
pls take me here
recurring visions of such sweet days
tem dias que a gente se sente assim, sem rumo, sem norte, com poucas palavras e sem nenhum tostão. quando vivemos uma vida ocupada demais nos perdemos no tempo livre
reflexões como essa botam em cheque toda a minha vida. como um baque. sensação urgente de resolver as coisas. preciso voltar pra terapia, a correr no final da tarde, não trancar a faculdade outra vez, treinar boxe e traçar de novo um plano novo. renascer. voltar à vida
não consigo dormir. ah, eu odeio perder o timing. posto fotos depois de dias, digo coisas quando não fazem mais sentido e quero dormir na hora de acordar. sinto que estou sendo menos do que posso, mas é tudo que eu consigo
estou à deriva, meu bem.
tô sentindo coisas. vontade de tirar os sapatos pra entrar, deitar no tapete do colo de alguém. a gente muda, assim, abruptamente e vira alguém melhor, eu espero. ou pelo menos mais aberto a viver. do que mais faz falta, tá o cheiro que as pessoas têm quando falam a verdade. o cheiro da veracidade, da voracidade. eu acredito melhor na vida quando posso tocar com a pele, os pelos e a base da nuca. eu sou mais feliz com o tato. agora tô sentindo coisas bem lá no fundo, daquelas que só é possível crer sentindo porque são invisíveis e indizíveis. então me calo.
eu não vejo mais o dia
nem as variações das cores do céu
não sinto o tempo passar
só as horas correndo
ainda estou aqui?
habito esse corpo?
sei que não estou no presente
minha mente segue vagueando por aí
se prendendo naquilo que eu fiz
naquela vez
daquele jeito
refaço todas as cenas na minha cabeça
milhares de vezes
sujando folhas em branco com carimbo do passado
Floating Worlds
Under roofs of Paris, four windows (2012), by photographer, PHILIPPE ALES