Show & Tell

ellievsbear
cherry valley forever
Game of Thrones Daily
One Nice Bug Per Day
ojovivo
sheepfilms
Cosmic Funnies
art blog(derogatory)
Sweet Seals For You, Always
I'd rather be in outer space 🛸
Xuebing Du
todays bird
🩵 avery cochrane 🩵
The Bowery Presents
No title available
The Stonewall Inn
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Claire Keane
Misplaced Lens Cap

seen from United Kingdom

seen from United States
seen from Singapore

seen from Nepal
seen from France

seen from Poland

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Algeria

seen from United States

seen from Russia
seen from Iraq

seen from United States
seen from Germany
seen from Vietnam
seen from United States
seen from Ireland
@hjxbaekhyun
a step into the past ✰
w. @hjxbaekhyun
O fim chegava dando espaço ao um novo começo na vida de Joonyoung como professor da Heojung mais um semestre integrado como funcionário como de praxe antes das aulas começarem podia se ver alguns docentes circulando na instituição organizando o começo do ano letivo. Por sorte o cronograma de suas aulas lhe garantiria uma folga extra no primeiro semestre de 2017, mas sabia exatamente como gastaria o tempo livre e nada tinha de lazer ou pessoal. Focaria seu tempo no núcleo de pesquisa e seus bolsistas para que os projetos de cada um funcionassem ao ponto de darem bons frutos acadêmicos e orientaria três alunos com seus tcc’s. De um lado apenas daria duas disciplinas por outro teria uma carga extra com outros compromissos e responsabilidades, entretanto gostava de coisas mais praticas acreditava que daria melhor com aquelas atividades.
Passar a manhã resolvendo assuntos burocráticos do departamento lhe deu um cansaço mental muito grande então nada melhor que em seu momento de folga das atividades acabasse circulando por todo o campus, melhor de tudo quando tinham poucas pessoas ali presentes. As imagens de seu passado logo lhe invadiram, sendo ex-aluno da Heojung passou bons anos de sua vida por aquele espaço fazendo parte de uma geração passada de estudantes. Quando se deu conta encontrava-se na frente do prédio de natação foram dois anos sendo capitão do time em seu tempo logo lhe ocorreu que desde que começou a lecionar ali nunca pisou novamente naquele lugar. Era inegável que algumas coisas haviam mudado, porém a estrutura era a mesma inclusive sensações como o cheiro da água proporcionava em Joonyoung não mudou, a cor da água na piscina o fez ficar com uma louca vontade de afrouxar a gravata, tira o paletó, os sapatos e pular apenas de cueca como já fez em noites de loucuras com seus amigos na época da universidade. — Parece que nada mudou… A não ser eu mesmo. — Sorriso fraco e um riso baixo fazia parte de sua ação. O reencontro era intimo especialmente por ter apenas ele e mais ninguém, as lembranças surgiam frescas a maioria feliz, sendo competições e momentos com seus amigos da época. Porém houve períodos frustrantes como a primeira briga com sua ex, além de intrigas com outros caras de fraternidades rivais da sua; crianças. Riu achando graça, mas na época foram ocasiões bem difíceis para si e principalmente aos outros garotos.
Os olhos logo visualizaram a parte dos troféus e das medalhas que destacavam os times vencedores de cada ano as fotografias das gerações passadas e atuais. Identificou o grande troféu que ganhou em primeiro lugar com sua equipe em campeonato estadual pela universidade, era incrível como algumas coisas viam a tona com tanta facilidade, porém o riso parou congelado, as mãos que antes tocavam o local fecharam-se em punho e antes com uma expressão alegre dava lugar algo sem nome ou descrição talvez choque ou confusão; Joonyoung não estava entendendo. — Baekhyun. — O nome veio num ritmo de furacão varrendo seus pensamentos. Reconheceria aquele rostinho em qualquer fotografia, o sorriso em meio aos seus outros colegas. Burro, burro, idiota!! Praguejava na mente enquanto distanciava do vidro antes que acabasse batendo com uma força que tomava conta. Reconheceu na hora alguns rapazes daquele lugar do bar ou pelo menos tinha a impressão o medo dava mil ideias e pensamentos sobre tudo. Incrédulo com a situação os passos que antes tinha dado para trás foram para frente chegando perto mais uma vez da imagem que o fazia revirar o estomago, suar frio e sentir as têmporas saltarem. Não precisou de muito para lembrar-se da noite que transou com o virgem, difícil esquecer algo desse tipo mesmo quando não era sua primeira vez em jogo, mas isso o fez questionar a veracidade de tudo aquilo, seria um jogo de conquista? A saída à francesa foi estranha, acordar sem a presença do garoto o poupou de uma conversa constrangedora com os caras e mulheres com quem dormia no dia seguinte, porém a sensação que teve com aquilo tudo parecia diferente como se não tivesse acabado de fato e lá estava seu sexto sentido atacando novamente… Baekhyun era aluno da Heojung.
Voltar para solo coreano era o mesmo que reencontrar um velho amigo e um abraço confortável. A dor das memórias da perda da família em cada canto conflitando, e perdendo, com as felizes que construíram enquanto eram vivos, e com o futuro promissor que ele batalhava cada dia para ser o melhor que podia alcançar. Baekhyun não tinha do que reclamar, vivendo do sacrifício do irmão e dos frutos ricos deixados pela família, o dia após o outro ganhando cores mais brilhantes conforme voltava a rotina normal de sua vida completamente sustentada pelo campus. Se o proibissem de ir a piscina nas férias, se fechassem a área coletiva de suas dependência, o nadador não teria muito mais a fazer além de afundar no estado que com tanto esforço empurrava e deixava para trás, para o lado,para longe do sorriso feliz que carregava no rosto. Era fundamental, era essencial para a vida. O correr por entre os prédios de aulas, o passar despercebido pelos grandes consertos de músicas nos treinos do alunos e cumprimentar cada segurança com a naturalidade de relação de amizades tomando anos e anos. Pang era todo pequenos momentos e grandes decisões, de ficar embaixo d’água até os dedos enrugassem e os lábios ficassem roxos de frio. Coisa essa que estivera fazendo ao atravessar a piscina olímpica pela quadragésima vez. As braçadas se alongando e esticando conforme as pernas cansavam e pediam por um descanso. A exaustão o deixando em tal estado de felicidade que seria assustador para um desavisado. Quem ficaria feliz as portas de cair desmaiado? De deitar no piso frio e ficar lá pelo resto do dia? Não se importava. Não precisava explicar. Só aproveitar do sono tranquilo garantido nas próximas horas.
A garrafa esvaziou ao primeiro, o único e longo gole. O isotônico preferido dando aquela acordada depois do banho quente e reconfortante no ambiente solitário do vestiário. Baekhyun encheu a mochila esportiva com todas as suas coisas do armário, estas pedindo misericórdia para serem lavadas e livradas do cheiro de cloro acumulado pela semana. Conferiu mais uma vez tudo, se as portas estavam fechadas e o material de natação bem guardado antes de sair pela porta assobiando. O molho de chaves arremessados para cima e pego antes de cair no chão, a melodia leve da música tocada em seu treino prolongado e os passos tão preguiçosos que as sandálias arrastavam no piso. Elas, no entanto, ecoaram absurdamente alto num timbre metálico do lado de fora, a mão congelada no ar conforme o corpo inteiro esfriava de surpresa, de susto, de falta total e completa de reação. Era como ver um fantasma do passado, uma figura saída da imaginação dos sonhos e pensamentos. Algo que sabia que aconteceria em algum momento da vida, mas não daquele jeito tão inesperado. Tão vulnerável que nem conseguia acessar a sua aura calma para disfarçar a reação óbvia e chamativa. O capitão se atrapalhou ao pegar as chaves no chão, o metal escorregando dos dedos úmidos de banho, caindo quando saíam do piso. Por deus. O rosto fechado e franzido em concentração, naquele evitar de olhos de qualquer lugar que não fosse pernas e tronco. E mesmo essas, esse pequenos flashes, traziam a memória que perdurara desde aquele dia, vencendo a amnésia alcoólica esperada. Pang se ajeitou, coluna ereta e mão apertada na alça da bolsa enquanto tentava encontrar as pernas para fugir. ✖ M-Me desculpe pela interrupção, Joonyoung seonsaengnim. ✖ A educação falou mais alto do que a desculpa de não tê-lo reconhecido -- como se fosse possível -- e ele se viu perdendo a chance de ouro de sair mais uma vez sem ser interrompido. Curvou-se para frente em total respeito, logo voltando para a postura normal com os olhos fixos no chão. ✖ Eu sou o capitão do time de natação e estou responsável pela piscina hoje, posso ajudá-lo em algo? ✖ Conseguiu deixar a voz estável por um tento, fraquejando nos último momentos, bem no que ele estava mais do que disposto em fugir.
◤we are still drawn to water◢
hjxyujia:
“Ainda não.” Suspirou, estava sendo difícil falar sobre a irmã naquelas últimas semanas. Yujia não a via desde o natal e já não sabia mais se podia conter a vontade de aparecer no apartamento da mulher de surpresa para pedir desculpas por tudo o que disse. “Nos primeiros dias eu fiquei irritada por ela nunca ter me contado sobre a morte da nossa mãe ou as coisas que aconteceram em casa para que fossemos embora mas.. Bem, acho que fui muito ingrata com a pessoa que praticamente me criou.” Não queria tirar o crédito dos avós, mas sabia que se não fosse por Weiling elas sequer teriam ido para a Coreia. “Aposto que vai pensar que eu sou orgulhosa mas é difícil crescer pensando que foi abandonada.” Era estranho ver como havia criado uma bolha ao redor de tal assunto e naturalmente acabou falando mais do que achava que deveria para o rapaz. Não queria que seus problemas se tornassem um fardo para ele também, então por fim ela deu de ombros com um sorriso fraco nos lábios como se quisesse afastar aquela conversa antes de chagar ao ponto constrangedor de chorar.
De certa forma Yujia gostava de ser desafiada para ter o prazer de fazer além do que esperavam e assim poder ver a expressão de surpresa, por isso acabou sorrindo torto ao ouvi-lo. “Vou entregar amanhã de manhã.” Não queria incomodar ninguém na parte da noite, mas com certeza a lista já estaria pronta naquele horário. A chinesa até poderia estar acostumada com o contato físico entre os dois em certos pontos, mas os elogios com certeza a pegavam de surpresa. “O-obrigada.” Queria poder elogia-lo da mesma forma e até dizer que estava com saudade de ver o rosto simpático que ele possuía, mas era difícil se concentrar quando Baek não a deixava se acalmar olhado para qualquer ponto aleatório. “Parece ser tão rápido, pensei que não desse tempo de você perceber.” Riu sem graça, pelo menos ele disfarçava bem e nunca havia reclamado.
Pelo menos cinco segundos se passaram até que seu cérebro conseguisse processar as palavras do mais velho, ela já havia escutado algumas coisas do gênero mas seu corpo não parecia reagir da mesma forma, causando o tipo de nervosismo que não conseguia encontrar palavras que não fossem entrega-la sobre o aperto que vinha sentindo no peito desde sua partida. “Você quer me deixar sem graça?” Olhou para as mãos no colo afim de esconder as bochechas rosadas. “Deve ser por que passou muito tempo sem ver uma garota, huh?”
A família Pang estava longe de ser perfeita, como qualquer outra, mas não queria dizer que estavam em constante conflito. Os que surgiam eram logo resolvidos, as desavenças desfeitas ou reconciliadas de maneira rápido. Harmonia era prezada, a confiança e o carinho inerente de seus familiares. ✖ Não acho que tenha sido orgulhosa ou ingrata. Suas concepções e pensamentos mudaram, é normal ter esse choque de realidade. Ninguém espera que a ‘verdade absoluta’ que adotamos seja colocada por terra. ✖ Falou calmamente, transmitindo compreensão em seu toque e olhar, enquanto acariciava o topo do joelho. ✖ Você já percebeu que não vai ficar sem falar com ela por muito tempo, tudo graças a esse seu pensamento, mas não precisa ser agora agora. Tome o tempo pra você e pense bem. Coloque tudo na linha e só assim, volte a ter a conversa. Ela vai entender. ✖ E quis, realmente, que as duas chegassem em bons termos.
✖ Amanhã de manhã. ✖ Repetiu com um sorriso conspiratório no rosto. Nem a culpa o abateu quando pensou que nem todo mundo ficaria muito feliz com um contato urgente no meio da noite. Como diria seu irmão, sinta os problemas quando eles o acharem. ✖ Nós somos nadadores, Yujia-yah. Cada fração de segundo é uma eternidade. ✖ Deixando de lado um confissão nada atraente de acordar antes e assistir dormir por alguns segundos. Somente o vampiro dos livros conseguiria fazer algo assim soar como uma declaração de amor. ✖ Não. ✖ Comentou com humor, a vergonha dela refletida em si próprio e na incapacidade de sustentar o olhar. ✖ Quer dizer, você não é o único sem graça aqui. ✖ Soltou as mãos dela e se afastou um pouco, só para afundar na água até o queixo encostar na superfície. ✖ Não é por causa disso... Yujia-yah. ✖ Não deveria doer tanto a boca do estômago, não era a primeira vez que ele fazia isso. Contudo, era o mal onipresente da primeira vez de verdade, do primeiro contato com o outro lado que tinha mantido em contenção desde que fugira da Sigma meses atrás; ✖ Eu gosto de você. Mais do que ‘melhor amiga e companheira de dorama’. Você é uma garota incrível, dedicada e atenciosa. É o ship perfeito do protagonista e, ao mesmo tempo, a diferente que quebra preconceitos. Nós dividimos os mesmos interesses... e isso soa como se estivesse analisando dois produtos numa loja. ✖ Ele riu para a água, a respiração fazendo ondinhas ao redor do corpo. ✖ O que eu quero dizer é que não consigo mais brincar em fingir interesse nas nossas dramatizações sem acabar me encantando de verdade também. ✖ Encolheu os ombros, os dedos arranhando a perna por baixo d’água. A confissão tinha saído mais fácil do que pretendia, e bem mais simples. ✖ Jo'ahaeyo, Yujia-yah. ✖ Arriscou só uma olhadinha, que acabou ficando mais tempo, pelo tanto que demorasse sua resposta.
hjxiseul:
Se a relação entre os dois não fosse tão saudável, talvez fosse impossível estarem em uma situação como aquela que se desenrolava naturalmente no sofá. Gostava de Baekhyun a ponto de não se importar com o pé dele em seu rosto, chegando até mesmo a rir quando virou a cabeça para o lado. ━ “Meus pés são bonitinhos, okay? Ontem eu fiz a unha e coloquei adesivinho de joaninha, estou toda menininha.” E com isso, ergueu o pé para que ele pudesse ver as unhas dos pés vermelhas, com bolinhas pretas. Manteve o aperto contra aquela coxa, apenas para prolongar a sensação dolorosa que havia causado pelo tapa. ━ “Tudo bem. Sua sorte é que te amo muito pra te chutar da minha vida. Antes você de carma particular do que qualquer outro loser por aí, né? Dei sorte.” Riu baixinho, afastando a palma. A massagem era relaxante, o ajudaria com as dores. ━ “Na verdade, eu não ia achar ruim passar o dia com você, Baekhyun. Até preferia você aqui do que se matando nesse treino.” Deu de ombros. ━ “Foi mal, Baekkie, mas quando se atinge certa idade, a gente precisa começar a falar dessas coisas.” Riu baixinho. ━ “É, fiquei aqui lendo uma dessas revistas que as meninas deixam pela sala. Não tinha nada muito interessante, mas ajudou a passar o tempo. E você? Aproveitou bem o banho? Tá mais descansado?”
✖ Não é porque pintou e cortou as unhas que o pé vai ficar instantaneamente bonito. Continua a mesma coisa só que colorido, e um pouco distrativo. ✖ Olha só por mais alguns segundos, o cenho franzido em pensatividade. ✖ Bonita as joaninhas. ✖ Cedeu à educação e à gentileza, além da sinceridade por trás do elogio. Baekhyun fechou a cara em dor e afastou a mão dela com a livre, tomando cuidado para não derramar a cerveja no sofá. ✖ Aiiiish, chega, nee? Eu já entendi o recado. Você me ama, mas não é para abusar. Muita sorte. Só ocasionalmente que eu me mostro um típico Sigma. ✖ Ocasionalmente e com muita força de vontade. Baekhyun não ia totalmente com os preceitos da casa, mas se aproveitava ridiculamente de toda a carga esportiva que lhe eram dadas e exigidas. ✖ Eu precisava desse treino. Posso reclamar mais do que minha avó, mas foi necessário. Que tal você passar o dia comigo? Vai sair por aí, pegar um sol no rosto e conhecer muita gente. E perder essas gordurinhas que eu poderia estar apertando mas estou muito feliz aqui, ✖ Até fez ameaçar de apertar na cintura, mas logo as mesmas caíram por terra. ✖ E que idade você acha que eu tenho? 37? Vou fazer 24 esse ano e... não sei do que eu gosto. ✖ Confessou a última parte num tom mais baixo, o rosto relaxado ficando confuso. ✖ Eu leio essas revistas às vezes, faço os testes e me pergunto como vocês conseguem se deixar enganar com tanta facilidade. E como são certeiros em outros. Aproveitei muito bem, demorei só porque não queria sair do vapor quente, mas tem água sobrando se é isso que te preocupa. Estou mais relaxado, cansado continuo o mesmo. ✖ Bebeu um gole generoso e ofereceu a garrafa. ✖ Vamos lá, me acompanha. ✖
◤we are still drawn to water◢
hjxyujia:
O tom cor de rosa escuro do cabelo era quase imperceptível na água, fazendo parecer que a chinesa havia o pintado com alguma tinta pêssego que deu errado, salvando algumas mechas que secavam rapidamente. “Weiling me contou por que viemos para a Coreia e acabei ficando um pouco aborrecida.” Mordeu o lábio inferior, a essa altura a discussão já parecia algo bobo que poderia ter evitado se conseguisse respirar fundo e contar até dez, porém o orgulho ainda não permitia que fosse atrás da irmã mais velha. ’‘Eu estava com medo de que ficasse estranho, mas obrigada.“ Sorriu também passando os dedos pelos fios longos.
’'Tudo bem, não foi culpa sua.” Nem sempre bons atletas tinham boas personalidades, e o substituto de capitão era a prova viva daquela afirmação. De qualquer forma o rapaz deveria saber respeitar alguém sem que precisasse ser controlado como um cachorro. “Todos vão participar?” De repente se sentiu ansiosa, sabia que na maioria das vezes apenas uma ou duas pessoas do sexo feminino e masculino eram selecionadas e tinha quase certeza de que dessa vez seu nome acabaria entrando na lista. Ela fez uma careta ao escuta-lo ao mesmo tempo que o coração acelerava o ritmo pelo menos 5% com a proximidade. “Ya, o que quer dizer com isso? Eu estou estranha?” Tocou as próprias bochechas, lembrava de estar como sempre esteve da última vez que se olhou no espelho e sequer havia passado alguma maquiagem naquela manhã para estar borrada. “E.. você nunca me viu acordando. Ainda é bonito.” Desviou o olhar para o lado não querendo demonstrar estar tão preocupada com o que parecia uma brincadeira.
O nadador sempre tivera um apreço maior nas histórias dos outros do que contar sobre a própria. Algo no fato de não ser o personagem principal e poder ajudar somente sendo ouvinte compensava a falta de habilidade em revelar detalhes que o deixariam a beira das lágrimas. Era mais fácil com os outros, mais dinâmico em sua exploração por uma solução e bem mais distrativo. Levar para casa questões alheias, remoer até o sono o pegar de jeito e dormir tranquilamente, sem pesadelos. ✖ Se resolveram? ✖ Dava, agora, a oportunidade dela se aprofundar mais na história, assim como não se mostrava invasivo o suficiente para que a obrigasse algo que não queria, nem estava preparada.
Ele assentiu sorrindo minimamente. ✖ Não... Mesmo conversando com a diretoria e a organização da competição, colocar todo mundo seria uma injustiça com as outra universidades sem muitos alunos. Consegui colocar três em cada categoria, três meninos e três meninas. Como você conhece melhor o time feminino, vou precisar de uma lista de nomes até... terça-feira. Consegue? ✖ A pergunta dita em tom de desafio. Pang sabia muito bem na eficiência da capitã e esperava, de birra, que ela mandasse os nomes no dia seguinte, ou bem antes disso. Baekhyun riu da reação dela, os dedos agora arrumando o cabelo ao invés de tentar produzir um penteado que vira numa revista. Balançou a cabeça em negativa. ✖ Ani, ani. ✖ Suas mãos pegaram as dela, as afastando do rosto e pousando sobre seu colo. ✖ Não está estranha não. Você está linda. ✖ Mais ainda do que a última vez que se viram, assim como todo dia anterior era superado pelo novo. Era a saudade, colocava para si mesmo justificando a necessidade e adoração. E o sentimento estranho apertando peito ainda do substituto e sua pouca discrição. Ele foi junto, girando o corpo na água para continuar captando seu olhar. ✖ Acordar de um cochilo conta? Porque esses eu já vi e tenho experiência. Eu falei brincando do photoshoot e maquiagem. ✖ Não precisava se explicar, mas se viu fazendo do mesmo jeito. ✖ Prefiro você sem maquiagem e nenhum desses artifícios. Eu gosto de você assim, desse jeito. ✖
hjxlobo:
Tudo aconteceu tão rápido que Arias até se perdeu, demorando pra registrar que ele estava sendo carregado pelo capitão do time de natação.
Quando a onda de muita informação de fotografias e latidos e constrangimento passou, veio então a outra onda da possibilidade de que ele iria nadar na competição sem nenhum aviso prévio.
“Tem certeza?” A pergunta foi por pura educação, porque o brilho que cresceu no brilho do Arias não deixava duvidas de qual seria a resposta.
Baekhyun até parou de andar para encará-lo. ✖ Você está brincando, certo? ✖ Se ele desistisse agora, desse para trás, o capitão seria capaz de chorar em desgosto e frustração. Claro que estava brincando, só podia ser com aquele brilho nos olhos. ✖ Não me mate do coração assim. Sim, eu tenho certeza. Se você tivesse chegado a Heojung antes, o lugar teria sido seu. ✖ A experiência vinha antes, ainda mais de alguém que tivera anos de convivência e confiança de Baekhyun.
✖ Eu confio nas suas habilidades. E se mostrar metade do que mostra nos treinos, garantimos a medalha no pódio. ✖ Bateu com a mão no meio das costas alheias, encorajando a tomar a responsabilidade da tarefa. ✖ Eu tenho os uniformes na bolsa, tome aqui o seu. Eu preciso dizer onde e que horas é a sua prova? ✖
◤Seven minutes in somewhere else◢
hjxhiga:
Ela chegou a entreabrir os lábios para poder responder o amigo, mas apenas deixou um riso soprado escapar e balançou os ombros como se não tivesse importância. - Eu não iria comer tudo… Sou muito controlada com essas coisas, afinal você acha que eu mantenho esse corpinho como? - Lembrava-se de quando a mãe tentou fazer todo mundo comer kimchi, mas não tinha dado certo. Afinal os sete Higa preferiam carne de ovelha com molho para churrasco. - Entendi, entendi. Eu acho. - Passou uma das mãos pelo próprio cabelo de leve e piscou algumas vezes com a pergunta, fazia tempo que não tinha algo indispensável para comer. - Não sei, talvez carne. Sempre como carne.
Ver a reação do amigo fez com que Alex ficasse sem reação, engoliu a saliva em seco e não fez muito depois disso, apenas apertou um pouco o abraço. Prestou atenção no que ele estava dizendo sobre comer, essa era uma boa distração. - Mas cozinhar dá tanto trabalho… Prefiro pedir comida. - Disse de uma forma quase inocente, mas sabia que alguma bronca viria em seguida. - A gente vai apostar comida? Eu super aceito. Qualquer coisa que me alimente eu tô aceitando. - Disse soltando um riso baixo até que virou um pouco o rosto na direção da porta. - Baek, tem quanto tempo que a gente tá aqui?
Uma tarde maravilhosa começava a tomar as vias da realidade nos pensamentos de Baekhyun. Um dia sem o clube de culinária, a cozinha só para os dois, e sacolas de compras vindas do mercado. Isso e as caixas de som para o celular fazer fluir uma música bem animada. ✖ Carne é uma boa. Falta carne no cardápio de todo mundo daqui, não é? ✖ Em comparação, a dieta coreana não chegava aos pés da americana, onde existia uma churrascaria a cada esquina e com um preço três vezes menor que o coreano. O aviso dela provocou alarme e angústia. Baekhyun se pôs sentado com rapidez, os ouvidos aguçados ao máximo para a movimentação do lado de fora. Tinha passado de sete minutos? Conferiu o relógio, mas de nada adiantava. Não tinha marcado. ✖ Acho que estamos aqui a mais tempo do que isso. ✖ O que deveria ser alívio -- porque tempo passado demais podia significar desinteresse do pessoal lá fora -- passou a pesadelo. Uma cena de dorama onde os protagonistas seriam pegos fazendo alguma coisa errada, ou proibida. O nadador se levantou levando a mais nova consigo. ✖ Alex. ✖ Chamou-a, a mão segurando seu queixo e o colocando para frente, levemente inclinando para um dos lados, dando o ângulo necessário para os próprios lábios encostarem nos dela. Gentilmente a empurrou contra as prateleiras do armário, a mão segurando-a pelo pescoço e a outra descendo para a cintura, envolvendo-a e pressionando-a contra si. Os pêlos da nuca arrepiavam com a ansiedade, chegando a ser doloroso conforme os segundos se prolongavam e o beijo intensificava. Lábios moldando aos dela, dentes raspando na pele sensível e pedindo por mais.
A porta abriu num arranque, batendo de encontro a parede ao mesmo tempo que uma risada conhecida reverberava pelo pequeno espaço. __ O tempo de vocês acabou, mas não a diversão. O quarto lá em cima vagou. __ O irmão de fraternidade sorria para a expressão surpresa no rosto de Baekhyun. __ Bae bae bae, vamos! Já temos uma fila para entrar aí. __ Não trocou mais palavras com o outro, preferindo manter o rosto compenetrado e a mão bem firme na de Higa. O caminho do quarto ficou vazio, seus pés tomando a saída da frente e ganhando a rua até estarem longe dos olhares curiosos. ✖ Eu acho que te mordi com muita força... Miane, Alex. Eu... Eles não deixariam ninguém em paz. ✖
CARDS AGAINST HUMANITY!
hjxsisoo:
Men.
Foi a carta dele, que de novo jogou Sungsoo em outra espiral de gargalhadas porque ele tava morrendo com esse jogo. Era totalmente nojento e politicamente incorreto, e cada vez que ele lia Mecha Hitler o cérebro dava um mortal pra trás, mas não dava pra negar que ele estava se divertindo de um jeito que vinha fazendo falta.
Talvez eles estivessem mesmo muito sóbrios pra aquela brincadeira. “Eu não faço ideia do que a gente pode beber.”
Baekhyun mexeu impaciente as cartas pegando aquela menos ruim.
Friction.
Melhor do men? Considerando que todo o reality show do MTV tinha uma tendência a pegação total e completa, as duas castar tinham potencial de ganhar. ✖ Eu digo empate com uma tendência bem saudável para eu ter ganhado a rodada. ✖ A mão já posta sobre a carta alheia.
✖ O que tem na sua geladeira? A minha está longe demais para alcançar. ✖ Geladeira da Sigma igual a paraíso particular em questão de bebidas, ainda mais com as baratas que eram as preferidas do nadador. ✖ Ou podemos pedir alguém pra comprar. ✖
☁ Você? Não estava falando de você, e sim do meu amor. Que pelo menos eu tenho um. ☁ Brincou com ele. Era uma de suas brincadeiras idiotas, mas ele sabia que ela não estava querendo magoa-lo, se ele pensasse bem, lembraria o quanto ela desejaria que ele encontrasse um amor, tipo o seu com o Hyunie. ☁ Eu sei que você consegue encontrar alguém a tempo. Você sempre consegue o quer não é mesmo?! ☁ Riu de leve, mas logo seu sorriso sumiu quando começou a ouvir os conselhos dele. Saber cozinhar não era seu forte, por mais que tentasse, não dava muito certo. Talvez fosse por que não se arriscava, não inventava, não se deixava levar. ☁ Você sabe que se referindo a cozinha eu não consigo me arriscar. Pra você é fácil, parece que é algo que já nasceu contigo. ☁ Disse enquanto deixava alguns carinhos na cadela. ☁ Como você disse, cozinhar é uma arte. E bom, acho que não domino isso. ☁ Desabafou com ele, talvez sofresse um pouco de pressão em relação a isso. “Que tipo de esposa não sabe cozinhar?“ Fechou os olhos e respirou fundo. ☁ Tá, não quero mais falar sobre isso antes que eu entre em depressão. ☁ Brincou tentando aliviar a nebulosidade de pensamentos que estavam prestes a tomar sua cabeça. Enquanto acariciava a cadela ao seu ao lado, olhou rapidamente para ele e viu que o cadarço do mesmo estava desamarrado. ☁ Seria lindo lhe ver caindo, mas, hoje eu vou te dar uma ajuda para evitar isso. ☁ Aproximou-se dele, e amarou seu cadarço de um jeito que ele não se soltaria com tanta facilidade. ☁ Amarrar cadarço também é uma arte. ☁ Levantou-se e começou a andar de costa em direção a trilha, sorriu para ele e tom de desafio. ☁ Será que você me alcança hoje? ☁ Riu e virou-se começando a correr.
✖ Você está sugerindo que ele é melhor do que eu ou que eu preciso arrumar um amor para ser melhor? ✖ Não fora bem assim que ela tinha colocado a situação, mas não custava nada manipular as palavras para um rumo mais sugestivo -- e onde ela parecia querer chegar. ✖ Não digo sempre, mas batalho para que seja o mais rápido possível. Yah! Não é o que eu sempre quero, mas o que preciso. São coisas diferentes. ✖ Baekhyun soltou uma risada soprada, os olhos revirando suas órbitas. Dizer que sempre conseguia era um tanto quanto forçado, porque 1) fazia soar como aqueles filmes onde o protagonistas justificavam as babaquices como sacrifícios pelo bem maior e 2) não conseguia o que mais queria, não importava o que fizesse. ✖ Genética abençoada. Omma sabia bem como nos convencer a cozinhar nos tempos livres, como hobbie, como tudo mais excitante que uma partida de futebol no campo do condomínio. ✖ Conversar sobre os pais com ela era mais fácil, não menos triste mas... tranquilo. Ela sabia da história, tinha-o visto nos piores momentos. ✖ Arte pode ser dominada. Vamos vamos, deixe sua pose de ‘nunca vou conseguir’ e veja uma das minhas aulas no clube. Jebal! Não me faça pedir para o seu amor. ✖ E pediria mesmo, estava escrito nos olhos e no sorriso travesso nos lábios. Facilmente o encontraria. Melhor, pegaria o celular dela e faria a ligação em sua frente. ✖ Obrigado, irmãzinha, estou tocado com a sua gentileza. E com a sua falta de ética em sair correndo primeiro! ✖ A última frase gritada e seguida de uma risada. Baekhyun assobiou para cadela e os dois prontamente começaram a correr. Acelerou e acelerou e acelerou, parando de se esforçar quando a alcançou lado a lado. ✖ Isso é tudo que pode fazer? ✖
Lost boy.
Um ponto interessante sobre a música alta era que ela conseguia apagar os pensamentos como nada conseguia fazer a cabeça de Daesung desligar, então, ele sempre estava com as musicas altas demais nos fones e isso é com toda certeza prejudicial à sua saúde; infelizmente ele nunca foi do tipo que está 100% preocupado com a própria saúde e o próprio bem estar. Na realidade ele está quase que sempre 100% nem aí mesmo. A única coisa que ele faz questão de tentar consertar é seu jeito torto e explosivo. Nada mais. O rosto à sua frente era familiar mas ao mesmo tempo não era. Será que já o tinha visto por aí? Não poderia dizer, mas quem sabe? Passava por tanta gente todos os dias na universidade que simplesmente poderia ter esbarrado nele em algum momento; apenas não se lembraria por ter a memória falha mesmo.
A pergunta seguinte fez o moreno erguer a sobrancelha e entreabrir os lábios, perguntando-se o que de fato ele queria. Não, Dae nunca foi um verdadeiro amante dos doces, mas brownie sempre caia bem com café, né? Não existe combinação mais perfeita do que isso. Então, o moreno ergueu uma das mãos para respondê-lo prontamente. O que não aconteceu porque logo em seguida o outro voltou a falar. Era costume dele falar pelos cotovelos tanto quanto o próprio Dae? Talvez. Mas mesmo assim, com esse pensamento em mente um sorriso surgiu nos lábios e o moreno esperou pacientemente que ele terminasse antes de responder-lhe. - Um amante eu não sou. Mas posso levar tudo pra fraternidade? Aqueles garotos vivem famintos. - Confessou com um sorriso curto; não precisava acrescentar a informação de que isso se devia ao simples fato de que os garotos estavam sempre chapados e com uma larica sem igual, né? Ou será que precisava? De toda forma, nada disse, apenas estranhou os questionamentos mas respondeu igualmente simpático. - A música é I Apoligize, do Five Finger Death Punch. E, bom. Sei lá. Só queria me desligar mesmo. - Mais uma confissão. Mais um meio sorriso. E o Daesung passou o peso do corpo de uma perna para a outra, o sorriso se mantendo constante nos lábios enquanto observava com curiosidade o rapaz à sua frente.
E que fraternidade não tinha integrantes famintos o tempo todo? Todo o conceito de morar numa casa enorme e em uma grande quantidade de pessoas era a divisão duvidosa de comida que não brotava da geladeira. Baekhyun concordou com a cabeça, mas resolveu esclarecer um ponto que o tinha deixado a um ponto perto de cair na risada. ✖ Se você conhecer uma dessas três pessoas que vou citar não precisa levar nada, cada uma teve um bela caixa cheia disso já tem um tempo. Gunhee, Jihoon e Tenhee. ✖ O que correspondia a todas as fraternidades, tirando a Sigma por motivos óbvios. Ele era um integrante e era seu dever como membro reservar a maior parte para aqueles que necessitavam de toda a energia existente no mundo. E para o colega de quarto, com certeza. ✖ Five fingers... Pensando bem... Acho que não é essa música não. Tenho quase certeza que não ouvi apologize na letra. ✖ Baekhyun necessitava de música claras e altas para se perder dos pensamentos. Ficar nas palavras era sua salvação para alcança a calmaria interna. ✖ Dia ou semana difícil? O meu dia foi ontem e... Vamos dizer que meu gosto passou tragicamente de Diaries of Jane para Ler It Go. ✖ E outras animações da Disney, tudo porque os personagens pareciam felizes demais com a família que lhes restava.
◤we are still drawn to water◢
Dizer que tinha notado a mudança do tom dos cabelos dela era verdade. Mentira grande aquelas grandes mentes e mulheres empoderadas dizer que homens não notavam as mudanças. O problema era a falta de comunicação, o agrado sendo notado e apreciado por dentro, sem necessidade de enaltação. Baekhyun logo se ajeitou na água, plantando os pés no fundo da piscina e tirando uma mão para fora do úmido. Seus dedos pegaram uma mecha e a isolaram das demais, esta na palma aberta com a cor ainda incerta por estar molhado e escuro. ✖ Por que vocês brigaram? ✖ Soltou um riso sarcástico, a mão se aventurando mais nos fios alheios e os dedos encostando o couro cabeludo numa carícia. ✖ ‘Nada de mais’. Nós falamos isso para tons castanhos e pretos, perto do normal. Rosa? É grande coisa. E ficou muito bonito. ✖
O desejo de ter ligado com frequência se tornou ainda mais forte com o relato já esperado. Manter na linha alguém como ele era difícil, ainda mais com os vícios inerentes da Sigma Chi. ✖ Eu sabia. Desculpe. ✖ Seu humor era leve, não conseguindo ser mais duro na reprimenda verbal que faria ao encontra-lo. Bastava-lhe culpar-se pela escolha e deixar queimar o ciúme por dentro, além daquela impotência de não ter estado ao lado para defendê-la. Baekhyun pressionou os lábios juntos, os dentes mordendo a parte de dentro das bochechas, e a expressão clássica dos doramas. Piscou os olhos, acordando, e suavizando a linha de expressão que o entregava. ✖ Duas coisas importantíssimas. Um, a competição entre universidades daqui a algumas semanas. Dois, ajeitar esse cabelo aqui. Olha que bagunça. ✖ Agora as duas mãos estavam em seus cabelos, penteando com os dedos tudo para trás enquanto se ajeitava em frente a garota. ✖ Foi-se o tempo que Yujia ah era uma personagem impecável de dorama, que acorda maquiada e sai da água como um modelo num Photoshoot. ✖
— Awake. #Dankhyun
FLASHBACK
Enquanto o outro falava, Dangyul, primeiramente, só virou a cabeça um pouco para o lado por causa que a aproximação dos rostos o causaria um pouco de incômodo, e poderia passar a mesma sensação ao outro, mas foi o suficiente para fitar a meia aparência alheia, com uma careta torta sobre o que ele falaria. Até que soltou o ar com toda força ao ouvir a brincadeira alheia. “Olha, você tem que parar de querer me dar sustos assim. Eu sou cardíaco!” Balançava a cabeça várias vezes, até que parasse para se concentrar em dar seus pulinhos e não pesasse tanto para o lado dele. Ao escutar a explicação do outro, Dangy fez um ‘o’ com a boca, certeiro, enquanto uma risada ressoava entredentes. Nunca acostumou-se com determinados elogios, tudo porque para ele o que fazia era o de sempre; o simples de sempre. Seus olhos brilhavam com a gentileza e, se notasse bem, o rosto tinha corado de forma saudável, mas podia-se notar a diferença por ele ser pálido de natureza, uma característica comum dentre muitos ali, até mesmo naquele que o carregava. Porém, o contraste eram os lábios, já havia notado.
“Ahyu! Você só está tentando me fazer dispersar, eu estou sacando!” Comentou de forma brincalhona, deixando que seu riso baixo ressoasse apenas um pouco, para não irritar o outro, até porque Dangyul tinha essa mania de autodepreciar-se, por isso até a risada o incomodava. “In-crí-vel. Que tipo de pessoa você é na fila do pão: aquela que grita que é o padeiro e que os pães estão todos ruins e você deve tomá-los de volta, mas no final das contas levaria para si mesmo?” Quis incrementar seu jeitinho estúpido de ser, então não seria de menos. Sempre levava a vida de um jeito bom, e, sinceramente, até esqueceu-se de porquê estava saltando pendurado no apoio que era o outro. Foi aí que sentiu aquela dorzinha novamente, quando o justo pé inchado foi de encontro ao oposto, naquele balanço natural, causando-lhe uma corrente relâmpago de surpresa, o fazendo dar um gritinho breve. Mas pressionou os lábios e olhou para o outro, com certa vergonha por tê-lo feito. E provavelmente Baekhyun nem saberia o motivo daquilo. Concentrou-se na cara de “sim, este é meu herói e ele me leva no colo, beijos”, quando os olhos foram de encontro aos do estudante, principalmente depois de ser relaxado na maca. “Hmm… Depende. Você é daqueles médicos que dão algum doce no final? Se sim, prazer, Park Dangyul, seu novo paciente.” Estendeu a mão para ele, para que concluísse sua tirada de forma sensacional. Ainda bem que era retardado o bastante para fazer seu consciente esquecer da dor.
É de se esperar que o corpo e a personalidade se acostumem a outra depois de um tempo, mas, nesse caso, Baekhyun se sentia cada vez mais perdido. O jeito de falar do outro, as expressões que usava, aquele jogar e empurrar para o limite não conhecido… O mais velho tinha seu repertório, como qualquer futuro médico de posse de sendo de humor, contudo, faltava ainda a manha de estar adepto a todos os estilos. Ele franziu o cenho, confuso, olhando para Dangyul com um sorriso incerto no rosto preocupado. ✖ Só tenho uma opção na fila da padaria? Bem, eu tenho a minha. Eu seria aquele cliente que espera na fila pacientemente, observando a confusão se formar lá na frente. Como sou um cliente educado e habilidoso, deixaria meu lugar na fila para ajudar o que quer que fosse. Sou o cliente solícito, mas mirando o último doce da vitrine, porque ajudar sem um retorno... ✖ Deixou a frase no ar, nenhuma vergonha transparecendo no rosto calmo do fisioterapeuta. O altruísmo era inerente de sua personalidade, assim com o pouco caso com o dinheiro do salário. Custava preferir comida ou invés de desconto na compra? Baekhyun empurrou a cadeira de rodas ajustada a Dangyul pelo ambulatório, apressado como estava para fazer o raio-x e aplicar o gesso no mais novo. Quer dizer, se precisasse de gesso. E não um desejo infantil de Pang em mexer com a mistura apropriada. ✖ Seu dia de sorte, eu posso ter no meu armário uma caixa fechada de pirulitos. São para as crianças do projeto de semana que vem, mas... Uns não vão fazer falta. ✖ Rapidamente, mas com cuidado, colocou sobre a mesa e correu para trás da proteção. ✖ Esse é aquele momento estranho que o médico fica em silêncio enquanto o paciente desata em falar sobre a sua vida e os mistérios do mundo. Sinta essa deixa. ✖ A última frase dita propositalmente enquanto apertava os botões para a melhor imagem.
it isn't just a dare anymore ✰
hjxjoonyoung:
Continuar lendo
( n s f w ) [ c l o s e d ]
hjxsoohye:
Com as pernas juntas, colocava as mão no chão enquanto ouvia o que ele dizia. Gostava de se exercitar ao ar livre, de sentir o vento tocando em seu rosto, da liberdade. Levantou e se equilibrou numa perna, enquanto segurava com as mãos o pé esquerdo atras de si. Depois de alguns segundos trocou de perna. ☁ Eu conheço alguém que é muito melhor que todos juntos e batidos no liquidificador. ☁ Falou levantando - se, cruzando as mãos e esticando os braços para frente. ☁ Você sabe que ele vai ser sempre o melhor, e não minto quando digo isso. ☁ Sorriu depois de falar isso, e esticou os braços para cima. Soltou os braços calmamente, soltando o ar do mesmo jeito. ☁ Okay. Então me diga o porque que eu não consigo cozinhar direito, hm? Eu sigo a receita, faço tudo direitinho, mas quando eu provo está ruim. ☁ Falou olhando para o mais alto. Era algo que a deixava chateada sim, e participava das aulas de culinária justamente por isso. ☁ Não ria de mim. A única explicação para isso é que a culpa é inteiramente da pessoa que escreveu aquele troço. ☁ Bebeu da água que estava em sua garrafa.
Baekhyun fingiu pensar um pouco, indeciso, na realidade, entre tentar chutar um nome decente a fazer uma pequena brincadeira. A segunda ganhou. ✖ Eu? Eu sei que posso ganhar facilmente no nado de peito, mas já estou no crawl, medley e 4 x 100. ✖ E mais algumas outras, dependendo da energia que ainda tinha depois das classificatórias. Abriu um pequeno sorriso, o olho piscando divertido, e uma cadela ganindo por quase ter sido esmaga pelo dono que sentava no chão cruzando as pernas. ✖ Eu sei... Mas eu preciso isso pra já, sabe? Vou falar com os outros, fazer uma prova de tempo e definir o próximo. ✖ Coçou a parte de trás da cabeça, agoniado. Velocidade só era bom para vencer as provas, e não para fazer essa escolha crucial. ✖ Cozinhar não é seguir receita. Se fosse assim, não existiriam programas de culinária. É você ler a receita e interpretá-la do seu jeito. Escolher os melhores ingredientes, sentir a cozinha. Sabe os famosos 15 minutos no fogo? Às vezes é mais, às vezes menos, depende do que você está olhando. Cozinhar é uma arte... Vejamos. Um exemplo... Seu marido. Ele é homem, todo mundo sabe o que fazer para agradar um homem, mas você faz do jeito que está escrito ou documentado? ✖ Balançou a cabeça, a risada não viria porque esse era o primeiro problema de cada integrante de seu grupo. Não saber sentir o que precisava ser feito.
This is muy weird.
“Posso tirar uma foto com você?” - Quantas vezes Arias já não ouviu essa pergunta? Se ele ganhasse dinheiro pra cada vez que alguém posa fazendo sinal de vitoria perto dele, ao lado dele, ou as vezes até abraçando ele, Arias seria o próximo acionista da Samsung.
No fundo ele sabe que não é por mal, e na maioria das vezes ele tenta deixar esse fundo mais raso e pensar que talvez, vai que, essa pessoa pediu pra tirar foto com ele por qualquer outro motivo que não fosse fazer o rapaz se sentir como uma atração de circo. Ele era muito novo pra isso, vinte e dois anos só, apesar de que na verdade ninguém nunca deveria se sentir assim. Geuneun neomu daleuda. “Ele é tão diferente”, entre sorrisinhos, como se ainda por cima Arias não pudesse entender coreano. Nessas horas ele finge que não entende. É melhor.
Mas no meio do campus? Com pessoas que ele convive todo dia, mesmo que indiretamente? Não foi como ele esperou começar o dia, perdendo o rumo de pra que lado ficava o ateliê de costura e só ficou lá em pé na calçada. Ele olhou pras próprias roupas e sorriu.
Ironicamente, ele tava vestindo branco.
Voltar de uma viagem recheada de competições internacionais e provas de múltiplos estilos não significava que Pang Baekhyun ganharia alguns dias de férias. Foi pisar em solo coreano, rever o melhores amigos e mergulhar novamente na piscina. Não dando tempo nem de processar o que tinha acontecido nos tempos fora do grande ginásio. O capitão, no próprio quarto, empurrava toalha atrás de toalha dentro da mochila de esporte, todas limpas depois do acidente com o cloro de um novato desastrado.
✖ NUM! Pra fora! ✖ Gritou com a cadela, que já estava no modo torpedo, ao trancar a porta do quarto em que dormia sozinho. O animal conhecia o caminho de quem ia passar o dia, não dando um pingo de preocupação para Pang em disparada para a piscina. Por que alguém mandaria as inscrição para seu quarto quando podiam deixar na sala dos nadadores? Uma pergunta que se revirava na cabeça, não o deixando relaxar até pegar os documentos. Os passos apressados, no entanto, foram diminuindo até parar. A começão de flashes e garotas chamando atenção pelo objeto de destaque das câmeras voltadas em sua direção. ✖ Só pode ser brincadeira. Jinja! ✖ Ele ajeitou a mala sobre o ombro e esperou pelo melhor.
✖ Lobo-yah! Isso são horas? ✖ Baekhyun se infiltrou entre as garotas e pegou o outro num abraço lateral, envolvendo-o pelo pescoço numa pose muito camarada. Camarada demais, quase ‘estou te obrigando a vir comigo’. ✖ Jagiyas... Nós temos uma competição a comparecer agora. Vocês podem nos perdoar por isso? ✖ O arrepio subia e descia pela coluna do coreano ao usar dos truques aprendidos pelos irmãos de fraternidade. O sorriso sedutor, o tom de flerte e a piscada de quem eram cúmplices num segredo. ✖ Por que vocês não vão nos assistir? Piscina externa em meia hora. Nee? Annyon~. ✖ A mão escorregou por ele até chegar no braço, onde fechou os dedos e o tirou com firmeza do círculo restritivo. Assim que ‘salvo’ soltou-o completamente. ✖ O que você acha de encontrarmos uma rota alternativa para você? ✖ Como se ele tivesse culpa de alguma coisa! O capitão relaxou, respirando fundo. ✖ Miane pelo estresse. Yifan desistiu no último segundo e não encontro Namjoon em canto nenhum pra substituir. Você está pronto? ✖
◤we are still drawn to water◢
hjxyujia:
Foi surpresa para a chinesa encontrar as oito da manhã grande parte da equipe conversando tranquilamente ao invés de treinar, mais surpresa ainda saber que o motivo era a volta de Baekhyun do exterior, para onde havia partido a algumas semanas e mandado poucas notícias. Sem pestanejar se ofereceu a comprar o bolo para o amigo, escolhendo o maior e que parecia mais apetitoso na loja. É claro que estava animada e um tanto ansiosa, mas com sua chegada pode ver que era como se nunca tivesse ido, reparando uma única diferença no braço que espontaneamente a fez se perguntar o significado por trás do desenho diferenciado.
Sem que sequer percebesse logo estava com apenas uma amiga que nas últimas horas lhe rendera uma boa conversa, mas quando a mesma partiu só restou os dois capitães. “Você não quer minha companhia?” A entonação deu uma estrutura diferente a frase, parecendo se tratar de uma afirmação, o que a fez sorrir de leve para que pudesse disfarçar e não fazer com que o outro pensasse errado. Estava prestes a sair quando a mudança repentina e fez fixar os pés ali. “Estou quase te alcançando.” Baek tinha algumas vantagens sobre ela, mas estava se esforçando para quebra-las e merecer totalmente o título recebido. O casaco esportivo agora se apoiava na cadeira, mostrando o traje de banho que vestia e que não demorou muito para que estivesse molhado assim como o resto do corpo. “Já deve estar cansado de nadar.” Sentou em uma das raias, os pés balançavam tranquilamente.
Água era o efeito calmamente mais eficiente para o nadador do que as drogas prescritas no início de qualquer relacionamento com o psicólogo da vez. Aqueles comprimidos minavam sua atenção, alteração sua linha de pensamento e pareciam querer gruda-lo na cama pelo resto da vida. Baekhyun riu consigo mesmo, os olhos mal e mal conseguindo vê-la por conta da posição meio complicada. ✖ Querer é um pouco relativo quando a pessoa não vai embora com qualquer resposta que eu der. E bem, desde que a gente se conhece, não lembro de ter recusado sua companhia. ✖ O conhecimento, ou melhor, a percepção pelo hobbie que sempre os unia tinha deixado de lado aquela fase estranha de ‘estamos nos conhecendo ainda”. Doramas e suas maneiras de juntar pessoas em um bem comum: o de pensar que podiam mudar alguma coisa gritando com os personagens da tela.
Bateu os pés para que o corpo deslizasse pela água até encontrar onde ela estava. Cabeça flutuando e os braços o ancorando bem perto. Ele sorriu, sereno, e negou com a cabeça. ✖ Eu nunca vou cansar de nadar. E antes que você comece alguma coisa, você me entendeu. Vamos tirar afogamentos, sono e eventos infelizes. ✖ Ele se inverteu, usando agora o calcanhar dela para ficar ao lado. Por onde poderia começar o que tinha para ser dito? Do começo, lógico. Yujia não estava no mesmo estado que a amiga de infância se mostrara. Ela não parecia tão... insatisfeita consigo. ✖ Miane pela falta de mensagens. A competição foi pesada demais e o treinador me queria bem focado. Como foram essas semanas? Meu substituto deu muito trabalho? ✖ Tinha uma pontinha de algo estranho na voz. O capitão substituto tinha uma ‘saudável’ natureza de flerte com todas que passava ao lado. Não poderia ser ciúme, achava, se convencendo que era por preocupação e profissionalismo que faltava ao outro.