little baby, big problems  w/sumin.
first night — with @mommyeonÂ
Se já achava o perÃodo de gravidez difÃcil, agora nem mesmo conseguia ter tempo para si mesma e suas necessidades cotidianas, como tomar um banho demorado ou ter uma refeição sossegada. E as coisas estavam ainda mais difÃceis por ser sozinha a maior parte do tempo. Desde que descobriu que estava carregando um bebê, com seus 23 anos de idade, as pessoas próximas a si passaram a se afastar, especialmente por seu ex ter tomado rumo com sua vida do outro lado do mundo e ter deixado SuMin como uma mãe solteira dentro daquela sociedade machista e tradicional. E assim eram seus pais, os quais não queriam ver sua filha caçula se tornar mãe de um filho bastardo, deixando bem claro que não queriam a ver em JeonJu nem por um segundo a mais. Já estava morando em Seoul na época e havia terminado sua pós graduação há pouco tempo. Tinha um emprego bom em uma empresa perto de seu apartamento, mas agora que tinha outra boca para alimentar, as coisas ficaram um pouco mais difÃceis.
Ao menos ela podia contar com a ajuda de duas almas bondosas: seu irmão, Minguk, um advogado de 35 anos e com uma famÃlia feliz, sua cunhada, SeungHee, e sua melhor amiga de infância, Soonkyu, mais carinhosamente conhecida como Sunny. Os três eram os anjos que ajudavam SuMin quando estava estava a beira do colapso fÃsico e mental. Bem, as vezes não precisava de tanto para receber a ajuda destes, mas era assim que acontecia. Na verdade, havia aquelas vezes onde SuMin achava não conseguir dar mais conta e pensava em ligar para sua mãe pedir desculpas (mesmo não sendo ela a estar errada) e então conseguir o auxÃlio de sua progenitora com seu bebê, Mina.
Naquela sexta feira em especial estava sozinha com a pequena de oito meses. Sunny havia viajado para fora da cidade por conta do trabalho e Minguk e sua esposa mereciam um pouco de descanso de si. Sua irmã achava que eles precisavam de um tempo longe dali e suas reclamações diárias, não queria infortuná-los um tanto mais, mesmo com esses dizendo que não havia problema algum em ajuda-la. Além do mais, cuidar de Mina, apesar de exaustivo, era recompensador. Especialmente quando a pequena pegava no sono, tão calma e tranquila. E foi nesse momento em especial que a tão cansada mãe de primeira viagem conseguiu tirar alguns poucos minutos para tomar um banho quente e relaxar seu corpo estressado. Mas, como sabia que momentos como aquele não durariam muito, assim que ouviu o choro de Mina pela babá eletrônica, tudo que fez foi sair do box, se enrolando no roupão de qualquer maneira e correndo para o quarto lilás da menina. Seus olhos estavam pesados e escuros, mas ter aquele neném em seus braços era gostoso demais, mesmo com ela berrando de um jeito que SuMin não conseguia fazê-la parar. Era como se ela fosse a única pessoa no planeta a não conseguir fazer Mina ficar quietinha. Por isso Sunny era necessária.
Já havia dado a papinha que Mina tanto gostava alguns minutos antes dessa pegar no sono, então não era fome. Bem, quem precisava comer era SuMin e quando percebeu que não tinha nada que pudesse comer de imediato dentro da geladeira, percebeu que teria que ir comprar algo para si. Colocou a pequena no berço novamente para que pudesse vestir suas roupas, prendendo então o cabelo em um coque totalmente mal arrumado. E assim saiu de seu apartamento com a pequena Mina na bolsa de canguru bem perto de seu corpo e bem agasalhada devido ao frio das ruas de Seoul. Na loja de conveniência 24h perto de seu apartamento, comprou alguns petiscos, copos de macarrão e sopa instantâneos assim como caixas de suco para poder alimentar a si mesma. Mina ficou em silência por todo o caminho, até deu uma cochilada enquanto SuMin cantarolava alguma música suave e escolhia os produtos dentro do estabelecimento. Mas foi colocar os pés no elevador de seu prédio que a pequena começou novamente a berrar com toda a força em seus pulmões.
Logo que chegou no seu andar, deu de cara com uma mulher no corredor em frente a seu apartamento. O que ela disse de primeira não deixou SuMin contente, fazendo-a arquear uma das sobrancelhas e a olhar de cima a baixo. Sabia que não era a melhor mãe do mundo, mas do jeito que a outra falou foi mesmo de a deixar magoada, mesmo que brevemente. Não acreditou quando deixou de ouvir o choro escandaloso da bebê. Você vai mesmo ficar quieta por conta de uma estranha? Mina-yah… Pensou consigo mesma enquanto observava sua filha olhar para a outra mulher atentamente. Era do mesmo jeito que Mina olhava para SoonKyu, por mais estranho que aquilo poderia soar. Ela se forçou a abrir um pequeno sorriso e abaixou a cabeça levemente em sinal de respeito.  — Olá, Tippani-ssi. Eu sou SuMin que mora aqui no 402.  — Apontou para a porta com a mãe que segurava o molho de chaves.  — Eu não sei como você conseguiu deixar Mina desse jeito, porque as vezes me parece algo impossÃvel. E me desculpa por ela estar lhe importunando com o barulho.  — Desculpou-se apenas por educação, de qualquer forma, não tinha muito o que fazer quando estava sozinha.  — Eu vou tentar fazê-la dormir e ir comer meu jantar.  — Levantou a sacola para que a outra pudesse ver e abaixou a cabeça em um movimento lento novamente, logo colocando a chave na porta.
ã…¤ ã…¤ — Aniya... — Tiffany retrucou baixo a aquele padrão que lembrava respeito a ela, Tiffany não se achava melhor do que ninguém e era bem doce quando queria e quando Sumin abaixou sua cabeça ela se sentiu um pouco superior, coisa que não gostava, mesmo, por isso sacudiu uma das mãos em negação, como quem chamasse a atenção dela para aquele ato dizendo sentenciosamente: Por favor, não precisa usar tanta formalidade comigo, e esperou que ela, ainda que não escutasse aquelas palavras sair pelos seus lábios, entendesse bem aquele ato simplista. Tiffany não pensava ser boa com crianças daquele tamanho, mas gostava da situação em si, ela lidava com crianças nas aulas de Ballet e com adultos também, estava até acostumado, com um um bebê... Aquilo era completamente diferente, tinha que admitir.  — Ela é tão linda quanto você. — Se quer se tocou no que estava dizendo, estava apenas brincando com o bebê que ria de suas gracinhas e vozes engraçadas sem mais nem menos, e aqueles sorrisos eram tão gostosos de ouvir. Se pudesse, estaria com todos os dias para ouvi-la sorrir daquela maneira, pena que de seu apartamento só dava para ouvir choros e mais choros.Â
ㅤ ㅤ Após alguns minutos conversando com a aparentemente mais nova, notou que era apenas ela e o bebê e anteriormente também havia notado o quão cansada a mais nova parecia, por isso não demorou para seguir os ensinamentos de seus pais que estariam felizes agora.  — Será que você precisa de algum tipo de ajuda? Posso leva as sacolas até a sua casa.  — Ofereceu simplista, ainda sabendo da doutrina sul coreana não aceitaria aquilo de uma estanha dentro de sua casa, mais todavia, elas não eram estranhas, moravam frente a frente e se Sumin quisesse, ela poderia saber todos os passos de Tiffany, ainda que parecesse chato e desconfortável, era a pura verdade.
ã…¤ ã…¤ Sacudindo a cabeça em negação ela se distanciou de seus pensamentos mais Ãntimos e logo levou sua atenção até as sacolas da mulher que estavam nas mãos quase que calejadas dela devido ao trabalho de casa. Tiffany não mediu seus atos antes de tocar a mão dela que estava a segurar as sacolas, apenas com a intenção de pegar as sacolas das mãos dela, mas aquele toque acabou se tornando algo mais especial para Tiffany, ela não sabia explicar direito, mas um pequeno calor percorreu o corpo da mulher mais velha que corou minimamente com aquele toque repentino.
ㅤ ㅤ — Posso ajudar...?  — O seu tom era baixo, e também manhoso. Sua mãos não estava trêmulas devido ao poder que tinha de auto controle e agradecia aquele poder todo naquele momento. Respirou fundo o bastante para conseguir retirar as sacolas daquelas mãos que poderiam se tornar relutantes.  — Eu ponho onde é o lugar e saio logo em seguida... Aliás, Sumin-ah, eu acabei fazendo um Yakisoba bem apimentando pra mim, e ainda não comi, se quiser, podemos comer juntas.  — Como uma boa vizinha como era e também com um pouco de interesse na mais velha, resolveu oferecer, ainda sabendo que o convite poderia ser negado.
ㅤ ㅤ — Podemos nos conhecer melhor também e sermos boas vizinhas, o que você acha, Sumin-ah? Acho que talvez precise de um pouco de diversão também... —
ã…¤ ã…¤ Agora só tinha que aguardar e ver no que dava e se a resposta era sim ou não. Â













