owyixuan:
Mesmo que tentasse evitar pensar em sua família durante os treinamentos intensivos e as diversas atividades que fazia ao decorrer de seus dias, confinado naquele maldito lugar, ele não conseguia e a sensação de pensar que sua irmã estava morta era horrível, já havia perdido a mãe e seu pai estava preso, ele apenas tinha a mais nova e só a ideia de que a mesma pudesse ter sido executada causava um nó em seu estômago.
Tão preocupado em entender aquela situação e o que estava acontecendo, além de estar em busca de informações sobre sua irmã e Yeoreum, Yixuan sentia como se seu subconsciente fosse uma nuvem negra e tempestuosa; impossibilitando-o de raciocinar com coerência, todavia, o chinês ainda tinha a capacidade de estar de bom humor. Wang era uma boa pessoa, sempre foi assim e provavelmente morreria desse jeito, só não se dava bem com ele quem não queria.
O moreno, primeiramente, achou estranho a aproximação proveniente do desconhecido. Entretanto, apenas deu de ombros e esboçou um leve sorriso, carregando um tom de divertimento. “Depende quem pergunta….”
Com exceção as visitas periódicas dos enfermeiros e médicos, sempre trazendo consigo um questionário exaustivo sobre o que ele poderia ter feito ou sentido desde a tarde anterior e ocasionalmente alguns remédios não haviam muitos elementos que indicavam a passagem do tempo. Por um longo período de tempo seu acesso havia sido extremamente limitado ao quarto branco no qual havia acordado, depois de o que quer que tivessem feito com ele. Não se sentia particularmente diferente, apenas um sentimento constante de claustrofobia que sabia não estar relacionado ao remédio ou experimento que fizeram com ele. Estava acostumado a liberdade; poder correr para onde quisesse, fazer o que desejasse. Sentir o vento gelado em seu rosto enquanto experimentava mais uma vez a adrenalina de correr com os amigos. Ver e conversar com pessoas. Coisas das quais estava sendo privado ali. Por mais romanticas que tivessem sido suas expeectativas, esperava que ao menos lhe colocassem em um quarto com janelas. O que ele não seria capaz de fazer no momento apenas para sair daquele inferno. Além dos seus incomodos e angustias, precisava se manter atento a busca pela sua irmã. Não estavam ali a passeio, e por ele que fossem o mais sucintos o possível em tirar a mais velha dali. Precisava ajudar a encontra-la, se sua mãe ja não o tinha feito nesse período de tempo. Será que o acesso da mesma era igualmente limitado que o seu ? Ou tratavam as pessoas ali de maneira diferentes ? Havia se encontrado com algumas pessoas, que pelas vestes pareciam estar fazendo parte desse experimento. Sua pergunta, aparentemente não o estava levando a lugar algum. Por alguma razão todos ali pareciam ter motivos para não confiar muito em quem se aproximasse. Tentou se lembrar como sua irmã havia chegado até ali. — Desculpe. Que educação a minha. — respondeu com um pequeno sorriso, embora o mesmo estivesse se tornando bastante raro ultimamente. Tentava não se concentrar nessas coisas, mas quanto mais pensava nas barreiras que o separavam de uma vida normal mais desesperado para sair dali ele ficava. — Sou Han Lue. — apresentou-se esticando a mão na direção alheia a fim de o cumprimentar. — Esta fazendo parte dos testes também, não é ? — continuou tentando manter um tom agradavel. Quem sabe ele não tinha visto sua irmã por ai ? Mas como perguntaria isso a ele ? Talvez apenas abordasse o assunto falando de colegas de um modo geral...















