outside - blue zone
xcxseung:
Depois de todos os acontecimentos após a invasão a Seom, a vida de Seungmin nunca mais havia sido a mesma. Habituado a viver protegido atrás dos muros da comunidade e na companhia do seu pai, o garoto não conhecia a dura realidade do mundo e de quem tinha que sobreviver do outro lado, até ao dia em que a comunidade foi destruída e junto com ela o seu pai. Os primeiros dias foram os mais difíceis, tanto para superar a morte do pai como para sobreviver, mas com o tempo ele foi descobrindo que era mais forte do que pensava. Ele não se considerava o guerreiro mais destemido, porém não se achava tão inútil como se achava em tempos, afinal, ainda que com a ajuda de Jaehyun, ele conseguiu sobreviver e chegar na nova comunidade vivo. Quanto à superação da morte do pai… bom, ele nunca iria superar, mas de certa forma isso lhe deu forças para deixar de ser o covarde que se escondia atrás dos muros e era por essa mesma razão que naquele momento ele se encontrava do lado de fora dos muros da nova comunidade. Ainda estava a conhecer as redondezas, o que o deixou meio abstraído e como resultado acabou se assustando quando ouviu uma voz feminina e logo de seguida viu uma garota apontar uma arma na sua direção, o que o fez largar o taco de beisebol no chão e colocar as mãos no ar. Bom, talvez ele ainda tivesse algumas coisas para aprender… — Eu… não era minha intenção. — desculpou-se enquanto fintava a outra com algum medo e ao mesmo tempo desconfiança, ponderando se deveria pegar a sua arma. Ele não era muito bom com armas e nem queria apontar uma arma a alguém, mas e se ela fosse uma pessoa ruim? — Você vai… disparar? — inquiriu com a voz meio trémula.
A morena passava tanto tempo andando pelas ruas sozinhas, apenas ouvindo os próprios passos ou o som do vento arrastando alguma embalagem vazia pelo chão que qualquer outro som já a fazia ficar em estado de alerta e em sua maioria eram mortos vivos andando a esmo pelos lugares na ‘esperança’ de encontrar comida, então assim que viu a pessoa para a qual estava apontando o cano da arma ficou levemente surpresa em ver que se tratava alguém cem por cento vivo. A asiática não gostava de usar a arma, pois quando não estava com silenciador como naquele momento ela somente fazia barulho e chamava mais problemas, em geral usava a faca mesmo, porém em raros casos por precaução e pelo fator de distância sempre era bom ter alternativas. Se passou apenas alguns segundos depois dele ter derrubado o taco para ela deixar de mirar o garoto, mesmo que pelo barulho ela por um momento tenha ficado tensa..esperava que tenha sido baixo o bastante para não chamar mais atenção - não, só se necessário....o que espero que não - disse o olhando de cima a baixo - quem é você ? - perguntou curiosa por alguém tão assustado estar por ali em território mais aberto - o que está fazendo andando por aí ? sozinho ?









