Eu só tenho a mim, não posso me abandonar

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@i-misstheolddays
Eu só tenho a mim, não posso me abandonar
Há momentos em que a vida parece um tabuleiro perverso, onde cada peça que você move exige que outra parte de você seja sacrificada. E talvez o mais cruel desses jogos seja justamente quando confiar no outro exige, antes, desconfiar da sua própria dor. É uma sensação que dilacera devagar. Você fica entre dois precipícios, de um lado, o medo de estar sendo injusta do outro, o medo de estar sendo enganada. E nenhum dos dois caminhos oferece descanso. O mais difícil nessas horas não é a escolha em si. É o silêncio inquietante que ela cria dentro da gente, a sensação ruim onde você começa a questionar sua intuição, suas percepções, sua memória… como se, para proteger alguém, você tivesse que se desmontar inteira. Mas a verdade é que confiar no outro nunca deveria exigir que você duvide da sua própria lucidez. Confiar é caminhar junto, não caminhar cega. Confiar é ampliar, não diminuir. Confiar é respirar com mais liberdade, não sufocar para caber em um discurso alheio. E quando a vida te coloca num desses caminhos bifurcados, às vezes a escolha não é entre confiar ou desconfiar, é entre se abandonar ou se acolher. Você pode até decidir dar crédito ao outro, mas não permita que isso custe a sua voz, a sua memória ou aquilo que você sentiu. Porque, no fim, ninguém mora dentro de você além de você mesma e quanto mais você se ignora, mais perde conexão com si própria. E se você não se escolher primeiro, ninguém fará isso por você. Ninguém vale você se perder de você.
Sempre essa insistência naquilo que nem quer ficar.
“Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.”
— Caio Fernando de Abreu.
“Você realmente a amava, ou só havia medo de deixá-la ir?”
— Birdy.
você está tentando salvar algo
que não foi feito pra dar certo, tem coisas na vida. que precisamos abrir mão
desista do que te faz mal.
“Dói. Arde. Queima. Lateja. Anestesia. Transborda. Sufoca. Te faz definhar. Muda você. Mas passa.”
— Outunos.
E-X-A-U-S-T-O
Fonte: Pinterest
o que a gente quer é gostar de alguém e quer que esse alguém goste da gente também.
e essa é a história mais velha do mundo.