Sou uma alma perdida que vaga na imensidão deste mundo.
Sendo levada pela correnteza deste mar de pessoas
Pessoas com rostos familiares e essências tão desconhecidas,
Desconhecidas até, talvez, pra si mesmas.
Vago por entre notas musicais que me consolam o âmago e me acalmam a mente, notas essas que me aconselham e me inspiram e não me deixam flutuar por entre as estrelas.
Oh! As estrelas... quantas vezes não almejei estar entre elas, abandonar essa carcaça que me prende a este mundo soberbo, eu nem precisaria brilhar como elas, apenas estar lá seria o suficiente... Virar poeira do universo e, quem sabe, vislumbrar os anjos.
Sou um ser anônimo que se perdeu ao dobrar a esquina da maioridade, se afogou em responsabilidades e levou um tiro da cruel realidade. Um ser que provou do cálice amargo da rejeição e dormiu no ombro da amizade após tanto soluçar palavras tristes.
Sinto o chão abaixo dos meus pés e o desejo de regressar ao meu lar me consome, voltar a ser quem eu sempre fui, voltar a ser apenas barro, pois no fim sou apenas isso... Um ser pensante que passa seus dias a desperdiça tempo reclamando do anonimato. Um ser que como outro ser tem seu tempo limite entre os vivos, os amantes e os impacientes.
No fim eu sou apenas eu querendo ser alguém....