Talvez eu jamais volte a ser quem eu era antes de toda essa tragédia acontecer. A dor tira muito da gente.
Sorry babe, I'm broken.
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@ideiasoutras
Talvez eu jamais volte a ser quem eu era antes de toda essa tragédia acontecer. A dor tira muito da gente.
Sorry babe, I'm broken.
Contrapartida
Ser gentil com o outro faz parte da vida. É o que espera de um ser humano que vive em sociedade com relações interpessoais. Sejamos polidos! Isso nos é ensinado como educação moral, que embora não seja inerente do ser humano, precisa ser ensinada e praticada diuturnamente!
Em contrapartida, não nos ensinam a principal gentileza a ser praticada. A pior a ser aprendida. Ser gentil consigo mesmo! Sabotar-se, inferioriza-se, cobrar de si mesmo de forma dura e rígida. Coisas que afetam toda uma vida. Coisas que adoecem, pouco a pouco, por não ter aprendido o fundamental. Conhecer e cuidar de si mesmo.
Seja gentil consigo!
Nunca diminua suas conquistas, mesmo que algumas delas seja só ter sobrevivido mais um dia, não as diminua.
Lapsus Scribendi.
IG: @rodrigo_lopes_escritor
Humano, ser-se?
A vida vai além de ser vilão e mocinho. Ela é escrita e vivenciada por pessoas em constante desenvolvimento. Vivida por seres repletos de sonhos, esperanças, perspectivas. Cheias de traumas, rancores e imaturidades. Humano seres.
É impossível, nessa jornada, não vivenciar amores e dessabores. Escolhas certas e caminhos errados. Aprendizados.
São muitos amores, criações de rancores, cada um à sua característica, ocupado um espaço ambíguo na tênue oscilação de amar e odiar. Recriminar, aceitar, escolher, praticar. Errar. Errar. Errar. Evolução contínua. Julgar e ser julgado. Calor do acolher e dor do excluir. Afastar, perder encantos, findar.
Ainda após tudo, tudo mesmo, ser humano. Um filme sem roteiro, apenas carne, osso, vida, sentimento, traumas, e sobreviver. Apenas sobreviver.
Invisible Wars
Talvez ninguém veja ou perceba suas dores. É fato! A dor do outro não é visível, validada e reconhecida por muitos. A dor do outro, é do outro, não dele.
Os lugares se misturam. São inimigos e fogo amigos, uma só ambiguidade, uma so pessoa, si próprio. Dão tiros e defesas de ambos os lados. Um ataca por querer demais. O outro, por tentar se defender. Uma guerra de peso, vivida silenciosamente.
Cada comportamento e tratamento contribuem para que essa guerra continue a acontecer. Aí mesmo, dentro do seu pensamento. Dois hemisférios que interligam, mas atacam um ao outro em separado. São culpabilizações e compaixões continuas com um único foco: continuar vivendo dentro de lugares que não se é bem vindo. Não se é aceito. Não compõem o esperado para você. Excludente, seletivo, competitivo.
A geração de tempestade mental ofusca. Ela cega, cria insegurança e comportamentos de esquiva, apenas para fugir do caos. Que caos. Não pertencer não significa não comporto. Mas para compor, há desgastes. Há muita energia envolvida. Há um peso, que se carrega por muito tempo, com mais um propósito: mudar a história, transformar o futuro, te tornar melhor.
A que preço? E aqui começa mais uma guerra…
@ventosdeuminvernofrio
Você.
E somente você.
Sútil mudança
Sinta os pormenores, a pequena, a singela, a irreparável mudança. Ela diz muito. Ela grita em certos momentos de uma forma silenciosa, quase imperceptível.
O silêncio também tem voz! Ele tem significado. Ele tem sinais, símbolos e contextos.
O silêncio representa a aversão. Representa o não. Representa a não companhia. Dita assim, em sutis mudanças, quase não inteligível, mas escancarado as vezes.
Em momentos mistura-se a inseguranças. Fica difícil entender o que é meu do que está sendo dito. E ainda assim, mesmo que havia insegurança, ainda existe peso do que é percebido.
As vezes dói. As vezes magoa, entristece. E ainda assim, exige de nós maturidade, exige postura, exige compreensão.
Isso fala de ti ou do outro?! Eis questões!
Conhecer-se
A jornada árdua do autoconhecimento é complexa, demorada, difícil e cruel. Reviver, relembrar e sentir novamente aquilo que levou anos para esquecer, é a tortura maior que pode ocorrer. Ruim mas necessária.
O pior de tudo ainda está por vir. Reconhecer que você se desconhece. Isso mesmo, não se conhece. Viveu tanto tempo automatizando tudo, que não sabe mais seus gostos, o que você desaprova, o que fazia seu coração bater mais forte, o que dava calafrio no estômago, o que sente prazer em comer, ou o que odeia comer. Esqueceu o tato, o paladar, a vista e a sensação. Enterrou tudo que sabia de sim para ser automático e apenas (sobre)viver. Isso não é viver de forma plena. Isso é existir.
É doloroso reconhecer suas fugas autodestrutivas. Auto, a si próprio. Destrutivas. É doloroso, e necessário. Necessário para reconhecer que não se deve viver para sempre assim. Necessário para entender para onde, como e de que forma sua vida é guiada. Lembro-me, estou no automático.
Essa dura e terrível caminhada… precisa ser trilhada. Isso precisa vir a luz. Você precisa se entender. Você precisa se perdoar, e não apenas fingir que vive, e ser de fato, o principal escritor/ator dessa história.
Preciso (ser) vivo. Não me cabe mais existir, apenas.
no fim,
sou eu
que se perde
e se cura sozinho.
somente eu.
poemasdocaos
Às vezes sua paz vai custar o papel de vilão, e tá tudo bem.
Calado
As pessoas insistem em se assustarem e valorizarem negativamente quando há uma narrativa, quando na verdade, o oposto quem deveria ser observado.
O silêncio é a expressão muda de alguma coisa, e as vezes diz muito mais que palavras citadas ao vento, ferindo ou não o ouvinte. É a forma direta de dizer sem sequer ter um som. É a manifestação mais simples e singela de se dizer algo. De mostrar e suscitar no outro um sentimento, um desconforto, para que reflita sobre algo.
O silêncio diz, nas entrelinhas, e demonstra muito. Basta observar, analisar, e sem um som, o recado é transmitido e compreendido. Até os maiores faladores, que não lhe faltam palavras a serem ditas, se “mutam”.
Aí sim, preocupar-se? Fica o silêncio.
carrego na pele as lições que a mágoa me ensinou, e hoje sei um pouco mais sobreviver.
cada palavra tem sua consequência, cada silêncio, também.
Jean Paul
Você foi uma mentira descarada que contei a mim mesma.