Às vezes me sinto sem rumo por não saber exatamente o que somos um do outro. A ausência de um nome, de um título, me confunde e me desorganiza por dentro. Ainda assim, eu escolho você. Escolho ficar. Porque, mesmo em meio à incerteza, foi você quem me encontrou quando eu ainda tentava recolher os cacos do meu coração. E no meio da música, do frio leve e de um encontro improvável, algo em mim reconheceu você antes mesmo de entender. Foi como se a vida tivesse me dito, em silêncio, que eu podia respirar de novo. Você me alcançou onde ninguém antes chegou. A conexão que tivemos é como se viesse de outras vidas, como se eu já tivesse sido sua. Minha alma te conheceu na hora — e te reconhece todas as vezes que nos olhamos nos olhos quando fazemos amor.
Às vezes me perco dentro de mim, porque tudo é intenso demais, profundo demais — algo que nunca vivi. O fato de não termos nada definido me atravessa de um jeito absurdo, me confunde, me perturba. Mas, ainda assim, eu vivo esse amor, porque sei que é amor. Vivo mesmo quando a confusão aparece, mesmo quando o medo tenta falar mais alto e me faz querer fugir. Vivo… porque é em você que encontro paz.
Você é a parte de mim que eu nem sabia que faltava. Eu quero, com toda a força que tenho, que seja você o meu futuro. Porque você é o destino que eu escolho, mesmo sem promessas, todos os dias. E se existe algo de que eu tenho absoluta certeza, é disso: você é o amor mais verdadeiro que eu já vivi. Eu não sei dar nome ao que somos, mas sei reconhecer o amor quando ele me encontra. E foi você.


















