"Sombras do Teu Corpo"
No silêncio da noite, onde só a lua testemunha,
meus pensamentos vagam por ti — ferozes, famintos,
sedentos do calor que tua pele emana,
como se teu corpo fosse chama,
e eu, um homem feito brasa.
Teu perfume, etéreo e cruel,
me persegue como maldição doce,
e cada curva tua, cada suspiro,
me arrasta pra dentro desse abismo
onde desejo e amor se confundem.
És musa e tormento,
delírio moldado em carne,
onde o sagrado se encontra com o profano
no altar do meu desejo por ti.
Tua voz — uma corda suave me prendendo,
tua pele — um véu de veludo sobre minha prisão consentida.
Quero te tocar como quem lê um segredo,
devagar, com os dedos trêmulos de fome e reverência,
e te possuir como quem encontra a verdade
em meio às sombras de uma alma partida.
Não com brutalidade,
mas com intensidade —
com o respeito feroz de quem ama e arde.
Tu és minha perdição e meu refúgio,
tua boca é veneno que cura,
teus olhos, dois portais para um inferno doce
onde quero me queimar todos os dias.
Amar-te é um ritual sombrio e sagrado,
onde o prazer é promessa,
e o carinho — a redenção.
E mesmo quando te amar for pecado,
eu pecarei sorrindo, com a alma despida,
porque só em ti encontro
a beleza do caos e o abrigo da loucura.








