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@im4ginaerum
I'm back!
queria que coubessem nas luas de seus olhos castanhos minhas sete antumbras meus cirros, meus eclipses metanos e toda imensidão de meu carinho. se no orvalhar da madrugada meus olhos derramarem-lhe um canto desafinado, distante, ecoando será pela saudade que me arrebata um nevoeiro pousará sobre tua janela e tu notarás a minha presença ali, singela serei a tristeza ventando entre as cortinas serei os galhos que debatem contra o ladrilho e tu sentirás ali, meu choro, fiando agonias. tu abrirás a ventana e olhará o quintal mirro cansará os olhos e nada verás e na noite calma e silenciosa nos nimbos da aurora brumosa olhará o céu e meu infinito: será minha dor, anoitecendo. eu estarei lá.
Annd Yawk (via melancolua)
Cegue-me com o teu desprezo, mas jamais amordace meus olhos com as mentiras de um amor fingido.
Annd Yawk (via melancolua)
Feliz daquele que no livro d'alma não tem folhas escritas. E nem saudade amarga, arrependida, nem lágrimas malditas.
Álvares de Azevedo (via oxigenio-dapalavra)
Vida turva. Tempo morto. Meus sorrisos cadentes Choravam a ausência de mim A culpa aflora dos olhos Que desejam os ares Infinitos e azuis dos confins Mas temem criar asas. Borboletam nos arranha-céus Brincam de voar Mas são apenas flores secas Que na terra enraizadas Lacrimejam suas tristezas. Choram. Agonizam. Despetalam-se nas parcelas do fim; As esperanças já morreram. E as cordas já foram içadas. Meu banco já fora alinhado. Visto meu colar! E salto para o infinito que almejo. Me fissurei de anjo. Quebrei minhas asas cinzas. Foi o fim do embaraço Das angústias amarrotadas. Fui meu vilão Meu próprio carrasco. Vitima de mim, pra mim, por mim. Me devorei com meu holocausto; Fui o alvo inocente De um suicídio que assim nasceu Ardente De meus abismos internos. Feridas e chagas pulsantes De uma alma, que ama Que cortada sorri a estirpe Ensanguentada dos pesares, E adormece na sombra do caos. Dobra-se o banco no chão, Despenca-se os calcanhares Me abracei às foices do desconhecido. Destemido, Amargurei meus pêsames calados Cai o corpo e o peso de seus erros. Morre a vida, por querer viver demais Por desejar correr sem os tropeços Por querer fugir das mortes que a vida traz.
Annd Yawk (via melancolua)
Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso. Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa. Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir. Quando você perde algo que não pode substituir. Quando você ama alguém, mas é desperdiçado. Pode ser pior?
Coldplay. (via renunciador)
Talvez seja da minha natureza, não me sentir pertencendo a lugar nenhum, em nenhum lugar.
Chico Buarque. (via retaliador)
Diário de uma dançarina no #Wattpad. https://www.wattpad.com/81046110?utm_source=ios&utm_medium= #humor #quote
Mas o diálogo está morrendo. Pais e filhos dividem a mesma casa, mas não a mesma história. Namorados nem sempre dividem os mesmos sonhos. Os jovens raramente rasgam seu coração e falam de si mesmos. Estão vazios. Só falam de sexo, esporte e TV. Nunca o homem se escondeu tanto dentro de si mesmo.
Augusto Cury. (via vaporizou)
E eu tenho tentado dormir demais, querendo me congelar para o futuro melhor. Um futuro bom, assim como foi bom esse nosso passado. É o presente que não estou sabendo como viver.
Gabito Nunes. (via ga-bi-to)
nudez à queima-roupa
perceba o fim da vida. sinta-o. o maço está vazio, todos os cigarros já saturam os pulmões.
as garrafas de uísque secaram como as pálpebras exaustas de exaspero.
a tv implora atenção e não há roupas limpas. as moscas cavucam restos de comida atravancando cheiros e miseras causas.
as cortinas empoeiradas testemunham esse terror psicológico a depressão estampada sobre a tez cadavérica.
as olheiras assemelham-se a covas cavadas pra não sei quem - pras lágrimas, talvez?
a lâmpada não acende tampouco as ideias de viver.
há assombros e vaidades estiradas por todo apartamento… inexistentes.
o pecado maiúsculo foi sacrificar o poema por uma estrofe ruim - ardilosa.
os cotovelos pertencem aos rodapés e cantos de sala. o silêncio enclausura a fúria e a converte em medo.
o medo dos fantasmas da insuficiência… memórias são estilhaços vitrais afiados pendurados sobre a garganta.
tombam-se as guilhotinas… rompem-se as artérias… cascateiam-se os pulsos…
a têmpora esquerda reclina ao batente da porta e procura claridade e recortes do sol banhando os vasos de barro da estante. vê-se a luz e seus espectros, mas o dia nunca mais nascerá pros olhos que não se abrem mais.
(a conta, por favor…)
Annd Yawk