Imagine *Hot* Matthew Espinosa
Um pedido para @xoxotadodallas by Twitter
Toquei a campainha pela terceira vez. Era extraordinária a capacidade daquela garota de ser tão irresponsável, já estava de saco cheio das infantilidades. Me escorei na parede e fechei os olhos. A vizinhança estava totalmente vazia, as TVs soavam em algumas casas, mas nem sinal de uma alma viva e isso incluía (s/n). Imaginava cada um dos palavrões dos quais eu a chamaria. Por que ela tinha que ser assim? Comecei a lembrar de alguns anos atrás quando valia a pena cumprimenta-la nos corredores, hoje em dia nem por educação eu conseguia o mesmo.
Ela era uma garota gentil, meiga e tratava todos muito bem, ajudava quem precisasse era a melhor amiga de quem quer que fosse e a melhor namorada dos que tinham a sorte, mas então ela começou a mudar. Foi repentino, eu falava “bom dia” e ela virava o rosto, alguém pedia ajuda em alguma questão mesmo que acadêmica ela ria de deboche e humilhava as pessoas, os boatos de que esmagava as amigas pelas costas, traia os garotos com quem ficava se espalhavam rápido. Eu não entendia como uma garota tão maravilhosa tinha se transformado numa piranha daquelas?
Me senti culpado assim que conclui isso, quem era eu para julgá-la? Eu que nem tinha noção de como ela havia se tornado aquilo, não sabia de seus motivos... Uma onda de argumentos e contra-argumentos invadiam minha cabeça. Abri os olhos e respirei fundo tentando tirar preocupações desnecessárias da cabeça. Olhei pro alto a fim de enxergar algo pela janela e ainda tudo escuro, me sentei mais confortavelmente e coloquei a mochila do colo. Não tinha ideia de quando ela chegaria, nem sequer sabia se ela tinha saído ou se estava apenas me ignorando, mas com um trabalho tão atrasado que valia tanto eu não podia deixar de lado, decidi esperar mais alguns minutos e caso ela não aparecesse eu iria embora e faria tudo sozinho. Depois era só entregar mais essa irresponsabilidade para a professora que tinha insistido tanto para que eu fizesse o trabalho com ela, e quem sabe eu ainda conseguiria uma nota alta.
Deviam ter se passado uns cinco minutos até que um grito estridente soou pela rua. Acordei rapidamente dos meus devaneios assustado, algumas cabeças saíram pela janela tentando achar de onde veio o grito, insatisfeitos com os resultados logo voltaram para o aconchego de seus lares, mas um choro alto o bastante para que eu escutasse soou, após alguns segundos conclui que o choro vinha dali mesmo, me levantei, joguei a mochila no ombro e comecei a andar seguindo o barulho, logo cheguei nos fundos da casa, o portão fechado não me impediu de continuar seguindo o rastro. Andei até chegar no quintal de (s/n) e me surpreendi com a cena.
Sua figura tremula estava de costas para mim e dela vinha o choro, analisando a cena percebi uma pequena poça de sangue a sua volta, corri assustado até ela:
-Meu Deus do céu... Você tá bem? Puta que pariu quanto sangue. – falava rapidamente avaliando sua situação. Seu rosto estava um caos de lágrimas e maquiagem e todo aquele sangue saia de sua mão que continha um corte que parecia estar fundo.
-Eu... Eu... Era pro trabalho... Eu tentava... Você já devia estar bravo comigo... Que droga... Era pro trabalho... – ela tentava dizer em meio às lagrimas.
-Calma, eu não to bravo. – Não mais, eu estava assustado, por que ela não abriu a porta ao invés de ir arrancar a mão?
-Eu... Tem certeza? – ela me perguntou me encarando, nunca conseguiria dizer algo rude para aquele rosto suplicante.
-Sim... Você tem kit de primeiros socorros? – falei meio perturbado.
-Lá dentro... no... no armário do banheiro... – não a deixei terminar e logo disse:
-Okay, vem, deixa eu ver o estado disso. Talvez nem precise ir no hospital. – abracei-a pela cintura e a levei para dentro, entramos direto na cozinha e eu me assustei. Era praticamente toda de granito escuro, desde os balcões até o piso, era assustadoramente lindo e limpo. Coloquei ela sentada em um dos bancos perto do balcão e fui até o banheiro. Não tive tempo de me perder pela casa, até acha-lo de primeiro, peguei o kit e voltei correndo para a cozinha, ela lavava a mão ensanguentada na pia, me perturbei com o fato de que ela não derramava mais nenhuma lágrima, pois aquilo deveria estar doendo muito.
-Ahn... O kit. – anunciei.
-Okay. – ela disse, alguém havia substituído a garota frágil que estava chorando à apenas alguns minutos atrás, era a única explicação, o único fragmento de que ela estava chorando era o rosto borrado e inchado. – Você pode fazer o curativo? É difícil fazer com só uma mão.
-Claro. – respondi instantaneamente. Diferente do que eu esperava o corte nem estava tão fundo, o sangue tinha aumentado a situação real. Passei alguns remédios para não infeccionar e então comecei a enrolar a mão dela com o curativo. Terminei e receoso levantei meus olhos para encará-la. – Tá tudo bem?
-Sim, graças a você. – ela respondeu saindo dos possíveis devaneios, e forçando um sorriso.
-Eu não me referi à sua mão. – disse sério.
-Olha Matt, você foi muito prestativo comigo e eu sou infinitamente grata, mas acredite em mim quando eu falar que estou bem. – ela falou com tanta confiança, tão segura de si, e mesmo assim não era capaz de me olhar nos olhos.
-Okay, se é o que você diz. – eu tinha muitos motivos para discordar, mas não valia a pena - Mas eu ainda não entendi por que raios você achou que iriamos precisar de um experimento com faca? Ainda não chegamos em anatomia humana pra estudarmos sua mão em uma bandeja.
-Será que você consegue ser um pouquinho menos irônico? Eu estava tentando ajudar. – ela disse revirando os olhos e quase notei um tom de súplica na sua voz, quase.
-Só se você me prometer ser menos irresponsável. – deixei escapar, às vezes eu não conseguia controlar minha maldita língua, ainda mais quando envolvia metade da minha nota.
-Que droga, Matthew. – ela disse levantando-se bruscamente fazendo com que a caixinha de primeiros socorros caíssem no chão, alguns vidros quebraram e o chão ficou melecado com remédios. Ela se abaixou xingando para juntar os cacos.
-Não deixa comigo, isso (s/n) – falei indo ao chão. – Nós não precisamos de mais sangue seu espalhado por ai. – ela se levantou bufando enquanto eu juntava cuidadosamente os cacos, em alguns minutos tudo estava limpo. Ouvi alguns chiados vindos dela, eu tinha sido muito rude? – Desculpa, (s/n) eu não...
-Vamos fazer a merda desse trabalho e você se livra logo de mim. – ela me interrompeu se virando pra mim, seu rosto estava vermelho, mas nem sinal de lágrimas.
-Okay.
Na cozinha mesmo, com a ajuda do meu notebook e de alguns livros, tanto meus como os dela, fizemos tudo rapidamente. Ela podia não ser a mesma pessoa de antigamente, mas sua inteligência continuava tão avançada quanto. Me questionei como ela não barrava minhas notas. E além disso, também tinha que admitir que formávamos uma ótima dupla acadêmica, um completava o raciocínio do outro, era como se trabalhássemos juntos por uma vida. Ela não soltou mais nenhum chiado ou resmungo, não havia lugar para ofensas e nem nada do tipo. O tempo passou e nem percebemos, eu mal conseguia acreditar em como o trabalho tinha ficado tão brilhante, se a professora não amasse, eu não seria mais um Espinosa.
-Ficou incrível. – ela disse orgulhosa.
-Eu concordo. – disse sorridente erguendo a mão para um high-five. Gentilmente ela bateu, tomando cuidado com o corte na mão, que até aquele momento tínhamos esquecido.
-Você realmente não vai falar o que aconteceu? – falei ficando sério. Ela me encarou, mantendo contato visual pela primeira vez em anos.
-Eu já disse, era para o trabalho...
-Não, (s/n), não era para o trabalho. Faria sentido se não fosse pelo fato de que o trabalho é pra Física e não Biologia. Então não, não venha me dizer que era para o trabalho. – interrompi-a. Ela me olhava indignada respirando fundo, jurava que ia começar a me xingar, mas então ela abaixou a cabeça e começou a encarar o chão.
-Eu tenho tido muitos problemas. – ela falou, quase sussurrando.
-Que tipo de problemas?
-Você por acaso não percebeu que a casa está vazia desde a hora que você chegou? Chegou e ficou esperando lá fora? Já escureceu e nada?
-Isso é realmente estranho. – falei me sentindo culpado por não ter notado até aquele momento. Mas qual é? Muitos pais trabalham até tarde, meus pais, por exemplo, ou então viajam. – Por quê?
-Meus pais se separam há alguns anos, quase ninguém ficou sabendo, mas não era o fim do mundo, certo? Não era pra ter sido. A droga do meu pai foi embora e só restou eu e minha mãe. – ela falava se sentando de novo, por algum motivo ela estava abrindo uma brecha no seu escudo emocional. - Ficaríamos bem, mas ela começou a se descontrolar. Eu não entendi. Ela estava bem e então não estava mais. Ela chegava tarde, com cheiro de bebida, as contas se acumulavam, ela gritava comigo por coisas que eu não tinha feito. Falava que eu fui a culpada por ele ter ido embora. – Enquanto narrava seus olhos marejavam, não tinha brilho nos olhos dela, como eu pude passar tanto tempo sem perceber que ela tinha perdido o brilho nos olhos? – Enfim, aconteceu muita coisa. No final minha avó recorreu, pagou algumas contas, levou minha mãe pra ficar com ela, e me deixou aqui, eu ficaria bem. Ela me manda mesada todo mês, sabia? – eu balancei a cabeça negativamente. – Eu já tinha escutado boatos que ex-amigas minhas tinham falado sobre mim pras mães, e elas tinham enchido a minha mãe com isso, e sabe como é, se transformou numa boa de neve. Na época eu fiquei realmente muito brava. Sabe como é: boatos?!
-Eu ouvi muitos desses boatos. Eu queria não acreditar, mas era difícil não acreditar quando eu assistia. – disse, ela se virou e me olhou nos olhos, mas logo quebrou o contato visual, algumas lágrimas haviam escorrido. Ela enterrou o rosto nas mãos e deu uma risada nervosa, continuando:
-Nada do que passei justifica as merdas que eu fiz. E foram muitas. Eu me sinto tão culpada, ainda mais hoje. – ela disse, o som do seu choro aumentava, mas ela ainda tentava se controlar.
-O que... O que houve? – falei segurando-a pelos ombros. Seu corpo se encolheu com meu toque, mas ela não recuou.
-Meu pai. Ele ligou.
-Isso é bom, não? – falei inocentemente.
-Ele me ligou pra me convidar pro seu casamento. Com a mãe de uma das pessoas que eu já considerei minha melhor amiga. Ele foi embora por causa dela. – ela falou, virando-se completamente pra mim e me olhando nos olhos. O brilho dos seus olhos não estava mais lá por que eles foram substituídos por um brilho de dor e raiva. Tantos sentimentos ruins que eu compreendi por que ela não olhava ninguém nos olhos: era tanta escuridão que ela tinha medo de que descobrissem como ela se corroía com isso.
Eu fiquei assustado, uma perturbação tomou conta de mim, mas eu não conseguia quebrar contato visual. Por algum motivo ela confiava em mim naquela hora, depois de tanto ódio, tantas rixas, e naquele instante ela confiou em mim pra tentar dividir suas dores. Eu não aguentava mais, num súbito eu cai no chão, ficando da sua altura e a abracei com toda a força que tinha. Ela não retribuiu talvez muito assustada com minha ação repentina, seu corpo foi descontraindo aos poucos e então ela me abraçou de volta, forte. Afundei meu rosto no seu cabelo. Não sei quanto tempo ficamos assim, mas nos separamos lentamente.
-Acho que você tem que ir embora, seus pais não vão ficar preocupados? – ela perguntou, esfregando suas mãos nos olhos.
-Talvez.
-Então você pode ir.
-Como assim?
-Você não precisa ficar aqui me consolando.
-Você derruba essa bomba em mim e então fala pra eu ir embora? Você espera que eu não fique aqui te consolando?
-Eu só to dizendo que você não precisa ficar com essa responsabilidade, você tem coisas mais importantes para fazer.
-Eu já fiz. – disse apontando pra mesa lotada de folhas. – Por quê? Você quer que eu vá embora?
-Só acho que você não precisa ter pena depois de nutrir tanto ódio por mim. – ela respondeu, talvez não percebendo o quanto foi dura comigo.
-Pena, (s/n)? – falei indignado.
-Sim, por que outro motivo você iria querer ficar aqui?
-Ah então é assim? – disse cuspindo cada palavra, ela me derruba uma bomba daquelas e depois vem com essas babaquices? Eu estava quase concluindo que aquela garota era bipolar. – Então me responde uma coisa: Por que você me contou tudo sabendo que eu “nutro tanto ódio de você”? – fiz aspas com os dedos usando meu tom mais sarcástico. – Por que eu? De todos que te odeiam você contou justo pra mim?
Ela ficou calada me encarando, tive uma pontada de orgulho da minha resposta enquanto aos poucos ia me tocando do quanto eu também estava sendo duro com ela.
-Vai embora. – ela sussurrou abaixando a cabeça. Percebi que seus punhos estavam fechados, ao mesmo tempo que percebi que os meus também estavam e que minha mandíbula estava travada. – VAI EMBORA! – ela gritou por fim, levantando a cabeça, seu rosto estava com mais lágrimas. Que merda, mais lágrimas, essa menina ia ficar desidratada de tanto chorar.
Eu não falei nada, mais uma vez não valia a pena. Balancei minha cabeça e peguei minha mochila, bagunçando alguns papéis.
-Tenta não esquecer o trabalho, ou de ir para a aula apresentar. – disse antes de sair da cozinha e atravessar a sala até a porta da frente.
Fechei a porta com força. Meu coração estava acelerado e minha respiração ofegante. Queria gritar o quanto eu estava com raiva. Comecei a andar batendo pé. Não foram 10 passos antes de me sentir totalmente culpado. Qual é a minha afinal? Qual é a dela? Eu chego e ela me deixa pra fora, então eu a encontro totalmente vulnerável, eu sou prestativo e então nos desiquilibramos, formamos uma dupla genial, somos amigos de anos atrás em apenas alguns minutos e então nos desiquilibramos de novo. Como podíamos ser tão voláteis juntos? Parei no lugar enquanto um turbilhão de culpa e dúvidas me invadia. Olhei para o céu que estava calmo e brilhante, era quase uma ofensa diante das explosões que eu e (s/n) acarretamos!
Me xinguei de todos os nomes, inclusive hipócrita enquanto dava meia volta até a casa dela. Antes mesmo que eu pudesse bater ou tocar a campainha, a porta abriu de uma vez e ela estava lá. Ambos levamos um susto.
-Você... Eu... – eu fiquei confuso e não tinha a menor ideia do que dizer.
-Você... Esqueceu alguma coisa? Digo seria melhor se você levasse o trabalho com você, não?! – ela parecia não saber o que estava falando também.
-Sim, claro... – tentava dizer nervoso. – Seria uma boa ideia.
-Eu concordo. – ela falou me encarando. Não aquele olhar de dor e raiva, nem o olhar de “eu quero te esfaquear e ver quanto sangue você tem”, mas sim um olhar com um “quê” de diversão. Eu engoli em seco, aquele era novo pra mim, ou antigo por que era o olhar que ela lançava para as pessoas antigamente.
Os próximos eventos aconteceram tão subitamente que nem mesmo eu sei como explicar de maneira racional, eu costumo ser muito racional, porém eu posso afirmar que aquele beijo não era nenhum pouco racional.
Eu não tinha tempo para pensar, não avaliando minhas ações, eu só sabia beijá-la, incontrolavelmente. Minha mente mandava eu me afastar, afinal que caralhas eu estava fazendo? Mas meu corpo resistia a qualquer impulso de me afastar dela, então uma onda de ar frio entrou e fez com que a porta se fechasse com um baque alto que nos acordou. Nos afastamos instantaneamente, eu me virei e então percebi que 1)- estávamos no meio da sala e 2)- não ligávamos a mínima para o fato de estar nos agarrando. Eu tinha segundos para desistir, eu devia ir para casa e voltar a ser racio... A agarrei de volta antes que terminasse de pensar.
Ela levantava minha camisa sem quebrar o beijo, eu a virei e a empurrei até alcançarmos algo duro, que no caso deu errado por que era a estante. Enfim, um milhão de coisas caiu no chão, algumas com um baque alto de que tinha quebrado. Ela começou a arranhar minhas costas, e fomos girando até chegar na parede de verdade. Eu passeava com minhas mãos pelo seu corpo, apalpava sua bunda, e sem levantar minhas mãos desabotoei e comecei a abaixar sua calça. Começamos a subir a escada enquanto nos esforçávamos para tirar o resto da calça dela. Ela me empurrava e eu erguia sua blusa, então eu cometi o erro de tropeçar e juntos caímos, ou melhor eu cai com tudo na escada e ela se amorteceu em mim. Uma onda de dor me invadiu, eu não xinguei e sim comecei a rir. Ela me acompanhou, com a mão no meu peito. Abaixei a cabeça para tentar encará-la no escuro e ela levantou sua cabeça com a mesma intenção. Ela passou cada uma de suas pernas pelo meu corpo, sentando-se no ponto H. Ela me beijou, enquanto levava as mãos para trás para desabotoar seu sutiã:
-Espera. – eu falei no meio do beijo.
-Que foi? – ela disse preocupada.
-A camisinha...
-Ainda não é hora. – ela disse, pude até imaginar seus olhos revirando.
-Não, não, elas estão na minha mochila. – disse.
-Ah então quer dizer que você não é completamente virgem. – ela falou investindo contra minha calça, mais uma vez pude imaginar seu olhar malicioso.
-Para de ser idiota. – falei rindo. A segurei pela cintura e juntos nos levantamos. Desci rápido até a sala e logo encontrei minha mochila jogada num canto no meio de muitos cacos de vidro. Procurei as camisinhas, percebendo que minhas mãos estavam trêmulas. Quando finalmente encontrei, me levantei correndo. Ela me esperava quase nua, apenas de calcinha e com uma camisa xadrez por cima, que tentava cobrir uma parte dos seus seios, mas que não dava muito resultado, pois um estava para fora e o outro só com parte do mamilo coberto. Talvez a intenção tivesse sido se tornar mais sexy. Sorri para ela e ela então devolveu o sorriso, se virando e começando a correr pela escada. Fui atrás e assim que alcançamos o topo eu a agarrei pela cintura e a imprensei contra a parede:
-Alguém queria fugir? – disse, não esperei resposta e comecei a beijar seu pescoço.
Ela ria no meu ouvido, uma risada muito gostosa. Eu passei minha mão para dentro da sua calcinha e me surpreendi em como já estava quente, ela desabotoava minha calça desajeitadamente, quase não nos aguentávamos mais. Eu a acariciava alternando a força nos pontos corretos, ela se contraia e estava cada vez mais tremula:
-Essa é uma ótima hora para a camisinha. – ela falou gemendo.
Minhas calças ainda estavam no meu joelho junto com minha cueca, nem tinha percebido que ela tinha abaixado as duas juntas. A camisinha estava na mão que não estava dentro da sua calcinha, a rasguei e coloquei-a rápido, enquanto ela tirava a calcinha. Eu a levantei na parede, e ela passou suas pernas pela minha cintura, no mesmo instante a penetrei, nos beijávamos tentando conter o auge, eu comecei lentamente e ela levantou a cabeça gemendo:
-Mais rápido, por tudo que é sagrado, mais rápido. – ela implorava. Eu beijava e chupava seu pescoço, minha mão esquerda estava a mantendo na parede enquanto a direita apalpava com força seu seio. Eu ri malignamente no seu ouvido e comecei a ir mais rápido. Ela voltou a me beijar enquanto arranhava minhas costas. Eu me mantinha no esforço de ir cada vez mais rápido, não me cansava fácil, parava de repente e a fazia implorar por mais, tirava e recolocava enquanto ela enterrava sua cabeça no meu ombro. Ela mordeu e o beijou. Eu a penetrei com força e me movimentava rápido, a elevei um pouco mais e comecei a mordiscar seu seio, deixei com ela a missão de se apoiar sozinha enquanto uma mão ia para o outro e minha boca atacava o outro.
Podíamos ficar assim até não aguentar, íamos e vínhamos no auge, devagar e constante, rápido e com força, o que importava eram seus gemidos no meu ouvido, os arranhões e chupões que eu não ligava a mínima se doeria mais tarde ou não, os corações sincronizados, ambas as respirações ofegantes. Em meio a um grito compartilhado chegamos ao clímax. Eu sai de dentro dela e tentava me acalmar. Ela deslizou até encostar os pés no chão. Eu me apoiava na parede com as duas mãos e ela apoiava sua cabeça no meu peito.
-Que merda nós fizemos? – perguntei ofegante.
-A melhor merda que poderíamos fazer juntos. – ela disse rindo, também ofegante.
Eu ri com ela. Parecia tão simples, que eu nem me toquei dos possíveis pensamentos que me passariam assim que tudo se normalizasse. Céus eu não conseguia raciocinar nada, só conseguia lembrar da perfeita f***. Ela passou por baixo dos meus braços e começou a se vestir.
Completamente vestidos ela me encarava enquanto eu terminava de calçar meu tênis.
-O que foi? – perguntei.
-O que fizemos? – ela falou
-A melhor merda... – eu comecei a repetir suas palavras enquanto ria, quando ela me interrompeu.
-Como não pensamos nas consequências? – ela falou me olhando assustada.
-Você tem alguma doença sexualmente transmissível ou...? – falei confuso.
-Não, Matthew. Eu não acredito que fizemos isso. – ela respondeu passando as mãos pelos cabelos.
-Eu poderia continuar. – falei, fazendo menção de tirar a camisa.
-Não, Não. Meu Deus. Como... – ela falava quando se interrompeu tampando a boca com as duas mãos.
-Calma, (s/n). Eu queria e você também, por que você... – falei tentando afastar uma mecha de cabelo do seu rosto e ela recuou.
-Agora mais do que nunca você me acha uma completa piranha. – ela disse chocada.
-Não, nunca, não (s/n) como você pode... - tentei falar assustado, mas ela me interrompeu.
-Vai embora. – ela disse pegando minha mochila e jogando-a em mim. – Agora.
-Não, eu não vou. A gente tava bem e agora não mais? Eu não te acho piranha, pelo contrario se você quisesse andar de mãos dadas comigo eu nunca recusaria. – tentei falar, mas ela começou a me empurrar. – (s/n) calma.
-NÃO MATT. VAI EMBORA! – ela gritou comigo me assustando. – Por favor.
Ela abriu a porta e esperou que eu passasse. Eu estava mais confuso do que nunca. Eu tinha feito algo de errado?
-(s/n) eu não entendo... Não... Não precisa ser assim. – eu que reclamei tanto das lágrimas estava quase soltando um monte delas. Eu não sabia como agir, tinha tanto a dizer, mas resolvi abaixar a cabeça e sair pela porta. Quando decidi falar algo, me virei e ela já tinha fechado a porta, trancando-a. Eu estava literalmente sem rumo. Não sabia que horas eram, minha mãe devia estar uma onça, e estava mais confuso que nunca.
Quando cheguei em casa já estava na hora de levantar e ir para a escola. Minha mãe não estava me esperando quando cheguei, mas tinha certeza que iria ouvir. Tomei uma ducha e tomei alguns remédios para enxaqueca.
Me encarei no espelho e eu estava péssimo, com cara de ressaca de cinco noites seguidas, nem parecia que eu tinha tido uma noite quase perfeita. Doía de pensar, mandei milhares de mensagens para (s/n), mas ela não me respondia. Tentei afastar tais pensamentos da cabeça e sair de fininho. Quase chegava a porta quando ouvi minha mãe gritando meu nome. Não tinha mais tempo, eu ia escutar muito e tinha apenas alguns minutos para dar uma desculpa plausível.
Francamente? Não me lembrava de metade do sermão dela quando cheguei 20 minutos atrasado na escola. Me arrastava atravessando o campo, quando senti algo na minha mão. Recuei assustado quando percebi que era uma mão segurando a minha.
-Mas o que...? (s/n) – perguntei assustado, mas com uma pontinha de esperança.
-Te devo desculpas. – ela disse olhando para nossas mãos entrelaçadas, que eu não afastei, e para meus olhos. – Eu fui... Fui... Desculpa. Me senti terrível, mas eu tinha medo.
-Eu tenho muitos nomes para descrever o que você foi. – comecei a dizer.
-Mas não vai, pra não estragar o momento. – ela revidou.
-Talvez.
-Obrigada.
-Eu posso deixar para mais tarde.
-Que droga. – ela disse seria. Quase pensei que ia me xingar, mas simplesmente soltou um sorriso.
-Do que você teve medo?
-De você me jogar de lado quando o dia amanhecesse.
-É irônico você pensar assim. Achei que ia fazer o mesmo comigo hoje. Tem certeza que não vai me chutar assim que alguém aparecer e nos ver assim?
-Tenho seu idiota. E a ideia de andar de mãos dadas foi sua. – ela disse revirando os olhos enquanto entravamos na escola.
-Eu to reclamando? – falei puxando-a para mim e a beijando calmamente, era bom um incentivo pra tentar entrar numa aula com um professor irritado com o atraso.
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To aceitando o amém de finalmente eu ter voltado com esse hotzinho do Matt sz Eu to aceitando pedidos por todos os lados negada, se seu pedido ainda não saiu espere mais um pouquinho por que é demorado, mas não impossível. Tia Maris não abandona vocês assim. Obrigada a todas que leem isso aqui e de alguma forma tentam se socializar elogiando e etc vocês não imaginam o quanto eu sou grata e só fico incentivada a continuar. Eu só escrevo, mas quem move isso aqui de verdade são vocês que leem e esperam minha criatividade (e boa vontade). Obrigadan amo vcs <3 por favor não esqueçam do like, é muito importante essa parte.
ps.: podem continuar mandando pedido to aqui é pra isso.
Marix













