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HAPPY 10TH YEAR ANNIVERSARY ONE DIRECTION!
#10yearsof1D
CELEBRATING 10 YEARS OF ONE DIRECTION Formed: July 23rd, 2010
I’ve got a young heart And it’s wild and free
[ more ]
Que a Luz do senhor ilumine vocês. Desejo de coração um feliz Natal para cada uma e peço que não se esqueçam do verdadeiro significado dessa Data💙 Com amor, Maia.
1s - Back to you. Part 1
Hoje acordei e decidi que simplesmente cansei de procurar migalhas de amor no chão, cansei de ficar com o resto que está ferido, cansei de ser aquela que conserta as pessoas mas nunca é consertada. O amor não está aqui para ser implorado, mendigado é algo que acontece de uma forma natural , é olhar alguém e ela te olhar de volta, é beijar e ser beijado na mesma intensidade. Estou falando de admirar e ser admirado afinal eu já nem sei se deixei alguém em estado de êxtase, se fiz alguém sorrir com um simples torpedo, cansei de tentar despertar desejo em quem só tem tesão a me oferecer.
-Então você decidiu que não vai mais ficar com o Louis?
Minha amiga toca no assunto novamente enquanto caminhamos até a feira.
- É, foi o que eu disse!
- Ele gosta de você S/n, como pode pensar em fazer isso?
- É ai que você se engana -digo e pego um cigarro- com ele é só sexo.
- Só sexo? -pergunta ironicamente-
Rolo os olhos e ela sorri satisfeita.
- Só sexo sem sentimentos algum -digo e trago o cigarro.
- Está na cara que não é só sexo, ele segura sua mão S/n, te apresenta para os amigos do time. -ela diz em defesa do Tomlinson e eu observo atentamente antes de dizer.
- O Louis está quebrado, Angela, e não vai ser eu quem vou concertá-lo.
[...]
Jogo o cigarro na grama e amasso antes de soltar fumaça pela boca. Puxo minha saia para baixo e começo a atravessar o gramado indo até a festa.
Empurro algumas pessoas e vou até a sala onde vejo uma cena tanto quanto inusitada, Louis com uma morena no colo, para minha surpresa senti uma raiva absurda e depois da raiva uma tristeza que parecia não ter fim. Angela estava certa, não era nem nunca foi só sexo.
Sinto meu olho arder como o inferno e então caminho lentamente até eles, Louis me olha e sorri torto mas segundos depois vê as lágrimas em meu rosto e então empurra ela do seu colo.
- Seu filho da puta -digo e atiro o copo dele de bebida em seu rosto-
- Você está louca -a puta diz.
- Espero que você queime no inferno com a rola dele dentro de você!
Atiro o copo no chão e saio dando passos pesados até a porta, o ar gelado bate em meu rosto empurrando as lágrimas para minhas bochechas, continuo caminhando rapidamente pela rua escura enquanto procuro um ponto de ônibus.
- ACHEI QUE EU FOSSE SÓ SEXO PARA VOCÊ! -escuto a voz do Louis atrás de mim.
- E é isso mesmo que você é -minto- jamais passará de uma transa para mim.
Digo com raiva e e vejo a surpresa em seu olhar, o mesmo abre a boca para falar alguma coisa mas a fecha e nenhum som sai.
- Você que é uma filha da puta, como pode ser tão cruel? -ele pergunta entredentes.
- Eu sou cruel? -pergunto ironicamente- você me fez prometer que não ficaria com ninguém.
- Porque eu também não estava ficando, e o que você faz? sai espalhando para todos que eu estou quebrado, que sou só sexo, é isso mesmo que pensa de mim?
Louis pergunta e agora já não vejo mais ódio em seu olhar, toda a raiva foi substituída por tristeza.
- Nunca colocou fé na gente não é mesmo? -ele pergunta e eu não consigo dizer nada.
Tomlinson passa as mãos pelos cabelos e então balança a cabeça de forma afirmativa.
- Eu gosto de você -sussurro- mais do que pensa, tu jamais vai gostar assim de alguém!
- Espero nunca gostar assim de alguém, se gostar significa machucar, espero nunca gostar.
- Eu te amo, Louis -digo rapidamente e ele me olha assustado- mas você me fode, me põe pra baixo e está começando a me viciar em drama e não é isso que eu quero pra nós!
- Você me conhece mais do que ninguém -ele diz e se aproxima
- Você diz que eu te conheço mas ultimamente eu nem me conheço mais..
- Quero ficar contigo mas estou ficando cansado dos seus jogos, S/n!
- Isso tudo é insegurança, não consigo acreditar que alguém mudou por mim.
Digo e me sento no banco com as mãos na cabeça.
- Ultimamente meus amigos tem me dado conselhos ''siga em frente'' eles dizem, ''esqueça ela'' mas nenhum sabe o que a gente já passou, ninguém nunca vai saber.
Louis diz e tira a mão do meu rosto.
- Não mereço alguém como você. -digo inconformada-
- Para de arrumar desculpas para cortar nosso amor, eu estou aqui querida e sou seu! E apesar de tudo sempre voltamos um para o outro - ele diz.
-Talvez não dessa vez -digo e me levanto.
1s Harry Styles♡
Pensei em inúmeras surpresas para deixa-la feliz. S/n sem dúvidas é uma pessoa especial, ela é aquele tipo de pessoa que quando ri coloca a mão na barriga, quando tropeça dá uma corridinha rindo de si mesmo, aquele tipo raro de pessoa que pede 'licença' para passar e 'desculpa' se esbarrar na pessoa mesmo que de uma forma leve. Ela chora assistindo filmes (e até séries), lê seu livro favorito no elevador, faz amizades enquanto espera condução, elogia estranhos, ela é aquele tipo que diz que você é especial e te faz sentir assim. E eu gosto de gente assim, que não tem medo de mostrar que é feliz , gente que gosta da gente!
- Já pensou no que vai fazer para ela?
- Ainda não! alguma sugestão? -ele se levanta do sofá e caminha até a geladeira onde pega um imã, eu sabia o que era aquilo e estava fora de cogitação.
- Sua mãe é uma ótima produtora de eventos, devia conversar com ela.
- Nem tente pai, eu realmente não preciso dela! -digo um pouco irritado e me levanto.
Tem exatos quatro meses que minha mãe saiu de casa, Gemma considerou aquilo como separação já eu como fuga. Ela não sentou e conversou com nós, agiu como se fôssemos crianças, em uma sexta a noite fui até o quarto deles e encontrei meu pai chorando, apesar de saber que a relação dos dois estava ruim não pensei que ela iria embora no meio da noite com seu 'amigo' Robin sem dar explicação alguma para nós.
- Vamos jantar com seu avó hoje, não se atrase. -meu pai diz antes de subir as escadas.
Queria ser como Gem e não sentir ódio da minha mãe, mas quando vejo meu pai como ele esta agora, com os olhos marejados e o olhar baixo não consigo. Será que ela pelo menos chorou durante uma noite? Porque nós choramos durante semanas e meu pai ainda tem esperanças que ela voltará.
[....]
- Você está distante -
S/n diz enquanto acaricia meu cabelo. Me viro um pouco no sofá e vejo seus olhos castanhos me olhando como se tentasse ler minha mente.
- Tava pensando na minha mãe -digo e fecho os olhos- já fazem quatro meses e meu pai ainda tem esperança que ela volte!
- E se ela voltar?
- Ela não vai voltar!
- Como pode ter certeza?
- Ela tem outro S/n.
- Meu pai teve outra mulher depois da separação, sabe o que aconteceu quando se passou um ano? ele começou a procurar as qualidades da minha mãe e até os defeitos nela e não encontrou, o arrependimento bateu e ele voltou. Minha mãe perdoou pois assim como ele havia à traído um pouco antes de eu nascer ela havia feito o mesmo, quando os dois voltaram ela prometeu à ele que o esperaria caso algo acontecesse pois ele a esperou!
- Isso é patético S/n -digo sem pensar e vejo a surpresa em seus olhos.
- Não Harry, não é! Isso é o amor, quem ama também erra e saber perdoar os erros de uma pessoa é a forma mais limpa de amar.
- Desculpa eu não quis ser grosseiro -peço segurando o roso dela em minhas mãos e ela dá um sorriso fraco.
Me sinto um idiota por ter magoado S/n e agora depois de alguns minutos em silêncio consigo refletir melhor sobre a história do seus pais. Eu já magoei ela uma vez e mesmo assim ela acreditou no nosso relacionamento, quando houve a separação eu fiz coisas que não me orgulho e me arrependo muito disso.
- Não quero brigar com você, Sweetheart-beijo seu pescoço e ela solta uma risada abafada
- Eu também não, babe, você sente empatia por todos menos por sua mãe!
- Eu a amo, se é isso que você quer ouvir -minha voz sai falha e eu sinto meu olhos arder.
- Não tenho dúvidas quanto a isso, babe! Você a ama e é por isso que está com raiva, porque queria ela por perto, mas o fato dela não morar no mesmo teto de vocês dois não a torna menos mãe!
Minha namorada limpa minhas lágrimas e me abraça de um jeito carinhoso enquanto me derramo na curva do seu pescoço. Depois de alguns minutos chorando finalmente consigo parar, agradeço S/n por estar comigo e ela diz inúmeras vezes que me ama.
[...]
Algumas semanas se passaram e eu finalmente liguei para minha mãe, no começo foi estranho nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer mas depois disso a conversa fluiu e no fim ainda rolou um pedido de desculpa, disse que amava ela e que se ela estivesse feliz eu também estava. Mesmo sem ver sabia que minha mãe estava sorrindo pelo tom da sua voz!
Ela ficou radiante quando pedi ajuda para planejar a festa surpresa de S/n e até ofereceu sua casa nova como salão.
[...]
Depois que voltei a falar com minha mãe as semanas passaram voando e logo estávamos na semana da grande surpresa. Não contei para S/n que voltei a falar com minha mãe e ela continua assistindo para que eu ligue afirmando que se eu não fizer isso vou me arrepender, e eu de fato me arrependeria se não tivesse voltado a atrás e deixado meu orgulho para trás.
''Hey Sweetheart, o que acha de sair um pouco de casa? quero que veja uma coisa! Zayn vai passar ai em alguns minutos, não se atrase xx H''
- Deixa eu arrumar essa camisa, vem cá -minha mãe diz e eu dou um sorriso envergonhado.
- Você está linda mãe!
- Obrigado, você também meu garotinho -ela diz de forma carinhosa e beija meu rosto.
- E se ela não quiser vir?
- Ela vai vir, relaxa ai cachinhos de ouro -Zayn diz com a boca cheia de cachorro quente.
- Se não conseguir tirar ela de casa nem precisa voltar -a namorada do Zayn diz e todos nós rimos, menos ele é claro.
- Se você estão tentando me pressionar estão conseguindo -ele diz e toma um gole do meu copo de refrigerante.
A decoração está realmente bonita, tem balões de gás por todo o teto e na mesa um bolo cheio de docinhos, no centro da sala algumas fotos dela com nossos amigos e no meio nossa primeira foto há três anos atrás.
Os convidamos não paravam de chegar quando escutei o barulho da caminhonete do Zayn, fechei as cortinas depressa e larguei meu copo de vodca, eu estava nervoso e ansioso para que ela visse todas aquelas pessoas reunidas para comemorar seus dezoito anos.
A porta da sala se abriu e então Zayn entrou.
- Vem garota, não tem nenhum monstro aqui não! -ele diz de forma engraçada.
- Se você tentar me matar eu taco spray de pimen..
SURPRESA, gritamos todos juntos formando um som unissomo!
Os olhos da minha garota brilharam de emoção assim que ela viu todos ali, sua melhor amiga Jenni correu para abraça-la e logo os outros também fizeram o mesmo. Caminhei até minha mãe e dei a mão para ela e então fomos até S/n, quando nos viu juntos a mesma não conteve as lágrimas e nos abraçou. Minha mãe agradeceu a ela por tudo e nos deixou sozinhos!
- E então gostou? -pergunto com o rosto bem próximo do dela.
- Você não existe, Harry Styles!
- Existo sim e sou todo seu -digo e mordo seu lábio inferior fazendo ela sorrir.
- Eu te amo tanto, meu menino -ela diz após pausar o beijo e sorri com os olhos.
Afasto nossos rostos e pego um pequeno papel do bolso, é uma pequena poesia que escrevi para ela, ontem a noite enquanto a observava dormir.
- Eu percebi que te amava quando me dei conta de que todos os meus planos pra vida incluíam você, quando te esquecia por minutos e te lembrava pelo resto do dia. Percebi que te amava quando vi que eu poderia caber em qualquer lugar, mas preferia caber dentro de você. Eu percebi que te amava quando eu imaginei meus filhos com o teu sorriso! Eu te amo meu amor, você merece o mundo e isso é apenas uma pequena fração dele.
- Harry, isso é tão lindo -diz sorrindo entre as lágrimas- a partir de hoje é minha poesia sem dúvidas é minha poesia preferida!
- Preferida para sempre? -pergunto de forma divertida.
- Sempre e para sempre! -ela cita a frase da nossa série favorita e eu a beijo com a maior certeza do mundo em meu peito, eu a amo!
1s Zayn Malik, pt1
- Você não pode ficar aqui S/n -ele diz passando a mão nos cabelos- você não tem noção do quão grande isso pode se tornar se acharem uma digital sua lá, ai sim eu não vou poder fazer nada!
- Eu não quero te perder.. -minha voz sai como um sussurro-
- E não vai, eu vou te tirar dessa Sunshine -diz e beija meu nariz.
Zayn beija meus lábios de forma delicada e mesmo estando com meu rosto pressionado ao seu, sinto uma lágrima caindo e se juntando a nós dois.
- Você acha que eu sou uma assassina?
- S/n..
- Responde, Zayn -imploro.
- Foi legitima defesa -ele diz e me abraça- eu teria feito o mesmo.
- E quando a família dele souber, ele pode ter uma filha como eu..
- Ninguém merece ter um pai estuprador, se ele está queimando no inferno agora é porque é digno disto, você só fez o que alguém acabaria fazendo.
- Não ta com medo de mim? -pergunto olhando em seus olhos.
- Jamais sentirei medo de você. Eu te amo, Sunshine, para sempre!
- Desculpa te meter nisso, eu só -gaguejei- não consegui pensar em mais ninguém..
- E nem deveria ter pensando em outro alguém, eu não sou só seu namorado, sou teu amigo e vou te defender mas tem que prometer que vai fazer o que eu pedir -diz segurando meu rosto- você promete?
- Prometo, Zayn, desculpa mais uma vez. Amo você Z, para sempre!
[...]
A noite estava incrivelmente normal, nada diria que acabaria como acabou. Estava tirando a mesa do último cliente quando vi um homem parado ao lado de fora da loja, o mesmo tirou o cigarro da boca e jogou no chão amassando.
Ao invés de tirar o uniforme como sempre apenas coloquei o sobretudo e peguei minha bolsa, caminhei até a porta desligando as luzes e logo cheguei na porta. Tive a sensação de estar sendo observada mas ignorei, guardei a chave do restaurante e comecei a caminhar até o carro, o barulho do meu salto no pisão molhado começou a fazer barulho e então eu não percebi que estava sendo seguida.
- Você sabe onde fica a rua..
Me virei para trás e vi o mesmo homem que estava me observando na loja, seus olhos eram escuros como a noite e ele estava com uma sacola na mão.
- Você não ouviu minha pergunta?
Olhei para os lados e para meu azar a rua estava vazia, engoli seco o meu medo e antes mesmo que ele pudesse falar qualquer outra coisa eu corri. Corri o mais rápido que eu pude mas não foi o suficiente, logo senti a forte pancada na cabeça e cai. O homem me puxou pelos cabelos e começou a me arrastar para o mato, eu gritei mas parecia que tudo o que fazia não era o suficiente.
- Serei seu último homem, e aquele que mais vai te machucar.
Sua voz era ríspida e me causava nojo, o mesmo tirou o cinto e então abaixou as calças, já sem forças para gritar resolvi me entregar a morte. Ele rasgou minhas roupas e quando estava subindo para cima, vi algo em sua cintura, um revolver. O velho imundo distribuía beijos molhados pelos meus seios e eu chorava, em um momento de total descuido dele o mesmo olhou para o lado dando espaço para eu agir. Enfiei as unhas em seus olhos e o mesmo caiu para o lado urrando, me arrastei até a arma e engatei.
- Não vai me mat..
Pá. E o barulho da salvação da uma menina ecoou preenchendo a mata.
[...]
Zayn estacionou no em frente ao Hotel Midland e então nós descemos, eu estava suada e visivelmente assustada. Ele passou as mãos pela minha franja a descolando do rosto por conta do suor, e puxou o zíper do seu moletom cobrindo os roxos na minha clavícula. Abaixei o rosto e apertei os olhos ao lembrar da cena do homem em cima de mim, o maldito cheiro dele ainda estava no meu rosto e eu me sentia amaldiçoada.
- Um quarto, por favor.
- Seu nome senhor?
- Zayn Javadd.
- Preferencia para andar?
- Se não houver problemas o mais alto.
- Ótimo. -a moça disse sorrindo e entregando a chave.
Assim que senti a água em meu corpo as feridas arderam e eu me segurei para não chorar, eu estava com medo e indignada por não sentir pena pela morde do homem que abusou de mim. Todos nós já fizemos coisas que não são motivo de orgulho. Eu entendo isso. Eu sei que ninguém é perfeito. Mas como é que você vive com isso? Como você se levanta todas as manhãs e enfrenta o mundo, sabendo que você poderia ter feito melhor? Que você deveria ter feito melhor? Estar arrependido é o suficiente? Um pedido de desculpas pode realmente curar nossas feridas? Aliviar a nossa dor? Ele pode desfazer o dano que causei?
- Sunshine, por favor não chora.
Ele pedia com a voz suave enquanto passava de forma delicada a esponja pelo meu corpo, eu via a dor em seus olhos enquanto me banhava e até vi as lágrimas de pena em seu rosto mas preferi não comentar para não o deixar desconfortável.
- Se quiser eu posso fazer isso -digo e ele sorri.
- Ta doendo? -pergunta enquanto toca com delicadeza meu seio.
- Não -respondo e uma mecha cai nos meus olhos.
- Vai ficar tudo bem eu prometo.
- Acredito em você!
[...]
Por mais que não pudéssemos contar para ninguém do fato, precisávamos de ajuda com o corpo já que ele estava na caminhonete do Zayn. Tinha que ser feito tudo ainda agora na madrugada ou então eu estaria ferrada.
Meu celular tocou tirando minha atenção da televisão e eu corri para atender.
- Temos um problema -Zayn diz ofegante.
- O que? -pergunto tremula.
- O corpo sumiu.
- Acha que ele está vivo? -pergunto com os olhos fechados.
- Sim! Não sai do Hotel, não atenda telefonemas, não fale com ninguém.
- Zayn..
- Só abra a porta para mim! - Espera..
- Sunshine, eu a amo.
- Onde você vai?
- Vou acabar com aquele que quase a tirou de mim!
Sempre que achamos que conhecemos o futuro, mesmo por um segundo… ele muda. Às vezes o futuro muda rapidamente e completamente. E ficamos com a escolha do que fazer a seguir. Podemos escolher ficar com medo dele. Ficar parado, tremendo, sem se mover. Pensando que o pior vai acontecer.
Ou vamos em frente… Para o desconhecido
continua?
Capítulo 11
<< Capítulo 10 / Capítulo 12 (Em breve) >>
“Saí da sua casa e estava andando até o carro do Smith quando notei que ele não estava dentro. Estava preparada para voltar até a casa de Santiago quando vários homens de capuz saíram tanto do carro de Smith quanto de outros carros que estavam estacionados. Todos estavam armados. E Smith estava algemado e amordaçado sendo segurado por dois dos vários homens.
- Pensou que eu ia deixar isso barato, senhora Malik? – ao ouvir essa frase eu só pensava em uma coisa: eu estava completamente fodida e com um pé dentro do caixão.”
- x -
Virei-me lentamente para encarar quem tinha acabado de falar e a confusão não poderia ter sido maior. Quem era ele? Não tive tempo de correr, até porque minhas pernas estavam fincadas no chão. Eu estava muito assustada. Smith tentava a todo custo se soltar das grandes mãos dos homens, mas era em vão. Fui segurava por um homem que surgiu do nada atrás de mim, tente me soltar também em vão.
- O seu marido vai ter uma grande surpresa hoje. – riu diabolicamente.
- Quem é você?
- Uh! – pareceu surpreso. – Não me conhece? Como assim, senhora Malik?
- Não, não faço ideia de quem você seja. E se você tem algum problema com o Zayn eu sugiro que vá resolver com o próprio porque não estou mais com ele. – o desgraçado riu.
- Eu sabia disso. E confesso que eu fico muito triste por vocês dois porque eu sei que aquele filho da puta ama você. – debochou. – Mas sabe... – aproximou-se e segurou forte em meu queixo. – É justamente por isso que tudo o que eu planejei vai ficar melhor ainda. Eu não faria alguma coisa com você se isso não surtisse algum efeito, não é mesmo?
- Desgraçado.
- Adoro mulheres bravas. – deu duas tapas fracas em minha bochecha direita. – Os coloquem no carro. – aproximou-se do meu ouvido. – Tem uma surpresinha pra você lá dentro.
- Solte o Smith! – gritei quando ele se distanciou. – Ele não tem ligação nenhuma com o Zayn.
- O franguinho aí veio de brinde. Mas ele vai servir de alguma coisa. – tirou a mordaça de Smith que assim que teve sua boca livre tratou de cuspir no homem. – Talvez você sirva pra ter a orelha retirada e mostrar ao Zayn que eu não estou brincando. – puxou o cabelo de Smith e chutou suas partes íntimas.
- Você não...
- Você não está no direito de exigir nada, (s/n)! – gritou. – Entre logo nessa porra antes que eu cale você do jeito mais doloroso possível.
Fui arrastada pra dentro do carro enquanto ouvia os protestos de Smith. Eu tentava pensar que tudo ficaria bem, mas estava um pouco difícil. Talvez ele não mandasse ninguém me matar porque se conhece o Zayn tão bem como parece ele sabe que meu marido acabaria com todos da sua família e sua descendência.
- Mamãe? – uma voz chorosa ecoou desesperada. Gelei ao ouvir.
- Joe? – gritei fazendo força pra soltar-me do sósia do Jason Momoa e poder acalmar meu filho que estava encolhido no canto do carro.
- Solta ela. - o desgraçado disse e eu rapidamente fiquei livre das grandes mãos. Abracei Joe com todas as minhas forças.
- O que está acontecendo, mãe?
- Vai ficar tudo bem. – disse com a voz trêmula enquanto acariciava os seus cabelos. Smith foi colocado atrás da gente. Ele parecia sonolento, com certeza foi dopado. – Estamos juntos, eu não vou deixar que nada aconteça com você, meu amor.
- Eu te disse que ia trazer sua mamãe, Joe. – ele riu debochado. – Vamos para casa. – olhou para nós dois e sorriu. – Minha linda família feliz. Uma pena eu não ter conseguido pegar o pequeninho.
- Filho da puta! – tentei pular para o banco da frente, mas fui impedido pelo seu capanga.
- Não faça mais isso, (s/n)! – repreendeu-me em tom de brincadeira. – Você não quer se machucar, não é? – levantou uma faca. Joe se encolheu em meus braços quando me sentei novamente. – Muito bem, minha linda.
- Meu pai vai pegar você. – Joe disse raivoso. Olhei-o assustada. – Você não vai fazer nada com a mamãe. Eu não vou deixar. – o homem riu.
- Vejo que Zayn educou bem essa criança. Pelo menos isso. – olhou o celular. – Oh! Falando nele... – apertou alguma coisa no celular que fez a voz esganiçada de Zayn ecoar pelo local.
“Se você fizer alguma coisa com a minha mulher e o meu filho eu vou acabar com você, com a sua família e com todos os Kavanagh que surgirem nesse mundo!”
- Devia ter pensando antes, Malik. – dizia olhando pra mim pelo retrovisor. – Aprenda que não se deve olhar ou mexer com a mulher dos outros. Estou só retribuindo a gentileza.
Agora tudo fazia sentido. Eu sabia que a Zoe ou Audrey era casada. Então esse é o marido dela. Ela era casada com um dos maiores empresários do ramo imobiliário. Ele queria vingança pela morte da esposa. E ele disse que vai retribuir a gentileza...
- Sabe quem eu sou agora, senhora Malilk? – perguntou. Seu olhar transmitia toda a raiva.
- E-eu... Eu não tenho nada a ver com o Zayn faz.
- Eu sei, minha querida. – o carro parou. – Mas tem que sobrar pra alguém, não é? – Joe me abraçou apertado pela cintura.
- Vai ficar tudo bem. – sussurrei pra ele enquanto beijava sua testa.
- Retirem esse encosto daí e o deixem no porão. (s/n) e Joe vão ficar no quarto de hospedes. – deu as ordens e olhou pra mim. – Coloque a roupa que está em cima da cama. Tem um quarto dentro do quarto de hospedes e você pode usar pra deixar o Joe.
- Qual é o seu plano?
- Se eu contar não tem graça, docinho. – tocou em meu queixo, mas eu me desvencilhei. – Levem eles.
[...]
Eu me olhava naquele espelho e não me via ali. Aquilo era tão surreal, eu nunca imaginei que aconteceria. Claro que eu corria o risco de servir de isca para o Zayn ou de morrer pra vingar alguma coisa que ele fez como está acontecendo agora, mas só pelo fato de ser tão protegida por ele eu nunca pensei que viesse ocorrer de verdade. Sempre achei que estava num castelo e os demais eram os plebeus que não tinham forças contra os reis do lugar. E agora eu estou aqui envolta por um vestido branco com um decote humilhante, saltos altos, batom vermelho sangue... Estava tudo tão pesado que chegava a ser vulgar.
- Mamãe... – Joe chamou receoso. – Nós vamos morrer?
- Não! – disse imediatamente e fui até ele. – Seu pai e eu não vamos deixar.
- Mas ele vai fazer alguma coisa pra você?
- Não, não vai.
- E por que você vai vestida assim falar com ele? – fez careta.
- Porque eu tenho que agradar o psicopata, não tenho? – perguntei fazendo menção aos filmes que Joe assistia. Ele riu.
- Tem. – remexeu seu bolso. – Toma isso. – entregou-me uma faquinha.
- Joe! Aonde você pegou isso?
- Eu sempre ando com isso, mãe.
- E por quê?
- Porque primeiro que eu sou um escoteiro. Segundo porque o papai pediu. – deu de ombros. – Agora está servindo, não está? – fechei os olhos e respirei fundo. Pior que está.
- Você tem que se proteger. Fique com ela.
- Eu tenho outra aqui.
- Meu Deus do céu, Joe. O que mais você tem nos bolsos? – falei baixo fazendo-o rir.
- Só isso, infelizmente.
- Você é um anjinho, filho. – beijei sua testa. – Volto já. – quando eu ia levantar ele segurou minha mão.
- Se ele tentar alguma coisa você acerta ele, mamãe.
- Não se preocupe.
Desci a escada nervosa tentando não errar um degrau e cair dali. Eu estava muito mal, podia desmaiar de nervosismo a qualquer momento. Os seguranças me seguiam a cada passo dado.
- Acho que você precisa saber meu nome. – ele estava de costas.
- Milton Kavanagh. – ele riu satisfeito.
- Eu não sou um homem ruim, (s/a).
- Não? – ri debochada e nervosa sentando-me de frente para a cadeira que ele estava. Milton virou-se.
- Não. Seu marido que causou tudo isso. – deu de ombros. – Acho que você percebeu o bosta que ele é e por isso pediu o divórcio.
- Também. Pedi o divórcio porque ele me traiu com sua esposa.
- Ele não precisava ter matado ela.
- Eu sei. – concordei. Era verdade. Eu até tinha desejado a morte dela, mas isso não é saída para ninguém. – Sinto muito.
- Sabe (s/n)... Você não é ruim. – ele levantou-se e me deu vinho. Fiquei receosa em tomar, mas não tinha outro jeito. – A principio eu estava pensando em te matar. – suspirou. – Mas eu pesquisei sobre você, meus detetives te seguiram, eu acompanhei sua vida por um tempo e mudei de ideia. Eu não vou fazer nada com você e nem com seus filhos.
- E o...
- O Smith também não. Sei que ele é seu amigo. Você é tão vítima quanto eu nessa história. Zoe não era santa, me traiu muito, me roubou muito, mas eu a amava. – sentou-se com seu copo de whisky em mãos. – Meu problema é com o Zayn.
- E porque você fez isso? Meu filho está apavorado.
- Desculpe. Minha intenção é apenas assustá-lo.
- Como posso confiar em você?
- Não precisa confiar em mim. Só... Fique tranquila. Se eu quisesse já tinha feito alguma coisa com você. Ou não? – inclinou a cabeça e riu.
- Sim.
- Pois é.
- E por que dessas roupas?
- Você vai tirar umas fotos comigo.
- Que fotos?
- Escuta (s/n), é apenas isso que eu irei te pedir. – falou mais sério. – Quero umas fotos demonstrando intimidade para que o Zayn veja. Eu quero uma noite de tortura para o seu ex-marido. – engoli em seco. Tomei mais vinho. Pensei que ele fosse pedir um outro tipo de noite. Não estava disposta.
- T-tudo bem. – concordei com as mãos trêmulas.
- Soube que está em um novo negócio. – cortou o assunto.
- Antes de qualquer coisa... E o Smith?
- Ele está no porão, mas acredite, meu porão é mais confortável que muita casa por aí. – apontou com a cabeça para o lado e eu pude ver numa televisão o monitoramento dos cômodos da casa. Smith estava deitado vendo TV com as mãos amarradas e na companhia de dois seguranças. – Não precisava da faquinha, mas achei muito legal aquela cena. – riu. – Seu filho será um grande homem, só espero que não faça as merdas que o seu marido faz.
Conversamos sobre muitas coisas. Por um momento eu esqueci que aquilo era um sequestro e que minha mãe, Bryan e Zayn deveriam estar loucos por isso. Tiramos as fotos e aquilo foi super constrangedor. O teor delas eram eu e ele nos olhando na mesa de jantar, eu sorrindo pra ele e ele erguendo a taça pra mim. As fotos foram enviadas e logo uma mensagem raivosa de Zayn chegou dizendo que iria caçá-lo no inferno.
Joe me esperava ansioso no fim da noite. Perguntou tudo e eu o tranquilizei dizendo que amanhã voltaríamos pra casa. Milton sabia que eu estava grávida e aquilo deixou o homem sensibilizado. Ele parecia um demônio no primeiro momento, mas ao conhecê-lo vi que ele era uma vítima da Zoe e que estava fazendo tudo errado. Mas se ele não iria machucar meus filhos, o Smith e eu, estava tudo certo.
[...]
- Sem ressentimentos? – Milton perguntou enquanto íamos para o lugar combinado com Zayn.
- Sem ressentimentos. – sorri sem mostrar os dentes. Era tudo muito estranho e com certeza aquilo traumatizaria o Joe.
Ficamos em silêncio. Olhei pra Smith, agora acordado com seus machucados mais evidentes, toquei seu rosto e sussurrei um “está tudo bem”. Ele assentiu. Ainda estava amarrado, mesmo eu pedindo a todo o momento para que Milton o soltasse.
- Espero que me desculpe por isso um dia, (s/n). – sussurrou de maneira estranha. – Não posso deixar o Zayn sentir um pouco de felicidade. Eu preciso que ele sofra uma perda.
- Do que está falando? – perguntei com a voz entregando meu medo. Agarrei Joe contra mim.
A porta do carro foi aberta.
- Você não pode ter esse bebê.
O carro estava em alta velocidade.
Não.
- Não faça isso, Milton. Você não é isso!
- Desculpe.
Fui arremessada para fora do carro e só percebi quando senti meu corpo colidir com o asfalto quente. Aquela dor era surreal. Eu sentia minha pele rasgando, meu corpo rolando pela estrada, minha mente vagava em imagens de Zayn, Joe, Bryan, minha mãe e meu bebê. Eu iria perde-lo. Não podia deixar que aquilo acontecesse.
Mas meu corpo não respondia. Continuava rolando. E rolando. Minha pele ardia cada vez mais, era como se eu estivesse em chamas. A última coisa que eu ouvi foi o motor se aproximando. Tudo ficou preto. Eu não tinha mais noção de nada. Era meu fim?
[...]
- Moça... – senti uns empurrões. – Ela está acordando, Paul.
- Continue chamando.
- Moça! – chacoalhou-me. – Estamos te levando ao hospital. Você está sangrando muito por baixo. Moça! – gritou.
- Meu filho... Meu filho. – balbuciei.
- Você... Oh meu Deus, Paul. – a voz parecia assustada. – Ela está grávida.
- Puta merda, Claire!
- Acelera isso.
- Ele não pode... – tentei falar. Por que era tão difícil? Eu estava ouvindo tudo.
- Ele não vai morrer moça.
- Droga! A polícia está ali na frente.
- Ótimo! Pedimos ajuda a eles.
- Não podemos.
- Por quê?
- Eu não estou com os documentos.
- Que porra, Paul! – esbravejou.
- Vou tentar desviar.
- N-nã... – continuei tentando me comunicar. – Ele queria ma...
- Fique calada, moça... Vai ser pior. – senti mãos acariciando meu cabelo. – Por favor. A senhora está muito machucada.
- Estão vindo atrás da gente, Claire.
- Para esse carro agora, Paul! – gritou.
- Meu filho... – sussurrei melhor dessa vez. – Me ajuda...
- Vamos ajudar, calma. – a mulher disse. O carro parou.
- Policial, estamos com essa mulher. Encontramos ela caída no meio da estrada, estava sangrando muito. Na verdade ainda está, ela acordou um pouco e disse que tem um filho na barriga dela, acho que ele pode morrer se não for para o hospital logo. – a menina falou afobada e se eu não estivesse naquele estado até teria rido.
- E nós corremos de vocês por isso, pra leva-la. – o rapaz disse.
- Senhor Malik, encontramos sua esposa. – uma terceira voz surgiu.
Malik.
Zayn.
Meu marido finalmente me achou! Eu estava salva. E meu filho também.
- A ambulância está a caminho. Mantenham ela paralisada. – a terceira voz disse.
- S-sim senhor. – A menina ainda estava nervosa. Eu precisava agradecer a esse anjo depois.
[...]
Dor. Era tudo o que eu sentia. Até para abrir os olhos foi difícil. Assim que o fiz encontrei de cara um Zayn de cabeça baixa no colchão onde eu repousava. Olhei em volta e reconheci nosso quarto. Eu estava em casa. Uma mulher que eu nunca vi na vida entrou no quarto.
- Ela acordou, senhor Malik. – sorriu pra mim. Olhei confusa para Zayn. Seu rosto estava inchado, deve ter chorado muito. Eu tinha medo do motivo. Torci para que aquilo fosse por causa do sequestro.
- Amor. – sussurrou e me abraçou com força. Senti dor, mas não atrapalharia aquele momento. Meu coração acelerou assim que nossos corpos se encontraram. – A culpa foi minha.
- Culpa de quê, Zayn?
- Me perdoa.
- O que houve?
- A senhora... – a mulher parecia hesitante. – Perdeu o bebê.
- O quê?
Não imaginei que fosse ficar tão pequeno assim... Me desculpem!
Jess
Gente, o capítulo está pronto!
Posto em instantes.
/jess
hi
Olá, adoro o site e escrevo imagines também. Quando terão vagas para novas postadoras?
Beijão!
Ta interessada ainda? Se tiver fala aqui comigo.
/jess
OI MEUS AMORES!
Alguém vivo aqui?
Desculpem o sumiço.. Não vou encher vocês de promessas porque só entrei aqui num momento de tempo livre. Gostaria de dizer que eu sempre que posso dou uma olhada nas asks que vocês mandam e fico muito agradecida por ainda lembrarem daqui e pelo carinho que recebemos. E ESTOU MUITO FELIZ POR LEMBRAREM DE OVDQ TAMBÉM.
Falando nisso.. Eu to escrevendo o próximo capítulo e amaria se vocês falassem comigo pra dizer que estão aqui. <3
/jess
The Today Show, May 9th
Part 1
20 de Dezembro.
- Não quero voltar para o sistema. -sussurro deitada em seus braços.
- Você não vai -ele me garante olhando em meus olhos.
- Daqui a um ano farei dezoito, preciso pensar no que fazer!
- Como assim?
- Não posso ficar aqui para sempre..
- E porque não? Minha família e eu te amamos!
- Eu amo vocês, Louis, jamais serei capaz de recompensa-los por tudo que fizeram por mim.
- O que eles fizeram por você não foi em troca de recompensa, eles te amam S/n!
- E eu os amo também, mas eu tenho planos. -Louis se senta na cama assim que escuta isso.
- Isso quer dizer que não faço parte dos seus planos?
- Louis -sinto um bloqueio em minha garganta, então apenas suspiro-
- Parece que não, né.. -ele sobe o tom de voz-
- Nossos pais vão acordar, fala baixo! -peço.
- E isso importa mesmo? você vai nos deixar, não importa se eles souberem ou não!
- Eu te amo, Louis, mas isso nunca daria certo, nunca! Nós somos irmãos.
- Engraçado você dizer agora, isso nunca pareceu te impedir!
- Não fala assim comigo.
- E porque eu falaria de outro jeito? você está sendo ridícula! Sabe o quanto meus pais lutaram por você? Por longas noites eu escutei minha mãe chorando por você ter que ficar mais um dia naquele orfanato imundo, eu sacrifiquei tudo por você, S/n. Minha liberdade, minha vida, meus pais. E é com isso que você quer recompensa-los? Com dor e sofrimento?
Fiquei dez anos em um orfanato, os meus atuais pais ficaram três longos anos tentando me tirar de lá e quando finalmente conseguiram eu já tinha onze anos, duas passagens na policia, uma cicatriz na barriga e muita muita saudade da minha mãe, aquela que eu só conheço por uma carta velha. Nada disso foi planejado, Louis e eu nos apaixonamos a cada dia que passava e o sentimento foi ficando cada vez mais forte, eu tentei resistir pois sabia que isso poderia me jogar novamente em uma família qualquer mas ele me tranquilizou. O seu amor puro me fez perder medo dos homens, sua generosidade me fez ver que nem sempre as pessoas querem te usar. Sou eternamente grata a minha família, eles me acolheram, me deram um lindo lar, um lindo irmão e Tobby nosso amado anjo com patas.
- Saber que você e eu estamos apaixonados quebraria nossa mãe, você não entende?
- Ir embora e nos deixar aqui é o que vai quebrar nossa mãe!
Louis se levanta e veste sua camisa do Seattle Sounders, o mesmo se vira para mim e parece querer falar mil coisas mas ao invés disso sai do quarto e fecha a porta. Assim que ele atravessa o corredor sinto uma dor enorme no peito, me sinto cruel e suja por ter deixado as coisas chegarem a esse ponto.
[...]
A claridade faz com que meus olhos se fechem novamente, me deito de lado e pelo canto do olho vejo minha mãe abrindo as janelas. Seu sorriso é irradiante e hoje ela veste um lindo vestido amarelo com algumas flores na barra, sorrio assim que a mesma vem até a cama com uma xícara de chocolate quente.
- Bom dia mama -digo e beijo sua bochecha.
- Bom dia minha flor! -ela diz e me entrega a xícara.
- Dia especial? -pergunto e ela faz cara de braba-
- Esqueceu? -assinto- seu pai e eu vamos fazer uma pequena viagem esse final de semana.
- Ah sim, a viagem.. como esqueci?!
- Estava me perguntando isso agora. Escuta; sem festas, sem garotos, sem maconha.
- Eu não fumo maconha -digo com os olhos arregalados.
- Mas já fumou!
- Mama -digo chateada- quer me punir pelos atos do passado?
- Jamais, meu anjo -ela segura minha mão- só não quero que cometa o mesmo erro!
- E eu não cometerei.
- Cuida da casa e do seu irmão.
- Tá bom!
Antes de sair do carro mama beija minha testa, tomo um gole do meu chocolate quente e me levanto atrás de uma roupa para passar a manhã.
- Querida? -escuto batidas na porta.
- Pai, pode entrar!
- Estamos saindo -ele vem até mim e me abraça.
- Aproveitem bastante.
- Faremos isso -ele sorri e recebo o segundo beijo na testa da manhã.
O barulho da garagem se abrindo é tão alto quanto o sino da igreja ao lado, assim que ela se fecha sei que eles já não estão em casa. Desço os degraus com minha toalha e condicionador em mãos e entro no banheiro, mesmo estando no quente a água que cai é fria e faz meu corpo se arrepiar durante todo o banho.
Quando estou entrando no quarto vejo Louis saindo do seu, o mesmo me olha e então abaixa a cabeça e continua seu caminho até o banheiro, pego meu chinelo e um casaco e desço novamente encontrando ele na cozinha.
- Então vai ser assim? -pergunto me referindo ao seu silêncio.
- Não importa o que eu falar sei que não vai considerar ficar!
- Aquilo foi só um pensamento que eu transpus para você, Louis. Não vou embora!
- Não precisa falar isso para eu me sentir melhor, eu me viro sozinho é sério.
- Eu estou aqui -pego sua mão- não precisa se virar sozinho.
- S/n
- Vocês são tudo que eu tenho, não vou deixa-los.
- Promete?
- Prometo.
Ele sorri e em seguida me agarra pelas pernas, assim que nossos corpos se tocam sinto a eletricidade que existe em nós aparecer novamente.
- Porque fazemos isso? -ele sussurra com seu polegar em meus lábios.
- Não sei.. -respondo de forma sincera e mordo o lábio inferior.
A boca de Louis toca meu queixo e meus olhos se fecham de imediato, o mesmo beija meu pescoço e deixa uma mordida em minha orelha. Não faço ideia do que podemos ser, mas com certeza nunca seremos apenas, irmãos. Nossos lábios se tocam e damos inicio a um beijo cheio de sentimento e incerteza, seus lábios se moldam aos meus e minhas mãos passeiam por suas costas. Seus quadris se chocam com os meus e eu gemo baixinho, o mesmo respira fundo enquanto seu lábio contorna centímetro por centímetro do meu.
- Eu sei que você.. é virgem -ele diz e eu sinto um pouco de vergonha- não quero apressar..
- Eu quero! - Você quer?
- Sim.
Ele acaba com o pequeno espaço entre nós e então me acaricia por cima da calcinha, aperto os lábios e jogo a cabeça para trás, o mesmo vem ao meu encontro e beija meu pescoço novamente me arrancando suspiros. Um pouco mais de pressão é aplicada então eu solto um grunhido e arqueio as costas no balcão do banheiro.
- Não quero que nossa primeira vez seja na cozinha -digo no seu ouvido.
- E não será -ele diz e me pega no colo indo para o quarto.
[...]
Louis beija minha testa e então se deita do meu lado, encaro o teto e uma ponta de culpa parece transparecer em meu rosto.
- Foi ruim?
- Não, eu só estou com vergonha!
- Olha pra mim, babe. -ele pede-
Quando olho para Louis vejo sua vulnerabilidade, sei que ele deu tudo de si para mim desde que cheguei e continua dando, eu o amo, como jamais amarei alguém mas a culpa pouco a pouco me corroí.
- Eu ainda tô bravo com você. E não sei se posso confiar em você. Eu quero, mas eu não sei se confio então eu vou apenas tentar, vou tentar e confiar em você. Porque eu acredito que podemos ser extraordinários juntos, melhor do que ser comuns separados!
Ele coloca suas mãos grandes em meu rosto, suas palavras fazem meu estomago revirar e eu não consigo parar de sorrir, feito uma boba. Louis tem razão, somos extraordinários juntos!
pedido
Sempre amei fazer aniversário mas isso mudou durante minha festa de cinco anos. Tudo estava normal para ser sincero, meus pais estavam radiantes e meus avós felizes por nossa família agora completa com a volta da pequena Jayne. Havia algumas pessoas que eu não conhecia no pátio, dois homens fortes e tatuados na porta dos fundos e uma mulher com olhar obscuro falando com meu pai. Assim que os viu minha mãe me chamou e me entregou uma mochila e um bilhete, ela me deu um beijo e pediu para que eu corresse até o metro onde um amigo da família me pegaria.
Precisou de dez anos para eu conseguir entender o que aconteceu, minha mãe e meu pai eram fundadores de uma gangue e as pessoas que foram na minha festa eram seus rivais, eles queriam o quarteirão e minha família não os deu.
Naquela noite toda minha família foi morta inclusive meus avós, a noticia saiu em vários jornais e por causa disso tive que mudar meu nome e viver escondido em uma gangue do Brooklyn. Me criei no meio deles porém eles nunca me deixaram se envolver com os negócios da família. June o dono da gangue sempre apostou em mim como um grande jogador de basquete, eu era realmente bom por isso ganhei uma bolsa e fui morar em Londres onde estou agora com minha família. S/n é minha mulher e Brandon meu filho que está prestes a nascer.
- Liam -minha mulher gritou do banheiro e eu sai correndo.
- Eu esqueci a toalha -ela diz calmamente e eu coloco a mão no peito.
- Você vai me matar antes do nosso filho nascer -suspiro- é serio!
- Desculpa, meu bem! -diz sorrindo e em seguida beija meus lábios.
[...]
O dia estava nublado em Londres mas isso nunca me impediu de ir correr pela manhã, o frio está realmente castigando a todos mas não há nada que me deixe longe da minha rotina. O parque não estava com muitos visitantes o que facilitou o circuito que o treinador montou, terminei dez minutos antes.
- Está dispensado, Liam.
- Foi um ótimo treino -digo após pegar a mochila.
- Também achei, como está o pequeno Brandon?
- Quase saindo da mãe! -digo e ele arregala os olhos-
- Espero que esteja preparado para o melhor dia da sua vida!
- É.. eu também -digo e coço a cabeça.
Enquanto converso com o treinador vejo que uma mulher encostada na árvore me olha. Eu reconheceria aquele olhar sombrio mesmo que em uma multidão, era ela, a mulher que assassinou minha família.
- Onde você vai, Liam?
Assim que vê eu indo até ela a mesma começa a caminhar mais rápido, atravesso a rua e logo fico presso em um manifesto de estudantes, peço licença empurrando algumas pessoas mas mesmo assim a perco de vista.
June me disse que eles viriam atrás de mim, e assim que eles chegassem era para eu ligar, e por mais que eu não quero atrapalhar agora existem mais pessoas em jogo, minha família.
- Você tem certeza que era ela?
- Eu reconheceria aquela, vadia, em qualquer lugar!
- Droga, ela nunca viaja sozinha. Liam me escuta.. você tem que tirar S/n dai.
- E para onde eu levaria ela, June?
- Vem para o Brooklyn!
- Não.. eu não posso largar minha vida aqui! Amanhã mesmo tenho um jogo.
- Então você prefere jogar a salvar sua família?
- Sabe o que eu prefiro? Não me meter nisso!
- Sinto em te dizer mas você nasceu no meio disso, pegue as passagens e venha, Liam. Você não suportaria perder mais uma família!
Desligo o celular e sinto meu estomago revirar, exatamente do mesmo jeito que ficou enquanto corria até a estação como minha mãe mandou. Durante a caminhada até minha casa vejo uma forte fumaça no ar, na hora me vem uma estalo na mente eu corro como jamais corri. Assim que dobro na esquina que dá de frente para minha casa vejo uma multidão com baldes e mangueiras tentando apagar o fogo que já estava mais do que alastrado.
- NÃO!! NÃO... -coloco as mãos na cabeça- S/N!!! -grito-
- LIAM VOCÊ PRECISA SE ACALMAR. -meu vizinho pede com lágrias nos olhos.
- CADE MINHA MULHER? CADE MEU FILHO?
- UM CARRO.. UM CARRO PRETO ENCOSTOU AQUI E A LEVOU, E EM SEGUIDA O FOGO COMEÇOU!
- DE NOVO NÃO -digo e sinto as lágrimas em meu rosto.
- A POLICIA ESTÁ A CAMINHO VOCÊ PRECISA SE ACALMAR!
- Me empresta seu carro -peço-
- Eu.. você tem que dar depoimento!
- Me da a chave -peço entredentes e ele entrega.
[...]
Por mais que eu não quisesse eu sabia que eram eles que estavam com S/n, incendiar casas era um código ''Quando o fogo cessar a pessoa morrerá'', odeio admitir mas June tinha razão eu devia ter levado ela para o Brooklyn dentro do quartel ela estaria protegida. Minha família fez coisas ruins no passado e por mais triste que isso seja estou pagando por isso.
Após oito horas de voo chego em Nova York, empurro algumas pessoas no desembarque e recebo um olhar de reprovação do June que me espera em frente a seu carro.
- Eles pegaram ela! -digo com os punhos cerrados.
- E agora nós vamos pegar eles -ele diz e me entrega a arma da sua cintura.
- Vou matar aquela vadia -digo entrando no carro.
- Ei gafanhoto, não quero que jogue sua vida fora!
- Eles queimaram qualquer vestígio de vida que eu tinha.
- Os Gonzales não vão fazer nada com sua mulher, eles querem a mim e sabiam que se mexessem com você, uma guerra estaria armada!
- E agora?
- É agora que a guerra começa!
[...]
- Liam, eu sei que você é melhor do que isso, eu sou inocente, juro!
- Eu também sou inocente porra -grito. E olha para mim, veja o que acontece com pessoas inocentes como nós!
- EU NÃO SEI ONDE SUA MULHER ESTÁ!
- ESTÁ MENTINDO -grito perto do seu rosto e ela se esquiva.
Lauren é a filha do Robbie o chefe da máfia, nós sequestramos ela ontem a noite durante uma festa de adolescente. Eu deveria me sentir mal mas tudo que sinto é medo, pois a cada minuto que passa é um minuto sem saber como estão as duas pessoas que eu mais amo no mundo. Ela é uma menina jovem mas já se meteu em muitas encrencas, quando mais nova ela que atraia as iscas para seu pai matar, por isso eu sei que ela sabe onde é o esconderijo.
- Se você não falar eu juro, que vou cortar um dedo do seu pé, agora mesmo!
- Acha mesmo que eu tenho medo de você? És uma piada!
Cerro os punhos e minha mão acerta em cheio seu rosto, sua cabeça acaba virando com a força e quando se desvira vejo que seu lábio esta rasgado.
- Olha, você sabe bater.. -ela gargalha- eu sei fazer melhor.
- Já chega dessa brincadeira -June diz e engatilha a arma- onde ele está?
- EU NÃO..
E antes mesmo que ela acabasse a frase June atira no pé dela, me assusto com o ato e a menina se contorce de dor na cadeira.
- Não vou perguntar de novo.
- EU FALO, EU FALO!
- Então fala, porra!!!
- Assim que ela chegou, Marcos, o enfermeiro induziu o parto e tirou a criança dela.. -ela para de falar e urra de dor- ela ficou fraca e eles jogaram ela no porão, eu tentei intervir e até levei comida para ela mas tinha muito sangue..
- Onde fica isso? - June pergunta com os cabelos dela nas mãos.
- No cassino, no CASSINO GONZALES!
- Desgraçados! -ele grita e atira no peito da menina três vezes.
Fecho os olhos pois o barulho do tiro me assusta, prefiro não olhar e sigo June até a garagem onde ele pega seu maior carro, observo o mesmo colocar algumas armas no banco de trás e logo dois de seus parceiros entram no carro.
- Você não vem? -Maison pergunta-
Entro no carro e não demora muito para que o mesmo arranque, o caminho até o Cassino é torturante e quando chegamos no mesmo par nossa surpresa o lugar está completamente vazio. Maison arromba a porta e então entramos, vejo a porta do porão exatamente como a garota descreveu e então corro até a porta.
- S/N.. -a chamo mas não tenho nenhuma resposta-
Empurro a velha porta e assim que abro sinto um forte cheiro de ferrugem, desço as escadas com a arma apontada e não demora muito para que eu veja ela atirada no chão. Jogo a arma e corro até ela, seu longo cabelo negro está cobrindo seu rosto e eu receio o tirar. Assim que tiro percebo que a mesma está pálida e seus lábios que antes tinham um tom vermelho sangue agora estão roxos. Me agarro em seu corpo já desfalecido e choro, choro por mim, pelo meu filho e por todos aqueles que a amam.
- Liam..
- Ela está morta, June! MORTA -abraço seu corpo.
- Achamos o Brandon..
Viro para trás e então vejo June com um pequeno embrulho nos braços, o mesmo se abaixa e então vejo o lindo do rosto do Brandon, a dor no meu peito é tanta que chega a ser sufocante é como se eu tivesse sido esfaqueado e não ela. Estico meus braços e aconchego meu pequeno filho, June me abraça e choramos abraçados no que parecia ser minha família. Brandon estica seus pequenos braços e dá um lindo sorriso, no seu rosto existem pequenos vestígios de sangue exatamente como na camisola de sua mãe.
Olho pela última vez nos olhos daquela que eu mais amei e então os fecho.. Para sempre.
[...]
Nunca consegui entender o porque de quando os bebês nascerem, eles chorarem como se não houvesse amanhã. É alto, é chocante, e é completamente injusto. Agora eu entendo! Aquele adorável pequeno bebê foi forçado a sair do ventre materno, e forçado a respirar o ar externo com seus pulmões novos em folha. É a natureza humana. Ninguém que ser deixado no frio, rejeitado e sozinho. Afeição, aceitação, e amor incondicional. Todos o queremos. Todos o procuramos. Mas quando o encontramos, é muito aterrorizante. Porque com a mesma rapidez que o encontramos, ele pode desaparecer. E voltamos à estaca zero, sozinhos.
- Eu te amo para sempre, babe! -digo e jogo a primeira pá de terra no caixão.
One Shot Niall Horan - Princess
Desculpem pela péssima qualidade da foto, mas achei bem conveniente colocar.
Pedido
faz um do Niall em que ela é uma princesa só que os pais delas são separados, o pai dela é um rei e a mãe dela é uma pessoas normal, a S/n não aparece com princesa nem nada nos jornais e ela mora com a mãe dela e só no final de semana vai passar com o pai dela, ela e o Niall são namorados e ele não sabe que ela é uma princesa, um dia ele e os meninos vão janta com a família real e lá ele descobre que ela é uma princesa, final feliz. Obg
- O que acha de sairmos hoje? - um minuto de silêncio se fez presente na ligação.
- Er… Hoje?
- Sim, (s/n). - Niall riu. - Hoje.
- Hoje não dá.
- E por quê?
- Tenho que… Sair com… Minha mãe.
- Sua mãe?
- Sim.
- Pra onde?
- Mercado.
- Você está estranha.
- Eu? - ri sem vontade. - Eu não, estou ótima. Niall…
- Está nervosa.
- Eu preciso desligar. - continuei falando fingindo não ouvi-lo.
- Já? Mas…
- É que vamos agora.
- Princesa, precisamos ir agora. - o segurança falou fazendo-me arregalar os olhos.
- Princesa? Quem é esse homem que está te chamando de princesa, (s/n)? -gritou.
- Niall, calma!
- Quem é ele?
- É… O meu… Tio. - fingi estar tossindo pra ter tempo pra pensar. - O meu tio, Niall.
- Tio? Que tio? Você nunca me falou de tio nenhum,
- Ele estava na… Na…
- Na?
- Polônia. - eu podia imaginá-lo cerrando os olhos nesse momento.
- Um tio na Polônia?
- Sim.
- Legal. - ele estava desconfiado.
- Eu preciso…
- Amanhã você pode sair comigo? Ou tem que ir no mercado com a sua mãe e o seu… Tio?
- Desligar. - completei e suspirei logo após. - Sim, eu posso. Amanhã é Domingo, não é?
- Sim, algum problema?
- Não, nenhum. Estarei contigo.
- Okay.
- Niall…
- Oi?
- Desculpa por…
- Tudo bem.
- Por não te dar a atenção que você merece. Logo agora que você chegou de turnê.
- (s/a), tudo bem. Só quero que você saia comigo amanhã.
- Está combinado, amor.
- Okay.
- Agora eu preciso ir.
- Certo.
- Eu amo você.
- Eu amo você.
Desliguei a ligação e corri para o andar de baixo. Minha mãe me esperava para dar as últimas instruções e após encher o saco sobre o fato de Niall não saber que não me chamavam de princesa por apelido e sim por ser algo verídico, deu-me um beijo na bochecha, abraçou-me e eu pude finalmente ir embora.
Para o palácio.
Rainha Elizabeth II e toda a sua família real me esperava.
A minha família.
- Quer comer rosquinhas, princesa?
- Rosquinhas? - sorri. - Você sempre fazendo minhas vontades, não é Homer? - chamei o senhor quase careca pelo apelido que eu havia dado quando era criança. - Tem rosquinhas, aí?
- Não, mas podemos comprar. A loja é logo ali no próximo quarteirão.
- Mas… Não é perigoso?
- Não! - riu. - Temos 5 carros de segurança atrás de nós.
- Ah, sim. - olhei para trás vendo os 5 carros pretos. - Vamos logo então!
Descemos do carro gigante que meu fazia questão de deixar à minha disposição e seguimos para a loja. Quando estávamos saindo um fotógrafo tirou umas fotos minhas.
- Filho da mãe! - Homer disse correndo até o homem que tentou fugir dele, mas logo o segurou. - Por que estava tirando fotos dela?
- Porque… Porque ela é muito bonita.
- Homer… Não machuque ele.
- Não é que parece? - o fotógrafo riu.
- Você está rindo de mim, desgraçado?
- N-Não. - negou rapidamente.
- Apague as fotos dela.
- Apagarei.
- Por que estava tirando foto dela?
- Porque…
- Não ouse repetir o que disse antes! - apertou o seu pescoço com um dos braços. Os seguranças correram até nós e me rodearam. Todos armados.
- Gente, não precisa disso. Está tudo bem. - tentei falar.
- Fale o real motivo. - Homer pressionou.
- Eu sei que ela é a filha do príncipe… Ela é que é a princesa. A filha tão escondida do senhor Charles.
- Sabe por que ele a esconde?
- N-Não senhor.
- Para protegê-la. - apertou o braço no pescoço do homem. - E nós o ajudamos nisso, caro fotógrafo.
- Homer, por favor. - pedi.
- Princesa, deveria entrar no carro. - um homem disse.
- Não saio daqui. - bati o pé. Homer o soltou.
- Poderia, por favor, apagar as fotos? - disse e olhou para mim. Concordei. O homem ajeitou-se e apagou as fotos de sua câmera. - Obrigado. - retirou dinheiro do seu bolso e deu a ele. - Estamos resolvidos, vamos embora.
- Hey! - o homem chamou quando nos distanciamos. - Você é filha da princesa Diana? - eu ri.
- Não. - respondi e entrei no carro. - Minha mãe é uma plebeia. - sussurrei.
- Está bem, princesa? - Homer perguntou.
- Sim, sim. Podemos ir logo?
- Claro. E suas rosquinhas? Não vai comer?
- Já tinha esquecido. - ri dividindo com ele.
[…]
- Seja bem vinda, minha neta! - minha avó me recebeu com um abraço apertado.
- Obrigada. - sorri brevemente curvando-me pouco.
- Filha! - meu pai desceu os vários degraus para me abraçar. - Espero que tenha sido uma pequena viagem tranquila. - sorriu.
- Sim, foi. Só estou cansada.
- Uh! Sinto muito minha princesinha, mas você vai ter que nos acompanhar em um jantar hoje.
- Jantar?
- Sim, vamos receber uns artistas.
- Eu também odeio esses compromissos reais, minha irmãzinha. - Harry bagunçou meu cabelo e riu. - Não vai me abraçar?
- Babaca. - ri abraçando-o. - E o William?
- Viajando.
- O George foi receber uma homenagem no Canadá.
- Ah… - olhei pra Harry e ele entendeu rindo muito logo em seguida.
- Bebês reais… Sempre atarefados. - deu de ombros.
- Soube que você está namorando. - falei olhando-o desconfiada. Ele riu sem graça.
- Temos muito assunto pra tratar. - falou dando-me o braço. Segurei-o. - Estamos no jardim.
- Voltem às 18hrs. - nosso pai disse.
Estava conversando com Harry no imenso jardim do palácio que meus familiares por parte de pai chamavam de casa quando recebi uma ligação de Niall.
- Oi! - falei assim que atendi.
- Oi… Er… (s/n)… - podia imaginá-lo coçando a cabeça.
- Algum problema?
- É só que eu queria começar pedindo desculpas.
- Por quê?
- Porque vou ter que furar contigo. Não vai dar pra sairmos amanhã.
- Nossa, mas… Por quê?
- Vou ter que sair pra jantar hoje, eu estou muito feliz por isso, mas triste também porque amanhã terei outro compromisso que é na verdade ligado a esse jantar.
- Ai… Fiquei um pouco confusa. - ri. - Que jantar é esse?
- É com a rainha, amor. Eu vou jantar com a rainha! Isso não é demais? - ele parecia muito animado de verdade. - Não só eu, a banda inteira vai. Todo mundo.
- Com a rainha… Sei… E… - minha cabeça girava. - É sério isso mesmo?
- Sim, claro. Acha que eu mentiria pra você?
- Não, não… Nunca. Só estou… surpresa. - e com medo. Deveria ser acrescentado também.
- Eu juro que vou fotografar tudo, o máximo que puder! Te mostro todo aquele mundo que eles chamam de casa, eu estou muito ansioso amor.
- Eu estou percebendo. - suspirei. - Amor, eu preciso te contar uma coisa.
- Pode falar.
- É que eu sou…
- Niall, temos que nos apressar! A rainha está nos esperando às 19hrs.
- Já? Meu Deus, são 18h30 já. - ele praticamente gritou.
18h30?
Arregalei os olhos. Estou atrasada.
- Niall, deixa eu te contar logo.
- Amor, não dá! De verdade… Se eu deixar a rainha esperando é capaz de eu ser preso. - gargalhou. - Eu amo você.
- Eu… Amo você. - respirei fundo. - E desculpa por isso. - desliguei a ligação. Ele vai entender depois.
Voltei para dentro de casa e levei bronca junto com o Harry por chegarmos atrasados.
[…]
- Você está linda! - minha madrasta disse.
- Obrigada. - sorri brevemente. Ela era legal, mas eu não gostava muito.
- Concordo. - meu pai falou. - O que acha de visitarmos os cavalos amanhã?
- Acho ótimo. - sorri de verdade dessa vez. Eu amava os cavalos reais.
Logo vi os rapazes chegando. Todos nós nos posicionamos em fila para recebê-los e para que eles cumprimentassem todos nós, sem exceção. O primeiro a nos cumprimentar na entrada foi Harry. Ele me olhou arqueando as sobrancelhas e eu neguei com a cabeça num pedido para que ele não falasse nada agora.
Depois foi a vez do Louis.
Do Liam.
E todos tiveram a mesma reação.
E aí veio o Niall. Meu coração apertou. Na hora de apertar minha mão ele simplesmente congelou. Não fez nada. Apenas ficou me olhando e com a mão parada na minha frente. Todos nos olharam. Eu apertei sua mão direita percebendo que estava muito gelada.
- Você está bem? - perguntei. Ele só mexeu a boca.
- O que houve, meu rapaz? - meu pai perguntou. - Filha, vocês se conhecem?
- F-filha… - Niall sussurrou.
- Era… Era isso que eu queria te contar, Niall… - falei baixo. - Por favor, reaja e vamos sair daqui. Precisamos conversar!
- Repito a pergunta (s/a). Vocês se conhecem? - meu pai disse parecendo bravo dessa vez.
- Nos conhecemos. - respondi. - Ele é meu namorado.
- O quê? - minha madrasta e minha avó quase gritaram. Harry, o príncipe, riu.
- Niall é príncipe? - Louis riu. - Legal.
- Vamos sair daqui, por favor.
- Pra onde você quer ir? - ele perguntou parecendo impaciente.
- Jardim. - segurei em sua mão e fomos juntos ao jardim ouvindo os gritos do meu pai nos mandando ficar.
- Por que você não me contou?
- É complicado… - suspirei. - Meu pai passou a vida toda tentando me esconder, me proteger das câmeras e do foco da imprensa… Eu simplesmente não queria estragar isso. Não é que eu não confio em você, mas às vezes nós falamos algo sem saber, sem perceber, entende? - segurei em sua mão. - Fiquei com medo de que você pudesse contar a alguém e que a notícia se espalhasse. Tem muita coisa envolvida nisso, Niall.
- Eu entendo.
- Entende?
- Claro que entendo. Como pessoa pública eu sei como funcionam essas coisas e você como uma pessoa tão importante corre risco até de atentados. - me abraçou. - Você fez bem. Tem que se proteger.
- Obrigada por ser tão compreensivo assim. Achei que fosse gritar comigo. - ri.
- Eu ia. Mas você tem razão, seu pai também. Ser uma princesa é muito arriscado, ainda mais quando você mora numa casa simples como a da sua mãe.
- Eu nunca vou abandoná-la.
- Eu sei. - beijou minha bochecha. - Você é muito especial. E não só porque é uma princesa. De verdade. - fez careta e eu ri.
- Não te agrada namorar uma princesa?
- Não muito.
- Mas você não namora uma princesa. Namora a (s/n).
- Ah, então eu não sou príncipe? - fez bico e eu ri.
- Quer ser príncipe?
- Ah, isso eu quero.
- Então peça a princesa em namoro também.
- Mas o seu pai…
- Ele vai te amar. Só faz essa pose de durão, mas é um amor.
- Hum… Então… Senhorita princesa, você aceitaria namorar comigo? Um simples plebeu que… Só tem uns ingressos de graça pra te oferecer? - gargalhei abraçando-o.
- Claro que aceito, senhor plebeu. - beijei-o.
- Será que… Nós podemos comer as comidas de pessoas extremamente ricas? Eu estou louco pra descobrir o que vocês comem. - nós rimos.
- Nada demais. - levantei e fui andando. - Só uns líquidos com ouro dentro. - falei dando de ombros e Niall correu até mim de olhos arregalados.
- Sério, (s/n)? Eu quero beber e comer tudo, tudo mesmo! - abraçou-me pelo pescoço e nós voltamos para dentro enquanto conversávamos sobre o que possivelmente ele iria comer no jantar.
Finalmente tudo estava resolvido na minha vida. Niall sabia de tudo e eu não precisava mais esconder as vezes que iria pra casa do meu pai. Ele até queria ir junto e meu pai fazia questão de convidá-lo ou de mandar alguém ir buscá-lo. Eu não podia reclamar da minha vida. Tinha amigos fiéis, uma família que me ama e um namorado completamente compreensivo e amoroso.
Jess